Minha Professora do Amor — ShortFic
6 6. Step Six: Seja Meu!
Notas iniciais
— Boa noite Edward — Bella o cumprimentou, ao entrar em seu quarto no meio da madrugada. Edward estava deitado na cama, com os olhos inchados e vermelhos. Bella hesitou ao ver seu estado. — Que parte de ser verdadeiro com uma mulher você não entendeu?
— Do quê... — Edward começou franzindo a testa. — Alice!
— Exatamente, mas ela foi a única correta dessa presepada toda. Quando pretendia contar-me que eu era a sua musa inspiradora? — Bella questionou, cruzando os braços. Edward suspirou pesado, baixando o olhar.
— Bella... Eu não tenho nem como me desculpar com você. Eu prefiro que acabemos o que nem começamos. — a voz dele soou abafada e um soluço alto saiu de sua garganta. Bella ficou nervosa de imediato.
— Que diabos quer dizer com isso? — ela perguntou estridente. — Acabar com o que nem começamos? Você por acaso me perguntou o que eu quero?
Ela aproximou-se dele na cama, num movimento rápido ele a puxou para seus braços. Edward estava lastimável. Bella enxugou suas lágrimas, meio atordoada.
— Ed...
— Me desculpe por ter feito o que fiz, nada justifica minhas ações... — ele suspirou e levantou o olhar, seus olhos se perdendo naquela imensidão esverdeada dos olhos dela. — Eu só queria te amar.
— Queria? — a pergunta soou desesperada.
— Eu devo deixá-la ir, eu já sabia a resposta quando lhe perguntei se seria capaz de amar alguém como eu.
— Não, você não sabe.
— Eu sei e não a culpo. Está livre, na verdade sempre foi.
— Edward, que porra você tá falando? — ela ergueu o queixo dele com a mão. — Você não me quer mais?
Quando foi que a conversa fora parar naquele tópico? Edward a encarou, embasbacado.
— Eu te quero mais que tudo, mas olhe para mim. — Edward pediu, fungando. Bella sorriu docemente.
— Eu olho há muito tempo, seu idiota!
— Você vai querer se amarrar a alguém como eu?
— Deixe disso de "alguém como eu", oras, eu vou te amar como amaria qualquer outro rapaz.
— Você está falando sério?
* * *
Bella andava de um lado a outro no hall da casa, seu celular tocou. Duas mensagens, abriu a primeira e era de Reneé.
"Olá Baby, está tudo bem por aí? Em uma semana volto a Forks, e podemos partir para Jacksonville. Encontrei um pai perfeito para você, se chama Phillip e é jogador de baseball. Vamos passar uma temporada em paz em casa e depois partiremos para a Califórnia, você vai comigo bebê, sinto muito sua falta. Não demore a me responder, mande beijos para Carl, Alie e o Edward, não esqueça de sua mamys Esme, rs. Eu te amo, se cuide."
Bella respondeu rapidamente, e logo a outra mensagem saltou no visor. Rosalie Brandon.
"Olá Bella, tudo bem contigo? Estive pensando no que conversamos, eu ainda irei á Forks para aquele trabalho de hipismo para crianças autistas, conto com seu apoio, viu? Agora, sobre o assunto Edward, eu não vejo porquê não tentar. Alice me disse que ele esteve tendo febre várias vezes, tremedeira nas mãos é para se preocupar. Se cuide, obrigada por tudo."
Bella não a respondeu, sentou-se no degrau da escada e fechou os olhos. O clima em casa estava muito alterado, ela estava até cogitando ir mesmo atrás de Reneé. Sentia falta dela e queria respirar novos ares, esse daqui já havia lhe esgotado. Edward não só a amava em segredo, como estava escondendo várias coisas sobre seu atual estado de saúde.
— Bella?
Bella virou-se de imediato, Carlisle sorriu ao pé da escada. Ela assentiu e ele desceu para sentar-se ao lado dela. A abraçou de lado e ela enfiou o rosto em seu peito, chorou.
— O que foi, pequena?
— Você me enganou, tio. Você, a Alie e o desgraçado do seu filho.
— Nos perdoe, mas foi a única alternativa que encontramos. Posso contar algo que escondi todos esses anos?
— Deve.
— Edward era um rapaz altivo, cheio de vida e o acidente o transformou severamente, ele só pensava em tirar a própria vida. Eu não podia permitir isso, já havíamos perdido o Emmett, não podíamos deixá-lo naquele estado. Conversei com sua mãe, Reneé nunca tivera muito juízo mas sempre teve um lindo coração. Bella, ela quem lhe deu para nós como nosso anjo, você foi a morfina do Edward durante todo esse tempo, ele era arisco e fechado, você o trouxe de volta. E logo fui notando que os olhares dele para você, era diferente. Era exatamente como eu olhava para sua mãe, esses olhares foram o estopim para que Alice fosse concebida — Carlisle deu uma pausa, sorrindo. Bella mordia os lábios, enquanto as lágrimas lhe desciam dos olhos, avidamente. — Um dia, conversamos não só de pai para filho mas de homem para homem, e ele me confessou nutrir um sentimento por você. Imagina só como reagi, meu filho estava "curado" novamente e daí ele se apaixona, pela garota mais maluca que já conheci que adorava se divertir ás custas dele, eu já sabia o que viria a seguir. Você quebraria seu coração e ele iria pedir a morte novamente.
— Tio, eu... — Bella tentou, mas ele a silenciou com o olhar. Agora ele estava um pouco emocionado.
— Não nos leve á mal, querida. Apenas pensei se você seria capaz de prender-se ao meu filho com todas as suas limitações? A resposta era lógica, você é jovem, bonita e tem um futuro incrível pela frente, e o Edward? Preso aquela cadeira de rodas, totalmente dependente de alguém para o resto da vida. Bella, eu a amo como minha filha, mas eu nunca permitiria que o fizesse sofrer. Então surgiu o plano. Rosalie Brandon era só a fachada do que vinha por trás. Você era a pessoa perfeita para ajudá-lo, sempre foi esperta e entendia mais dessas coisas atuais de jovens sobre pegação e tals. Era você o tempo todo, sempre foi mas a mesma questão principal voltava á tona. Amaria-o verdadeiramente, se prenderia a ele?
Bella chorou ainda mais, ela sempre foi horrível com todo mundo. Era o jeito dela de gostar, implicando, xingando e batendo. Mas eram poucos, os que entendia. Carlisle a afagou, e eles ouviram o barulho de saltos tocando o chão e o barulho mínimo da cadeira motorizada. Esme chegava com Edward de mais uma consulta médica.
Bella estremeceu, iria olhá-lo pela primeira vez desde que soube de seu amor. Carlisle a soltou e olhou para esposa, longamente. Edward sussurrou algo para a mãe, ela assentiu e andou até Carlisle, pegou sua mão e ambos saíram do campo de visão de Bella.
Olhou para Edward, estava visivelmente abatido.
— Venha aqui — ele ordenou rouco. Ela levantou-se do degrau, caminhou lentamente sem deixar de olhá-lo nos olhos. Ela parou á poucos metros dele, não sorriu. — Sonhei com você hoje.
— Seja você mesmo... — ela citou, o encarando.
— Fui eu mesmo o tempo todo.
— Seja bom de papo...
— Sempre conversei muito com você, sobre absolutamente tudo.
— Seja um gentleman...
— Sempre te respeitei, um perfeito cavalheiro.
— Seja ousado...
— Quer mesmo lembrar disso?
— Seja o cara...
— O seu cara, agora venha aqui mais perto — Edward sorriu torto. Bella choramingou agora sorrindo, avançou e sentou-se em seu colo, passou os braços ao redor de seu pescoço e ele ao redor de sua cintura.
— Seja meu... — Bella sussurrou, o encarando. Edward a beijou no canto da boca. — Seja meu, com todas as suas limitações, seus problemas, seu jeito tosco e ridículo de ser...
— Serei o quiser que eu seja. — Edward murmurou, sorrindo largamente. — Você não vai falar nada pornográfico?
— Só quando estivermos trancados no quarto... — ela riu, o apertando em seus braços. — Quer ir agora?
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