Minha Nada Mole Vida
19 Capítulo 17
Bella pov
E assim eu fiz, abri minha boca e engoli seu pau até a parte que eu consegui, a parte que sobrou eu estimulava com a mão. Era possível sentir que a cada movimento que eu fazia seu pênis se dilatava cada vez mais em minha boca e os gemidos de Edward serviam de combustível para que eu aumentasse o ritmo, suas mãos em meus cabelos que ditavam o ritmo dos meus movimentos, até que em um determinado momento, ele me puxou novamente para a sua boca invertendo a nossa posição.
— Você tem uma boca incrível meu amor – disse ele lambendo meus lábios com a voz totalmente sexy – mas quando eu gozar, eu quero que seja dentro de você!!
Após dizer isso ele voltou a me beijar, mais docemente, como se tentasse se controlar. Quando o ar se fez necessário nos separamos e rimos de forma cúmplice.
— Você quer isso mesmo? – perguntou ele acariciando meu rosto.
Com ele ainda em cima de mim fiquei um tempo calada, estava confusa, pois eu me sinto pronta e eu quero isso, mas não é cedo demais? Além disso, se eu dizer não, ele vai me matar e outra se eu não ceder a ele quem me garante que ele não vá se aliviar com outra? Quem me garante que ele já não esteja fazendo isso?
Affe Bella.... pára e concentra... tudo está muito bom, você sentiu maravilhas apenas com as caricias, imagine quando ele estiver dentro de você!! O prazer vai ser multiplicado por 1000, pelo menos é isso que dizem, mas por outro lado... a dor vai ser demais, mas poxa a dor é só no começo depois passa e é só felicidade... é assim não é? Mas e se...
Fui tirada dos meus pensamentos ao sentir uma língua penetrando o meu ouvido, tal ato fez meu corpo se arrepiar inteiro e ao ouvir a voz dele dentro do meu ouvido essa sensação se intensificou:
— E então meu amor? – ao dizer isso, ele seguiu com a sua língua percorrendo um caminho imaginário até o meu pescoço, onde ele começou a me beijar de boca aberta.
— Tenho!! – respondi entre gemidos – Oh Deus... Ed...Edward você vai me matar!!! – ele sorriu em meu pescoço e levantou a cabeça para me encarar.
— Só se for de prazer, meu amor!
Após dizer isso, ele se esticou com o objetivo de alcançar a sua calça que estava em algum lugar do chão. Quando conseguiu isso, ele retirou de lá sua carteira e nela continha uma embalagem de preservativo que prontamente foi aberta para que ele vestisse seu membro e se reposicionasse entre minhas pernas.
— Eu vou devagarzinho – disse ele me dando um selinho e voltou a falar com a boca encostada na minha — vai doer um pouco meu amor, por isso eu preciso que você relaxe, confia em mim?
— Confio! – respondi sem pensar, mas não consegui relaxar, por mais que eu tentasse, por mais que eu colocasse na minha cabeça que era apenas o Edward ali em mim, eu não conseguia e mesmo assim ele resolveu ir adiante.
Delicadamente ele posicionou seu membro entre minhas pernas e o encaixou na minha até então virgem entrada e exatamente como ele disse foi forçando a sua entrada lentamente sempre olhando dentro de meus olhos.
A sensação de invasão do meu corpo era estranha, desconfortável e ao se deparar com a barreira que representava a minha virgindade ele parou de se mover.
— Tudo bem meu amor? – perguntou ele imóvel e preocupado. Não consegui pronunciar nada, apenas movi minha cabeça confirmando, mas não tinha certeza de nada. – Relaxa meu anjo, eu preciso que você relaxe – disse ele carinhoso e acariciando meu seio.
O efeito relaxante que a sua caricia me proporcionou passou no exato segundo em que eu senti a primeira fisgada em meu centro que era proporcionada pelo movimento de seu pênis tentando romper minha virgindade. Assim como a primeira, veio a segunda, a terceira, até que não aguentei mais:
— PÁRA!!! – disse um pouco alto, o que fez com que ele parasse na hora.
— O que houve meu amor? – perguntou ele preocupado – Não chora minha princesa – então ele passou a beijar as lagrimas que até o momento eu não tinha percebido que caiam – Desculpa meu amor, eu não sei qual é a melhor forma de fazer isso, me perdoa – ele estava angustiado e eu não tinha forças para falar nada para confortá-lo.
Depois que me acalmei ele voltou a falar:
— Você quer continuar com isso meu amor? – sem coragem de falar, pois não sabia como sairia minha voz assenti novamente. – Eu vou tentar de um jeito diferente, tudo bem? – assenti novamente confusa, existe outro jeito de tirar a virgindade de uma mulher que não seja assim? O que será que...
— AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH – meus pensamentos foram interrompidos pelo grito alto que saiu da minha
garganta, senti como se tivesse sido cortada ao meio, de um jeito brusco Edward penetrou meu corpo com tudo e agora que estava totalmente dentro de mim tinha parado de se movimentar e tentava me acalmar.
— Perdão – disse entre beijos em meu rosto – Desculpa minha princesa – mais beijos – Assim pelo menos a dor foi de uma vez só – beijos de novo – Me perdoa... me perdoa... me perdoa – e no intervalo entre as palavras ele me beijava.
Com o tempo a dor foi cedendo e no lugar dela crescia em meu interior outra sensação, uma sensação de que algo bom estava por vir, mas para que isso acontecesse eu precisava de mais, muito mais, por isso, com Edward ainda beijando o meu rosto contrai meus músculos vaginais, essa minha atitude fez com que ele na hora soltasse um gemido sexy, alto, como se fosse um felino, um felino acasalando, exatamente como estávamos fazendo agora.
— Você tá bem? – perguntou ele tentando se controlar.
— Sim – minha voz saiu como um simples sussurro.
— Vou me mover tudo bem?
— Tudo... Ahhhhhh – não consegui concluir a minha frase, pois o quadril dele começou a se mover de encontro ao meu, o que fez com que seu membro entrasse e saísse de dentro de mim de forma rítmica e lenta.
Eu não sabia o que fazer, mas a sensação de orgasmo que a poucos minutos atrás tinha conhecido estava voltando, só que parecia que vinha muito mais potente. Meus gemidos altos se misturavam com os dele, minhas mãos arranhavam seu dorso enquanto as dele acariciavam as minhas costas por causa do abraço que ele me dava o que fazia nosso corpo se grudar ainda mais.
Quando a bomba relógio que parecia habitar o meu ventre estava prestes a estourar envolvi o quadril dele com as minhas pernas, o que o fez penetrar ainda mais fundo meu ventre e alcançar assim um ponto especifico que me levou ao paraíso em questão de segundos, me tirando de órbita, mas ainda era possível sentir ele se movendo contra minha pelve, só que de forma arrítmica agora e sussurrando palavras em meu ouvido que até então não faziam o mínimo sentido exceto aquela frase, a frase que mudou tudo...
— Eu te amo!!!!!! Eu te amo... amo... amo demais – cada frase que ele falava era seguida de uma estocada até que senti seu membro se dilatando em meu interior e a camisinha sendo preenchida. Seus braços que o sustentavam perderam a força e se corpo desabou contra o meu.
Ainda ofegante ele levantou o rosto me mostrando um sorriso incrível e contagiante, tanto que não pude deixar de retribuir.
— Como você tá? – perguntou ele ainda ofegante e acariciando meus cabelos, ainda em cima de mim.
— To bem – foi a única frase que pude formar em minha cabeça que no momento estava uma confusão.
Acho que ele percebeu pelo meu tom de voz que eu estava estranha.
— Eu te machuquei? – perguntou ele confuso e saindo de cima de mim, fazendo com que ambos gemessem com a perda do contato.
— Não! – disse tentando sorrir.
— O que houve então? – perguntou ele sério retirando a camisinha e me puxando para deitar em seu peito.
— Nada Edward! — disse me encaixando parcialmente em cima dele. – Só estou um pouco cansada por causa da viagem e você acabou comigo.
— Então descansa um pouco meu amor! – disse ele me abraçando e beijando a minha testa. – Você também acabou comigo. – concluiu ele rindo.
Em questão de poucos minutos pude o sentir ressonando tranquilo sob mim, apesar do meu cansaço eu não pude copiá-lo, tudo por causa de sete letras que viraram três palavras que formaram uma frase...
“EU TE AMO”
Porque ele teve que dizer isso?
Nunca quis me envolver com ninguém, não tão afundo, mas tudo mudou quando conheci Edward, ele com seu jeito persistente e decidido conseguiu pouco a pouco derrubar as minhas barreiras, mas isso não significa que tudo o que eu passei foi superado, não significa que ainda não me lembre das milhares de brigas que escutava entre os meus pais que diziam se amar tanto, não indica que eu esqueci do medo que sentia quando isso acontecia eu corria para trancar a porta do meu quarto, ligar o som no ultimo volume, dançar e cantar alto para não ouvir palavras chulas que nunca deviam ser pronunciadas na presença de uma criança, e as agressões? Quantas vezes não vi meu pai batendo no rosto da minha mãe? E o pavor que senti ao ver minha mãe ameaçando meu pai com uma faca?
Isso é o amor?????
Posso estar errada, sim, eu sei que estou errada, pois todos dizem que o amor é lindo, que o amor te faz bem, que o amor te melhora, que o amor te dá vida...
Pra mim o amor é uma merda!
É um sentimento horrível, o pior de todos, supera a raiva, o ódio, supera tudo, sabe porque?
Simples, o amor pode te levar ao auge, mas da mesma forma, esse amor pode te levar pra merda, como aconteceu com meus pais.
Se um dia me parassem e me perguntassem se eu queria um amor na minha vida a resposta seria simples e objetiva:
NÃO!!!
Então porque raios o Edward teve que estragar tudo? Sim, ele estragou tudo!! Porque teve que dizer a frase proibida, porque?
Sabe o que me deixa intrigada, ele disse, mas agiu depois como se nada tivesse acontecido e tal atitude dele, me fez recordar do dia em que nos conhecemos que ele conversou com a Tânya:
— MAS – VOCÊ – DISSE – QUE – ME – AMAVA...
— Tudo isso porque eu disse que te amava e estou com ela agora? Pois bem, me diga, quando eu fiz essa loucura?
— Você disse quando estávamos na cama...
— Olha Tânya se eu disse que te amava me desculpe porque realmente não me lembro, mas se estávamos na cama como você acabou de dizer, eu disse simplesmente porque estava louco pra gozar e você não parava de encher o meu saco.
A situação se repetiu, em uma cama novamente, fazendo amor novamente, minutos antes de gozar... ele disse que amava... que amava alguém... pior de tudo, ele disse que ME ama!!!
E agora?
Semana que vem ele vai estar com outra?
Uma mulher mais fácil?
Uma mulher normal?
Que não tenha traumas?
Uma pessoa da classe dele?
Deus...
Porque você fez isso Edward??
Sem saber como agir direito, me levantei e me deparei com uma cena incrivelmente sexy, até dormindo ele era lindo, parecia um anjo, um anjo que...
— Bella... – sussurrou ele ainda dormindo e abraçando meu travesseiro.
Sem saber o que fazer, perdida, era assim que eu me sentia, optei por tomar um banho, eu precisava, minhas pernas estavam sujas de sangue assim como os lençóis, sangue que representava a entrega da minha virtude ao homem que representava muito pra mim.
Isso quer dizer que eu o amava?
NÃO!!
~~~~
De forma geral, nosso fim de semana passou num piscar de olhos, seguimos como se nada tivesse acontecido, como se ele não tivesse dito nada e nem como se eu estivesse a ponto de enlouquecer.
Passeamos demais, fizemos amor mais umas tantas vezes e agradeci muito por não doer tanto quanto a primeira vez. Passamos um final de semana perfeito e hoje voltaríamos para casa, onde terei a oportunidade, finalmente, de pensar com clareza sobre essa situação toda.
No aeroporto de Forks o Senhor Cullen nos aguardava todo sorridente.
— Meus queridos!! Como está filhão? – perguntou ele abraçando o filho – e você minha norinha querida? – me dando um abraço também.
— Estamos bem pai, só cansados demais! – respondeu Edward sorrindo.
— Como está Senhor Cullen? – perguntei a ele
— Deixa de Senhor Cullen, que que é isso, é Carlisle minha querida e eu to bem, só tive que aguentar sua mãe Edward, você não disse a ela que ia pra Flórida?
— Não pai, só falei pra você.
— Então se prepara o garanhão, que o negocio não tá bom pro seu lado lá em casa não. – disse ele dando um fim no assunto e se direcionando para o estacionamento.
— Desculpa gatinho, tudo isso é culpa minha...
— Shiuu – me interrompeu ele – não fala merda vai Bella! – e saiu na mesma direção que o pai me arrastando pela mão.
Depois dessa atitude dele, mais uma vez as palavras de Tanya vieram a minha mente:
— Mas Ed você disse que me amava!! E
agora nem uma semana depois está ai com essa menina? Qual é a sua garoto?
O percurso rumo a minha casa foi realizado no mais pleno silêncio, cada um perdido em seu próprio pensamento e os meus confesso que não eram os melhores. Quando Carlisle estacionou o carro na minha porta ele olhou para Edward para saber se ele desceria comigo ou não, a mesma duvida que eu tinha, mas como ele não se moveu o próprio Carlisle desceu e eu o segui e mesmo assim, Edward não movimentou nem um músculo, mantinha seu olhar vago e pensativo.
— Calma Bella, por favor, não pense besteiras tudo bem? – acho que meu olhar entregava o que eu estava sentindo.
— Tudo bem Carlisle – disse tentando sorrir, mas acho que não tive muito sucesso – Até qualquer dia. – após dizer isso segui em direção a minha casa, mas fui interceptada no meio do caminho.
— Desculpa meu amor – disse Edward me abraçando – Eu estou preocupado, sei lá o que minha mãe vai fazer quando eu chegar em casa, mas quer saber – disse ele sorrindo e acariciando meu rosto – foda-se, pois esse foi o melhor fim de semana da minha vida.
Depois de dizer isso, ele me beijou, um beijo carinhoso, delicado, um beijo cheio de promessas, um beijo de amor...
Quando ele foi embora, finalmente entrei na casa da minha vó, na frente de todos tentei disfarçar a confusão que estava minha cabeça contando tudo o que fizemos na Florida, exceto a parte intima, lógico. Todas ficaram empolgadas com a minha viagem e com a minha pseudofelicidade.
O domingo passou e ele não me ligou para desejar boa noite, nem mesmo um sms...
Com a segunda me deparei com a minha rotina, o que dei graças a Deus, pois poderia conversar com Jacob, ele me ouviria e me aconselharia sem perguntas constrangedoras como Alice faria.
— Safadinha!! – me recepcionou ele como todo santo dia ele fazia na escola.
— E ai cachorrão!! – disse abraçando ele forte, um abraço de “urso”, um abraço delicioso e confortante que somente ele conseguia me dar.
— Tudo em cima! E ai me conta como foi a viagem? Rolou né? Tá na cara! Não foi bom? Porque você tá com uma cara de mal comida! – nessa hora dei um tapa estralado em seu braço. – Puta merda menina!! Isso dói.
— Precisamos conversar cachorrão! – disse com uma voz séria.
— O que houve? – perguntou ele sério – O que aquele playboyzinho fez com você safadinha? Ele te forçou? Eu vou arrebentar a cara daquele filho da puta!!
— Não!!! Cachorrão!! Vamos pro nosso canto? Não posso entrar na aula agora, não to conseguindo me concentrar!
— Tudo bem, vem, vamos.
Quando chegamos no fundo da escola, nos sentamos no chão, me sentei de frente a ele e entre suas pernas, descansando assim minha cabeça em seu peito e me permitindo pela primeira vez chorar por todo meu final de semana.
— Calma safadinha, calma – disse ele acariciando meu cabelo – vai dar tudo certo, você vai ver, seja lá o que tenha acontecido – Shiu.... minha gata...
Quanto me acalmei soltei sem pensar:
— Ele disse que me ama!
— O que? – perguntou Jacob confuso.
— Edward, disse que me ama! – disse levantando a cabeça e olhando em seus olhos.
— Ow... Bells, tipo, isso é bom, não? – perguntou ele surpreso.
— Não!! Jacob... presta atenção... Edward Cullen disse que me ama, eu, Isabella Swan...– só quando Jacob me interrompeu que eu percebi que estava gritando...
— ... a menina que nasceu pra ficar sozinha, a Senhora sem sentimentos, aquela que não precisa de homem pra ser feliz, aquela que... – começou ele a falar de forma irônica.
— Não seja irônico!! – disse rudemente a ele e me levantando.
— Desculpa Safadinha, mas só assim pra você perceber o quão absurda você tá sendo... – disse ele sério e se levantando também.
— Eu não quero ninguém na minha vida...
— Então porque passou 2 meses da sua vida com aquele idiota? Porque quando você estava com ele não ficou com nenhum outro cara? Por que você mudou com ele? Porque Isabella? Porque?
— Oras, porque o Edward é...
— Não vem me falar que ele é muito convincente porque eu sei que você é muito cabeça dura... – depois dessa não tive o que responder – Bells...
— EU TO COM MEDO!!!!!!! – gritei interrompendo ele e voltando a chorar... – Eu não quero isso pra mim, não quero passar o que minha mãe passou, não quero me tornar o que ela se tornou, não quero sentir isso que eu to sentindo, Jake eu não quero isso pra mim, não quero!!!
— Hey minha gata, o que aconteceu com seus pais não foi amor...
— Mas...
— ... Eles diziam que se amavam? Safadinha, existem varias formas de amor, eu por exemplo, eu te amo, te amo como minha amiga, melhor amiga, assim como eu sei que você me ama também e não negue senão eu te mato – disse ele rindo – o que pode ter acontecido com seus pais foi um mal entendido, confundiram tesão com paixão. Entendeu?
— Mas Jake e quanto ao que ele disse a Tanya? Ele também disse que a amava e uma semana depois estava comigo ele a usou assim como vai fazer comigo.
— A Tanya não era namorada dele!
— Mas ouviu também...
— Eu acho que você tem que se acalmar, espera pra ver o que acontece tudo bem? Só te falo uma coisa, se ele fizer você sofrer, eu acabo com ele e pronto!
Depois disso nos ficamos mais um tempo conversando besteiras até que o sinal da segunda aula tocou e entramos para assisti-la.
Na segunda a noite, Edward me ligou contanto que a mãe dele tinha armado o maior barraco com ele e que de uma certa forma ele estava proibido de usar o celular, o que era ridículo, pois ele estava de castigo nessa idade.
A semana passou de forma lenta e gradativa, o que fazia a cada dia mais fervilhar o tão odiado “eu te amo” na minha cabeça.
Minha vó Sophia, sempre me dizia: “Quanto mais se mexe na merda, mais ela fede”.
Pois é, devia me lembrar disso antes de tomar a decisão que mudaria tudo, pena que foi tarde demais:
De: Bella
Para: Mãe
Mãe, esse final de semana eu vou ter varias coisas do colégio pra fazer então não vou poder ir pra i.
Beijos!!
Agora seria a etapa mais difícil, peguei o telefone e disquei o numero que agora estava se tornando muito conhecido
— Alo!
— Oi Jasper, tudo bem?
— Eai Bella tudo sim e com você?
— To bem também, por acaso você tá perto do Edward e longe da jararaca?
— Espera ai Bella – respondeu ele rindo – Só você mesmo.
— Oi meu amor – respondeu meu Edward depois de um tempo. – Que saudade de você, de ouvir sua voz, de sentir seu corpo...
— Tudo bem Ed? – o interrompi antes que piorasse minha situação.
— Tudo sim e você? – acho que ele estava estranhando, mas logo após minha resposta ele voltou a falar — Conversei com meu pai, acho que vou conseguir uma condicional no fim de semana, ele vai levar minha mãe de casa, o que vamos fazer?
— Ed... – disse com uma voz embargada.
— O que foi meu amor? Você tá chorando Bella? – perguntou ele preocupado
— Não vamos fazer nada no fim de semana! – afirmei baixinho.
— Como não? É o tempo que temos pra nós Bella! – ele estava confuso.
— Eu... eu... euprecisodeumtempo... – soltei tudo de uma vez.
— O que?? – perguntou ele quase gritando.
— Eu...
— Eu já entendi que é você Isabella!
— Preciso de um tempo!
— Tempo? Que porra é essa agora Isabella? Você tá terminando comigo por telefone é isso? – ele já não falava baixo, sua voz subiu e ele passou a falar mais rápido.
— Ed...
— É isso Isabella?
— Desculpa! – pedi começando a chorar.
— Mas como você é ridícula garota, você tá agindo como uma imatura, uma criança, uma covarde!! Eu sei o porque você tá fazendo isso Isabella, não sou idiota! Mas se você quer terminar comigo, você vai ter que fazer isso olhando em meus olhos como uma mulher de verdade faria...
— Edward! – nem esperou minha resposta para desligar o telefone.
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