Notas iniciais
Capítulo dedicado as leitoras mais fofas do mundo, RaiaraBorges, Ana Paula Somerhalder e LoveAutumn nossa nova leitora. Muito obrigada por continuarem comentando e RaiaraBorges muito obrigada pela recomendacao

O frio era cortante, a chuva começava a cair lentamente, no chão avistei um pedaço oco de madeira e o peguei a fim de me proteger dos lobos que se aproximavam cada vez mais arregaçando suas enormes presas, já poderia sentir os seus dentes dilacerando minha carne, um dos lobos se aproximou e eu apontei minha arma improvisada em sua direção, porém ao voltar toda minha atenção para um deles não percebi a presença de mais e mais lobos que agora começavam a se aglomerar, deveria ser uma matilha.

Um deles veio em minha direção avançando rapidamente, em um movido de defesa o atinge com o tronco, eles recuaram por um momento mais logo começaram a atacar eu conseguir atacar outro deles mais fui pega desprevenida por unhas que atingiram meu braço, fazendo com que o sangue escapasse daquele local. A dor era alucinante levei minha mão ao ferimento e gritei, um grito alto e estridente que ecoou pela mata escura, depois tudo se tornou cada vez mais lento, não conseguiria mais me defender, eram muitos. Fechei meus olhos e esperei que viessem, mais um barulho diferente chamou minha atenção. O príncipe se aproximava em seu cavalo, um enorme corcel branco como em meus livros de conto de fadas, ele desceu com sua espada em mãos e se colocou entre nós.

–Você esta bem? – ele perguntou, mas quando olhou meu braço se rosto havia sido tomado por uma expressão diferente. – Vou tirar você daqui.

Ele assobiou e seu cavalo veio em nossa direção, ele me ajudou a subir e o cavalo começou a correr disparado pela floresta, pelo canto dos olhos eu o vi atacar os lobos. Essa era minha chance eu poderia fugir, para um local diferente, tinha meios para isso ninguém me capturaria de novo, mas algo me impediu, uma voz em minha consciência sabia que isso não era o certo a fazer, nos distanciávamos cada vez mais, o corcel percorria a mata com estrema velocidade, as arvores passavam por nós, enquanto isso a mesma duvida persistia em minha mente, o que fazer?

Eu não poderia deixá-lo não seria justo, peguei as rédeas e transmiti os comandos para que o cavalo voltasse, ele prontamente me atendeu e começávamos agora a realizar o caminho contrario.

Eu não poderia estar em meu juízo perfeito, estava prestes a enfrentar lobos ferozes para salvar a vida de alguém que me fizera lavar escadas durante todo o dia, mas isso não importava agora, eu não o deixaria morrer.

A cena que encontrei porem foi bastante diferente do que eu esperava, o príncipe estava deitado no chão, com um enorme corte em suas costas, novas cicatrizes, a palavra ecoou pela minha mente, mas não havia sinal de lobos, ele havia matado todos?

O ajudei a ficar de pé e o coloquei sob o cavalo depois seguimos de volta para o castelo. Durante nosso caminho de volta pude analisar melhor suas feições, o que ele tinha em seu rosto eram desenhos, apenas em parte dele, desenhos estes que se estendia por todo o lado esquerdo de seu corpo. Mesmo com essas figuras em seu rosto ele era muito bonito, tão belo quanto um príncipe poderia ser.

Logo avistei o castelo e todos pareciam cientes do que estava acontecendo, o homem gorducho nos ajudou a descer do cavalo e entramos rapidamente pelo castelo. Ele o deitou em uma espécie de poltrona e começou a limpar seus ferimentos, assim que meu braço já se encontrava envolto por ataduras eu me aproximei dele e sentei a seu lado, ajudando o homem a limpar os ferimentos daquele desconhecido.

Enquanto o fazíamos ele protestava inconsciente de dor, eu toquei levemente sua face e seus olhos se abriram, ele levantou bruscamente e depois se encolheu de dor.

–Acalme-se alteza... – o homem falou, mas foi interrompido pelo príncipe que começou a gritar em minha direção.

–a culpa é toda sua! – ele gritou e eu me encolhi. – Sabia que você poderia estar morta se eu não chegasse a tempo...

–Mas você chegou! – devolvi sua resposta no mesmo tom.

–Por que fez isso? – ele gritava.

–Porque gritou comigo!

–Porque você invadiu meu quarto.

–Já pensou em controlar seus nervos... Você me salvou, eu o salvei o que mais você quer?

Ele ficou um tempo em silencio e fechou os olhos, todos observavam a cena perplexos, ele se aproximou de mim e pronunciou em sua voz aveludada como costumava ser em meus sonhos:

–Que tal recomeçar?

–Parece uma boa idéia... –eu estendi minha mão – Eu me chamo Bela.

–Bela... – ele falou – Meu nome é Adam.