Minha Perdição

3 Esse Mordomo, Meu Destino


Notas iniciais
Oi oi!!! Possível leitor, se eu ainda tiver algum, esse cap foi feito com perseverança nas notas do meu cel então não está no melhor formato, mas aproveitem!!;

Ciel estava irritado.

Seu mordomo era um insolente. E naquele momento ele estava tão confuso quanto quanto um demônio no céu, o que ele por alguns instantes cogitou estar, o toque frio e aconchegante dos lábios de Sebastian, o deixara em parte no céu e na outra parte irritado.

Sua parte irritada era a orgulhosa por isso esta predominou naquele momento, fazendo a parte do céu cair diretamente para o Inferno, e acordar para a situação.

Ele empurrou Sebastian, e este esboçou um sorriso satisfeito e maldoso, como a tempos não fazia.

– Perdeu o juízo, mordomo? — ele vociferou ainda nos braços de Sebastian.

– Me desculpe, jovem mestre — ele pediu enrolando Ciel na toalha com cuidado em seu colo.

– Nunca mais me toque sem permissão, e uma ordem — ele ordenou em seu tom "apenas mandão"

– Entendido, jovem mestre — ele meneou a cabeça pondo o jovem em pé — não se repetirá

– Tenho certeza, que não — emendou ainda nervoso.

Ciel suava frio naquele momento tão constrangedor não acreditando no quão idiota ele podia ser, mandou que Sebastian trouxesse suas roupas e ordenou que fosse embora disse que queria se vestir sozinho, mas na verdade tinha medo do que o que quer que fosse que tinha ocorrido na banheira, acontecesse de novo, se Sebastian o tocasse.

***

Quando saio do banheiro, seu visual rendeu uma risadinha de seu mordomo deboxado.
A camisa estava mal abotoada a fazendo ficar torta, sua gravata totalmente embolada, o short não estava abotoado talvez por desistência e os cadarços perigosamente soltos. Ciel sabia que seu estado era péssimo e que não poderia sair na rua daquele jeito, ele podia estar escondido e foragido, mas ainda era um Phantomhive.

Bem quando ele ia ordenar a Sebastian que o ajudasse esse ofereceu:

– Gostaria de uma ajuda, jovem Mestre ? — um sorriso provocador e irritante nos lábios

– Deixe de insolência, Sebastian — ele quase gritou.

Sebastian percebeu que talvez estivesse indo longe de mais e resolveu parar. Em silêncio ele concertou a roupa de Ciel e o observou tomar o café da manhã.

– Iremos sair hoje, jovem mestre? — Sebastian indagou num tom servil — lembre-se que o Senhor precisa de roupas novas, apropriadas para a nova moradia...

– Sim Sim , sairemos — resolveu Ciel que já que não aguentava mais suar com suas roupas londrinas.

***

A praça de Espanha em Madri era o centro comercial mais próximo do hotel, antes que entrassem na primeira loja Ciel disse:

– Compre as roupas e nos vamos nos ver no hotel — ele anunciou de modo firme.

– Como é? — Sebastian indagou de modo perplexo — Jovem Mestre! Você não pode ficar rodando sozinho por aqui.

– Você esta me questionando? — Ciel proferiu de modo ofendido — eu não pedi sua opinião.Eu disse que vou, então eu vou.

Sebastian resolveu que não iria questionar mais. Ele se curvou levemente para frente a mão direita sobre o peito e murmurou um "Entendido".
Ciel virou de costas, ele estava hesitante. A quanto tempo ele não saia sozinho? A quanto tempo ele não se separava de Sebastian? Nem se lembrava.
O primeiro passo para longe da bolha protetora invisível de Sebastian foi o mais difícil. Os outro foram fluidos e contínuos, mais Ciel não sabia aonde estava indo.
Dobrou algumas esquinas sem se preocupar com a distância, ate chegar em um pequeno jardim. Havia uma tenda roxa no meio dele. Ela chamava muita atenção no meio da praça monocromática.

– Perdido,meu jovem? — uma voz envelhecida e caridosa endagou a suas costas em perfeito inglês.

Ciel se virou para a senhora. Ela era dois palmos mais baixa que ele, usava uma túnica da cor da tenda, e parecia ser muito velha e carcomida, as feições mais claras e magras que qualquer idoso que Ciel já tivesse visto, e embora tentasse não conseguia descobrir a cor dos olhos da idosa.

O menino demorou um pouco para processar a pergunta. E quando o fez, se sentiu ridículo, nunca admitiria estar perdido, embora estivesse.

– Não estou perdido — respondeu em sua língua. Se sentindo aliviado por não ter que falar espanhol. Não era sua língua favorita... — como sabe minha língua?

– Sei muitas coisas... — ela deu de ombros reticente e levantou os braços magros e colocou-os nos ombros de Ciel. O toque era leve como o vento — coisas que se o Conde quiser saber terá que me fazer uma visita agora.

Ciel não hesitou. Tempo ele tinha de sobra, e sua curiosidade agora estava desperta. A mulher o tinha chamado de "conde" ela sabia quem ele era, mas como? , ele se perguntava.

Por dentro a tenda parecia bem maior, o salão principal, ricamente decorado de arabescos dourados e vermelhos no chão e o azul petróleo chamativo das paredes contrastava em perfeição com a fumaça misteriosa que saia dos fundos da tenda e a madeira de mogno solido e encerado dos quais os moveis eram feitos.

Uma mesa redonda ficava bem no meio do cômodo, como manda o clichê, e nela um jogo de chá de porcelana, de motivos orientais parecia esperar por eles.
As cadeiras eram entalhadas com motivos peculiares, com a reprodução de Atlas segurando o mundo e Prometeu acorrentado a rocha com a águia mexendo em seu interior, a almofada lilás de seda parecia estar costurada com os mesmos motivos.

– Sente-se Conde... — pedia a senhora puxando a cadeira para ele. O cheiro do local pareceu reverberar no nariz do menor naquele momento, o cheiro era de uma mistura entre cravos, madeira, baunilha e algo que fazia o nariz de Ciel coçar desconfortavelmente.

Ele assentiu minimamente, tomando seu lugar. A senhora também se sentou e imediatamente serviu as duas xícaras com um chá, cor de mel, cheio de borra, algo que Ciel sempre detestou.

Ela empurrou uma xícara para as mãos do menino que decidira tomar um gole só de educação.
Assim que o menino levou o chá para perto do nariz, esse ardeu e queimou fazendo com que ele jogasse o chá fora por puro instinto de afastar aquele liquido dele, ate porque ninguém imaginaria que o Conde Phantomhive podia ter tal comportamento, nem ele próprio.
Quando dirigiu um olhar a senhora essa era a primeira vez em alguns anos que dirigira um olhar envergonhado a um estranho.

– Não se preocupe, pequeno demônio — ela confortou com um sorriso matreiro — não lhe farei mal — Ciel estava em pânico naquele momento, como ela descobrira que ele era um demônio? Quem era aquela velha?

– Deve estra se perguntando — ela continuou, depois de um gole de chá — como sei que e um demônio? E quem sou eu? Isso e fácil de esclarecer. Primeiramente, o chá que lhe ofereci e feito de casca de sabugueiro dos jardins sagrados, os demônios tem ojeriza até ao cheiro dele. Eu só o preparo em ocasiões especiais, como sua vinda aqui...Sinto faze-lo passar por esse desagrado mas eu queria ter certeza de que era você.
Você pode não saber, Ciel, mas e uma lenda entre Shinigamis, Anjos, Demônios e agregados, ninguém nunca tinha feito o que você fez. Ter um demônio por um tempo ate que ele te roube a alma e fácil, mas aprisiona-lo num contrato eterno, quebra todos os paradigmas, leis ou o que as pessoas achavam possível — Ciel nunca tivera dimensão do que acontecera... Não sabia que as pessoas falavam dele, qual seria a história oficial no mundo dos seres (não conseguia a classificação)? — A propósito- a senhora lhe estendeu a mão e Ciel apertou levemente. Enquanto olhava a senhora, ela se transformou. Os cabelos ganharam um tom loiro brilhante e cresceram, as feições se encheram e proporcionaram um rosto delicado, angelical e atemporal, ela cresceu uns centímetros, a pele voltou para o lugar, macia e alva, mas os olhos continuaram com um tom indecifrável — Eu sou Dest... Me chame de Tiny.

Ela largou sua mão levemente e ele a encarou, parecia linda. Esplendidamente bonita para ser real. Ela pareceu perceber que Ciel estava por dentro boquiaberto com sua beleza.

Ele tentou continuar a linha de raciocínio.

– Eu não imaginava... — ele realmente não imaginava, quem imaginaria?

– Pois comece a imaginar — ela tomou um gole de chá com tamanha satisfação que fez o demônio ficar com inveja de não poder tomar — logo, logo inimigos virão atrás de você, e eles virão atrás de vingança.

O menino nem sabia o que dizer... Sempre tivera muitos inimigos, então aquela agonia de não saber quem eram os inimigos era nova. A não ser o incidente com madame Red...

– Você é um caso curioso... Vejo desgosto e morte em seu passado e futuro, mas também vejo amor. Amor ardente e forte.

– Você terá de tomar decisões que pareceram certas, mas devera ser puro o bastante de coração, caminhos fáceis não são escolhas.. — ela encarava ele com seus olhos multicolores seriamente — Em breve você ira querer almas, não as coma. Não se torne um demônio completo até a hora certa — a menina sorriu, como se os momentos de seriedade não tivessem existido — Foi ótimo conhece-lo Conde. Agradeço se deixar esse nosso encontro em off, pode me causar problemas. Ela acenou com a mão e desapareceu, deixando o menino no meio de um parque de grama extremamente verde.


Ele ficou revivendo o encontro , vendo tudo que podia ter deixado passar. Ciel já tinha visto coisas estranhas na vida, mas aquela visita certamente fora para o top 10.
– Jovem mestre! — a voz parecia ter um tom desesperado, poucas vezes escutado.

Ciel virou a cabeça, o demônio a seu dispor estava a 10 metros dele. Seu rosto alongado estava com uma expressão preocupada e aliviada. O menino se sentiu feliz, "Sebastian estava preocupado comigo..." e depois ao se dar conta do que tinha pensado" Você não e uma garota Ciel, ele e seu mordomo demônio!"

Ciel se sentou na grama olhando o por do sol. Por quanto tempo tinha ficado com a menina?

– Onde você estava, jovem mestre? — Sebastian agora estava ao seu lado em pé, também ilhava o por do sol, mas era como se não visse mais beleza nenhuma. Depois de milênios vendo o por do sol ele pareceria, a Sebastian, bem monótono.

Ele pregou os olhos em Ciel, uma visão bem mais bonita do que o por do sol.

– Acho que tive um encontro com meu Destino.

Notas finais
Um comentáriozinho não mata ninguém. Vamos lá!! Assim eu atualizo com mais frequência
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.