Minha Vez
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Ele me irritava. Sim, isso era um fato. Não com o jeito dele, não, com isso eu já havia me acostumado.
Mas somente o fato de me sentir um refúgio, deixava-me furioso. Afinal o que aquele sem noção queria ? Eu já era dele, completamente dele.
Ele queria mais o que? Minha alma? Ah! Vá pro inferno Sasuke!
O lance com as aulas particulares já tinha terminado, pelo menos nesse semestre, só de pensar que tenho mais quatro meses de aula me dá um certo desanimo.
Houve uma mudança nas salas e Sasuke e mais meia dúzia de alunos trocaram para a minha sala. Não que eu esteja reclamando, mas é muito desconfortável estar com ele durante as aulas. É que acabo corando do nada ao lembrar das NOSSAS aulas...
Constrangedor, eu sei.
O sinal bateu e ele como sempre estava sentado na minha mesa me encarando, tentando saber no que penso. Tadinho, acho melhor ele se manter longe dos meus pensamentos.
– O que houve? – ele me perguntou sério.
– Finja que não sabe. — eu respondi enquanto me levantava e via todos já saindo das salas. Só nós dois ali, típico.
– Naruto. — ele me chamou calmo. — Não vamos falar sobre isso de novo. — ele dizia como se fosse simples. Levantou da minha mesa e me entregou um caderno que eu havia emprestado a ele há uns dois dias.
– Desculpe, — eu pedi irônico. — Mas quando parar com a covardia, me avisa ok? — eu saí da sala e sei que ele estava, ou devia estar, nervoso ou no mínimo alterado pelo que disse. Pelo menos isso era o que eu queria.
– Vai ficar hoje? — ele perguntou quando me alcançou no refeitório. Eu deixei que um suspiro escapasse sem querer, ele me machucava e nem percebia ou será que ele fingia não perceber?
– Vou Sasuke, vou. — senti-me obrigado a responder.
– Quer comer alguma coisa? — ele tentava ser gentil. Eu via isso nos olhos dele, mas eu já não aguentava mais aquela nossa amizade. Com certeza eu não fui feito para romance às escondidas...
– Perdi o apetite. — disse enquanto tentava não o olhar. — Vamos? Hoje, tenho que ir embora mais cedo.
– Por quê? — ele quis saber, curioso como sempre ou apenas muito possessivo. Não consegui não sorrir.
– Porque não quero ficar muito tempo aqui.
Ele hesitou me seguir por algum tempo. Eu subia aquelas malditas escadas para o quinto andar, a mesma cena. Ele estava mantendo uma distância de mim no corredor e eu dele, algumas verdades pareciam não querer sair de minha cabeça, em que uma delas deixava bem claro que assim como eu não fui feito para aventurinhas como essa, ele também não foi feito para ser de um, para ser fiel, para amar só uma pessoa.
Eu entrei na sala primeiro fazendo questão de já ir juntando umas seis mesas, dessa vez era muita coisa para estudar e eu não ousaria, ou seria burro o bastante para demorar ali.
– Não. — ele disse com o celular na mão.
– Não o quê? — eu perguntei.
– Vamos embora. — ele declarou pegando a bolsa de novo. — Hoje é muita coisa, na escola vai ficar ruim estudar. — eu pude ver ele saindo da sala sem me esperar e simplesmente não me mexi. Bufei, peguei a droga da bolsa e fui atrás dele. Odiava esse poder que ele tem sobre mim.
– E vamos onde, gênio? — eu gritei a ele.
– Minha casa.
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Nós pegamos um ônibus que preferi não gravar o número e descemos perto da casa dele. Andamos um pouco e vimos a porta aberta, o que se é de estranhar vindo da família Uchiha.
– Itachi está em casa. — ele me explicou.
– Correção: Itachi de saída. — o irmão mais velho dele dizia enquanto entrava no carro junto de um garoto loiro e dava partida.
– Bem, parabéns dobe. Já foi apresentado ao doente da família.
– Ah sério? — eu disse sorrindo. — Pensei que esse papel era seu. — ele riu enquanto fechava a porta e ia subindo as escadas.
O quarto dele era espaçoso, arrumado até, muito diferente do meu, sabe? Eu sentei na cama dele e abri minha bolsa, virei-a de cabeça para baixo e deixei que todos os livros caíssem ali.
– Fala que isso é brincadeira. — ele disse sentando na cama também.
– Não. — eu o vi fechar os olhos e massagear as têmporas — E isso é só o começo. — sorri cínico, uma das manias que peguei dele nesse meio tempo.
– Caraca... Tenho que admitir que você é muito burro. — ele riu da própria piada.
Nós definitivamente não estávamos bem. Nenhum dos dois. Era como se a gente não se conhecesse mais, como se tudo aquilo que tivéssemos passado juntos fosse uma brincadeira e que nós ainda não tivéssemos percebido que ela acabou.
– Então, por onde a gente começa? — eu perguntei sério tentando aliviar o clima ou simplesmente parar de olhar para ele.
– Naruto — ele me chamou, suave, até demais.
– Não, agora não — eu o cortei. Não era hora para uma DR. Peguei um livro e dei a ele, sem nem mesmo olhar a capa.
– Biologia? — ele perguntou. — Bem sugestivo, não? — ele dizia com sarcasmo, jogando o livro pro outro lado do quarto. — Não Naruto, agora sim. — ele se levantou da cama — O que houve?
– O que houve Sasuke Uchiha? — eu me levantei perguntando com raiva — O que houve? — eu o empurrei para trás, fazendo ele bater as costas na parede. — Não seja hipócrita.
– Você sabia disso no começo! — ele me falou sério enquanto se soltava de mim. — Desde aquele dia, você sabia! — ele fez questão de jogar na minha cara.
– E o que ISSO quer dizer? — eu o prendia na parede de novo e não o sentia contestar. — Que eu devia aceitar?
– Entender. — ele respondeu sem paciência.
– EU entendo! — eu o soltei, virando-me para a cama e pegando minhas coisas.
– Então posso saber o por que do drama? — ele questionou pondo-se entre mim e a porta, batendo-a com força e a trancando.
– Porque isso não quer dizer que não dói. Porra, Sasuke! — eu gritei e senti meus olhos úmidos. Sasuke deu um passo para frente e eu para trás, ele me abraçou, eu devolvi com força mais do que necessária. Como ele podia ser tão burro, tão idiota, tão cego.
– Eu te amo, é melhor ter ouvido isso direito dobe. Não sou de ficar repetindo. — ele me disse antes de me beijar lento, sensual.
MInha mente estava ainda nas palavras, mas o meu corpo estava no real, no momento com ele.
Eu senti a parede atrás de mim e o puxei pela gravata do uniforme para mim. As mãos dele entravam pela minha blusa, indo as minhas costas, subindo e descendo por elas, subindo e descendo arranhando. Ele separou o beijo e começou a lamber meu pescoço, mordidas até o lóbulo para depois descer e se concentrar em deixar uma enorme marca no meu pescoço. De novo.
Minha respiração ficava descompassada, minha boca se abria para tentar puxar mais ar. Eu ainda estava com raiva, com muita raiva, mas nessas horas, ela fazia questão de se entregar aos toques da luxúria. Sinto até que esse pensamento foi profundo demais para uma pessoa como eu.
Eu levei minha mão ao cabelo dele, deixando meus dedos se enroscarem nos fios lisos. Puxei a cabeça dele para trás com força, ouvindo ele gemer de dor e prazer, lambi seu pescoço e mordi, mas mordi até ver uma gota de sangue ser derramada. E o imbecil ainda gemia de prazer com isso.
Lambi, beijei e nossas bocas se encontraram em desespero. As línguas duelavam por espaço, para ver quem iria dominar e quem deveria se subordinar.
Empurrei ele na parede e ele riu. Até quando ficaríamos nesse empurra empurra?
Ele me olhou sacana e começou a tirar a gravata com um sorriso malicioso. Aproximei-me e o beijei com calma, deslizando minha mão pela blusa dele e desabotoando.
– Você é muito lerdo. — ele me disse enquanto arrancava a blusa por cima. E andava contra mim, fazendo-me andar de costas e cair na cama, ainda cheia de livros que ele não demorou a jogar sem dó no chão.
Ele sentou sobre o meu abdômen, esfregando-se em mim até sentar em meu colo e projetar-se para frente fazendo as ereções se tocarem e me fazendo gemer seu nome.
Esperei ele se abaixar para me beijar e rolei na cama, ficando em cima dele, com um joelho de cada lado do corpo dele. Dessa vez eu não iria ficar a mercê dele.
Ele riu, mas parou quando pousei minha mão sobre o membro dele. Ele passou a língua pelos lábios, de um modo que denunciava o nervosismo. Minha vez de rir.
– Quer dizer que o Uchiha nunca foi tocado? — eu perguntei rindo maldoso, era verdade que sempre ele que era o ativo, mas nunca achei que ele seria virgem. — Nervoso, é?- eu caçoei.
– Vá a merda! — ele respondeu nervoso e tentando sair da cama ou pelo menos inverter as posições.
– Ah não.. — eu disse enquanto forçava meu corpo no dele, deixando-o na cama quietinho. Ele se rebatia, eu descia minha mão até seu membro por cima da calça e o comecei a acariciá-lo. Aos poucos ele passou a se debater menos e a suspirar.
O rosto dele estava corado, os olhos fechados. Inclinei-me e beijei os lábios dele com carinho, pedi passagem e ele concedeu. Começou com um beijo inocente e foi ficando mais urgente.
Minha gravata, eu nem sabia mais se ela existia. Minha blusa devia estar perto da cama, acho. A calça era a única que me acompanhava, pois os tênis deviam estar por aí.
Eu desci os beijos pela pele branca dele.Comecei a chupar seus mamilos, a mordê-los até ver que estavam duros. Seus gemidos começaram a soar como música, uma melodia que eu estava compondo e que, por mim, não terminaria tão cedo. Mordi seu abdômen e tirei sua calça.
Comecei a lamber por cima da cueca, vendo-o morder os lábios para conter qualquer exclamação. Quando vi que a box estava encharcada, resolvi tirá-la.
Lambi a glande devagar, sempre olhando para ele. Abri as pernas dele, deixei-as sobre meus ombros e abocanhei o membro dele. Sem as mãos era mais complicado, mas eu me deliciava com aquilo. Passei a língua por toda a extensão. Ele havia me transformado em um puto igual a ele, que canalha!
Eu vi que ele estava perto de gozar, contorcendo-se na cama, agarrando meu cabelo e gemendo o meu nome. Submisso.
Parei o que fazia sob protestos, tirei minha calça junto da minha cueca e o vi inconscientemente fechar as pernas. Ri. Eu não estava sendo cruel, mas eu sabia que não estava sendo muito amoroso.
Passei a mão nas pernas dele, em uma leve carícia. Beijei seu pescoço e subi até seu ouvido.
– Abre, Sasuke. — eu pedi mordendo o lóbulo e vendo ele sorrir. Uma vez canalha, sempre canalha. Desci a mão e apertei o membro completamente duro dele e o vi fechar os olhos, ainda sorrindo, e começar a abrir aos poucos as pernas. — Obrigado. — eu disse depositando um beijo suave sobre seu pescoço.
Eu me ajoelhei na cama, uma mão segurando o joelho dele para que não voltasse a fechar as pernas, eu lambia um de meus dedos, dessa vez eu iria poupá-lo disso.
Circundei a entrada dele com o dedo e o vi fechar a cara em uma expressão de dor quando eu o penetrei. Comecei a movimentar meu dedo já rápido, o meu membro latejava e eu já estava enrolando bastante. Coloquei o segundo e o vi segurar os lençóis... Esperei que ele começasse a gemer de prazer novamente e enfiei o terceiro. Os movimentos o faziam abrir mais as pernas, e eu ficava mais e mais excitado ao vê-lo tentar conter os próprios gemidos.
Tirei os dedos e o ouvi me xingar, sorri abrindo mais as penas dele e penetrando-o com uma única estocada.
Ele gritou, mais de dor do que prazer. Senti os braços dele em minhas costas e suas unhas me arranhando. Eu permanecia quieto, parado, dando alguns beijos em seu ombro. A respiração dele estava menos descompassada do que a minha, e eu até entendo. O prazer que eu sentia sendo envolvido ele estava sendo insuportável. Minha vontade era de fude-lo com força, até ele não aguentar mais, até ele perder a voz.
Ele começou a rebolar de leve, e eu enfim comecei a estocá-lo. Era apertado e ele, não sei se inconscientemente, se contraia cada vez mais.
Eu o ouvia gemendo no meu ouvido, agora sei qual a sensação. Eu comecei a ir mais fundo, mais forte, notando que em um certo ponto os gemidos dele se intensificavam. Sorri e comecei a ir só ali. Eu sabia que ele tinha me machucado e que minhas costas deveriam estar sangrando, pois seus dedos, que agora apertavam os lençóis, estavam com sangue.
Devemos ser doentes...
O ritmo estava ficando frenético, eu chamava por ele, que enlaçou minha cintura com as pernas. Eu o segurei, sentei na cama sem sair dele e o puxei para meu colo. Ele começou a cavalgar sobre mim, enquanto eu o apertava mais e mais contra mim. Ele deixava a cabeça pender para os lados e não resisti, comecei a masturbá-lo. Ele abriu os olhos, ofegante.
– Assim.. eu.. eu . — ele tentou dizer o que eu já sabia.
– Então ..não aguente. — eu sussurrei vendo que também iria gozar logo.
Ele aumentou o ritmo com que descia e subia, colou-se mais em mim e mordeu meu ombro para evitar gemer muito alto. Eu puxei seu cabelo para trás, sabendo que ele estava no ápice, eu queria ouvir aquele gemido!
Eu senti o gozo dele na minha mão e acabei gozando ao mesmo tempo dentro dele. Diferente dele, gemi alto e satisfeito.
Ele caiu na cama e me puxou, caí sobre ele e apoiei minha na curva de seu pescoço. Ainda não tinha saído dele e só notei isso quando ele começou a se mover.
Resolvi me retirar e sair de cima dele. Meus olhos e eu travávamos uma guerra, o sono vinha, mas eu não queria de jeito nenhum dormir.
– Ser ativo cansa, não? — ele zombou. Eu ri.
– Cala a boca vai.. — eu pedi, lembrando só agora que ainda estávamos brigados. — Sasuke.. — eu chamei sonolento.
– Naruto, eu já me rendi, ou será que você ainda não percebeu? — ele me falou sorrindo e se ajeitando em mim — Como você é burro dobe.
Eu não lembro de mais nada, dormi. Só acordei porque o irmão mais velho dele tinha chegado em casa e aberto o maior escândalo porque o namorado dele tinha o traído.
Droga de família complicada que eu resolvi entrar.
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