Minha Vida Não Seria Nada Sem Você
7 Capítulo VI - Novos aliados ou inimigos ?
Senti minha cabeça latejar, abri meus olhos. Era tudo escuridão, meu coração estava disparado senti o terrível cheiro de sangue arder entre minhas narinas, na tentava inútil tentei levantar-me, porém meu tornozelo dobrou e senti uma terrível dor.
– Se fosse você, não faria isso novamente – uma voz rouca e fina ecoou pelo lugar.
– Quem... Está ai? – perguntei sentindo um nó em meu estomago.
– A pergunta seria melhor se fosse, por que ainda não te matei? – uma gargalhada saiu da boca do estranho, meus olhos não se adaptaram com a escuridão. Tentei me apoiar em alguma coisa, segurei em uma parede fria, minha respiração estava pesada. Senti a mão se alguém me puxando, meu corpo foi grudado ao de alguém... A única coisa que vi foram os olhos vermelhos.
– Está com medo? – sussurrou, senti meu corpo se arrepiar.
– Não – respondi firme, tentando não gaguejar.
– Não? Incrível como algumas pessoas mentem fácil – senti um beijo gelado em minha bochecha, senti meus cabelos sendo puxados de lados e logo em seguida um beijo depositado em meu pescoço, não consegui pensar em mais nada. O empurrei o mais longe possível, e sai correndo mais rápido que pude – agradeci por ser rápida como vovô Edward.
Porém alguém entrou em minha frente me segurando.
– Ei? O que foi? – perguntou outro garoto mais calmo.
– Tem alguém tentando, me matar – disse recuperando o fôlego.
De repente o lugar estava mais claro, a luz já entrava pelo local. Percebi que estávamos em uma caverna, o garoto que me abraçava tinha os cabelos castanhos grudados ao rosto fino e magro, seus olhos eram chocolates, um pequeno sorriso havia em seus lábios levemente inchados.
– Niall! – esbravejou o jovem que ainda me segurava.
– Liam? – respondeu o tal de Niall.
– Não ligue para ele, é um babaca. Não é capaz de fazer uma mosca – Liam estava perigosamente perto de mim, seu corpo era quente e convidativo. Seus lábios pareciam dizer “Me Beije”, infelizmente minha mão estava encostado em seu braço, ele abriu um sorriso não entendi o motivo.
– “Me beije?” – perguntou, com um sorriso meigo.
– Er... Bem... Que eu... – as palavras pareciam não sair, senti um nervosismo.
Afastei-me passando a mão em meus cabelos, fitei o chão. Percebi que não estava com uma roupa que não era minha, uma calça larga preta – um pouco velha. A blusa que usava era branca e de gola “V”. Arregalei meus olhos – Quem teria trocado minha roupa? – minha respiração começou a acelerou.
– Quem... Er... Trocou minha... R-Roupa? – meus olhos continuavam arregalados.
Liam esboçou um sorriso, ele mexeu em seus cabelos.
– Fique tranquila, ninguém viu seu corpinho nu... Mais eu quem sabe – Niall disse de longe, o outro estava próximo de Liam, seus cabelos eram loiros escuros –. Seus olhos agora estavam azuis – mais podia jurar que eram vermelhos, até agora há pouco. Sua pele era pálida mostrando que era um vampiro.
– Bem, eu acho que já vou... — mexi em meus cabelos aproximando-me da saída da caverna.
– Espere, não estamos em Forks – Liam usou sua velocidade vampiresca, e já estava ao meu lado.
– Como assim? – quase gritei.
– Precisa gritar? – Niall já estava atrás de mim, fazendo com que eu desse um pulo de susto.
– Encontramos você lá, e não sabíamos de onde você era... – Liam tentou explicar.
– E trouxemos você até a fronteira do Canadá – Niall se intrometeu.
– Fronteira do CANADÁ – repeti para mim mesma, senti minha perna ficar bamba. Sentei-me no chão colocando minha cabeça sobre os joelhos.
–Não sabíamos quem você era, só queríamos ajudar – Liam se abaixou, levantando meu rosto.
– Ingratidão... É foda – Niall revirou os olhos.
Liam tocou meus cabelos, em uma tentativa frustrada de tentar me animar.
– Quanto tempo eu estou aqui? – minha voz, saiu em forma de sussurro.
– Há quatro dias.
– Meus pais... Devem estar loucos atrás de mim, preciso ir embora – levantei-me, afastando-me deles.
Já estava fora da caverna, a chuva caia fraca sobre minha cabeça. Um garoto de cabelos negros e lisos estava sentando sobre uma pedra, seus olhos verdes eram tão chamativos. Que poderia jurar que o próprio verde teria inveja. Quando passei ao seu lado, sua cabeça me seguiu pelo caminho.
– Olá – disse simpático.
Ignorei passando rapidamente por ele, senti alguém se aproximando de mim e me empurrando contra uma arvore, de leve é claro. Uma mão sua estava em minha cintura e a outra sobre meu rosto. Seus olhos eram perfeitos.
– É assim que trata quem te salvou? – seus olhos verdes fitavam o fundo dos meus olhos.
Pisquei algumas vezes, abaixei meu rosto sentindo que ele estava corado.
– Me desculpe – fiquei em silencio – Er... Que, eu só fiquei com medo.
Agora suas duas mãos estavam em meu rosto, ele sorriu. Dando-me um beijo em minha bochecha.
– Fique tranquila, jovem moça. Entendo perfeitamente o que está sentindo.
– Eu preciso, falar com meus pais. Eles devem estar muito preocupados – continue de cabeça baixa, senti a mão quente desse jovem levantando meu rosto. Seu sorriso era perfeito.
– Como chama-lhe senhorita? – sua mão estava sobre a minha agora.
– Lilian Rebecca Cullen Black – respondi meio envergonhada.
– Harry Joseph, prazer – Harry levou minha mão aos teus lábios depositando-lhe um beijo.
– Você é do Clã Cullen, certo? – o sorriso de Harry, sumiu de seus lábios.
– Sim, sou neta de Edward Cullen – o fitei.
– Hmm.
Harry nada disse apenas parecia, entretido em seus pensamentos.
– E você é o que?
– Um vampiro – como se não fosse lógica sua resposta.
–Mais você é quente, como isso? – Franzi meu cenho.
– Bem, sou um tipo diferente de vampiro. Não sou como seus parentes, para poder sair no sol tenho de usar esse colar – mostrou Harry, o colar era em forma de uma caveira prateada de olhos vermelhos.
– Por quê? – cocei meus cabelos.
– Simples, se sair no sol virou pó – sorriu.
–Nossa... Pensei que você – Ele não me deixou terminar.
–Brilha-se? – arqueou uma sobrancelha. – Não, só viro pó mesmo – sorriu.
Senti meu nariz coçar e meus olhos arderem, cocei minha garganta. Tentando imaginar o que seria, mais o que não esperava. Era que fosse apenas um espirro. Harry sorriu de minha cara, olhei com o rosto fechado.
– Que foi?
– Nada, é só fofo... O jeito que espirra, nós vampiros não espiramos – sorriu amarelo.
– Eu acho que vou ficar gripada – coloquei minha mão em minha testa.
– È melhor irmos para a Mansão Cromwell – Sugeriu Harry, esticando sua mão para mim.
– Eu preciso ir... – quase supliquei para ele.
– Prometo que te levo embora assim que parar de chover, mais antes vamos conhecer o resto do clã – Ele abriu um sorriso sincero.
– Está bem – revirei os olhos, sentindo-me derrotada.
Caminhamos por alguns minutos, Harry me contava tudo sobre sua origem. Ele era filhos de dois comerciantes, e morava na Argentina quando foi transformado por Kanandra – uma vampira que segundo ele, sentiu dó de o ver morrendo tendo um ataque do coração. E deu seu sangue deixando que ele morre-se com o sangue dela em seu organismo. E foi assim que ele se transformou, bem era um pouco diferente o que eu tinha em mente sobre vampiros e parece que não existe só um tipo de vampiros no mundo.
– Eu tenho 102 anos – Harry sorriu.
–
Quantos anos tem Lilian? – perguntou Harry, me ajudando a subir as escadarias da gigantesca mansão.
– Vou fazer cinco anos – sorri.
– Como assim vai fazer cinco anos? – ele me fitou incrédulo.
– Bem sou hibrida de vampiro, humano e lobisomem – Ele arregalou os olhos.
– Me explique, por favor – pediu.
– Meu avô Edward, se apaixonou por uma humana – minha avó Isabella. E eles tiveram uma filha chamada Renesmee que nasceu meio vampira e meio humana. E meu pai Jacob é um lobisomem, que se transforma quando quiser, teve um imprinting por minha mãe quando ela ainda era um bebê, e desse amor “proibido” Nasceu meus irmãos e eu – quando terminei, vi a cara de espanto de Harry.
– É só uma pergunta – Harry fitou meus olhos.
– Fale.
– O que é Imprinting?
– É complicado, meu pai disse que quando você tem um Imprinting “È quando você á vê e tudo muda, de repente não é mais a gravidade que te segura mais ao planeta é ela, você faria qualquer coisa, seria qualquer só para vê-la feliz” – fitei o chão lembrando-me do que Seth tinha dito.
“Eu não te amo Lily, eu amo a Carly”.
“ Ela é meu imprinting, e vamos nós casar”.
Senti meus olhos se enxerem de lagrimas, meu coração doía tanto. Mais por que ninguém veio me procurar? Será que eu não era tão importante a ponto de que ninguém precise de mim por perto, nem a Charlie. Senti Harry me abraçando ele me fitou.
– Lilian o que foi? – Harry parecia preocupado.
–Nada, só to com saudades da minha família – menti, me afastando de Harry porém ele não me soltou.
– Não precisa mentir, sei que não esta bem por outro motivo – não o fitei apenas abaixei minha cabeça, envergonhada.
– Como sabe disso? – quase sussurrei em seu peito.
– Eu tenho um dom, posso sentir as emoções das pessoas mesmo que esteja a quilômetros de distancia, porém tenho de toca-la pelo menos uma vez para que isso aconteça — explicou Harry, fazendo cafuné em meus cabelos.
– Eu também, tenho um dom.
– Serio?
–Aham, o que você mais gostaria nesse mundo? – perguntei, me afastando.
– Ver minha mãe, pelo menos mais uma vez e dizer que a amo – Harry abaixou o rosto, coloquei minha mão sobre seu rosto, invadi suas memórias e procurei por sua mãe. Realmente ela era linda, sua pele era alva, seus cabelos castanhos avermelhados chegavam à cintura. Seus olhos eram mais verdes do que Harry. Na visão fiz com que Harry conversa-se com ela e a abraça-se. Enquanto Harry continuava na visão, vi uma lagrima escapar por seu olho esquerdo sequei a mesmo. Parei de toca-lo, seu sorriso era lindo. Ele beijou meu rosto, me abraçando forte.
– Obrigado, Lilian – senti que meus ossos seriam quebrados ao meio.
–De nada, mais estou sem ar aqui – respondi, com um sorriso.
– Desculpe, agora vamos entrar? – perguntou ele me fitando.
– Aham.
A mansão Cromwell era realmente perfeita, sua textura era de um verde escuro e entre ela havia algumas arvores que davam um ar de liberdade, a casa era completamente cheia de vidro por todos os lados – por um momento pensei que estava na casa do vovô Carlisle. A mansão realmente era grande e bonita.
– Nossa, parece com a casa do meu avô Carlisle – Harry sorriu de lado para mim.
– É que Esme é irmã de Frederick. O nosso pai assim se dizendo, ele que criou Kanandra. E elas nós criou como seus filhos – explicou Harry.
– Como não sabia disso? – perguntei incrédula.
– É que Esme e Frederick se afastaram com o tempo, mais principalmente quando Kanandra se apaixonou por Carlisle e o beijou a força. Esme não gostou muito da ideia e se afastou de nós... Isso há muito tempo atrás, no Clã só havia Edward e Rosalie – Harry abriu a porta da mansão, para que eu pudesse passar.
– Entendi, mas... – Harry colocou a mão na minha boca e fez sinal e apontou para o ouvido. Já tinha entendido o que ele quis dizer, que era melhor não comentar sobre o assunto.
Harry caminhou até uma sala, eu o apenas segui e pelo o que percebi o dom de perfeição estava na família de Esme, pois a casa era perfeitamente arrumada, na sala havia um sofá preto que ia de canto a canto, as paredes eram brancas deixando uma com grafito verde e nesta mesma havia uma TV de plasma Led – pelo menos eu acho. Havia um piano branco no quanto do cômodo, mais preciso embaixo das escadas em espiral. Uma mesinha no centro com alguns enfeites, e havia uma lareira com vários quadros e objetos, flores era o que não faltava nessa casa.
Na sala havia dois jovem, uma garota loiras de cabelos cumpridos que chegavam até as costas, sua pele era alva com a neve, seus olhos eram vermelhos – mais ficaram castanhos claros, quando viu que eu estava ao lado de Harry, seu corpo era perfeito e sem nenhuma imperfeição e em seu braço havia uma tatuagem estranha, uma rosa negra com espinhos e nela havia “C”. A jovem usava uma calça jeans preta e uma blusa branca regata, em seu pescoço havia um colar com um símbolo diferente, parecia com o brasão do Cullens. Já o jovem eu conhecia era Liam, o jovem de cabelos castanhos que conheci hoje mais cedo naquela caverna escura – Ei? Por que afinal eu estava dentro de uma caverna, Harry iria me explicar – Liam usava uma calça jeans colada ao seu corpo e uma blusa preta gola “V” escrito algo – talvez em outra língua.
– Kanandra, onde está Frederick? – Harry continuou parado, fitando os amigos.
– Saiu para resolver um assunto, na cidade – respondeu a ruiva, ela me fitou intrigada.
– Trouxe uma nova namorada? – arqueou a sobrancelha.
– Não, ela é uma amiga. Encontramos ela a três dias, e queria conversar com Frederick o sobre isso, mais como ele saiu vou esperar – Harry virou-se de costas sem olhar para Kanandra, me arrastando quase.
Kanandra levantou-se me puxando e colocando-me sobre a parede, segurando-me por meu pescoço. Comecei a sentir falta de ar, meus pés balançavam de um lado para o outro. Tentei tirar sua mão sobre meu pescoço – Porém ela era mais forte do que eu.
– Kanandra, solta ela – Harry estava na frente dela.
– Me da um bom motivo? – perguntou ela, me fitando seus olhos começaram a ficar vermelhos e algumas veias saltaram de seus olhos, seus dentes pontiagudos apareceram em seus lábios. Senti um grande desespero tentei soltar-me.
– Por que ela é Neta de Carlisle – gritou Harry.
Kanandra fitou-me por alguns segundos, e soltou-me cai de joelhos no chão respirando fundo.
– Não fiz por mal, pensei que ela fosse uma ameaça... Afinal ela é humana tem cheiro de outra coisa, mais não sei distinguir – Kanandra tentou defender-se.
– E por isso, tentou mata-la? – Liam, se intrometeu ajudando-me a me levantar.
– Como se chama garota? – Kanandra, quase gritou.
– Lilian Rebecca Cullen Black – respondi, passando a mão em minha garganta.
– Quem te criou? – ela estava impaciente.
– Ninguém, eu nasci vampira. Sou bisneta de Carlilse e neta de Edward – respondi fitando o chão.
– Como isso é possível? – perguntou Kanandra.
– Não sei – intrometeu-se Harry.
Kanandra revirou os olhos e foi em direção ao sofá, sentando-se porem continuava a me fitar. Devei o olhar, Harry levantou meu rosto.
– Está tudo bem, ela não vai te fazer mal Lilian – tentou me tranquilizar Harry.
– Ta bem – balancei a cabeça positivamente.
– Vem, vou te levar para um quarto. Você precisa de um banho – Liam sorriu.
–É, eu concordo – sorri tímida.
–Eu vou junto – Harry se aproximou de mim.
Percebi que Liam jogou um olhar diferente para Harry, mais me fingi de desentendida.
Subimos para o segundo andar, nele havia um corredor enorme. Acho que teria uns dez quartos tranquilos ali, Harry e Liam me levaram para o ultimo e nesse havia uma visão perfeita para a floresta. As paredes do quarto eram verdes claras e a mobilha toda branca, a cama era de casal. E no quarto havia uma TV de plasma menos do que a da sala, uma mesinha para estudos, uma poltrona e vários enfeites, e ainda havia um banheiro.
– Sinta-se a vontade, tem toalha no banheiro e se precisar de algo é só chamar – Liam sorriu, se aproximou de mim dando-me um beijo em meu rosto.
– Obrigada Liam – sorri sem jeito.
– De nada Lilian – sorri saindo do quarto.
– Então, você ouviu o que o Liam disse finja que é a sua casa... E quando terminar o banho desça e venha comer conosco – Harry coçou seus cabelos encaracolados sem jeito.
– Assim, obrigada Harry – agradeci.
– De nada Lilian – Harry deu um beijo em minha testa.
Quando ele estava saindo do quarto, e quase fechando a porta.
– Harry?
– Sim.
– Me chame de Lily – pedi.
– Está bem, Lily – Harry saiu com um sorriso nos lábios.
Notas finais
Espero que gostem , fiquei inspirada na One Direction e os meninos acabaram aparecendo na Historia, só que como vampiros
Novos Personagens :
Liam Nicholas - Liam Payne
Harry Joseph - Daniel Hadcliff
Niall Paul - Zack Efron
Frederick Cromwell - Joseph Morgan - Klaus de The Vampire Diars
Kanandra Cromwell - Lexi de The vampire Diars
Comentem :) Se quiserem , beijooos
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