Minha Vida em Amor Doce
12 Capítulo 12 - Jornal da escola parte 1.
Notas iniciais
Fiquei encostada na parede olhando para o nada.
– Hey, o que aconteceu? – perguntou Castiel e Lysandre se aproximando.
– Não estou me sentindo bem... Acho que vou pedir para ir embora. – falei.
– Quer que eu te leve em casa? – perguntou Castiel.
Sim, Sim... – disse o meu eu interior pulando.
– Não, não precisa. – falei.
POR QUÊ? — gritou o meu eu interior.
Ele logo, logo vai saber o que fiz, tenho que ficar longe dele.
É... Você está certa, MAS A CULPA NÃO É SUA, FOI ELA QUE FEZ AQUILO COM ELE — ela gritou na minha cabeça.
– Lysandre... Você pode me emprestar á matéria depois? – perguntei, estou muito séria e triste, eles perceberam.
– Claro. – ele disse.
– O que está acontecendo? – perguntou Castiel cruzando os braços.
– Nada... Tenho que ir. – falei me afastando dele. Fui em direção a sala da diretora.
– Entre. – ela disse. Entrei e ela indicou para que me sentasse.
– O que houve querida? – ela perguntou.
ESSA É A SUA CHANCE DE FAZER COM QUE ELA CANCELE A EDIÇÃO DE HOJE DO JORNAL DA ESCOLA – gritou o meu eu interior.
É... Você está certa.
– Quero saber se a senhora pode fazer com que Peggy não lance a edição de hoje do jornal da escola. – falei.
– Claro... Mas por quê? – ela perguntou.
– Ela disse que colocou coisas do meu passado lá, sendo que como á senhora sabe, quero esquecer e seguir em frente. – falei e ela ficou pensativa.
– É, querida, eu sei... Vou falar com ela imediatamente. – ela disse.
– Obrigada. – falei e sai da sala.
Passei por alguns alunos que estavam indo para as salas de aula, tinha acabado o recreio e fui ate o pátio. Castiel esta com as mãos na cabeça, ele parece nervoso. DROGA O QUE ESTÁ ACONTECENDO?
Aproximei-me e ele e Lysandre vieram na minha direção.
– E então... Você vai embora? – perguntou Castiel.
– Não... Conversei com a diretora e ela me deu um remédio. – menti. Lysandre sorriu e Castiel também.
Ainda bem que eles ainda não sabem.
Droga, agora pensando bem... Falar para a diretora cancelar a edição de hoje não vai impedir de Peggy entregar uma cópia para Castiel – disse o meu eu interior.
É só mantê-lo longe dela.
Isso também não vai adiantar... Uma hora ela vai conseguir se aproximar.– ela continuou.
Relaxa, é só eu dizer que não é verdade.
Mas você não vai conseguir manter esse segredo para sempre.– ela continuou.
Droga, você tem razão.
– CASTIEL.- gritou alguém. Quando nos viramos lá esta Peggy acenando para ele.
– A diretora quer falar com você. – ela disse e sorriu para mim.
DROGA.
– Droga, o que a velhota quer agora? – ele disse.
– Nada... Ela está mentindo, a diretora não disse nada para mim que queria falar com você, Peggy deve estar querendo que você faça alguma coisa para ela, talvez roubar a chave da sala dos professores. – inventei.
– É... Ela deve estar querendo isso mesmo ou que eu roube alguma outra coisa, mas não vou fazer, garota mandona. – ele disse a olhando com raiva.
Ufa.– disse o meu eu interior.
– MELISSA, ISSO AINDA NÃO ACABOU. – ela gritou depois que Castiel a mandou passear.
– O que ela quis dizer com isso? – perguntou Castiel.
– Sei lá... – falei e a diretora começou a falar no alto falante.
– Caros alunos, ocorreram alguns problemas na edição de hoje do jornal da escola, por isso não será publicado, tenham um bom dia. – ela disse.
– Você deve estar muito feliz, não vão poder saber sobre os seus segredos. – disse Castiel sorrindo. Sorri e Lysandre começou falar.
– Vou falar com a diretora que quero me candidatar para o jornal da escola. – disse Lysandre. Eu e Castiel nos olhamos.
– Vocês acham que é uma boa idéia? – ele perguntou.
– Sim.- falei.
– Não. – disse Castiel.
– Por quê? – ele perguntou.
– Como se a diretora fosse tirar Peggy do comando do jornal, além de não poder colocar o que você quer, ainda terá que trabalhar para ela, fazer o que ela te mandar fazer, que vão de coisas ruins até pessoais das pessoas, mas tente, talvez a diretora esteja de bom humor. – disse Castiel. Olhei para Lysandre e ele esta pensativo.
– O que você acha? – perguntou Lysandre para mim.O olhei surpresa.
– Bom, acho melhor eu falar com ela em seu lugar, até porque recuperei o cachorro dela e... – ia dizendo, mas parei.
Ia dizer: E Falei para ela não divulgar a edição de hoje do jornal da escola.
– E? – perguntou Castiel.
– E ela me conhece desde pequena. – falei.
Ufa. — disse meu eu interior.
– É, você está certa... Boa sorte. – disse Lysandre.
– Obrigada e não deixe Peggy se aproximar de Castiel ou de você, pois pelo que escutei, a diretora esta com muita raiva dela e se vocês estiverem perto dela podem acabar se dando mal. – falei... A diretora não deve estar contente com o que ela colocou no jornal de hoje, com certeza deve estar com um pouco de raiva dela, assim espero.
– Tudo bem – disse Lysandre. Castiel parece estar desconfiado.
– Não vão para a aula? – perguntei.
– É a aula da sua mãe. – disse Lysandre.
– Ah... Vejo vocês depois. – falei e entrei no colégio.
Suzana não me ligou... Espero que minha mãe esteja bem. Quando ia bater na porta da diretora, ela estava discutindo com alguém, parecia ser Peggy.
–... Isso que você fez é inadmissível, você tem orgulho do que fez? Do que escreveu sobre Melissa? Das coisas horríveis que iriam acontecer se esse jornal saísse? Você escreveu essas coisas como se fosse culpa dela, sendo que não foi... Lhe contei essas coisas, mas você distorceu tudo, não tem vergonha? – disse a diretora.
DROGA, FOI ELA.
Velha safada.– disse o meu eu interior querendo socá-la.
Afastei-me da porta e corri ate o final do corredor, tem uma porta debaixo da escada, a abri, desci algumas escadas e lá se encontra uma enorme sala, esta cheio de caixas e outras coisas, sentei-me encostada á parede, esta um pouco escuro, mas não me importei, fiquei sentada lá, chorando.
Deve ser o porão, é todo cinza e muito grande.
Nós não podemos confiar em mais ninguém – disse o meu eu interior.
Fiquei assim durante um bom tempo, depois olhei para o relógio de meu celular e já esta na hora da saída, então escutei gritos, parece ser a diretora, não sei direito.
Quando sai de lá, acho que todos os alunos e os funcionários do colégio estavam no corredor e esta tendo uma discussão, quando olhei para o chão, tem jornais por todo lado.
Isso não parece bom... PARECE PÉSSIMO. — disse o meu eu interior nervosa.
Cala a boca, preciso me concentrar.
ELA DIVULGOU OU PIOR, ESPALHOU OS JORNAIS PELO COLÉGIO, O QUE VAI FAZER? - gritou o meu eu interior.
Respirei fundo e tentei pensar em algo, mas as letras grandes em preto me impediram, então abaixei-me e peguei o jornal e comecei a ler.
MELISSA, A VERDADEIRA VILÃ DA HISTÓRIA.
Vocês acham que ela é boazinha, engraçada e gentil, mas entrevistei uma pessoa que a conhece desde pequena e descobri que ela não é assim, ela é mentirosa e manipula as pessoas... Ela fez a melhor amiga dela, Debrah – sim, a mesma Debrah que estudou aqui – a terminar o namoro com seu ex-namorado CASTIEL, isso mesmo, o Bad Boy da escola.
E ainda tem mais, ela magoou Scott, seu amigo e primeira paixão, ela obrigou sua amiga Ambre – Sim a mesma Ambre daqui — dizer para ele que ela não queria mais vê-lo, que o queria bem longe dela, que sentia NOJO dele e o coitado ficou magoado e foi embora.
Nossa, ela é tão má, e ainda tentou me manipular para não divulgar... Ela é mesmo venenosa, e a diretora ainda caiu nas garras dela.
Beijos da Peggy.
Olhei em choque para aquilo tudo, e ainda tem mais coisas, mas são sobre os meus irmãos, por sorte, só verdades.
VÍBORA, MENTIROSA... — ficou gritando o meu eu interior.
O que vai fazer? – ela perguntou depois de um tempo.
Não sei.
Respirei fundo, peguei o jornal e fui em direção a discussão, era a minha vez de falar... Minha vez de esclarecer as coisas.
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