Minha babá é você?!

5 Verdades... - Capítulo 5


Notas iniciais
Desculpe a demora, é que duas vezes perdi o rascunho e o original

–-{Visão Matheus

Depois de uma longa noite por insistência de Julia, acordei, fiz minhas higienes matinais e tomei um banho frio, gostava de frio para esquecer certas coisas, me sequei e pus uma camisa de manga comprida vermelha escura e uma calça de moletom cinza depois desci as escadas sem acordar Júlia. No sofá vi Alexyel sentado e comendo algo me aproximei para ver o que era, um bolo e alguns brigadeiros.

–Olá Matheus. — falou ele sorrindo e se virando, senti algo em minhas costas, me virei e vi Julia — Olá senhorita. — falou ainda sorrindo

–Tsc. Não fale comigo pebleu. — falou ríspida e fria, voltou a olhar para mim — Aaa~Mathizinho por que me deixou sozinha lá? Estava escuro. — falava ela manhosamente e se esfregava em mim, confesso eu a usava para passar o tempo eu não a amava pois já sabia que dava em cima de qualquer homem. Ela entrelaçou os braços em meu pescoço implorando por um beijo, segurei sua cintura e a beijei, depois pedi passagem ela logo cedeu, não tinha a mínima vontade de ficar com minha língua lá, quando o ar acabou nos separamos. Minha cabeça começou a latejar, doía come se tivesse levado uma pancada, logo tudo ficou escuro.

–{Sonho/ flashback on}-{8 anos atrás}

Acordei, estava deitado no sofá de minha mansão, meus pais haviam me acordado me sentei e esfreguei os olhos.

–Matheus essa é sua tia e seu tio, eles ficarão aqui em casa junto de seu filho, Alexy. — olhei para o garoto mais baixo que eu era albino e olhos cores de mel quase vermelhos estava atrás da mãe

–Oi, eu sou Matheus, vamos brincar? — perguntei animado

–O-o-oi e-eu s-sou o A-a-a-alexy, s-sim. — falou envergonhado e saindo de trás, brincamos a tarde toda até que nossas mães nos chamaram

–Matheus, os pais de Alexy..
–-{Sonho off}

Acordei me levantando, Alexyel o vi do lado do sofá onde estava deitado, só em um segundo senti a boca de Julia invadindo a minha, ela se segurava em mim, vi que era de noite e me levantei e peguei em sua cintura, percebi que havia dormido até de noite.

–Se me derem licença. — falou se curvando e saindo

–{Visão de Alexyel

Ao ver Matheus e Julia se beijando senti como se uma faca se enterrasse me meu coração, queria chorar por isso subi e fui ao quarto, onde tranquei a porta, me joguei na cama e me cobri, comecei a chorar meu choro foi abafado pelo travesseiro, senti que agora estava mais úmido "espero que não chova" pensei, por vezes dava alguns berros enquanto chorava, pretendia não sair do meu quarto até que acabasse a semana, pois depois disso nunca nos veríamos mais, mas o quarto se iluminou e um trovão soou, me encolhi na cama, sabia o que estava por vir..

–{Narrador

Alexyel se encolhia a cada trovão, Matheus e Julia estavam dormindo por isso não escutavam, Alexyel perdeu a consciência do que fazia e as duas piores imagem passavam diante de seus olhos, repetindo e repetindo, ele se arranhava fazendo sair sangue, se levantou e o quarto se iluminou, trombou em tudo, foi ao banheiro do quarto e socou o espelho, saiu de lá até que encostou batendo na porta, escorregando deixando marcas de sangue na porta branca e se sentando e gritou bem alto outro trovão soou mas alto e iluminou todo o quarto chorava e chorava em pânico por reviver o que menos queria... as perdas... começou a rir e chorar mais logo adormeceu..

Logo amanheceu, mas demorou para Alexyel que não conseguiu dormir direito devido aos seus pesadelos.. acordou e viu as manchas de sangue, coisas quebradas e as cicatrizes à vista pois sua maquiagem saiu, tentou se levantar fraqueou e caiu, se levantou de novo, viu que ainda eram 5:23 da manhã, destrancou o quarto e saiu descendo as escadas e cambaleando um pouco, não se preocupou em limpar o sangue que havia em seu rosto e braços, não estava com seus sapatos e estava meio curvado, foi para o quintal, era enorme e tinha uma grama fofa, havia um balanço e uma mesa e duas cadeiras brancas, várias árvores à volta, se deitou na grama e ficou olhando o sol nascer, uma paisagem que misturava roxo, vermelho, laranja e amarelo, achava lindo essa mistura geralmente o fazia se sentir menos só já que Matheus não se lembrava dele, seu pai e amigos quase nunca se importaram com ele, todos os dias era violentado por todos devido a cor de seus cabelos.
Suspirou cansado e se levantou e foi para o quarto, arrumou tudo e jogou no lixo os cacos de vidro, limpou o sangue da porta, desinfetou os machucados e cobriu todos com aquela maquiagem que usava, não havia nenhuma mancha em sua roupa e bagunçou os cabelos do jeito que gostava; voltou para o andar de baixo, o telefone tocou e Alexyel foi atender.

–Residência Aelys, quem fala? — perguntou

Oiii Alexy, aqui é a Líris. — falou ela animada

–Oh, olá Líris, encontrei com a Karina e o Mike, estavam bem diferentes. — falou ele sorrindo ao se lembrar da confusão

Daqui a um dia estaremos ai, mas você pode ficar mais um mês? Porfa vorr.. — implorou ela

–Claro, não consegui fazê-lo se lembrar...

Alexy... tem certeza que não pode contar de uma vez?

–Não.. ele iria ficar se culpando...se desse eu mostrava tudo à ele, mas está tudo bem ai com a viagem?

Sim, sim, o Rodrigo e eu estávamos na praia é ótimo, ei da próxima você vem junto.

–Claro, depois aviso ao Matheus que você ligou, voltem saudáveis tá?

Claro pai. — brincou ela — Tenho que ir de novo à praia tchau Alexy.

Tchau Líris. — falou desligando e indo para o quintal, subiu uma árvore e se sentou no galho mais alto era bem longe do chão, e encostou as costas no tronco e ficou olhando o céu "depois de 4 dias são as aulas e amanhã chega a Líris e o Rogério" pensou sorrindo

A arvore era uma macieira e haviam algumas maçãs, debaixo dela havia uma cápsula do tempo que ele e Matheus haviam enterrado quando crianças, haviam fotos e cartas, Alexyel pegou uma maçã e deu uma mordida era adocicada e um pouco ácida, ficou lá por uma ou duas horas e depois desceu, ainda estava triste e depressivo, mas menos, foi à cozinha e fez alguns Waffles, panquecas e um suco, deixou em dois pratos para Julia e Matheus e cobriu com um pano para não esfriar, como não estava com fome não comeu e foi para o quintal, subiu a macieira e pulou para a árvore mais alta, depois dela pulou para o telhado da mansão e ficou de pé, o vento batia em sua roupa, seu colete era como um sobretudo era comprido atrás, seus cabelos e roupas balançavam ao vento, com o mínimo de vento seus cabelos platinados e sedosos, seus olhos não transmitiam felicidade, mas calmaria e gentileza.
Dali via a cidade, era diferente era uma cidade grande, mas tinha o céu azul como oceano e nuvens como algodão.

–Mati... — sussurrou — Você realmente não se lembra não é? — se perguntou

–{Dia seguinte}

Alexyel havia avisado dos pais de Matheus à ele, o dia todo não comeu por sempre ficar sem fome ao ver Julia e Matheus juntos, mas sempre mantia a compostura.
Líris e Rogério chegaram na casa de carro, Alexyel sorria ao vê-los abriu a porta e logo em seguida fechou, Matheus continuava dormindo junto de Julia, os mesmos desceram bocejando.

–VOLTAMOS MATHEUS! — gritou Líris feliz e abraçando seu filho, enquanto olhava Julia com ódio, Julia abraçava Matheus também

–Liris acho melhor cancelar o que você falou no telefone. — sussurrou no ouvido de Líris para que só ela pudesse escutar e saiu pela porta — Qualquer dia vai lá em casa. — falou antes de fechar a porta

–Tsc, o pebleu tem ao menos uma casa? — perguntou Julia repugnada

–Escuta aqui, não me importo se você é namorada do Matheus, mas o Alexyel é da família e você não tem direito de chamá-lo de pebleu! — gritou Líris com Julia

Líris saiu e encontrou Alexyel em frente à porta desmaiado no chão, havia sangue em sua cabeça que fez com que seus cabelos se tornassem vermelhos, Líris se desesperou e gritou por todos.

–MATHEUS, ROGÉRIO, VENHAM AQUI RÁPIDO! — gritou, os dois vieram correndo para o portão e ao verem o estado de Alexyel se espantaram — Me ajudem a levá-lo pra dentro! — mandou ela, os dois o carregaram até o sofá, desinfetaram a cabeça dele e colocaram um curativo, felizmente Líris era média e viu que não havia fratura alguma

Se passou um, depois dois e logo três, no quarto dia todos achavam que Alexyel não iria acordar, Julia não estava, mas Líris, Rogério e Matheus sim.. Alexyel se levantou e olhou para tudo, para qualquer pessoa a casa era normal, mas agora na visão de Alexyel estava tudo do jeito que ele tinha mais medo e odiava, a visão do porão de sua casa, onde seu pai o torturava, enquanto olhava à sua volta um sorriso maniaco crescia em seu rosto e lágrimas brotavam em seus olhos.

–1000....menos....7 — falou enquanto se levantava — Bom... menino... — se levantou e ficou sentado — Quanto é... 1000 menos 7?!! — gritou ficando de pé e chutando o sofá, que virou — Akira-san... CADE VOCÊ!!!!? — gritou rindo e correndo para a porta

–A-a-a-alexy? — perguntou Rogério ao ver o comportamento de Alexyel — Pare! Você não tem consciência do que faz!

–CALA A BOCA! AKIRA-SAN.. CADE VOCÊ???!!! — gritou saindo pelo quintal, pulando as árvores e chegando no telhado

Nenhum sabia a explicação daquilo ou como aconteceu, nem os pais de Matheus que eram bem próximos de Alexyel e seus pais sabiam.

–Mãe, pai, quem é Akira? — perguntou — Alexyel é do Japão?

–Não sabemos, mas ele morou no Japão até seus 4 anos por isso aprendeu a falar japonês. — nenhum sabia.. — Nunca soubemos do passado de Alexy ou sobre ele, a única coisa que ele contou foi: medo de trovões isso ele não contou nós vimos, que tinha cabelos assim por causa de um acidente e dois últimos que não posso contar. — falou Líris

–Fala logo mãe! — falou unindo as sobrancelhas

–Ta, ta, bom como você era muito sozinho, Alexy se responsabilizou por você, explicou os motivos que só você não lembra, bom 7 anos atrás vocês eram bem amigos, melhores amigos, um dia vocês foram num floresta junto com a gente e o pai dele, você quase morreu por causa de galhos que iam te perfurar, mas Alexy entrou na frente e foi para o hospital, depois de alguns meses ele voltou para casa, vocês trocavam cartas, um dia você brigou com ele e pararam de se falar, mas uma última carta dizia que ele iria te encontrar de novo e te proteger, depois de 6 anos soubemos dele de novo e ele se responsabilizou por você na intenção de fazê-lo se lembrar dele pouco a pouco. Ele não tinha a mãe e dizia que o pai trabalhava o dia todo. — explicou Rogério

–O medo de trovão foi por que? — perguntou Matheus

–Não sabemos, ele nunca dizia. — falou Líris

–{Enquanto isso com Alexyel

Ele estava procurando Akira-san, foi fácil de achar ja que estava em sua casa no porão, Alexyel desceu e ficou observando, logo voltou para a mansão dos Aelys, onde caiu de novo no portão desacordado. Líris viu e levaram-no para dentro de novo, se passou uma semana desde que ele desacordou, logo acordou de novo, olhou tudo em volta como se não soubesse o que acontecia, assim ficou por dez minutos.

–Sabe quem sou eu? — perguntou Líris

–Eu! — respondeu Alexyel

–Como você bateu a cabeça? — Líris perguntou

–Bateu cabeça?

–Mãe ele está te repetindo. — falou Matheus

–Alexy quem é Akira?

–Sono.. — falou se deitando e começou a dormir

Algumas horas se passaram e Alexyel acordou e coçou o olho, eles ainda estavam lá.

–Líris? — perguntou Alexyel — Ai, que dor de cabeça... — falou levando a mão à cabeça

–Alexy, finalmente acordou. Está com fome? — perguntou ela, ele negou — Você bateu a cabeça no muro.

–Acho que sim..perdão preocupá-los. — falou se sentando e se curvando um pouco

–Se acalme, mas só responda quem é Akira? — perguntou Rogério, Alexyel se encolheu um pouco

–...não sei o que ele é, mas por não saber nada dele eu o chamei de Akira-san, tenho que contar a história toda? — eles assentiram, ele suspirou — Vou avisando, não é algo que é um conto de fadas. Minha mãe era carinhosa e calma, era sempre gentil comigo e me mimava, gostava de me deixar feliz, quando eu tinha 5 anos ela morreu pelo Akira que a assassinou, eu vi tudo, para ninguém suspeitar ele veio aceitando convites seus para eu ir à outros lugares, mas quando eu voltava ele me torturava, me cortando e jogando alcool ou outras coisas, mas nunca me matando, com os anos foi piorando, depois do acidente das árvores eu fui para o hospital, depois que vocês foram em bora e eu recebi alta ele deixava eu escrever cartas, mas depois disse me deixava sem comida, me fazia trabalhar e depois eu era torturado e apanhava, depois tive uma briga com o Matheus queria de todo jeito escrever tudo à ele, mas veio uma carta dizendo que eu estava muito grudento.. — fez uma pausa — Bom ele parou de enviar as cartas, eu continuei enviando algumas, mas depois desisti, então todos os dias eu ficava trancado no porão em uma jaula, de certo modo havia uma pontuação que ele fazia se eu fosse um bom garoto, haviam desde armas, arames e alicates, eles os usava para me machucar, depois disso eu tinha que entrar no negócio dele, assassinar então ele me fez faze à força, depois de fazer isso ele me prendia de novo e pedia para contar 1000 menos 7, toda fez que eu errava ele me perfurava ou me queimava, bom ele deixou eu ficar fora por um ano, depois eu teria que voltar. O medo de trovão foi por duas causas, a morte de minha mãe que foi em uma noite chuvosa e quando os galhos cairam estava chovendo então fiquei com medo. Eu não falo bem educadamente, do jeito que vocês estão acostumados, também não sou educado e muito menos calmo, pelo contrário sou agitado, violento e perturbado, mas quando estou com vocês tudo some e só restam algumas coisas... desculpe-me eu... não queria ter feito nada disso... — falou abaixando a cabeça e chorando

Eles ficaram chocados, Alexyel chorava enquanto apertava a calça.

–Líris como você sabe minha mãe era como você, mas meu pai se tornou um assassino... desculpe por eu ter nascido.. — Líris tentou afagar a cabeça de Alexyel, mas ele afastou a mão — Se você fizer isso vai murchar Líris. — falou levantando a cabeça e sorrindo fraco, mas ainda chorando — Bom acho que tenho que ir embora. — falou se curvando, mas Matheus o puxou o fazendo encostar em seu ombro

–É melhor chorar. — falou Matheus acompanhado de Líris, Alexyel chorou como nunca, Matheus afagava seus cabelos molhados por sangue, os pais olhavam tudo com muita naturalidade, pois já sabiam do amor dos dois

–{Visão de Matheus

Havia encontrado a resposta pelos sonhos que pareciam tão reais, para o motivo de me sentir um pouco estranho ao ver Alexyel, o sonho que tive uma vez foi real ele realmente me protegeu, ele me amou todo esse tempo, mesmo eu não lembrando meu inconsciente lembrava de tudo, não sei muito sobre amor ou romance, mas posso dizer que talvez todo esse tempo estive o amando e não percebi...
Alexyel dormiu de novo o deixei no sofá e fui buscar uma caixa que já havia visto mas nunca abri, haviam várias cartas e um colar que havia metade de uma estrela, comecei a ler carta por carta, foram várias, logo estava na última onde estava escrito.

Para Mati

Mati, eu sei que deve estar me odiando por eu estar muito grudento, mas quero que se lembre, quando eu crescer, mesmo que esteja do outro lado do mundo ou do universo eu irei te encontrar, mesmo se o mundo à nossa volta estiver contra você eu serei seu escudo e estarei ao seu lado, te protegerei de tudo e todos, mesmo que você não se lembre eu vou fazê-lo se lembrar ou até ficarei ao seu lado mesmo que não saiba, vou te apoiar em qualquer coisa, como você me chama de vez em quando Babá e mordomo, eu posso me aproximar de você sendo isso por isso não me esqueça. Eu te amo, um nível acima de todos, ninguém vai amar você mais que eu. Me perdoe...

Vi que a carta nunca foi aberta, me lembro do que aconteceu, está mais claro agora, em alguns sonho eu via uma criança só que em luz, minha luz...

Notas finais
Matheus: Sério que eu fiquei tão desinformado assim? Kaori: ¬¬ sim, Matheus tadinho do Alexy! >.< Líris: Você é muito mal Matheus! ;-; Matheus: Agora vocês vão se rebelar contra mim? Kaori: Sim e o Alexy apoia. :P Alexy: Claro, você me esqueceu, mas que bom que lembrou :D Matheus: Owwwn o Mordominho é romanticozinho? Alexy: Chato :P, Bom minna aguardem o próximo capítulo
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