Minha Muito, Muito Estranha Vizinhança.
1 Ok, isso era muito, muito surreal?
Ok, isso era muito, muito surreal?
Subúrbio, o sonho americano.
Acho que vi isso em algum comercial, talvez no panfleto que minha mãe me entregou, quando anunciou que iríamos nos mudar. Que iríamos para o melhor lugar no mundo. New Vale.
O panfleto era assustador, casas enormes, com pessoas sorridentes e vestidas como se... bem como quem queria aparecer bem em um panfleto. Lógico que era uma mentiraiada tensa.
Ninguém ficava tão arrumado o tempo todo, e nem tão sorridente, ainda mais em um lugar aonde o sol nunca aparecia e ficava no meio do nada. Mas agora olhando para o enorme portão ferro dourado com as siglas “N&V” gravadas, não pude deixar te sentir um arrepio.
Será que as pessoas em New Vale eram realmente perfeitas? E como minha família ia caber lá? Renée não tinha nada de perfeita, ela era em uma única palavra “excêntrica”, e eu estou sendo boazinha em. Phil, bem o doce e gentil Phil, um jogador de beisebol da segunda liga.
Já viu né, ninguém conhece ele.
E eu... melhor nem comentar.
- Não é maravilhoso Bells? – mamãe virou pra mim com um sorriso de creme dental e forcei um, com certeza parecia que eu estava com dor de barriga, mas ela parecia não ligar muito.
- Maravilhoso.
- Olhe Phil, que casa linda. – ela se voltou pro meu padrasto que deu seu sorriso de comercial de perfume pra homens.
- Sim querida, a nossa é mais bonita que aquela. – mamãe riu batendo palmas. Eu disse “excêntrica”.
Olhei para meu novo lar e voltei a ter um calafrio, as casas perfeitas, gramado bem aparado, crianças super arrumadinhas brincando com cachorros super arrumadinho também.
Bizarro era pouco pra esse lugar.
Phil deu a volta na praça principal da cidade, aonde tinha algumas lojas como um mercado, e um mini shopping, tava mais pra uma galeria, assim como uma delegacia e um pouco mais afastados podia ver minha futura escola. Suspirei pesadamente. Escola nova no meio do ano, seria muito clichê se dissesse “odeio minha mãe?”.
Por que nesse momento, eu a odeio por me tirar da ensolarada Los Angeles e me trazer pra esse fim de mundo. Ela não vê filmes não? Com certeza eu vou ser assassinada por algum aluno psicótico. Está nas estatísticas, condomínios fechados é o lar dos maiores psicóticos dos Estados Unidos. Eu Google.
- Chegamos. – Phil cantarolou e olhei para a enorme casa de dois andares, dei uma rápida olhada em volta e todas as casas eram no mesmo estilo.
Grandes em estilo vitoriano, com pintura impecável, gramados perfeitamente aparado e cerquinha branca. Acho que vou vomitar.
Eu estava em um episodio de “Desperate housewives”, se Bree Van De Kamp aparecer eu saio correndo.
- Isabellaaaa. – mamãe chamou acenando e coloquei meus óculos escuros saindo do carro.
- Gostou da casa Bella? – Phil mostrou sorrindo, ele se esforçava muito para que eu gostasse dele e eu tinha que admitir, o cara era legal.
- É linda Phil. – ele sorriu mais e abraçou mamãe pelos ombros.
- Vamos ver lá dentro. – os segui para dentro e me admirei com a casa, era imensa e muito bonita, os moveis haviam vindo antes e já estavam arrumados dentro da casa. Fui até a enorme sala e me joguei no sofá, olhei pra frente e franzi o cenho.
- Cadê a TV? – mamãe riu e sentou ao meu lado.
- Querida, temos uma sala de TV, aqui é a sala de visita. – rolei os olhos e me levantei.
- Vou procurar a sala da TV.
- Não quer ver o seu quarto?
- Depois. – dei uma rápida olhada pelo andar de baixo, e tinha que admitir era uma senhora casa, uma cozinha enorme, sala de jantar, um escritório e dois banheiros. Todos arrumados com moveis modernos, mas nada da TV.
Olhei para a escada em formato de caracol, e com certeza devia estar lá em cima, pisei no primeiro degrau e a companhia tocou, olhei pra porta e suspirei, talvez se eu corresse fugiria dos vizinhos.
- Isabella abre a porta. – mamãe gritou e resmungando fui até a porta, a abri e uma mulher muito pálida, mas com um sorriso mega colgate estava a porta com uma travessa enorme.
- Olá, bem vinda a New Vale. – ela sorriu mais ainda se fosse possível.
- Obrigada. – murmurei e ela colocou a travessa em meus braços, caralho a mulher era forte, o que era muito contraditório, pois ela era baixa, do meu tamanho, e magrinha, tinha longos cabelos cor caramelo e um sorriso muito simpático.
Deus, isso parecia pesar uma tonelada, cheirei discretamente... hmmm parece ser lasanha.
- Sou Esme Cullen, sua vizinha do lado.
- Ah Bella Swan. – ela torceu o nariz.
- Swan, achei que fossem os Dwyer?
- Ah é o sobrenome do meu padrasto, sabe mamãe casou de novo. – murmurei e seu sorriso gigante voltou imediatamente.
- Oh enfim eu só queria dar as boas vindas. – ela ficou parada na porta e franzi o cenho.
- Você... hmmm quer entrar? – ela mordeu o lábio ansiosamente.
- Você tem certeza? – olhei em volta.
- Sim? – ela riu.
- Você nunca ouviu o ditado, “não convide estranhos a sua casa”.
- Na verdade não. Mas entre, eu só vou colocar isso na mesa. – entrei deixando a porta aberta e fui para cozinha e coloquei a travessa super pesada sobre a mesa.
Esme Cullen me seguia olhando em volta e sorriu quando me voltei, mamãe surgiu de repente e sorriu.
- Olá, sou Renée Dwyer.
- Esme Cullen sua vizinha do lado.
Elas começaram a tagarelar e as ignorei e fui pro andar de cima, eu ainda queria achar a sala da TV.
Subi as escadas e achei os quartos, o meu ficava no fim do corredor e aproveitei pra entrar e dar uma olhada.
Tinha que admitir que era melhor que o meu de Los Angeles, e tinha meu próprio banheiro. É eu podia me acostumar com isso. Olhei pela janela e minha vista era pra o quarto da casa ao lado. Podia ver que era quarto de homem, roupas jogadas e alguns pôsteres de bandas. Inclinei um pouco a cabeça pra ler o nome da banda, os caras estavam vestidos como... vampiros? Ri um pouco, mas meu sorriso morreu, quando uma porta se abriu e um cara... ou melhor o cara, lindo, gostoso com corpo perfeito e eu sabia disso, por que ele saiu do que devia ser seu banheiro só de toalha.
Oh Deus...
Ele passou as mãos pelos cabelos escuros da água e engoli em seco vendo a água descer por seu peito pálido e definido assim como sua barriga, meu coração devia estar a mil, e era capaz de eu ter um ataque do coração, mas morreria feliz.
De repente o cara se virou pra mim e me pegou babando em seu corpo, minha cara ficou absolutamente em chamas e me abaixei como uma completa retardada.
Oh merda.
Engatinhando sai do quarto e corri pra longe dali, felizmente ao lado do quarto de hospedes eu achei a sala da TV. E assim que vi a TV o gostoso foi esquecido. Pois era uma senhora sala, havia uma TV gigante tela plana acoplada na parede e um sofá muito confortável, me joguei nele e coloquei no jogo de futebol.
Sorri vendo o jogo e olhei para o lado, era como estar com Charlie assistindo jogos. A porta se abriu e Phil colocou a cabeça para dentro.
- Hey Bells, posso me juntar a você?
- Claro.
- Renée está fofocando com a vizinha. – fez uma careta e ri, já mudando de canal apressadamente e coloquei em um jogo de beisebol. Futebol era algo meu e de Charlie.
Phil sorriu e sentou ao meu lado, e passamos o resto da tarde vendo TV. Ficamos algumas horas vendo TV, e comentando o jogo, eu adorava esportes, habito adquirido de assistir com meu pai, e era bom ter Phil pra falar disso. Algum tempo depois, mamãe apareceu e nos forçou a descer para jantar. Comemos a lasanha que a Sra. Cullen havia trazido e Renée nos contou sobre nossos vizinhos. Esme era medica na pequena clinica de New Vale e seu marido era o prefeito. Ela tinha um filho Edward e ele estudava na escola. E seria meu coleguinha.
Talvez fosse ele o futuro psicopata que me assassinaria no banheiro da escola.
Depois do jantar fui pro quarto e olhei de esguelha para minha janela, ela ainda estava aberta e a do meu vizinho também, e felizmente ele não estava lá. Tirei as roupas e fui pro banheiro, tomei um longo banho quente e me vesti no banheiro mesmo, coloquei uma calcinha e uma regata e penteei os cabelos, sai do banheiro fazendo uma transa e fui até a penteadeira e liguei meu note.
- Preciso pesquisar sobre os futuros assassinos que moravam em subúrbios, se algum tivesse o nome de Edward, era isso eu estava indo embora. – ri da minha idiotice e ouvi uma risada distante, olhei em volta e meus olhos foram para a janela, Puta merda, meu vizinho gostoso estava me olhando, na verdade ele estava olhando pra baixo, segui seu olhar e lembrei que estava só de calcinha.
Puta merda.
Meu rosto ficou em chamas e me joguei no chão a procura de algo pra colocar, cadê as minhas roupas.
- Olá vizinha. – ouvi a voz rouca chamar e engatinhando fui até a janela e coloquei só a cabeça pra fora, ele sorria pra mim e acenou. Acenei de volta e forcei um sorriso.
- Er... oi.
- Gostando da vista? – meu rosto ficou mais vermelho ainda e engasguei.
- O que?
- A vista, da cidade.
- Oh... hmmm, eu acho que sim. – ele fez um biquinho e meu pulso acelerou.
- “Acho”, não é muito bom. Que tal eu lhe dar um tour, ai vai ter uma opinião mais concreta. – minha boca se abriu e fechou algumas vezes e ele só sorria.
- Eu... eu... – ele riu.
- Vamos fazer assim. Eu lhe dou carona pra escola amanhã, e ai te mostro a cidade. – piscou e assenti, eu havia desaprendido a falar ao que parece. — Ótimo, até depois vizinha.
- Até. – ele começou a fechar a janela e riu.
- Se eu fosse você fechava a janela também, existem vizinhos muitos curiosos. – piscou novamente e terminou de fechar.
Puta merda, minha boca se abriu e fechou algumas vezes e continuei olhando pra janela fechada. Esse sim era um ótimo jeito de fazer amizades.
[...]
Olhei de cara feia pro meu copo de suco.
- Cadê o café?
- Isabella, estamos em New Vale, o nome já diz tudo, novo, vamos parar com o café e experimentar coisas novas.
- Esqueceu de comprar café, né? – arquei uma sobrancelha e ela riu.
- Cala a boca e toma seu suco.
Excêntrica. Pra não dizer pirada.
Dei um gole em meu suco, e ouvimos uma buzina. Mamãe franziu o cenho e foi até a janela.
- Isabella, por que tem um garoto lindo encostado em um carro na nossa porta.
- Merda! – praguejei indo até a janela e o meu gostoso vizinho acenou pra mim, forcei um sorriso e acenei de volta. — É minha carona pra escola.
- Mas eu ia te levar. – lamuriou e agradeci aos céus pelo vizinho estar me levando.
- Que pena não é. – ela fez um bico, mas eu já estava beijando sua bochecha pegando meus livros e fugindo pra porta.
Sai pra fora respirando fundo e ele acenou pra mim, perfeitamente gostoso em uma camiseta azul escura e calças jeans preta e tênis, encostado em um carro prata muito bonito, senti meu rosto quente e acenei de volta.
- Olá vizinha. – eu devia ter me vestido melhor. Minhas calças jeans pareciam sem graça perto da dele, pelo menos minha blusa era bonita.
- Er oi... hmmm vizinho. – ele riu e desencostou do carro passando a mão pelos cabelos.
- Sou Edward Cullen. – sorriu e corei mais ainda. Oh merda, ele era o filho da vizinha?
- Bella Swan. – murmurei baixinho evitando seus olhos.
- Eu sei.
- Sabe?
- Minha mãe esteve aqui ontem. – falou abrindo a porta pra mim e entrei.
- Oh, sim a Esme Cullen. – murmurei e ele fechou a porta indo pro seu lado. Ele sentou no banco do motorista e ligou o carro começando a dirigir, fiquei em silêncio e olhei de esguelha pra ele, ele me encarava e corei absurdamente.
- Então, ainda vamos sair mais tarde?
- Sair? – quase gritei e ele riu.
- É para ver a vista. – piscou e corei. Deus eu nunca mais pararia.
- Acho que sim.
- Ótimo, você vai gostar de New vale.
- Duvido. – resmunguei e ele me olhou confuso.
- Já está julgando? – dei de ombros.
- Não sei, aqui é...
- Estranho?
- Um pouco. Sabe muito...
- Perfeito. – moveu as sobrancelhas e ri.
- Algo assim.
- Não é tão perfeito. – riu como se tivesse dito alguma piada e franzi as sobrancelhas. – Mas logo você se acostuma.
- Mas não tem sol. – resmunguei e ele riu.
- Bem todo lugar tem suas desvantagens.
- Mas é o sol. As melhores vitaminas ganhamos do sol. Eu Google. – ele riu.
- Hmmm, eu não sabia. Mas não é tão mal. Eu vou provar pra você. – piscou e corei de novo. Ele parou o carro e vi que estávamos em frente a uma casa não muito diferente da minha.
- A escola é aqui?
- Não vizinha. Eu dou carona ao meu amigo e sua irmã chata. – fez uma careta e buzinou.
Um jovem saiu da casa de cara feia, ele apesar da careta em seu rosto até era bonito, cabelos loiros cacheados e olhos pretos, alto e forte tão pálido quanto Edward e sua mãe, realmente sol não dava as caras por aqui. Eu super me enturmar. Ele usava jeans escuro e uma camisa verde, atrás dele uma menina da minha idade acho com saltos enormes e toda de rosa, seu cabelo era ruivo morango e tinha um bico enorme, mas era tão linda quanto o menino.
- Vamos logo branquelo. – Edward gritou e o moleque rosnou.
- Vai se foder Cullen. – Edward riu e virei pra ele mordendo o lábio.
- Vocês parecem ser muito amigos. – falei sarcasticamente e ele riu.
- Quase irmãos.
- Ed... – o rapaz abriu a minha porta e parou ao me ver.
- Olá, olá senhorita. – piscou e corei. Oh Deus, eu devia ter algum problema.
- Sai fora branquelo. – Edward grunhiu e o garoto levantou as mãos como se, fosse se rendesse.
- Entendido. Vamos logo Tânia. – gritou e a loira veio em nossa direção e quando me viu travou.
- Quem é ela? – guinchou com uma voz fina e reprimi a vontade de tapar os ouvidos.
- Minha nova vizinha.
- E ela vai com a gente? – fez beicinho e olhei de relance para Edward que rolou os olhos.
- Jasper, você vai ou fica? Ainda tenho que acompanhar Bella até a diretoria. – o rapaz, hmmm Jasper riu e entrou no banco de trás.
- Já entrei Cullen. – a tal Tânia fez o mesmo, e Edward voltou a dirigir.
- Ah Bella esse são Jasper e Tânia Hale. Pessoal essa é Bella Swan.
- Olá. – acenei e o rapaz sorriu brilhantemente a menina me ignorou.
Meu dia só está melhorando.
Poucos minutos depois Edward estacionou na escola, e saiu do carro apressadamente abrindo a minha porta, sorri com o gesto, ele moveu as sobrancelhas e segurou minha mão me ajudando a sair. Quando seus dedos me tocaram uma faísca pareceu irradiar entre nós, e ele me encarou intensamente, seus olhos, eram caramelo, tão claros e bonitos. Abaixei o rosto e pigarreei.
- Cavalheiro. – seu sorriso aumentou.
- Só pra você vizinha. – ainda bem que meu rosto estava abaixado, por que eu estava vermelha novamente. Peguei minha mochila, mas ele tirou da minha mão e jogou em seu ombro.
- Cullen eu já vou.
- Ok branquelo. – Edward e ele deram um soco com os punhos e o rapaz se foi, a ruiva ficou e olhava ansiosamente para Edward.
- Edward, então, vamos na lanchonete depois da aula?
- Tenho compromisso Tânia. – ele a dispensou e jogou o braço em volta dos meus ombros e começou a andar, o segui. – Venha, vou lhe mostrar a diretoria.
- Ok. – sussurrei engolindo em seco, seu polegar acariciou meu ombro e ele sorriu.
Ok, isso era muito, muito surreal?
Notas finais
Fic nova o/
Quem está ansioso pra descobrir os misterios de New Vale???
Se estiver levanta a mão e grita bem alto EUUUU
kkkkkkkkkkkk
Bem assim como a Bella vcs vão descobrir aos pouquinhos esses misteriossss
Ja vou avisando
TUDO é possivel em New Vale
E espero que vcs estejam ansiosos pra conhecer essa pequena cidade "perfeita" kkkkkkkkkk
Comentrem muitãoooo
e nos vemos....
Bem eu não decidi quantos posts tera nessa fic
mas talvez eles venham de acordo com os coments
então só depende de vcs ;)
N/B: Hahahahaha OMG! Só eu que raxei de rir com essa Bella?
Aff! Tinha que ser a Tania né! ¬¬
Ficaria até cega se a visse toda rosa! -
Hahahahahaha
O que acharam da nova fic da paulinha?
Fodastica né? ;)
Hahahahahahaha
Comentem&Recomendem amores! *-*
Beejos!
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