Minha Perdição
1 Esse Mordomo, Tentação
Notas iniciais
Ciel estava deitado na cama, com uma leve camada de suor sobre ele, devido ao calor da Espanhã, embora já estivesse lá há duas semanas ainda não havia se acostumado. Esticou-se para a mesinha ao lado da sua larga cama, o relógio marcava 3horas da manhã.
Dormir era em sua concepção ingênua era uma das coisas que mantinha um elo com seu eu humano. Ele podia ser um demônio mais ainda era uma criança, em seu íntimo.
Ciel Phantonhive, era Durão, acho que todos concordamos com isso, passou por muita coisa, perder os pais aos 10, ser usado por uma Ceita de formas terríveis, fazer um contrato com um demônio, descobrir que sua tia era uma assassina louca, e melhor eu parar por aqui e muita coisa ruim para um cap só.
Mas talvez a coisa mais triste para mim da vida humana de Ciel, tenha sido que a única coisa solida e de “confiança" na vida dele, um garoto de apenas 12 anos, era um demônio que estava com ele apenas porque queria sua alma.
Lamentável, uma *hamartia terrível a do nosso jovem protagonista, o acordo demoníaco , levou tudo que ele tinha, uma passagem garantida para o céu que significava ver seus pais, seu olho, sua vida humana, a chance de uma vida normal.
E na real o que tirava o sono daquele que já fora conhecido pelo apelido “0 cão de caça da rainha" eram todos esse pensamentos misturados as memórias dos momentos bons que teve vivo, elas não eram muitas e as que continham sua tia sempre passavam por sua mente lenta e dolorosamente.
Parecia a ele que agora perdera mais um laço com sua vida humana, ficaria como um verdadeiro demônio, dormindo de vez em quando para ter pesadelos, como Sebastian.
O maior havia explicado que...
— Quando um demônio e criado ele demora um tempo para entrar na sintonia de seus novos poderes e condições. Por isso ainda sente fome e sono. Daqui a algum tempo isso vai passar — ele disse isso como quem da uma boa noticia, com a voz suave e delicada mais com o rosto na inexpressão.
Ciel podia não sentir mais sono mais sentia fome. A barriga roncava. Mas ele nada fez, apenas continuou ali sentindo fome e não sentindo sono, contraste esse que era bastante incomodo. Fechou os olhos apenas por alguns segundos, na vã tentativa de chamar o sono e nesse momento a porta se abriu.
Um Sebastian impecável nela. A claridade acessiva do corredor da estalagem em contraste com a amena claridade do quarto de Ciel. Sebastian havia saído para pegar algumas almas ilegalmente, ou seja, sem ter feito contrato nenhum, ele estava fadado a isso afinal estava preso a um contrato eterno. Os demônios tinham poucas regras mais uma delas era clara, um contrato por vez.
O demônio que de tanta beleza parecia um deus, adentrou o quarto muito devagar e silenciosamente, sem fazer um barulho sequer. Eles haviam alugado apenas um quarto com uma cama afinal Sebastian não dormia, a estalajadeira achou um absurdo e mesmo que o local estivesse cheio e seus empregados muito ocupados à mesma catou dois deles e mandou que colocassem mais uma cama no quarto deles, ela era uma senhora muito amável, sempre perguntando se precisavam de algo e se preocupado com os dois.
— Vai continuar fingindo que dorme Jovem Mestre? — perguntou o maior, enquanto retirava o, sobretudo e pendurava num cabide com pés.
- Calado, idiota! — Ciel pronunciou firmemente ainda de olhos fechados — Eu ainda desejo dormir!
- Acho que sua época de sono finalmente extinguiu Jovem Mestre — um leve frisar de lábios, o fantasma de um sorriso.
- Mas a época de fome não! — informou o garoto *akuma já apoiado na cabeceira, os olhos já carmim pela provocação.
- Eu imaginei que não, Jovem Mestre. — ele foi ate a pequena cozinha.
Esta consistia em um armário, uma pequena bancada e um fogão. Mas mesmo com pouco espaço Sebastian tinha feito o seu melhor.
E claro que havia um restaurante na estalagem mais nenhum dos dois sequer tocou no assunto, ambos sabiam que Ciel tinha pouco tempo para apreciar comida, e ele queria que fosse à de seu mordomo e seu mordomo queria que seu Jovem Mestre apreciasse a comida dele, não por sentimentalismo ou nostalgia, afinal ele era um demônio, era apenas por causa de seu ego. Queria que fosse sua comida a ultima a dar alguma sensação boa no seu eterno mestre.
- Hoje para o café da manhã temos torradas com canela, Madeleines recheadas e mel Royal, e Chá de Mirtilo CELESTIAL foi escolhido como chá. Desde já peço desculpa pelo pouco oferecido. O espaço não oferece estrutura para mais. — Sebastian falava calmamente enquanto levava a bandeja até a pequena mesa no meio do largo quarto.
O menino nada disse, apenas esperou que Sebastian deixasse o café da manhã pequena mesa, e viesse ate ele para despi-lo.
A blusa larga foi desabotoada devagar pelos longos dedos enluvados do moreno mais velho.
Ele retirou-a dos braços do menor e depois encaminhou- se para o cesto de roupa suja. Ele ia ate o armário quando Ciel anunciou:
— Eu irei tomar um banho! Estava muito abafado esta noite. — o tom era lascivo e firme ao mesmo tempo.
O mordomo sempre achava graça daquele tom do seu Jovem Mestre. Era como se ele mandasse e implorasse ao mesmo tempo, isso se aplicava ao sentimentos de Ciel em relação a Sebastian odiando sua existência e a amando ao mesmo tempo.
— Como quiser — Sebastian declarou se curvando levemente com a mão sobre o peito.
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Depois de alguns minutos Ciel já se encontrava num banho morno relaxante. O mordomo arregaçou as mangas da camisa social que usava e pegou uma esponja, esfregando as costas de Ciel não pode deixar de observar a pureza aquela pele, a maciez dela, como um demônio pode ser assim tão angelical, ele se perguntou. Foi esfregando o corpo do garoto olhando sem pudor para ele. Ciel não parecia perceber, estava absorto em seus pensamentos.
De repente o garoto teve um sobressalto. Encolheu o corpo abraçando os joelhos, os olhos carmesins voltaram.
- Sebastian se retire do banheiro, agora! — aquele não era seu tom lascivamente mandão era apenas mandão.
- Entendido. — o mordomo se levantou e disse isso mesmo sendo mentira.
Saiu do banheiro se perguntando o que havia feito de errado enquanto um assustado Ciel se encontrava no banheiro
Este soltou os joelhos e abriu as pernas devagar, olhou o que havia entre elas, que naquele momento estava desperto. Havia... Havia sido... O toque de Sebastian que o deixara naquele estado. Um sentimento sufocante tomou conta de seu corpo, mas ele não sabia exatamente o que era. Abriu a torneira da água fria e deixou que ela envolvesse seu corpo quente.
Aquilo sem duvida era um problema, decidiu que iria sair do banho, levantou se da enorme banheira. Puxou uma toalha de um cabide preso à parede de um passo para fora e caiu com um estrondo batendo a cabeça fortemente na porcelana, Sebastian chegou ao banheiro em meio segundo encontrando o garoto inconsciente no chão.
— Jovem Mestre! — ele chamou já com o rapaz em seus braços.
O mesmo abriu os olhos devagar, o rosto corado.
A visão de Ciel daquela forma o fez sentir algo estranho, desejo talvez, ele não sabia e naquele momento não importava ele só queria ter os lábios do menor nos seus. Por isso chegou o garoto para mais perto selando-os num beijo.
Akuma – demônio em japonês
Hamartia — hamartía (άμαρτία) é um erro cometido pelo personagem de uma tragédia, que resulta na peripécia (peripéteia) também é conhecida pelos nomes de falha aristotélica e erro trágico.
Notas finais
Comentem ai !!!
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