Minha Namorada Por 1 Mês

4 3º Dia - Amigos ou Inimigos?


Notas iniciais
Alô vocês :3
Bem, aqui estou eu com mais um capítulo e etc, e... OMG ANINHA ESTÁ LENDO FANFICS MINHAS [/corre (e ficou me cobrando essa, por sinal. Muito. Muito mesmo. Pra caralho q), mas enfim.
Well, para não fazer spoiler, o que eu achar que vocês não vão entender, vou colocar meio que uma explicação nas notas finais ok?
Enjoy ;)

- NÃO QUERO, MAS QUE SACO!

Mais um dia com aquele ser estranho que eu chamava de namorado até o certo momento, mas que na verdade, gostaria de chamar de algo bem mais ofensivo. Ele queria porque queria que eu fosse para tal festa no sábado, mas não daria aquele gostinho para ele, não, jamais mesmo!

- Qual é Bells? É só uma festa.

- Não é só uma festa, é SUA festa, e eu não quero ir e acabou Kaulitz, mas que saco. – cruzei os braços e emburrei minha expressão fazendo um bico.

- Mas você vai e ponto final, como quer que todos acreditem que estamos namorando se você já me larga numa festa cheia de garotas lindas e que eu provavelmente pegaria se estivesse sozinho?

- Bem a sua cara isso – sorri ironicamente – Eu sei muito bem que você ainda pega alguém, mesmo estando nessa farsa, então, por favor, segue sua vida de foder vadias por aí, acaba logo com isso e ponto final. Agora pare o carro, prefiro ir andando pra escola.

- Já estamos quase chegando, e você já está atrasada, então não vou parar coisa nenhuma.

- ESTOU ATRASADA? SUA CULPA NÉ?

Sim, culpa do que aconteceu algum tempo antes disso, e foi a primeira vez em que agradeci o despertador por ter me acordado...



- Tom? Cadê você? Tommy?

Eu apenas assistia a aquele sonho, estava me vendo com 9/10 anos de idade, procurando por Tom, como fazia nessa época. Ele apareceu e abraçou a pequena criança ruiva que se eu não soubesse que era eu, diria que era a coisinha mais fofa do mundo.

Por que eu estava sonhando com isso? Aliás, porque estava lembrando-me de quando me dava bem com Tom?

- Desculpa o atraso Bells, vamos?

- Sim Tommy.

Eu apenas observava sem poder fazer nada do tipo “PARA GAROTA BURRA, ELE VAI FAZER DE NOVO”. Apenas o vi levando a pequena garotinha (eu) para o cano gigante do parquinho da praça onde ficávamos conversando.

- Posso te perguntar uma coisa, Tom?

- Claro pequena, diga.

- O que você tanto faz com aquelas garotas com quem você fica se agarrando e fazendo umas coisas nojentas? Porque ontem, sem querer, vi você com uma, e, a saia dela estava levantada, e você estava com as calças abaixadas, parecia se esfregar nela, e vocês faziam uns barulhos estranhos e...

Tom ficou completamente desconcertado e vermelho. Droga, eu estava me lembrando de quando Tom tentava me explicar porque era (e ainda é) esse... Idiota.

- Ahn... Bells, isso é complicado de explicar, você é nova ainda.

- Só ou três ou quatro anos mais nova do que você, então posso tentar entender.

- Bem... Ela era minha amiga, e é isso que os amigos que se gostam muito fazem. Quero dizer, é mais ou menos isso...

- Você nunca fez isso comigo – Tom começou a engasgar e pigarrear. Eu era mais inteligente (porém ingênua) do que ele imaginava – Você não gosta de mim?

- Bells, isso é diferente. Você entenderá quando for um pouco mais velha.

- E por que ela estava gritando seu nome? E puxando seu cabelo? E te arranhando? Se ela gostasse de você, não te faria carinho, ou algo assim? Você estava machucando-a? – mas como eu era curiosa, Deus!

- Bells, vamos falar de outra coisa, elas não me importam agora. E, além disso, não tenha inveja, elas não podem ter o que você tem.

- Porque eu sou sua namorada e elas não, certo?

- Bem... Sim, isso mesmo.

Tom dizia naquela época para mim que éramos namorados, andava de mãos dadas comigo, e eu acreditava nele com a maior inocência do mundo, me achando o máximo por ele (parecer) apenas gostar de mim.

- Mas você não pode fazer nada do que faz com elas, comigo?

- Ahn... – Tom parou por um momento e pensou. “Ah não, eu vou ter que presenciar (viver, sei lá) isso de novo?”, pensei – Já ouviu falar de beijo, Bells?

- Já, é uma mulher e um homem que encostam os lábios assim – a pequena beijou sua própria mão demonstrando para Tom o pouco que sabia – E tem outro que fazem uns negócios com a boca, abrindo e fechando, que eu não entendi direito, mas era nojento.

- Quer ver como é? – perguntou Tom se aproximando.

- Posso? – perguntou a criança confusa olhando para o garoto de dreads que estava com o rosto cada vez mais perto do seu.

- Claro. Minha namorada pode qualquer coisa.

Ele colocou sua mão esquerda no pescoço da menina, acariciando até a nuca e retirando os cabelos que o cobriam e que cobriam sua bochecha. Beijou sua bochecha devagar, criando uma trilha até os pequenos e inexperientes lábios da pequena. Seu piercing roçou no canto da boca da menor, fazendo-a estremecer minimamente.

- Posso Bells?

- Claro Tommy.

E ele aproximou seus lábios dos dela, quase os tocando...


- Pronto, chegamos senhorita mal humor.

- Finalmente! – exclamei – Agora vê se fala com a sua mãe e acaba com isso de uma vez por todas, porque essa palhaçada mal faz três dias e já está me irritando. Tá tudo acontecendo rápido demais. Adeus.

- Adeus não, até logo.

- Tanto faz – abri a porta do carro e saí em fúria – E não precisa vir me buscar, inútil – bati a porta com força e corri para o colégio.

Ainda havia pessoas do lado de fora, e que viram quando saí do carro de Tom completamente irritada, começando a cochichar e olhar para mim. Procurei minha sala, e por sorte, o professor ainda não tinha chegado. Sentei ao lado de Annie, bufando e colocando as mãos no rosto.

- O que ele fez agora? – perguntou-me.

- Além de sonhar com ele, ele ficou conversando com a minha mãe na cozinha e a fez se esquecer de me acordar, e só fui acordar na hora que programei para o despertador tocar, que era justamente a hora que eu devia estar saindo de casa. E ainda discuti com ele.

- Poxa Bell, seu dia está péssimo então.

- Preciso ver Georg, ele me anima.

Só pude vê-lo no intervalo, tive que esperar três aulas para poder vê-lo, e meu mal humor continuou.

- Hey Bell! Vem aqui! Senta com a gente – ele me chamou quando me viu – Cante um pouco conosco.

- Georg, eu não gosto de cantar em público, você sabe disso.

- Vamos lá, você sempre canta com os olhos fechados – era uma mania minha – E, além disso, posso tocar The Funeral pra você.

- Você nem sabe tocar violão.

- Peço pra alguém, sei lá. Vai, por favor.

- Ok.

Ele deu o violão para um garoto da roda que começou a tocar a introdução da música. Respirei fundo, fechei os olhos para me concentrar e comecei a cantar.

Quando começou a parte mais melodiosa da música, comecei a cantar com mais vontade, ainda mais por ser uma das minhas partes favoritas. Ouvia comentários do tipo “uau, como eles combinam”, sem pelo menos entender quem seriam esses “eles” que combinam. Provavelmente estava embalando um casal que se beijava enquanto eu cantava. O som do violão ficou mais forte do meu lado, provavelmente quem estava tocando se sentara do meu lado.

Continuei cantando até o final de olhos fechados e concentrada tanto na letra, como em não me deixar desafinar. Ao fim da música, senti alguém envolver um dos braços em meu ombro, provavelmente quem estava tocando o violão, mas não entendi o porquê, eu mal conhecia o garoto que começara a tocar. Várias pessoas me envolviam e me olhavam admiradas.

- Bells, você canta tão bem – era Tom do meu lado, que me fez pular assustada e me desvencilhar de seu abraço.

- O que está fazendo aqui? Não estava suspenso?

- Vim resolver algumas coisas na secretaria com a minha mãe, aí te vi cantando e não resisti em tocar enquanto você cantava – ele piscou para Georg e ele retribuiu, me deixando desconfiada. Meu melhor amigo tramando para mim? – E, aliás, sua voz é linda.

- Se você visse a cara de idiota dele em te ver enquanto cantava, você acreditaria – completou Georg rindo e recebendo um olhar fulminante de Tom.

Não respondi nada, apenas abaixei a cabeça e corei levemente. O sinal tocou e eu devia voltar pra sala de aula. Levantei me despedindo de todos, mas Tom segurou meu braço e sussurrou para mim:

- Ainda está brava comigo? Porque, se estiver, eu te beijo aqui mesmo e você fica suspensa junto comigo. A escolha é sua.

- Eu arrebento sua cara.

- Um beijo pode ser mais perigoso do que isso. E aí, ainda está brava?

- Não estou – menti.

- Ótimo. Vou vir te buscar mais tarde então – ele me roubou um selinho e foi para a secretaria do colégio.

Fui para sala de aula e dormi um pouco para tirar aquilo da cabeça, Annie apenas me acordava nas partes importantes das aulas, como sempre fazia. Ao fim de todas as aulas, saí do colégio e Tom me esperava escorado em seu Audi, com algumas garotas em volta dele.

- Meninas, vejo vocês depois – piscou para elas e veio em minha direção tentando me beijar.

- Não – me desviei dele – Vai lá com as suas meninas, elas tem mais vontade do que eu – sorri irônica.

- Tá com ciúme, Bells?

- Vai foder alguém e me deixa em paz, Kaulitz.

- Hm, alguém parece estar com ciúmes.

- Se liga Kaulitz, pouco me fodo pra você, mas se quiser, pode ir lá pegar AIDS de alguma delas.

- Que linda essa Bells com ciúmes, me lembra até da vez que te beijei quando você tinha nove ou 10 anos por você...

- Tá bom, eu já entendi – o interrompi – Isso é passado ok? Não sou mais sua baba-ovo.

- Mas é isso que me atrai em você – sussurrou – Vamos logo.

Fui até o carro, empurrei algumas vadias que estavam na frente da porta, entrei e cruzei os braços, bufando pelo cansaço daquela situação. Tom entrou logo depois de se despedir delas e me olhou sorrindo sarcasticamente.

- Vai ficar emburrada mesmo?

- Problemas?

- Só prova que você é caidinha por mim, serve?

- Pare de se achar, ok? Já acordei de mal humor e vou continuar de mal humor até você desaparecer.

- Que bom, adoro você mal humorada.

Revirei os olhos e ele começou a dirigir em direção as nossas casas. Coloquei meu fone para poder ouvir música e esquecer-me do mundo a minha volta, e principalmente de Tom. Cantarolava baixo a música que ouvia, sem ao menos lembrar de Tom ao meu lado, que provavelmente me ouvia.

“You don't turn me off

I will never fail

Things I loved before,

Are now for sale

Keep yourself away

Far away from me

I'll forever stay

Your perfect enemy*


Tom me cutucou e eu tirei o fone olhando com raiva, como se ele tivesse tirado um doce de uma criança feliz.

- Que música hostil – comentou.

- Explica perfeitamente o que eu sinto por você – sorri irônica.

Chegamos e ele estacionou seu carro na garagem. Saí do Audi e fui andando até a porta da garagem, mas Tom me segurou pelo braço e me fez olhá-lo.

- Me solta, anda!

- É assim mesmo que você se sente? Como minha inimiga, Isabelle?

- Talvez. Na verdade nem sei mais o que somos, se nós somos amigos ou inimigos, ou se estamos num meio termo, sinceramente não sei. Agora me deixe ir.

- Como posso fazer você se sentir melhor sem acabar com isso? Diga-me.

- Não sei, não sei mesmo. Fico impressionada por fazer apenas três dias disso e eu não aguentar mais... Mas, enfim, talvez se você não tentasse se comportar exatamente como um namorado, se tentasse ser como Georg ou Annie, pelo menos um pouco, se me entendesse, se soubesse como eu sou...

- Mas eu sei como você é

- Prove.

- Seu nome completo é Isabelle Elena Willians, você faz aniversário no dia treze de setembro, você me detesta mais do que tudo no mundo, adora andar de skate mesmo que não faça isso há muito tempo, canta apenas por diversão mesmo que sua voz seja linda, gosta de waffles com mel e suco de laranja no café-da-manhã, adora comer batata frita no jantar, gosta de cortar seu próprio cabelo para depois ir ao cabelereiro cortar direito, ama cachorros e leões e morre de medo de...

- TÁ, EU JÁ ENTENDI – interrompi. Sinceramente, fiquei com medo por ele saber tanta coisa e eu não saber quase nada sobre ele, além de ser um irritante, egocêntrico, galinha e etc. – Como sabe tanta coisa?

- Todo esse tempo que falei com Georg e sua mãe foi proveitoso. E mais algumas coisas que descobri por te observar. Por exemplo, quando você fica nervosa por algo, começa a mexer no cabelo freneticamente, coçar os olhos e andar para lá e para cá, como está fazendo agora.

- Para, chega, já estou com medo – comecei a andar para lá e para cá tentando processar tudo – Em três dias você sabe tudo isso?

- Não exatamente.

- Ok, mas não quero saber mais nada, você já me deixou com medo – ele riu e me abraçou – Me deixou com mais medo ainda, sabia?

- Desculpe – ele riu e se afastou – Bem... Então, podemos ser amigos?

- Não sei, vou pensar. Agora me deixe ir.

- Te vejo depois então?

- Quem sabe...

- Bem, então caso eu não te veja... – Tom chegou mais perto do meu rosto – Queria só fazer uma coisa.

Seus olhos se fecharam, seus lábios se abriram levemente e seu rosto se aproximou do meu. Ele ia me beijar mesmo eu estando brava com ele, é isso mesmo? Não me afastei, apenas esperei pelo o que ia acontecer. Fechei os olhos e esperei pelo contato de seus lábios nos meus, que na verdade não veio para meus lábios, e sim para minha pele, no pescoço para ser mais exata.

- Me disseram que seu pescoço é seu ponto fraco, e parece ser verdade... – sussurrou Tom.

- Eu quero te matar – minha voz saiu no mesmo tom de sussurro sem querer.

- Não, não quer.

Seus lábios subiram pelo meu pescoço até minha bochecha, seguindo por uma trilha de beijos até meus lábios.

- Posso Bells?

- Claro Tommy.

Abri meus olhos e me afastei de Tom, olhando-o assustada. Ele não tinha feito nada (ainda), mas não deixei que tocasse meus lábios.

- O que foi Bells?

- Chega. Te vejo depois.

Afastei-me dali, tentando processar o que aconteceu naquela fração de tempo entre “Tom sabe tudo sobre mim” e “Tom está me beijando”... Se em três dias tudo aquilo já tinha acontecido, já temia pelo o que ia acontecer dali em diante.


Notas finais
Esse final ficou muito awwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwn :3 mas depois né, broxante Bells -q
Ok, vamos começar com o dicionário :B
Bom, como vocês já devem saber, a Bells é na verdade a Liz Lee (a mina da capa pra quem não sabe), primeiro por eu ser loucamente apaixonada por My Life As Liz, segundo por eu achar que a Liz e o Tom se combinam :3
Bem, por que estou explicando isso? Na parte do capítulo em que a Bells canta The Funeral, eu me inspirei nesse episódio, ou melhor, nesse trecho do episódio em que a Liz canta: http://www.youtube.com/watch?v=aBJwRN79N8w e, bem, eu sou apaixonada pela voz dela *-* (pode faz um dueto com o Bill dona Liz q) e por isso da música.
*Essa música se chama Perfect Enemy, e é do t.A.T.u. (p.s: sou LOUCAMENTE APAIXONADA por t.A.T.u. ♥), e tá aí a tradução pra quem ficou curioso http://www.vagalume.com.br/t-a-t-u/perfect-enemytraducao.html
Na verdade, esse capítulo foi muito t.A.T.u., tanto por eu escrevê-lo ouvindo t.A.T.u., como por ter colocado algumas músicas sublinarmente (?) na conversa do Tom e da Bells na garagem. Por exemplo: (...) Na verdade nem sei mais o que somos, se nós somos amigos ou inimigos (...), tirei de Friend Or Foe (http://www.vagalume.com.br/t-a-t-u/friend-or-foe.html), assim como o título do capítulo.
E vocês ainda vão ver muito t.A.T.u. nessa fanfic, claro ;) (e TH também, lógico q)
E, ah, uma última influência de t.A.T.u.: quando Tom disse que o nome completo da Bells tinha Elena no meio, eu tirei do nome de uma das integrantes do t.A.T.u., a Lena (minha Lenka ♥), e, acho que só q
Qualquer dúvida vocês deixem nos reviews que vocês vão me mandar, certo? u_u
Sério, deixem, nem que seja um oi, to lendo aqui o/ ok? ç.ç
E, última coisa (já falei demais q), queria que vocês lessem minha outra fic :3 https://www.fanfiction.com.br/historia/195450/Make_a_Birthday_wish
Bom, isso é tudo... See ya babies :3 e deixem reviews por favor u_u