Bella POV

– É, Bells... – antes que ela pudesse responder um carro vermelho parou ao nosso lado, nos assustando, quando o vidro do carro abriu, pudemos ver que havia dois homens dentro dele e um deles perguntou:

– Quanto é a hora?- perguntou o garoto loiro que tentava se passar por sedutor e se sentava no banco do passageiro.

– Era só o que me faltava, Bella olha isso!! – sussurrou Alice revoltada.

– Relaxa, Alice, vamos lucrar com isso – sussurrei baixinho – Então, gato depende...

– Bella!! Você tá louca? – gritou Alice.

– Confia em mim!! – respondi olhando novamente para dentro do carro – Como vocês vão querer?

– Eu quero você, delicia! – disse o cara que estava no volante.

– Ai meu Deus, Bella. Olha a situação. – disse Alice envergonhada.

– E minha amiga, vocês não querem não? – perguntei pra eles ignorando o chilique de Alice.

– Eu juro que eu te mato, Isabella Marie Swan!

– Olha, queridos, não fiquem com medo dela não, ela é selvagem, mas é gente boa, imagine ela fazendo o servicinho...

– Hum, eu acho que eu quero... – disse pensativo o garoto que estava no volante.

– Nada disso, bonitão, você já me escolheu!! – respondi sem pensar.

Alice, após eu ter dito isso, ficou parada olhando pra mim com uma cara de “estou sacando o que está acontecendo”.

– Eu sei que te escolhi, delicia, mas não rola um ménage?– perguntou ele com um sorriso safado.

– Olha... ménage é mais caro... – respondi pensativa

– Eu pago! – respondeu o loiro que estava no passageiro quieto até então.

– Paga porra nenhuma, seu desgraçado, respeita a mulher dos outros, seu filho da puta! – respondeu o gatinho que estava dirigindo dando um tapa forte na cabeça do loiro que estava no passageiro.

– Uau! O Ed perdeu a compostura! – disse rindo e fazendo uma dancinha ridícula.

– Para de idiotice e entra na porra do carro vai, Bella! – disse Edward bravo.

– Claro, amor – respondi sarcástica – vamos eu, Alice e os 4 elefantes rosas dela no banco de trás.

– Não fala assim das minhas malas, Isabella!! – disse Alice me dando um tabefe.

Sem dizer nada Edward saiu do carro e abriu o porta-mala, quando Alice o viu de pé olhou pra mim disse:

– Uau, amiga, agora eu descobri porque você resolveu namorar.

– O quê?

– Esse cara é tudo de bom!! – disse ela ainda admirando meu namorado.

– Vai a merda, Mary Alice!! – respondi brava e seguindo até onde meu namorado estava encostado – Oi, gatinho! – disse parando na sua frente.

– Oi! – respondeu ele bravo.

– Você tá bravo? – perguntei chegando mais perto dele.

– Tô! – respondeu ele seco novamente sem me olhar.

– Por quê? – perguntei começando a cariciar seu tórax.

– Você ainda pergunta? – disse ele colocando as mãos na minha cintura.

– Claro né, Edward? Quem começou foram vocês nos confundindo com garotas de programa! – finalizei fazendo um biquinho.

– Era brincadeira, Bells! – disse ele me puxando mais para perto e cheirando meu cabelo.

– Eu também estava brincando. E outra, aquele loiro é feio. – disse rindo e ele me acompanhou.

– O que eu faço com você hein, Bella? – perguntou ele ainda rindo.

– Olha você pode me beijar se quiser, mas meu namorado não pode saber, tá? – disse chegando mais perto ainda dele.

Rindo mais ainda Edward juntou nosso corpo e buscou minha boca com cuidado. Primeiro ele passou sua língua ao longo do meu lábio inferior, movimento que eu fiz questão de seguir. Em seguida ele repetiu o movimento ao longo do meu lábio superior e eu novamente fiz questão de copiá-lo, o que fez Edward dar uma risada sexy ainda encostado em minha boca. Seu próximo movimento foi sugar meus lábios, eu simplesmente amava quando ele fazia isso, acabava com todo meu juízo, tanto que sem pensar agarrei em seus cabelos para não deixá-lo se afastar e comecei acariciar sua nuca, arrancando assim um gemido dele. Embaixo já era possível sentir a necessidade que o corpo de Edward tinha do meu.

O simples contato de nossa boca fez despertar todo o desejo reprimido ao longo da semana e o beijo que se iniciou comportado se tornou selvagem. Sentir a língua dele em contato com a minha não tem preço, é uma sensação única, diferente e inesquecível que pretendo continuar a ter pelo resto da minha vida.

No calor do beijo as mãos de Edward, que estavam em minha cintura, passaram a acariciar minhas costas e seguiram até a minha bunda que, por sinal, ele fez questão de apertar, além de friccionar nossas intimidades, pois ambas estavam necessitadas de mais contato. Não contente com nossa posição, Edward nos inverteu, me colocou sentada no capo do carro e se colocou no meio das minhas pernas e lá o prendi ao abraçá-lo com elas.

Quando o ar se fez necessário, Edward deixou minha boca relutante e passou a beijar o meu pescoço, enquanto eu fazia o mesmo com ele só que no rosto. Ao mesmo tempo nos abraçávamos com mais força na tentativa de ir contra a segunda lei de Newton, aquela que diz que dois corpos não ocupam o mesmo lugar.

Quando Edward começou a cariciar a minha barriga sob a blusa uma voz nos interrompeu:

– Sério que vocês vão se comer aqui mesmo? Tem um motel lá na frente caralho! – interrompeu o loiro nosso momento e indo guardar as malas de minha amiga no porta-mala.

– Porque você não vai se foder, Jasper? – perguntou Edward mais puto ainda pela interrupção.

– Porque você não libera sua garota pro ménage! – respondeu Jasper como se isso fosse óbvio e voltando a se sentar no banco ao lado do motorista.

Edward me surpreendeu ao começar a rir e me puxar para a direção em que Jasper seguiu a poucos segundos e abriu a porta do carro sem a menor delicadeza. Pela atitude do tal Jasper, cheguei a conclusão de que ele não tinha amor a vida:

– Nossa, cara, você vai por ela sentada no meu colo?

– SOME DAÍ AGORA, SEU VIADO E VAI PRO BANCO DE TRÁS SENÃO QUISER IR CORRENDO ATRÁS DO CARRO! – respondeu Edward, com a voz alterada.

Jasper, sem pensar duas vezes, pulou pro banco de trás e se apresentou a Alice, que até o presente momento estava se fazendo de morta.

– Oi, gata, tudo bem? – cara de pau ele né?

– Tudo e você? – respondeu ela toda felizinha

– Estou bem! Meu nome é Jasper e o seu?

– Alice!

Depois disso embalaram numa conversa animada como senão estivéssemos no carro.

– 1000 beijos pelos seus pensamentos! – disse Edward depois de um tempo dirigindo.

– Tava pensando em uns trabalhos da escola que eu tenho que terminar. – disse alheia a tudo. – Mas mais tarde, bonitão, eu vou cobrar os 1000 beijos e ai de você senão pagar viu? – disse assumindo um tom malicioso.

– Você acha que eu sou louco de não pagar? Sou um homem de palavra, Isabella. – disse ele com uma voz rouca e sedutora.

– E onde serão esses beijos? – perguntei me fazendo de inocente.

– Olha, primeiro eu vou beijar sua boca deliciosa, depois vou descendo até chegar no seu pescoço e fazer um estrago nele, quando estiver parcialmente satisfeito, vou continuar descendo e quando eu chegar nos seus...

– Caralho, vocês tem um fogo do cacete hein!

– Concordo com você, Jasper, acho que precisamos jogar um balde de água fria nesses dois antes que o carro pegue fogo – disse Alice rindo antes que Edward pudesse responder.

– Bonito né, dona Alice? – disse me virando pra trás – Metade do caminho vocês ficam ignorando eu e o Edward, e quando começamos a conversar vocês se metem?

– Bella, conversar é uma coisa, sexo verbal é outra! – disse Alice séria, me fazendo corar e Edward rir horrores.

– Concordo com a Alice, porra, respeita agente aqui, não temos ninguém em quem nos aliviar. – disse Jasper sério.

– Isso é problema sexual seu, Jasper! – disse Edward sério — Porque você não pega a Alice? Já que estão concordando demais um com o outro!

Depois que Edward disse isso, tanto Jasper quanto Alice ficaram sem graças e não disseram mais nada.

– Bells! – disse Edward depois de um tempo de silêncio – Andei conversando em casa com meus pais e ambos concordaram que já passou da hora de conhecê-la – preciso dizer que fiquei tensa? – Amanhã é o aniversário do meu pai, minha família estará reunida e juntos decidimos que seria uma ótima oportunidade pra finalmente você os conhecer.

– Edward...

– Algum problema em relação a isso, Isabella? – perguntou ele sério me interrompendo.

– Eu não sei... – comecei hesitante.

– Eu acho melhor esperar pra terminar essa conversa quando estivermos sozinhos. – interrompeu-me novamente seco e pondo um ponto final no assunto.

O clima no carro pesou ainda mais, sorte que já estávamos chegando.

Alice ia passar um tempo em minha casa, pois os pais dela estavam viajando a trabalho. Quando finalmente Edward estacionou o carro na porta de minha casa, nos deparamos com minha mãe e minha vó no jardim, olhando a vida das pessoas na rua.

– Ah tá!!! Olha ai, mãe, descobri porque as donzelas demoraram. Como vai Edward? – preciso dizer que foi minha mãe?

– Vou bem, Renné e você? Boa tarde senhora Swan – disse ele sendo simpático.

– Estou ótima também! – disse minha mãe saindo pra rua. – Alice, minha querida, que saudade!

– Tia Renne!! – disse Alice abraçando minha mãe! – Vovó!!! – disse logo após soltar minha mãe e correr em direção a minha vó que a abraçou feliz também.

– E você? – disse minha mãe olhando para Jasper – Eu não te conheço!

– Desculpe, Renné, esse é meu primo Jasper! – apresentou Edward.

– Prazer, meu querido – disse minha mãe dando dois beijos nele. – Edward, estou vendo que essa família é tudo de bom hein?– todos começaram a rir, exceto minha vó que logo interveio:

– Não começa, Renné. Vamos entrar? – Ofereceu ela.

Alice entrou na hora seguida por Jasper e minha mãe, mas Edward hesitou:

– Senhora Swan, nós já vamos, é que eu preciso conversar com Isabella rapidinho – disse ele sério.

– Tudo bem, mas não demorem. Aconteceu alguma coisa? – perguntou minha vó olhando de Edward para mim.

– Não, vó, está tudo bem – disse tentando parecer normal, mas acho que não deu certo, pela cara da minha vó.

Depois que minha vó entrou, Edward ficou me encarando por um tempo, o que pra mim pareceu uma eternidade. O que será que se passa na cabeça dele? É tão importante assim eu conhecer a família dele?

Poxa, justo eu, Isabella Marie Swan, que nunca quis me prender a ninguém, estou aqui sendo encarada pelo homem mais lindo que eu já vi na minha vida, que, por sinal, é meu namorado e me decidindo se eu quero ou não conhecer a minha sogra...

SOGRA!!

Só de pensar nessa palavra eu já entro em pânico, imagina então ser apresentada a ela?

Edward tem o jeito de ser o filhinho da mamãe e eu provavelmente serei vista como a vaca que o está tirando de dentro de casa.

– Você já sabe o que eu quero falar com você, não sabe? – disse ele quebrando o silêncio incomodo.

– Sei. – respondi baixo.

– E então? Você vai, não é? – perguntou ele em dúvida.

– Edward...

– Sim ou não? – perguntou ele me interrompendo serio.

– Eu não quero! – respondi sem graça.

– Por quê? – respondeu ele tentando se controlar.

– Porque eu não sei o que a sua mãe vai pensar de mim...

– Você já parou pra pensar o que ela vai pensar de você se você não for? – respondeu ele com uma voz ameaçadora, nunca conheci esse lado de Edward nesses dois meses de namoro – Isabella – disse ele acalmando seu tom – estamos juntos há dois meses, nos entendendo, já conheci sua família...

– Por coincidência – interrompi ele, mas depois de um tempo percebi que não deveria ter feito isso.

– Então quer dizer – disse ele voltando àquele tom ameaçador – que se sua mãe não tivesse entrado no seu quarto aquele dia eu não iria conhecer sua família nunca?

– Edward...

– Edward porra nenhuma! – gritou ele – Qual é a sua, Isabella? Eu juro que queria te entender! Quando você disse que só poderíamos nos ver no fim de semana eu aceitei, afinal assim eu me manteria focado nos meus estudos durante a semana. Você iludiu meu irmão e mesmo assim estamos juntos. Quando você disse que não poderia conhecer sua outra parte da família eu aceitei, mesmo achando isso errado, porque sua vó disse que era melhor assim. E agora que eu te peço uma coisa, uma ÚNICA coisa você me nega?

– Edward... – disse tentando segurar as lágrimas.

– Pára... de... falar... Edward... – disse ele entre dentes e me pegando pelo queixo – eu acho melhor você pensar direito no que você vai me responder agora – disse ele olhando nos meus olhos e com o rosto muito próximo ao meu – você vai jantar com a minha família? Sim ou não? E saiba que se você disser não, Isabella, eu juro por Deus que nosso namoro acaba aqui. E eu nunca mais olho na sua cara de novo.