Minha Vida Em Uma História
1 Mudando extremamente de Rumos
Notas iniciais
Nem sei como exatamente começar, Afinal lembrar de tudo que vivi não é fácil. Sou Charlie esqueci de me apresentar, pela minha enorme timidez , não esperem muito de mim, até o ponto em que minha vida completamente se transformou. Eu , meus pais e meus irmãos éramos de Washington, mais meu pai foi transferido para Califórnia. É horrível saber que você tenha que acostumar novamente com a escola, fazer novos amigos, isso é muito ruim para um garoto de apenas 14 anos. No primeiro dia de aula , no meio do ano , cheguei com enorme timidez tentando não olhar para os populares do 1° ano, é praticamente impossível. Eles nos olham com uma cara, com que vai te atacar. A primeira pessoa da minha sala que vi foi Júlia, A qual me atendeu muito bem: — Com licença, você é do 9° B?
–Sou sim, você deve ser o aluno novo, não é? Disse ela com voz de doçura. –Sim, sou eu mesmo. Prazer!
–E eu sou a Júlia, o prazer foi todo meu. Conversamos por um tempo, antes do sino bater. Ela me explicou um pouco do esquema de cada professor. Confesso que foi a melhor conversa que já tive. Mais ainda é muito cedo pra termos uma conversa mais séria, primeiramente seremos bons amigos, depois quem sabe. Então fomos para primeira aula de sociologia, quase dormi o professor ficava o tempo todo olhando pra gente, e falando do tempo , estava mais pra professor de Previsão do tempo. No final da aula , pedi pra Júlia me esperar, ela me prometeu apresentar a alguns amigos. Minha timidez foi profunda, pois ela estava em uma volta com mais ou menos 7 adolescentes. Então não a atrapalhei, e fui embora. Cheguei em casa e resolvi pesquisar um pouco sobre ela na internet, afinal tudo no mundo de hoje é pela internet. Achei várias com o mesmo nome, mais percebi que ela não estava lá. Resolvi esperar até o outro dia para a pergunta-la sobre isso. Chegando na escola, percebi a ausência de Júlia, então resolvi perguntar a alguma de suas amigas, a primeira que encontrei foi Aline a qual perguntei.
–Aline? Com licença. Você é muito amiga da Júlia então resolvi perguntar.
–O que? Pode falar. Disse ela. –Você sabe o motivo, da falta da Júlia? . –Não se preocupe, ela mais falta que vem a aula. –Você tem o endereço dela? . –Sim... Mas... Depois da aula eu vou lá com você. –Tá beleza. Obrigada. –Falou . Esperava ansiosamente, mais parecia que hora não passava. Enfim 11:45, parecia um sonho mais chegou. Então me encontrei com Aline, e fomos, andamos por volta de 30 minutos, e resolvi pergunta-la : -Ainda falta muito Aline? –Não. É ali. Quando olhei para casa, me assustei totalmente. A casa era uma espécie de esconderijo de bruxas. Resolvi chama-la, depois de cinco vezes chamando, um senhor de barba branca me disse que ela havia mudado, me questionei o verdadeiro motivo, para uma mudança repentina. Fui para casa chateado, joguei a mochila na cama, e novamente procurei, por ela. E lembrei o numero que ela havia me dado. Liguei pra lá, e uma pessoa com voz estrondosa me atendeu. –Alô! –Alô boa tarde posso falar com a Júlia? –Não existe nenhuma Júlia aqui. E bateu o telefone com grosseria. Notei que havia algo errado. Minha mãe me chamou pra almoçar, e com certeza notou uma tristeza em meu olhar, me perguntou o que havia acontecido, e eu apenas disse: -Nada é cansaço apenas . A noite chegou , e eu sem sono resolvi ligar novamente para o numero; Uma voz doce e simpática me atendeu: -Alô!
-Alô, é da casa da Júlia? O telefone ficou mudo, e eu esperei , depois de 2 minutos a Júlia atendeu: -Alô! –Oi Júlia! É o Charlie, seu colega de classe. –A sim, pois não? – É que você não na aula hoje. Senti sua falta. – Ah... eu estava de mudança. Mais amanhã eu irei ir. Teve algum teste surpresa , ou matéria nova? –Não os mesmo exercícios da aula passado. Então até amanhã! –Até. Depois de falar com Júlia me senti mais calmo, achei que ela havia se mudado de cidade. Ansiosamente, fui o aluno a chegar mais cedo na escola, esperava aflita mente , o rostinho simpático da Júlia ver. O sino já havia batido, e Júlia não havia aparecido, depois de quinze minutos de aula, ela aparece desajeitadamente, com lápis e cadernos caindo. Dei tamanha sorte que Bruno o garoto que sente a mesa ao lado, faltou. Então deu para ela sentar ao meu lado. Até onde eu não sabia era que Júlia tinha namorado, pirei de raiva, pois já tinha planos de chama-la pra ir ao baile comigo. No recreio, tive que suportar ao vê-la com ele, ele é do primeiro ano, e tem amigos e um bonde que sempre “fecha” com ele. Então resolvi me afastar um pouco dela, mais no final da aula, ela pediu pra mim a esperar. Fiquei com medo do bonde do namorado dela então, apertei meus passos, para não a encontrar; De nada adiantou, escutei a sua voz gritando: -Charlie, espera. Dei uma olhada pra trás, cocei meu cabelos e pensei “Vai dar merda” . –Não ia me esperar? Disse Júlia. – Havia até me esquecido, tenho tantas coisas pra fazer. –Você já sabe com quem vai fazer o trabalho de física? – Não sei. Eu disse tremendo de medo. –Então podemos fazer, eu , você a Aline, e o Josh. –Não sei se vai dar. Minha mãe acha que eu incomodo indo a casa dos outros. –Que isso imagina. Então tá marcado. Quarta ás 17:30. Ok? –Ok! Disse eu. Foi para casa meio cabisbaixo; Afinal , estava “mó” interessado nela. Quarta feira 17:15, indo pra casa dela, comecei a pensar, como eu queria ser o Josh ele tem uma namorada de ouro, talvez nem dá a ela o valor merecido. Cheguei na casa dela, e vi seus pais eles nos cumprimentaram , e o pai dela meu olhou mais profundamente com cara de que queria dizer algo. Então fomos fazer o trabalho, sua mãe depois de alguns minutos nos levou cookies e chocolate quente. E me perguntou de quem eu era filho: -Charlie? Você me parece conhecido , de quem você é filho? Eu então disse que havia chegado na cidade de pouco e falei o nome dos meus pais: -Sou filho do Albert e da Annabella. Mudamos para cá, porque meu pai foi transferido. Naquele momento Alice mãe de Júlia parece que se gelou completamente e me olhou e saiu. Comentei com meus pais sobre o que havia acontecido e meu pai disse: -Tentamos mudar para esquecer o ocorrido, mais o ocorrido está mais perto do que imaginamos. Tentei sondar meu pai sobre a situação mais ele saiu, sem nada mais dizer, largando seu prato de comida sobre a mesa. No dia seguinte conversei com Júlia sobre a situação e ela disse que poderia ser coincidência, algo que já havia ficado no passado. E não me dei por vencido e procurei saber mais. Pesquisei sobre a empresa que o meu pai trabalha , e quem trabalhava lá. E vi que o meu pai era da mesma ala de que meu pai trabalhava, no momento percebi que havia algo muito estranho, e resolvi interrogar novamente meu pai. –Pai, tudo bem? –Sim meu filho! –Quem bom! Pai, você tem alguma ligação ao Wagner? O pai da Júlia? Meu pai se esquivou, esquivou e mudou de assunto. Eu novamente perguntei: -Em pai? . Meu pai me disse que aquilo era uma conversa para gente grande, mais eu não desisti continuei pesquisando. Então tive uma grande ideia meu aniversário estava chegando, e meu pai queria me dar um bom presente. Eu de que nada de bobo tenho, resolvi pedir uma festa. A qual chamaria a Júlia e seus pais, e veria qual era o conflito de que havia causado, esse indispor. Conversei com meu pai, e ele topou me dar uma festa. Marcamos para o dia 22 daquele mês como nossa casa era bem grande, e tinha um jardim enorme, resolvemos fazer lá mesmo. Ansiosamente esperava o dia, mais tinha um enorme medo , das grandes possibilidades sobre esse “Gelo” entre minha família e a da Júlia. Fui até o quarto de minha mãe, e ela estava escrevendo os nomes dos convidados nos convites. Tentei distrai-la pra pegar um escondido, pois ela já havia avisado antes: Não quero aquela Júlia aqui, e nenhum de seus parentes. Me sentia com medo pois minha mãe havia pedido, mas mesmo assim esperei , e peguei escondido, dei nela um beijo e um abraço, e sai correndo. Fui até a casa da Júlia a entregar o convite que estava escrito: Para Júlia e Família, espero que tudo que eu fiz valha muito a pena. A noite sem sono fiquei pensando ... o que pode ter levado, meus pais e os da Júlia a se temerem tanto? . Levantei me da cama e olhei novamente aquela foto do meu pai, do pai da Júlia e os seus colegas de trabalho e o chefe. Deu pra perceber claramente ,que eles eram bons amigos. Me preocupei pensei em falar pra Júlia que não teria mais festa, mais já era tarde demais. No dia 20 meu coração já não estava mais aguentando, sob pressão, lembrava como minha mãe dizia: Não quero aquela Júlia aqui, e nenhum de seus parentes. Nesse estante eu queria morrer; minha mãe quando avisa algo, e melhor nem se atrever pois, com apenas o olhar dela você começa a chorar, e se sentir culpado. No dia seguinte após a aula, vi Júlia sentando , quase caída , e a perguntei o que havia ocorrido, e com lágrimas nos olhos ela me respondeu: -Josh, me traiu! –Como ele pode? Você é uma ótima garota. Eu a consolei por uns estantes e a levei até a sua casa, ela se acalmou depois de termos uma longa conversa, chegando em sua casa ela me beijou no rosto, e uma de suas lágrima ficou sobre meu rosto. Não queria lavar minhas bochechas nunca mais. Pois um beijo dela é perfeito, acho que estou apaixonado por ela. É incrível nem sei descrever, é algo que ninguém saberá definir. Eu a amo! Naquele momento meu medo, se converteu em amor, já não duvidava mais o que eu sentia por ela , mas... Ela havia acabado de sofrer por amor, não deve querer um relacionamento sério tão cedo. Fui fazer um trabalho na biblioteca da escola, e vi , a Júlia e o Josh juntos. Não a disse nada apenas pensei comigo: -Essa gosta de sofrer por amor. Confesso que meu coração naquela hora, se abalou completamente, e eu já não via mais amor, mais sim ódio. Dava vontade de jogar na cara dela tudo, mais eu ainda a amo, amo muito. Chegou o dia da festa do meu aniversário, eu estava mais pálido do que a minha tia, que enche a cara de pó de arroz, minha mãe notou meu stress e disse pra mim relaxar, afinal era meu aniversário eu deveria estar alegre, curtindo com meus amigos. Até o momento que chegou um carro preto um Volvo XC60, Gelei completamente, e dele saiu uma mulher, a qual me chamou no portão: -Olá, você que é o Charlie, não é? –Sim sou eu. Respondi meio ressabiado. –Sou a governante da Júlia, e não deu pra ela comparecer, por motivo de falecimento de sua bisavó. –Nossa, que pena , manda meus sentimentos para ela. –Mando sim, ela lhe mandou esse presente. É isso. Tchau! –Agradece ela por favor, Tchau!
Confesso que tirei um peso das minhas costas, mais me senti triste pela avó dela, afinal a perda é horrível. Assim que acabou a festa resolvi deitar-me, nem abri nem um presente. No outro dia, resolvi abrir o presente de Júlia, que estava numa caixa bem grande, mas dentro havia algo bem pequeno, algo parecido a uma medalha.
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