Minha dor.

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Hey amores!
Olha eu aqui novamente com uma one-shot!
Só que com um tema sombrio!!
Espero que gostem e qualquer falha me aviseeem!
Como é a minha primeira fic de tragédia podem opinar, sei que não vai sair algo tão *o*
Bem, Boa Leitura honeys ♥

Sexta-Feira, 26 de dezembro... 15h35min.

Sou conhecida na escola, como “A Grande Vadia”, mas eu não julgo as pessoas por me chamarem assim, eu não tenho culpa se seus cérebros são pequenos o suficiente para entender que se você está solteira e está a fim de ficar com alguém, isso não lhe torna uma vadia...
Você realmente deve está se perguntando por que estou aqui falando isso, se isso não vai me levar ou até mesmo lhe levar a lugar nenhum.
Mas eu só queria lhe dizer que preciso de um amigo, alguém que seja meu amigo de verdade entende? Não quero um amigo, que por causa de falatórios na escola se afaste de mim.
Se você for alguém que me conhece, deve está se perguntando “O que diabos é isso tudo?”, bem eu também me pergunto isso o tempo todo.
Posso lhe dizer que ser a popular da escola, ser uma das mais ricas da cidade, não lhe torna feliz, ao contrário, as vezes só lhe trás decepção.

Tudo começou com aquela maldita festa, e sim, eu já possuía a minha fama de puta e outros apelidos, eu estava muito alegre, pois o novato lindo queria ficar comigo.

Seis dias antes.

Uma festa que ocorria de ano em ano e apenas adolescentes ricos, -assim como eu-, poderia ir.
Eu tinha o vestido perfeito para essa ocasião, quando faltava pouco para oito horas da noite, comecei a me arrumar e sabia que essa noite seria minha.

Quando eu estava pronta, liguei para o meu motorista e pedi que me levasse ao endereço da festa, como de costume ela sempre acontecia em locais diferentes e dessa vez foi em uma casa de praia que custava milhões.

No carro eu me distraia conversando com alguns amigos pelo celular e algumas meninas falavam.
“Vai pegar o novato gostoso!”

Eu soltava alguns risinhos com comentários desse tipo, mas comentários assim eram verdadeiros, o novato era realmente lindo, com cabelos castanhos claros, olhos verdes marcantes, corpo definido e um sorriso misterioso.
Jurei no começo que para Leticia Fernandes Cabral, aquele garoto era demais para mim, até ele provar ao contrário ao vim falar comigo.

Enquanto eu sorria só de pensar no garoto que eu teria em minhas mãos hoje, não notei que tinha chegado ao local, o motorista como sempre desceu do carro, abriu a porta e eu fui em direção à armadilha... Que deveria ser apenas uma festa e uma noite de diversão.

Logo ao adentrar a casa, percebi que meus amigos já estavam loucos.
Algumas meninas da escola me puxaram para conversar e me levaram ao bar, mas não optei em beber, já que não gosto muito.

Enquanto as garotas conversavam sobre besteiras, o garoto apareceu ao meu lado sorrindo e segurando minha mão.

Ele estava com uma camisa social branca, uma calça jeans escura que ficava muito bem nele, não consegui notar seus calçados por causa da má iluminação.

-Gostaria de sair daqui? –Perguntou sorrindo e eu sabia muito bem suas intenções.

-Claro!

O novato, que tinha o nome Rodrigo, me levou a um cômodo que mais parecia uma sala de jogos, claro que era uma sala de jogos com mesas de sinuca, pebolim e vários outros.

-Fui o lugar mais calmo que consegui para nós dois. –Disse se aproximando e mordiscando meu lóbulo.

Sorri mordendo o lábio inferior e fui caminhando de costas até me bater na mesa de sinuca, ele sorriu travesso e colocou suas mãos em minhas coxas, e beijando meu pescoço bem devagar.

-Vamos beber algo? –Sugeriu.

-Não, eu não gosto de beber.

-Qual é, só hoje, apenas para celebrar nossa noite divertida.

Fiquei pensativa e algo me falava para negar, entretanto como nunca fui de beber e essa seria minha primeira vez, tinha certeza que nada de mal poderia acontecer com um gole ou outro.

-Está bem, mas eu não prometo virar um copo inteiro.

Ele sorriu e foi até uma mesinha que tinha uma garrafa de whisky e alguns copos com gelo.

-Não se preocupe um gole já basta.

Sorri e fiquei esperando o garoto trazer minhas bebidas, assim que a trouxe ele pediu que nós brindássemos e eu não neguei.
Assim que brindamos levei a bebida à boca, que tinha um gosto realmente muito amargo.

-Acho que só um gole já basta! –Falei colocando o copo na mesa de sinuca, porém um pouco afastado de mim.

Diferente de mim, Rodrigo virou seu copo inteiro e colocou seu copo ao lado do meu.

-Vamos ao que interessa! –Resmungou sorrindo.

O garoto se aproximou de mim e me atacou com um beijo violento, eu sorri e como estávamos nós dois sozinho, que mal teria em enlaçar minhas pernas em sua cintura?
Ao fazer isso, senti sua mão massageando meu seio esquerdo, mas minha intenção não era passar disso.

Enquanto me beijava, o garoto passava suas mãos em minhas nadegas, hesitei e afastei sua mão de minha intimidade.

–Rodrigo, não passe dos limites... –Repreendi, e já estava me arrependendo de estar sozinha com o garoto.

-Desculpa. –Sorriu insatisfeito. –Quer beber mais um pouco? –O garoto pegou meu copo e estendeu em minha mão.

–Vai parar de me mandar beber isso aqui, se eu virar todo? –Indaguei e ele sorriu assentindo.

Dei de ombros e bebi a bebida quase colocando pra fora, minha garganta travava algumas vezes, cheguei a cuspir um pouco da bebida.

–Ótimo! –Disse o garoto se aproximando voltando com os beijos perversos e com os atos que repreendi minutos antes.

–Rodrigo... –Falei, mas senti o mundo ao meu redor girar, escutava uma risada vindo do rapaz, eu a escutava em ecos. –O que está acontecendo?

Minha cabeça girava e notei outros dois garotos entrarem no quarto, o novato me empurrou na mesa de sinuca e sem forças não consegui empurra-lo e escapar, movimentei meus braços e a única coisa que consegui fazer foi derrubar meu copo.

– Você me drogou. –Cheguei a conclusão olhando para os garotos.

Rodrigo levantou meu vestido e subiu em cima de mim, tentei resistir, mas no momento eu não passava de uma garota indefesa que estava prestes a ser assediada.
Tudo ao meu redor, foi ficando escuro até eu perder todos os sentidos e não saber mais o que estava acontecendo.

***

Acordei no dia seguinte, estirada no chão da sala de jogos, estava apenas com meu sutiã, sentei e fui logo atrás das minhas vestes, ainda desnorteada vesti minhas roupas e olhei ao redor, me apoiei em uma mesinha e me levantei, o local estava uma bagunça.
Quando consegui me sentar em uma cadeira, comecei a vomitar algo branco no chão daquele cômodo, quando coloquei tudo para fora, chorei descontroladamente, eu tinha certeza, tudo que tinha acontecido noite anterior foi real.
Engatinhando – não possuía forças, para ficar em pé –, procurei meu celular, mas bem longe das minhas vistas comecei a escutar o maldito apitar, seu toque entrava em minha cabeça, querendo com que ela explodisse.

Segui o som do meu celular e assim que o peguei, ele estava cheio de mensagens, assim que as abri chorei mais ainda com tantas ofensas.

“Acho que provou ser puta mesmo!”

“No vídeo falava que ia perder a virgindade, mas tenho que certeza que já tinha perdido o lacre há muito tempo.”

A palavra vídeo ficou ecoando em minha mente, e desesperada olhei no meio de tantas mensagens um vídeo que estava baixado, assim que o abri, lá estava eu fazendo sexo com o garoto que eu queria beijar, mas agora, só sentia nojo.

O pior é que eu me lembro de ter apagado antes desses atos estúpidos começarem, porém no vídeo eu falava coisas obscenas do tipo “Me fode gostoso!” enquanto o garoto estava sobre mim se movimentando rapidamente.

Tirei daquele vídeo e chorei mais ainda.
Quando consegui me controlar, liguei para o motorista para vim me pegar.
Assim que saí da sala de jogos, em alguns cômodos ainda se encontrava algumas pessoas, que assim que acordasse veria o vídeo da puta aqui.

Caminhei desnorteada até a saída e me sentei no gramado a espero do cara, eu não conseguia acreditar nisso, como tiveram a coragem de fazer isso comigo?
Como seria minha vida daqui à diante? Um total inferno.

Tentei reter minhas lágrimas, pois não queria que Victor, o motorista desconfiasse de nada.

***

Ao chegar em casa, tomei meu banho para tirar aquela festa de mim, eu estava me sentindo um nojo, queria arrancar minha pele de mim mesma, para minha sorte meus pais estavam viajando e as empregadas estavam ocupadas demais com seus serviços.
Liguei o notebook e em meu facebook comentários ofensivos estavam em todas as minhas fotos, comentaram até na minha linha do tempo.
Eu já não conseguia mais chorar, apenas me sentia frágil, não sei se estava triste com o vídeo mandando para todos ou pelo fato dos meus “amigos” também me chacotearem virtualmente.

Suspirei forte e desativei todas as minhas contas, facebook, twitter, youtube, tumblr, todas as contas que eu tinha em meu nome.
Meu celular não parava de piscar com a quantidade de imagens, então com tanta tristeza e raiva que o joguei com tanta força na parede que ele se abriu em vários pedaços.

Amarrei meus cabelos em um coque e abracei meus joelhos e desabei novamente no choro e única coisa que eu implorava nesse momento era... Por favor, Deus, me acorde desse pesadelo!

Agora...

Foram seis dias bem ardilosos, sabe? Acordei com pichações em minha casa com comentários ofensivos, mas nesses seis dias em casa, trancada em meu quarto, só saía apenas para comer e beber agua de madrugada.

Meus estupradores me ameaçaram de postar o vídeo em algum site pornô, caso eu contasse algo para os meus pais, mas sabe, eu estava pouco ligando para isso, eu mesma, hoje de manhã postei em um site pornô famoso.

Eu tenho uma mensagem para vocês que fizeram isso comigo, eu não irei guardar rancor, apenas pena de vocês, perdoarei vocês, porém um dia vocês pagarão por tudo isso ou talvez não, eu realmente espero que não.

Bem, agora eu preciso ir, vou gastar o resto da minha vida indo para um novo caminho, um caminho que várias pessoas passaram e que futuramente algumas passarão.
Posicionei na varanda do meu quarto e subi em uma cadeira alta, olhei para baixo e senti algumas lágrimas rolarem no meu rosto, sorri com dificuldade e fiquei de costas para a pequena grade da varanda.

-Por aqui já chega!

Impulsionei meu corpo pra trás e caí em direção a minha nova amiga, a dona morte, fechei os olhos e meu corpo se chocou contra a agua da piscina, fazendo com que eu sentisse uma dor que durou poucos segundos, até a minha melhor e nova amiga me levar, eu sabia que pessoas sofreriam por minha morte, mas do que adianta eu continuar viva externamente, se por dentro tudo em mim estava morto?
A única pessoa que sofreria com isso tudo seria eu e espero que as pessoas entendam que isso foi apenas uma forma de acabar com a dor que apenas eu sabia e sentia.

Notas finais
O que acharam?
Podem dizer o que gostaram e oq não gostaram!!
Espero que a leitura não tenha sido tão chatas!
Beeeeeeijos e até os comentários ou até mesmo as proximas fanfics!!! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!