Notas iniciais
Essa história me perturbou a escrever, o enredo tem toques de comédia e drama, espero que agrade a vocês. Totalmente Beward! Boa leitura.

1. Step One: Seja Você Mesmo

Bella beijou o rosto de Alice com ternura, como ela amava aquele elfo bonitinho. Sorriu para Edward, que as observava. Ele parecia diferente, Bella por ser curiosa e conhecida por meter o bedelho onde não era chamada, se aproximou, sorrindo largamente. Só Deus sabia como aquele sorriso era persuasivo.

— Pensando em mim, colega? — Ela perguntou, com os lábios colados no pescoço do rapaz. Edward estremeceu, e sorriu sem graça. — Qual é Eddie, honre esse mastro que tem no meio das pernas, oras.

— Bella! — Esme a repreendeu, com um quase sorriso. Esme Cullen, a mãe de Edward e Alice, que pegara a menina perturbando o rapaz novamente. — Deixe-o em paz.

— Ele é virgem, não é? — Ela perguntou, fazendo biquinho. Alice rolou os olhos. Edward corou visivelmente. — Não se envergonhe jovem, se abra comigo.

Ele era um rapaz muito bonito, chegando aos vinte e seis anos, porém era extremamente tímido. Não conseguia flertar com nenhuma garota, e isso tudo piorou depois do acidente que o fez perder os movimentos das pernas. Vivia recluso da sociedade por ter vergonha de sua atual condição, mas nem isso impedia que Bella o atormentasse.

Isabella Swan, uma jovem de olhos verdes e cabelos castanhos, tinha um sorriso diabólico que usava com frequência se ficasse a poucos metros de Edward, ela tinha vinte e três anos e fazia Jornalismo na mesma turma de Alice, que ultimamente está pensando em fazer Moda.

— Me responde uma coisa, senhor Cullen. — Ela pediu, tentando manter-se séria. Mas seus olhos esmeraldas dançavam nas órbitas e Edward sabia que boa coisa não saíria daquela boca rosada. Ele assentiu, respirando fundo. — Você consegue ter uma ereção?

— Pelo amor de Deus, tire esse demônio daqui, Alice! — Esme ralhou, já indo para perto do filho que estava mais vermelho do que nunca. Bella riu baixinho e se jogou no sofá. Sua blusa por ser soltinha, subiu deixando sua barriga á mostra, Edward deteve seu olhar ali.

— Você fez um piercing? — Ele perguntou na sua voz rouca de sempre. Bella tocou o pontinho prateado acima do umbigo e piscou para ele.

— Quer tirar com os dentes? — Ela perguntou, e olhou para Esme esperando mais uma repreensão. A senhora deu de ombros, já havia se cansado de tentar pôr juízo na cabeça daquela menina.

— Mãe, pode empurrar minha cadeira até o jardim, estou exausto. — Edward pediu, colocando os braços no descanso da cadeira. Esme assentiu e o acompanhou até o jardim, onde ela sentou-se no banco ao lado do filho.

— O que Bella fala te ofende de alguma forma? — Esme perguntou, aflita. Ela sabia que Bella não fazia por mal, era o jeito dela mas ela pediu tantas vezes que a menina pegasse leve com seu filho.

— Não, eu me acostumei com ela. Faz cinco anos que ela perambula por nossa casa, bedelha meu quarto, me importuna. Eu até gosto desse jeito divertido dela, ela é irmã da minha irmã. — Edward respondeu, sorrindo de lado. Desde que Bella entrara para a família, ele tornou-se um pouco menos amargo.

— Nem mesmo as perguntas... Íntimas? — Esme insistiu. Ignorou o que Edward disse sobre Bella ser irmã de Alice. Alice era fruto de um caso de seu marido com a mãe de Bella.

— Antigamente sim, hoje não ligo. Sou homem, tenho necessidades mas nunca irei supri-las. — Ele suspirou pesado. Tantos sonhos, tantas desejos entranhandos em sua memória. Era só um menino de dezoito anos quando foi atropelado, estava iniciando sua vida sexual e foi brutalmente interrompida.

— Mas... De alguma forma é possível, meu amor — Esme tentou, mas Edward acenou com os olhos alarmados.

— Oh não, eu falarei disto com o papai, okay?
Esme riu e Edward a acompanhou depois de um tempo.

— Mãe, tenho que lhe contar uma coisa séria...

Bella agora se encontrava no quarto de Alice, bedelhando seus cadernos de anotações. Uma estudante de Jornalismo faz muitas anotações. O tempo todo.

— Sim, il mio piccolo¹. Eu estarei aí em breve... — Alice enrolava a língua num sotaque italiano horrível. Falava com seu namorado que estudava Turismo, Jasper Hale.

— Alice! — Bella chamou novamente, rolando os olhos. — Temos que ir buscar a Rose...

Rosalie Brandon, uma loira morango escultural que estava vindo da Inglaterra, estudar Filosofia. Ninguém botava fé que uma loira que dava pra capa de revista, queria ficar falando de Sócrates e Descartes comcrianças especiais.

— Un bacio, il mio amore. Addio! — Alice se despediu de Jasper, e suspirou feliz. — Mi sono innamorato di questa bionda!²

— Tradurre per me, cagna maledetta!³ — Bella ralhou, rindo.

— Não entende quando digo que estou apaixonada pelo meu loiro, mas sabe me chamar de vadia maldita em italiano, que gracinha, mi slut.

— Buscar sua amiga lunática, hellôoou? — Bella a lembrou. Alice deu saltinhos, e foi procurar uma roupa para sair.

— Ah querida, tenho novidades! — Alice gritou, com a cara enfiada em seu closet. A voz retumbante de Carlisle Cullen pôde ser ouvida no segundo andar, onde ficava os quartos. Bella pulou da cama, deixando os cadernos de lado. — Edward...

— Um minuto, tenho que recepcionar o seu pai. — Bella riu, enquanto descia os degraus como uma criança feliz pela chegada do pai amado que trazia doces escondido da mãe nos bolsos. — Olá, senhor Cullen!

— Bella, como vai? — Carlisle sorriu, apertando a mão dela, trocaram o aperto de mão secreto e riram feito pai e filha. — Como vai a Reneé?

— Muito bem, melhor ainda se você for jantar lá amanhã.

— Oh céus, nem me meta em suas enrascadas. Faz muito tempo que não visito sua mãe.

— Ainda bem, não é?! — Esme intrometeu-se, voltando a sala empurrando a cadeira de Edward.

— Ave Maria, eu não falei por mal. Mamãe ainda cai de amores por tio Carlisle — Bella fingiu-se de inocente.

— E isso não é da nossa conta, por amor que tem a minha família, não cite sua mãe e seu amor platônico por meu marido em minha casa. — Esme pediu, pesarosa.

— Amor platônico nos últimos vinte anos está gerando um elfo de estimação — Bella respondeu e deu as costas, rebolando em direção a escada.

— Ela é o diabo. — Ouviu Esme resmungar, rindo. Bella ficou surpresa ao também ouvir o riso de Edward. O irmão de sua irmã.

* * *

— Edward Cullen quer conversar sério comigo, não creio! — Bella debochou, quando fechou a porta do quarto do rapaz. Eram quase meia noite e todo mundo já estavam em seus respectivos quartos, prontos para dormir ou namorar pelo celular como Alice tinha o hábito.

— Não zoa, é algo sério. — Edward pediu, ranzinza. Ele fez uma careta, projetando seu corpo da cadeira para a cama. Bella correu para ajudá-lo. — Obrigado.

— Não por isso, vim aqui porque estou curiosa. A gente mal se fala, e agora você me convocou aqui a esta hora, vão achar que estamos nos pegando. Eu não vou tirar a honra do aleijado — Bella disse, arrumando o lençol em volta do colo de Edward. — Mesmo que você tenha esse belo instrumento.

— Pode parar de ser sarcástica um minuto? — Edward perguntou, irritado. — Vou desistir de confiar em você.

— Você confia em mim? Que meigo, eu poderia até lhe dar um beijo de língua por isso. — Bella continuou, piscando os olhos. Ajeitou-se ao lado de Edward, aninhou a cabeça em seu ombro, ele não protestou. Apesar da animosidade em ambos, conversavam amenidades de vez em quando, e Bella gostava de contato físico, e como gostava. — Então, desembucha. Contratou uma puta pra tirar seu cabaço?

— Bella! — Edward sibilou, respirou fundo ao ouvir o risinho da megera. — Eu... Quero sua ajuda, na verdade... Eu preciso de umas dicas.

— Dicas... Humm, para comer uma puta? — Ela perguntou num tom doce, quando Edward grunhiu frustrado, ela o cutucou nas costelas.

— Eu... Eu estou apaixonado. — Edward soltou num suspiro. — E eu preciso que me ajude a conquistar essa mulher, ela é muito importante pra mim.

— Uau! — Agora ele conseguira mesmo deixar a castanha surpresa. Edward, apaixonado! — Já se conhecem?

— Pessoalmente não.

— Eu a conheço?

— Provavelmente.

— Quem é ela?

— Rosalie Brandon.

Bella quase caiu da cama. Edward estava apaixonado pela Rainha da Beleza e Senhora Perfeição Apaixonada por Filosofia e Autismo. Edward a encarou, mordendo o lábio inferior. Ele sabia que ela ficaria sobressaltada e não o ajudaria.

— Bella, por favor. Estou pedindo sua ajuda porque nunca tive uma namorada e a última vez que transei, eu tinha dezoito anos e não sabia o que estava fazendo. Agora eu estou vivo novamente, apaixonado e quero que ela retribua meu sentimento.

— Isso foi lindo, Edward e não me olhe assim; não estou te sacaneando. Se você diz que precisa de mim, eu topo.

— Só confiei em você porque você tem... Experiência com essas coisas de flerte e conquista.

— Errou feio, amor. Sou perita em sexo casual.

— Sério?

— Não muito, mas primeiramente — Bella voltou a se ajeitar ao lado de Edward, bateu nos joelhos dele. — Ela sabe da sua condição?

— Acho que não, nos falamos muito por redes sociais e ela é amiga de Alice, você também a conhece e eu fiquei atordoado quando ela disse que viria passar uma temporada aqui estudando, e vai vir visitar Alice com frequência...

— Calma, gafanhoto. Primeiro passo para conquistar uma mulher, é ser sincero e verdadeiro.

— Essa é nossa primeira aula? — Edward perguntou, sorrindo.

— Chame como quiser, mas deve contar a ela sobre suas pernas inúteis o quanto antes.

Notas finais
¹ Meu pequeno. ² Um beijo, meu amor. Adeus! Eu sou apaixonada por esse loiro. ³ Traduza pra mim, vadia maldita. < Tradução.

E aí? Até logo.