Minha Melhor Amiga

15 Cápitulo 15


Notas iniciais
Gente, primeiro, o aniversário de uma grande amiga minha foi esses dias e esse cap é para ela. Segundo, essa fic já está no finzinho. Triste eu sei, porem é verdade. Sorry!

Por Ludmila:

Ontem o Fede me contou uma coisa, uma história. Agora tudo faz sentido, agora eu entendo o porquê o Diego tem tanta raiva do Léon, preciso contar isso para ele. Mas vai ter que esperar. Preciso falar com o meu irmão antes... Saio do meu quarto e bato na porta em frente, o Diego teve uma noite dura, nossos pais não pararam nem um minuto de brigar com ele por o que houve no colégio.

– Entra.. – Abri a porta e lá estava ele, deitado na cama encarando o teto.

– Irmãzinha, o que você está fazendo aqui? Você devia estar na escola. – Ele sentou.

– Preciso falar com você, Di.

– Claro, senta ai. – Eu sentei e ele ficou esperando que eu falasse. – Então?

– Di, ontem me contaram algo sobre você. Sobre o seu chaveiro. E tenho uma teoria, queria saber se é verdade. – Falo muito rápido.

– Chaveiro? – Pergunta confuso, não entendeu muita coisa.

– Sim.. – Ele ficou apreensivo.

– O que te contaram? Melhor, quem te contou?

– Federico.

– É claro.. Mas ele lembra? Espera, me fala, o que ele te contou?

– Ele me disse...

Por Léon:

Acordo bem, como se algo bom fosse acontecer. Saio de casa correndo para fazer algumas coisas e encontrar com uma pessoa importante.

Por Vilu:

É hoje, é hoje que eu vou dizer ao Léon o que eu sinto, ou talvez eu espero até amanhã no baile. — Penso enquanto escolho a roupa perfeita para encontrar o Léon. — Ai não, tenho que me decidir.

Sou tirada dos meus pensamentos pelo meu celular. Era o Léon, dizendo que não vai poder vir me buscar hoje. Ah, bom, ainda o verei na escola. Espero. Envio uma mensagem dizendo que está tudo bem e decido ir rápido, para encurtar essa demora. Mas enquanto ia ao colégio vi o Léon esperando na porta de uma casa que nunca vi ele sequer olhar.

Me escondo atrás de uma árvore que havia por ali. Logo a porta abre e uma garota de cabelos pretos sai, e o abraça forte. Quem é ela? Um sentimento estranho me atinge. Eles ficam um bom tempo se abraçando e logo caminham juntos em direção ao colégio. Os sigo sorrateiramente, pareciam íntimos. Como conhecidos que não se veem a um bom tempo.

Eu acho que estou com ciúmes, por que me sinto mal. Traída. Ele desmarcou comigo por ela? Eu tenho que saber porque. E separar os dois. Nossa me senti como o Diego agora. Chego no colégio após ter perdido os de vista a umas quadras atrás. Assim que me vê, Léon acena, mas decido apenas continuar andando, ele estava conversando com aquela.. garota. O que não foi bom, por que senti ele me seguir, dou um jeito dele perder o rastro e procuro a Ludmi, mas ela não estava em lugar nenhum. Porém encontro o Federico, que me disse que a Ludmi não iria vir, disse que contou algo ontem sobre o chaveiro que ela ficou curiosa. Não entendi direito. Ele citou a garota que estava com Léon, e no mesmo momento, ele apareceu com.. ela.

– Oi Fede! Vilu, estava te procurando, você não me viu te chamando de manhã? Está tudo bem? – Pergunta todo carinhoso fazendo o meu coração derreter.

– Tá, ta sim. E não, eu não te vi.. – Falo sem encara-lo.

– Bom, eu teria te apresentado antes, mas ok. Vilu, essa é a Francesca. – Disse se referindo a garota que tinha a minha altura, era bonita, e lembrava um pouco, mas bem pouco o Léon. – Fran, essa é a Vilu.

– Prazer, eu s.. – Quando ela ia terminar a frase o sinal tocou. – Conversamos depois, querida. Preciso ir a diretoria. Você vai comigo né? Leonzinho. – Ela fez biquinho, e me deu mais ódio.

– Claro, só não me chama assim. – Ele coçou a nuca envergonhado com as bochechas vermelhinhas, muito fofo.

– Tchau Vilu, e foi bom te ver Fedezinho. – Eles saíram com ela puxando ele pela mão.

– Você também, Fran! – Ele sorriu feliz.

– Você conhece ela? – Perguntei estressada.

– Claro, estou surpreso que você não. Ela é..

– O que vocês pensam que estão fazendo fora da sala?! Querem detenção?! – O professor interrompeu.

– Já estamos indo.. Calma. – Digo.

– Vão! – Ele gritou e nós saímos correndo.

Chegamos na sala, uma aula que tínhamos juntos e sentamos. Pelo resto do dia, ao menos até o intervalo fiquei pensando naquela garota. No que será que é?

Na hora do sinal, novamente vi os dois juntos conversando animadamente. Tentei ignora-los, mas eles me viram e me convidaram para lanchar com eles. O fiz, passei o intervalo inteiro ansiando para voltar a aula. Nem nas minhas piores faculdades mentais isso9 teria acontecido, mas eu simplesmente não aguentava mais ouvi-la falar de si, e ficar tão próxima do Léon. O meu Léon. Será?

Quando tocou o sinal, eu praticamente saí correndo para a sala de aula. Isso não é frequente. Pelo menos, minha aula agora era com o Léon, sem essa garota chata. Esse dia ainda pode valer a pena.

Eu achei isso até chegar na sala, quando a vi sentada no meu lugar, ao lado de Léon, fui o cúmulo! Mas como eu não sou louca apenas sentei com o Federico que eu havia esquecido que fazia essa aula. Durante o resto da aula fiquei o observando pelo canto do olhos os dois, ela lutava para chamar a atenção dele, mas ele apenas me encarava, o que melhorou meu ânimo. Já com o Federico, ele tentou me chamar, mas eu estava ocupada olhando secretamente ao Léon. Nos momentos que eu sentia o olhar dele em mim, me sentia feliz. Nos outros nem tanto. As vezes eu ouvia o riso deles.

Era uma dobradinha. Depois disso podíamos ir embora. Quando fomos liberados, arrumei minha mala de um jeito que nem sei se sobreviveu alguma coisa. Não foi bem arrumar. Mas isso não importava muito, tudo o que eu queria era sair antes daquela garota com o Léon me alcançasse.

Porém, não importava o quão rápida eu fosse, o Léon sempre me alcança. Logo que eu pisei na quadra vizinha ele me chamou. Pelo menos ele estava sem a “Francesca”.

– Vilu, o que foi? – Falou enquanto me acompanha, mesmo eu tentando correr disfarçadamente.

– O que? Nada.. Por que teria alguma coisa?

– Por que você tem sido o estranha o dia todo. Pode me contar.

– Já disse que não é nada. – Sem me concentrar quase fui atropelada ao atravessar a rua, mas ele me puxou antes. Travei por um segundo. – Obrigada. – Sussurrei e tentei me soltar por que ele ainda tinha as mãos na minha cintura, mas não consegui. – Me solta, por favor.

– Só se fosse me contar o que houve.. Eu fiz algo errado? – Ele falou num tom desesperado, que me doeu apenas em ouvir.

– Não, não é isso. – Eu olhei para baixo triste, mas logo o encarei de novo. – Está bem, eu agi estranho hoje. Me desculpa. Eu vou te contar, só me solta. – Ele o fez.

– Então? – Ele perguntou quando percebeu que eu tomaria iniciativa tão cedo.

– Está bem, eu estava pensando em esperar até amanhã para te dizer, mas te ver com aquela garota me fez perceber que eu não consigo não te contar.

– Ah, Vilu. Ela...

– Espera, me deixe terminar, por favor. Se eu não disser agora, não digo mais. Eu tenho estado confusa esses dias, e com a ajuda da Ludmi eu percebi a verdade. Eu me dei conta de algo que nem sabia que sentia a um bom tempo. Quando você disse para mim o que realmente sentia, algo meio que se acendeu em mim, e agora eu sei o que era... Não era só amizade, nunca foi. Algo dentro de mim sempre sentiu algo por você. Algo verdadeiramente forte. Não que a nossa amizade não seja forte, mas é que... Eu não sei como dizer. Ah, bom, o que eu estou tentando te falar é que... É que eu te amo. Sempre te amei, você esteve sempre ao meu lado, me defendeu, cuidou de mim. E eu queria que pudéssemos dar uma chance a nós, a menos... que você já esteja com a Francesca. Esse não é o ponto. Mas ai, o que me diz? Quer dar uma chance a nós?