Notas iniciais
Desculpem a demora ;)

Quando eu estava na metade do caminho encontro com Stefan que também estava de carro junto com Caroline, ele fez sinal com a mão para voltarmos, eu olhei no relógio e eu até que estava adiantado, então dava tempo de voltar e ver o que ele queria, até porque deve ser algo importante que não pode esperar.

Ele foi na frente e eu atrás, chegamos e ele desceu junto com Caroline e desci do meu carro em seguida, fui até ele e perguntei:

– O que é? -perguntei.

– Preciso falar com você. — disse Stefan com cara de raiva.

Entramos os três, fui o ultimo a entrar e quando fechei a porta Stefan bateu a mão com força no sofá virou pra mim e falou:

– É PRA ISSO QUE VOCÊ VEIO.? COMPLICAR A MINHA VIDA? — disse Stefan furioso.

– O que eu fiz.? — falei sem entender.

– Você ainda pergunta? eu tava de boa sem chamar atenção e agora está em todos os noticiário "a misteriosa morte da professora Soraia Gerônimo" — Olhei para Caroline e depois para Stefan e ele se aproximou e continuou falando — Por que você matou aquela filha da puta?

– Justamente porque ela é uma puta! E como você sabe que fui eu?

– Ela é encontrada morta sem nenhuma gota de sangue, o que você acha que foi? FADAS? — ele aumentou o tom de voz.

– NÃO FALE ASSIM COMIGO, EU NÃO SOU SURDO! — falei alto, estava furioso, olhei para o lado e percebi que Caroline ainda estava ali, um pouco assustada — O que ela está fazendo aqui? agora mais uma pessoa pra ser eliminada... — falei apontando para Caroline. Stefan se aproximou de mim, colocou o dedo na minha cara e falou:

– Você não toca um dedo nela, eu a amo e não guardo nenhum segredo com ela. Ele me prometeu segredo eu confio nela ao contrario de você que não tem ninguém pra confiar, você é um pobre, metido a machão, um mal amado totalmente solitário, que tem uma pessoa que gosta de você mas não dá valor, e sim, eu estou falando de Elena. — Eu olhei com olhar de raiva empurrei o dedo dele.

– EU NÃO TENHO NADA — Gritei — Nunca tive, as pessoas sempre gostaram mais de você do que de mim! a mamãe o papai, nossa amiga Lexi, nossa tia e até mesmo Elena. — disse tentando segurar minhas lagrimas.

– Que papo é esse? pelo que eu lembre mamãe sempre ficava falando para eu seguir seu exemplo, porque você era o mais velho! aquilo era um saco.Titia sempre nos amou igualmente, e você sempre aprontava com Lexi por isso que ela não gostava de você. E Elena te trouxe aquela cesta ridícula mas que era uma prova de amor e você vem dizer que ela não gosta de você... Vocês até estão namorado!

– Todos sempre gostavam mais de você! até Elena sim! porque aquela cesta não era pra mim! era pra você sua anta. Ela sempre gostou de você, mas você era um cego e não percebia! O namoro é uma mentira, eu nunca cheguei a namorar com Elena, aquilo tudo aconteceu porque ela não queria que você soubesse por causa de Caroline que é a melhor amiga dela. Você nunca deixou alguém me amar! — disse e sem querer deixei uma lágrima cair e a raiva me subiu a cabeça e eu o empurrei. Caroline saiu correndo chorando, e foi embora, Stefan me empurrou de volta.

– Você tá louco ? eu não quero brigar com você eu não quero te machucar. Lembra da ultima vez? a estaca ficou centímetros abaixo do seu coração — Depois do que ele disse fiquei com mais raiva deu um soco nele, e começamos a brigar. Socos e mais socos, empurrões por cima de mesa, copos quebrando. Até que ele me deu um soco e eu cai no chão, vi uma estaca de madeira do pé da mesa, fui mais rápido que Stefan peguei a estaca, empurrei Stefan até a parede e rapidamente enfiei a estaca perto do seu coração. Stefan deu um suspiro de dor. Nos olhamos e ele olhou para baixo e viu que não tinha atingido seu coração.

– Agora estamos quites, você não me matou uma vez e eu não te mato agora. Na próxima vez não tem desconto — eu disse e puxei a estaca de volta e Stefan simplesmente caiu no chão com a mão onde eu tinha atingido. Olhei para trás joguei a estaca no chão e falei:

– A professora que eu matei não vai dá problemas, relaxa — pisquei o olho — Agora eu tenho um encontro, e sorte sua que não melei meu palitó, ele é novo!

Stefan ainda no chão ficou de quatro e olhou com raiva pra mim, e eu sai fechei a porta e entrei no carro, limpei a mão que estava com um pouco de sangue com um lenço e então fui pegar Elena, e fui torcendo pra ela não ter desistido pois eu estava atrasado. Olhei para o lado para ver se as garrafas de champanhe estavam intactas, e estavam! Então liguei o carro e fui para casa de Elena.

Cheguei e Elena estava sentada na varanda, com um vestido azul, não muito ousado, nem muito chique, só um vestido simples que bate mais ou menos no joelho e fica deslumbrante quando está com ela. Parei o carro desci e então ela se levantou.

– Que demora foi essa? você sabe que eu tenho hora pra chegar!

– Desculpa, problemas.. desculpa mesmo! — peguei na sua mão ela parou por segundos e então começou a andar até o carro.

– Tudo bem vamos logo.

Abri a porta pra ela e depois entrei.

– Que tipo de problemas? — perguntou.

– Não vamos estragar nada com os meus problemas, tá tudo bom tá tudo bem... deixa quieto!

– Ok... — ela disse e eu forcei um sorriso.

– Aonde vamos?

– É surpresa! não posso falar.

– Então como é que eu vou saber se você estiver me levando para um matagal e vai me sequestrar pedir resgate depois me matar e me enterrar perto de um rio?

– Relaxa moça... confia em mim! — sorri.

– Então tá moço — ela sorriu.

*Minutos depois*

– Chegamos — falei e desliguei o carro.

– hum... — falou Elena olhando pela janela.

– Mas você não pode olhar mais o lugar! olha pra mim.

– Eu não quero!

Eu ri e então peguei em seu rosto e virei com calma, e então ela fixou seu olhar no meu.

– Agora fecha os olhos.

– Tem certeza?

– Confia em mim!

– Tá... — E então Elena fechou os olhos. Peguei a sacola com as duas garrafas de champanhe desci do carro, abri a porta do carro pra ela e segurei um sua mão para ela não cair.

– Eu não vou te deixar cair, então relaxa!

– aiwn q tanto mistério... já posso abrir?

– Nãão... — falei e coloquei minha mão em seu rosto a impedindo de ver.

– Ok..

Andamos e Elena começou a reclamar.

– Aonde estamos. Isso é grama?

– Calma...

Paramos e então tirei minha mão e disse:

– Pode abrir!

Ela abriu os olhos e então ficou admirada. Eu e Elena estávamos em um campo, como um jardim belo, eu sempre ia ali para pensar... Foi eu praticamente que plantei a maioria daquelas flores.

– Que lindo — disse Elena

– Eu sei. Esse lugar é ótimo para pensar, refletir...

– Porque eu nunca soube desse lugar?

– Apesar de que praticamente foi eu que criei esse lugar, ele fica um pouco afastado da cidade então... quase ninguém sabe.

– Você criou? como assim?

– Eu aprendi que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprendi que o tempo não é algo que possa voltar. Apesar de que tenha muito tempo. Portanto, plantei meu jardim, em vez de esperar que alguém me traga flores.

– Que lindo. — disse Elena olhando para mim com o olhar que eu sempre desejei que ela olhasse. Me aproximei dela, e ela não fez nada para impedir minha aproximação, talvez ela realmente quisesse um beijo. Mas quando seu rosto estava próximo do meu, uma borboleta passou entre nossas faces, Elena sorriu e disse:

– Que linda, vamos tentar pega-la?

– o que?

– Vamos, você tem um frasco? — disse Elena animada.

– Não mas tenho dois copos.

– Então me dá um!

– ok.. — Peguei o copo de vidro dentro da sacola e dei a Elena, e Então ela pegou uma folha grossa que estava no chão e a fez de tampa para o copo.

Coloquei as garrafas no chão sentei e fiquei observando Elena. Era tão linda, nem conseguia pegar uma borboleta, mas continuava linda do mesmo jeito. Percebi que Ela não iria conseguir pegar aquela borboleta então me levantei para ajuda-la.

– Me dá — falei apontando para o copo e a "tampa".

– Você consegue? — Me aproximei toquei em sua mão quando peguei o copo, a borboleta nos rodeava.

– Você tem que manter a calma.. ficar parada. — puxei ela para perto de mim.

– Você tem que ficar quieta... — Ela ficou de frente para mim, parada, a borboleta começou a voar mais devagar. Eu levantei o copo e disse:

– O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. Você não pode assusta-la, ela virá espontaneamente. — E então a borboleta entrou no copo e eu tampei com a folha. Elena olhou para mim e tocamos nossas mão novamente quando entreguei o copo, ela aproximou seu rosto do meu, e então toquei minha mão em seu rosto ajeitando seu cabelo, me aproximei mais e a beijei.

Notas finais
Espero que tenham gostado!