Minha Vida em Amor Doce
6 Capítulo 6 - Ajudinha na cozinha.
Notas iniciais
– Oi. — ele disse sorrindo para mim quando entrei na cozinha.
– O-oi. — falei surpresa.
– Clark me disse que é você que faz a comida, então pensei que você poderia dar uma descansada, mas vejo que vou precisar de uma ajudinha na cozinha. — ele disse e sorriu um pouco sarcástico.
– Tudo bem... No que posso ajudar? — perguntei pegando o outro avental.
– Você prefere ficar no fogão ou cortando os ingredientes? — ele perguntou.
– Acho que se eu cortar vai ser mais seguro, é capaz da panela quente virar em cima de mim. — falei e depois ri, ele me olhou sério.
– É brincadeira, mas pode ser que aconteça, já que sou muito desastrada. — fale indo cortar os legumes.
Ele não soltou a faca, então a tirei da sua mão, ele olhou surpreso para mim, depois franziu a testa e foi para o fogão que fica atrás de mim, senti um arrepio quando toquei sua mão para tirar a faca, acho que ele sentiu o mesmo. DROGA, TENHO QUE PARAR DE PENSAR NESSAS COISAS.
Concordo.– disse o meu eu interior.
Revirei os olhos e continuei cortando o tomate, a cenoura, a batata, o alho e depois comecei a cortar a cebola... E como esperado, comecei á chorar.
SUA CEBOLA IDIOTA...– gritei mentalmente para mim mesma.
Devia ter ficado com o fogão.– disse o meu eu interior.
CALA A BOCA – gritei com ela.
– HAHA. — começaram a rir os garotos na sala, devem estar vendo canal de piadas ou vídeos engraçados. Quando me virei, Castiel está olhando para mim, surpreso.
– Você se cortou? — perguntou Castiel vindo na minha direção.
– Não... É só a cebola. — falei. Ele deu um rápido sorriso e tirou a faca da minha mão.
– Vai lavar o rosto, eu termino de cortar. — ele disse.
Concordei e fui ate o tanque, lavei minhas mãos, passei sabão e logo depois lavei meu rosto, sequei na toalha que minha mãe sempre deixa ali perto do tanque, que ela lava e troca todos os dias antes de ir para a escola. Depois de recuperada, volto para perto de Castiel.
– Você pode mexer o macarrão? — perguntou enquanto corta a cebola, os olhos dele estão um pouco vermelhos, mas só isso... Sorte a dele que ele não chora mais por causa das cebolas idiotas.
Fui ate o fogão e mexi o macarrão, eles já estão bem cozidos. Depois olhei para ele, ele esta colocando os ingredientes cortados num pote verde, é uma espécie de salada.
– Já estão bons. — falei.
– Ok, você pode pegar o escorredor? — perguntou vindo até o fogão.
– Tudo bem — falei indo ate o armário, peguei o escorredor azul, fui ate a pia e o coloquei lá, depois Castiel pegou a panela e botou no balcão da pia.
– Agora você joga o macarrão no escorredor. — ele disse segurando o escorrer.
– Está doido? Vou acabar te queimando, sou muito desastrada. — falei, nervosa. Ele revirou os olhos e continuou segurando.
– Rápido, não tenho o dia todo. — disse, irônico. Dei um suspiro, devagar peguei a panela e parei do lado esquerdo do braço dele, e comecei a jogar devagar o macarrão no escorredor... Graças a deus não o queimei.
– Viu? Não é tão desastrada assim. — disse e sorriu sarcasticamente.
Depois ele me pediu para lavar o macarrão, deixei a torneira aberta e fui lavando, ele foi fazer o molho... Depois que lavei, o deixei em cima de um pote para não derramar água no balcão, escutei alguma coisa cair, quando olhei era uma colher, á peguei e quando fui me levantar, dei de cara com ele.
– Obrigada. — ele disse e foi ate a pia, á lavou e depois mexeu o molho do macarrão.
– Pegue o macarrão. — ele disse. Peguei o macarrão e devagar fui o jogando na panela. Ele mexeu, colocou um pouco de macarrão na sua mão e experimentou.
– Está muito bom... Experimenta. — ele disse, depois assoprou um pouco de macarrão na colher e colocou em minha mão esquerda, experimentei e NOSSA, está mesmo muito bom, levantei as sobrancelhas surpresa, ele percebeu que gostei.
– Muito bom. — falei. Ele sorriu e voltou a mexer no macarrão.
– Você pode arrumar a mesa? — ele perguntou.
– Claro. — falei.
Fui ate o armário, peguei seis pratos e coloquei na mesa de jantar na sala, que fica numa sala atrás das escadas, depois voltei e peguei seis copos e guardanapos, coloquei em cima da mesa, voltei e peguei seis garfos e a salada e coloquei na mesa.
– Pronto. — falei quando entrei na cozinha. Ele pegou e colocou o macarrão num pirex, depois jogou queijo ralado, pegou uma colher grande e levou ate a mesa.
– A comida está pronta. — disse Castiel quando passou pela sala em direção á sala de jantar.
– Que cheiro maravilhoso. — disse Clark e os outros concordaram. Tirei meu avental e Castiel também, Clark sentou-se á primeira cadeira, ao lado dele ficou Chad e depois Tate, em frente a Clark ficou Lysandre, depois eu e Castiel. Porque fiquei no meio?
Porque você quis, bobona – disse meu eu interior.
Já estou sem paciência com você. — falei para ela.
É melhor ir se acostumando. – ela disse. Droga... Estou ficando maluca.
– Está muito bom. — disse Clark e Lysandre, Tate e Chad concordaram.
– Obrigada, Melissa me ajudou bastante... — disse Castiel e sorri.
–... Apesar de que fui eu quem fez a maior parte — ele continuou, tirei o sorriso do rosto e o olhei com raiva, ele deu um sorriso sarcástico e deu uma garfada em seu macarrão.
Revirei os olhos e comi um pouco do macarrão e da salada.
[...]
Depois que comemos Clark, Tate e Chad ficaram vendo TV, coloquei os pratos, talheres e os copos no lava louça e escutamos uma buzina.
– É o meu irmão, ate amanhã, pessoal. — disse Lysandre.
– Até. — disse Clark, Tate e Chad acenaram.
– Você vem Castiel? — perguntou Lysandre.
– Sim. — disse Castiel. Lysandre veio ate mim e beijou minha mão direita, fiquei surpresa.
– Ate amanhã. — ele disse e sorriu.
– A-até. — falei gaguejando. Ele se virou e saiu pela porta, Castiel e eu saímos pela porta e paramos na varanda. Viramos um de frente para o outro.
– Obrigada pela ajuda na cozinha, pela música e por me emprestar a guitarra. — ele disse.
– De nada. — falei. Ele sorriu, acenou e entrou no carro, Lysandre e Castiel acenaram do carro, acenei de volta e eles foram embora.
Quando entrei os garotos estavam rindo muito assistindo desenho, é Ben 10, dei uma risadinha e quando fui subir as escadas, vi o casaco de alguém no corrimão da escada, quando o peguei, percebi que é de Castiel. Droga, ele esqueceu.
Olhei para os meninos e eles nem perceberam, subi com o casaco e fui ate meu quarto, me sentei na cama e tive uma vontade louca de sentir o cheiro dele.
Levei o casaco ate o nariz e senti... NOSSA como ele é cheiroso, não consegui distinguir o perfume, mas não parece com os que meus irmãos usam, deitei na cama e dormi com o casaco em meus braços.
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