Minha Mais Nova Vida
2 Capítulo Dois
Notas iniciais
Bem, acabei me atrasando um pouco para a aula, eu entrei na sala, e todos os alunos já estavam na sala segundo B.
O professor me olhou, de cima a baixo e depois sorriu.
“ – Olá, sou o professor de Matemática e magia, meu nome é Gildarts. – Ele tinha cabelos castanhos claros, olhos negros e usava uma capa bem estranha. Antigamente, você gostava de cartas. – Se apresente, loirinha. O diretos, falou sobre você, para todos os professores.
“ – Ah, bem... – Eu encontrei Levy na terceira fileira no cantinho da janela. Ela tinha o rosto vermelho, e os olhos inchados. Idiota, andou chorando. – Me chamo Lucy Heartfilia, tenho dezesseis anos, e sou uma puladora de séries. – Ouvi alguns sussurros e revirei os olhos. – Sou uma maga celestial, lobisomem, uma meia dragonesa e por último, uma maga abençoada pelas estrelas, com o dom se transformar em felinos.
Os olhares exaltados, estavam sobre mim. Isso aí, tenham medo de nós dois. Tenho certeza, que com isso, eu não farei amigos. Comemorei internamente.
“ – Lucy. – A voz do professor me chamou a atenção. – Não está esquecendo algo muito importante?
“ – Oh, claro. – Eu dei um dos meus melhores sorrisos, passando a mão pela minha barriguinha, ainda pequena, e completei. – Eu, Lucy Heartfilia, estou grávida de dois meses.
{Continua...}
{Nesse Capítulo...}
Aqueles idiotas continuavam me encarando. Vi quando o rosto de Levy atingiu a cor vermelha. Eu queria rir, porém eu não daria esse gostinho àqueles idiotas. Percebi que Levy estava bem quietinha, e pelo cheiro que aquela sala exalava, todos tentavam se mostrar mais fortes, que a anã de cabelos azuis.
– Muito bem, Lucy. – O professor exalava um sorriso. – Pode sentar-se perto da senhorita, Levy.
Eu sentei atrás de Levy.
Durante todas as três aulas, eu prestei atenção absoluta em cada um dos professores. Quer dizer, no único professor. As três aulas foram, puramente de matemática. Não, não foi um tédio. Posso dizer que foi até mesmo divertido.
Quando o sinal bateu, o professor se despediu, e quase todos os alunos saíram correndo como loucos. Eles são tão... Estranhos. Claro que não, Lucy. Você é a estranha aqui. Com dezesseis anos, e grávida. Não, eu não me arrependo. Eu faria tudo novo.
Olhei, para minha frente, vendo Levy ainda lá. Eu suspirei, e deixei minha mochila na sala, iria comprar algo para comer. As vezes, estar grávida, dá muito trabalho. Porém vai valer a pena quando esse garotão, nascer. Sim, eu espero que seja um menino.
Passei pelos corredores, exageradamente cheios, e fui para cantina, peguei uma pequena fila, e comprei uma deliciosa coxinha, com um suco de maracujá. Sim, eu não queria refrigerante. Apenas de sentir o cheiro do refrigerante, me dá enjoou.
Estava caminhando, para sair da cantina, porém fui parada quando alguém bateu em mim, me fazendo derrubar meu lanche. Eu olhei para a pessoa que tinha trombado em mim, e me deparei com aquela tal de... Ah, sim.
— Qual foi, Lisanna? – Eu perguntei, aumentando minha magia. – Está cega? Olha por onde anda, senhora que trabalha á noite!
– AH, me desculpe. – Ela se voz de ofendida. – Me perdoe, senhora grávida. – Ela riu com escarnio. – Não se repetira.
– Claro que não vai se repetir. – Eu passei por ela, e sussurrei, enquanto passava. – Se isso voltar á acontecer, você estará morta, cinco minutos depois.
Podia ter certeza, que ela tinha me olhado mortalmente, enquanto eu não tive o trabalho de olha-la novamente. Meus olhos ardiam, todas as vezes, que eu olhava para ela. Mal cheguei na escola, e já fiz inimigos. Não, não são inimigos, são apenas fãs irritados.
Andei de volta, até a sala, encontrando Levy lá. Ela estava com um rosto inexpressivo. Ela apertava a barriga, e seu rosto estava vermelho. Ela com certeza, tinha apanhado.
Ouvi á barriga dela roncar, enquanto ela enfiava o rosto em cima da mesa. Podia sentir o cheiro de lágrimas pairando no ar. Eu suspirei, pela milésima vez. Malditos extintos maternais.
Dei meia volta, e corri até a cantina. Comprei três coxinhas, um litro de refrigerante, meia torta e cinco brigadeiros. Consegui levar tudo para a sala, com todos aqueles idiotas me olhando. Gente, eu sei que sou linda, porém não me encarem, por favor.
Cheguei na sala, e Levy olhava pela janela. Que droga, não estava em meus planos, adotar uma anã de cabelo azul, como minha amiga.
Eu coloquei toda a comida em cima da mesa dela, e puxei a cadeira que estava na carteira a frente de Levy, e me senti junto a ela.
– Limpa as lágrimas, e come. – Esse era meu jeito de firmar uma amizade, acho.
— Por que você... – Ela olhou mais uma vez pela janela. – Eu sou uma nerd. Não deveria ser minha amiga.
— E eu estou grávida, Levy. – Eu falei, engolindo um brigadeiro. – Mas estou aqui, tentado fazer uma boa ação.
Ela riu, ótimo. Isso significava que ela já estava melhor. Ela começou a comer, comeu duas coxinhas e bebeu meio litro de refrigerante. Ótimo, ela estava bem alimentada.
— Olha, você não me parece uma solitária. – Eu comentei. – Você tem amigas, não é?
— Sim, eu tenho. – Ela respondeu. – Porém todos eles estão viajando, acho que ficaram fora até amanhã. Quer dizer, eles voltam amanhã.
— Por que, não foi com eles? – Perguntei.
— Ah, eu sou bolsista, e órfã. – Ela comentou com bochechas vermelhas. – Eu moro sozinha, em uma casinha bem longe da escola, eu trabalho meio período. Sabe, dá muito bem para me manter, porém quase nunca sobra para comprar algo, para lanchar aqui na escola. Eu trabalho em uma confeitaria, então eu quase sempre levo as deliciosas, sobras para casa.
— Entendo. – Ela nunca teve um vida boa... – Ei, eu tenho uma amiga, que está procurando uma gerente para uma floricultura que vai abrir aqui em Magnólia, posso falar com ela se você quiser.
– Não, não precisa. – Ela riu. – Você já fez muito para mim, não pretendo atrapalhar a vida de mais ninguém, Lu-Chan.
– Tsc. – Desde quando, eu dei coragem para ela me dar apelidos? – Eu irei falar.
Conversamos mais um pouco, Levy não me perguntou quem era o pai do bebê que eu estou esperando. Isso é bom. Não gosto de tocar nesse assunto. É muito doloroso.
As aulas continuaram normalmente, e logo estávamos liberados, resolvi esperar Levy do lado de fora da escola, ela me disse que demoraria uma pouco, tinha várias coisas para guardar no seu armário.
Passaram-se, cinco minutos. Porém Levy ainda não tinha saído, aquilo me irritou. Eu resolvi entrar em cena, passei correndo por todos, do lado de fora, corri até o armário de Levy, encontrando Levy de cabeça abaixada, enquanto Lisanna falava coisas horríveis, para a mesma.
Suspirei, e pisei forte no chão, soltando um rugido de dragão, sem nenhuma magia, apenas para assustar mesmo, os papeis que estavam no chão, voaram para o alto. Vi Lisanna arregalar os olhos azuis e tremer.
— Lisanna, eu te dei um aviso... – Eu me aproximei fazendo minhas unhas passarem pelos armários, minhas unhas eram ótimas garras. – Por que você tocou, nela? Eu disse, para não tocar nela. Eu a adotei, como uma irmãzinha! – Eu tomei velocidade, e cheguei bem perto do rosto de Lisanna. – Não, toque na minha irmãzinha, ou você vai morrer!
Vi Lisanna correr pelos corredores, me chamando de monstro. Enquanto Levy olhava para mim, assustada. Ótimo, a Levy estava com muito medo.
Quando eu pensei que ela iria comer, me chamando de mostro, ela me abraçou.
Senti as lágrimas dela, escorrerem pelos meus ombros, enquanto ela praticamente se engasgava com soluços. Por favor, não chore. Senão, eu irei chorar, Também...
Eu evitei me lembrar dele.
Apenas, queria fazer a dor de minha mais nova amiga, parar de chorar. Sim, eu havia feito uma amiga, na minha nova e estranha, escola. Fiz carinho na cabeça dela.
{...}
Eu estava no meu quarto, sentindo o frio entrar pela minha janela, que aparentava estar aberta. Porém um força magnética não permitiria entrada de inimigos.
Olhando para o teto, eu estava.
Meus pensamentos iam, até minha cidade natal, é por lá ficavam. Doía tanto, me lembrar de cada um deles, e não poder abraça-los, xinga-los, brincar com eles...
Virei-me para o lado da parede, e as lágrimas escorreram ao me lembrar dele...
Sua maneira fria, seu jeito arrogante...
Porém, ele era ao mesmo tempo, tão carinhoso, bondoso, e tão especial... Olhei para dentro do lençol, ondo tinha um ovo de um Exceed.
Ele me deu, de presente dois dias antes, de tudo acontecer. Eu coloquei o ovo contra minha barriga, enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto. Podia sentir as estrelas brilhando mais fortes, como se tentassem me aconchegar, e dizer, que eu não estava sozinha, naquela cidade grande.
Porém eu preferi dormir. O meu dia foi cheio.
Eu escondi muito minhas lágrimas, está na hora de deixa-las livres.
Com isso, eu dormi chorando. Mais uma vez.
Porém eu estava feliz, eu tinha meu bebê perto de mim, ou melhor, dentro da minha barriga, e o meu pequeno Exceed, que não demoraria tanto, para nascer.
{Continua...}
“ – Respire, Amor...
Isso foi apenas...
Um mal dia... –“
“ – Lucy Heartifilia. – “
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