Notas iniciais
Oi! Queria pedir desculpas a demora, inicialmente. Eu estive ocupada com a escola e o conservatório, então espero que me perdoem. Agora quero anunciar o fim de Minha Luz. Espero, sinceramente que tenha gostado da fic tanto quanto eu. Foi uma das melhores pra mim, podem ter certeza! Enfim, obrigada por acompanharem e pela paciência. Boa leitura! *3*

Os dedos ásperos percorreram o rosto delicado e sorridente. Contornou seus lábios, o queixo e os olhos fechados. Sorriu ao observar as sobrancelhas em forma de oito* se erguerem meigamente ao sentir o toque das mãos grandes e quentes. Os lábios úmidos se encontraram mais uma vez naquele dia. Moveram-se com experiência, deixando que doces estalos fossem ouvidos. Makoto o deixou lentamente, apreciando o gosto meio adocicado dos lábios de Sousuke. Puxou um pouco de seus cabelos e sorriu, ainda mais, para ele.

– Por quanto tempo mais vocês dois vão ficar trancados aí? — Rin gritou batendo fortemente na porta.

Makoto se ergueu, rindo do desespero de Rin e do rosto irritado de Sousuke. Abriu a porta e os convidou a entrar. Haruka parecia ainda bastante indiferente, mas conferia todo o quarto, com minuciosa atenção.

– O que estavam fazendo? — Rin perguntou se sentando ao lado de Sousuke.

– E isso te interessa? — Sousuke respondeu mal humorado.

– Sim! — Haruka respondeu, fazendo Rin gargalhar. — Makoto, sua mãe estava preocupada. Disse-me que te gritou e você não escutou. E a porta estava trancada...

– Me desculpe, Haru! — Makoto disse com um sorriso meigo. — Minha mãe te atrapalhou?

– Na verdade, não – respondeu e suspirou.

– Sério! — Rin recomeçou. — Já fazem duas semanas desde que vocês resolveram, do nada, se assumirem pra nós. Vocês deveriam conversar com seus pais, Makoto, Sousuke.

– Não foi “do nada”, Rin! — Sousuke disse cansado. — Aconteceu muita coisa, antes, sabe?

– Além disso – Makoto retomou a fala. — É difícil falar com eles sobre algumas coisas.

Os quatro ficaram em silêncio. Sabiam disso. Nunca foi e nunca será fácil se assumir assim para os pais. Sousuke, ainda irritado pela interrupção com Makoto, suspirou alto, chamando a atenção deles.

– Pelo que percebi, Makoto – Sousuke falou. — Rin veio me buscar para irmos embora. Nos vemos sexta?

– Claro – Makoto disse.

Aproximaram-se; os lábios foram de encontro, numa carícia conhecida e ansiada por ambos. Sousuke afagou o rosto de Makoto e deixou um “Boa tarde” pendente no ar, saindo logo em seguida. Rin o seguiu, logo após se despedir de Haru, muito a contragosto. Não era esse o seu objetivo, mas iria ainda assim. Haru e Makoto ficaram sozinhos, um olhando para o outro. Não disseram absolutamente nada, apenas desceram as escadas e foram jantar, conforme fora lhes dito antes.

Já faziam exatas duas semanas que Makoto e Sousuke haviam assumido que gostavam um do outro. Estavam ainda mais próximos do que antes, colados como nunca antes! Rin chegou a reclamar, mas isso passou despercebido para ambos. Passavam as tardes que possuíam livres juntos, faziam compras, estudavam... tudo o que poderiam fazer, com certeza, já havia sido feito.

Sousuke gostava de tudo aquilo. Era uma sensação agradável de estar sempre junto com a pessoa amada. E Makoto parecia gostar muito também; nunca reclamava ou brigava com ele por estar sempre muito colado a ele.

Makoto e Haruka voltaram ao quarto após o jantar. Sentaram-se na cama e ficaram a jogar até tarde. O namoro de ambos nunca era discutido. Não achavam necessário. Mesmo que fossem melhores amigos, irmãos, não seriam tão curiosos e intrometidos a esse ponto. Era o que achavam.

– … Está feliz, Makoto? — Haruka sussurrou repentinamente.

– Haru...? — respondeu confuso.

– Eu perguntei se está feliz? — Haru disse, mais alto dessa vez.

– S-Sim, estou. Mas por quê? — questionou.

– Foi o que você me perguntou quando eu comecei a sair com Rin – Haru respondeu e baixou a cabeça. — Me senti na obrigação.

– Haru... as vezes você é tão bobo – Makoto disse e riu um pouco. Haru sentiu-se um pouco incomodado, mas ignorou isso. — Enfim, eu estou sim muito feliz. Sou-kun é sempre muito gentil e doce comigo.

Haruka manteve-se em silêncio, voltou sua atenção ao jogo e sequer olhou para Makoto. No fim da noite, Haru foi para sua casa e Makoto enfim pode dormir.

As noites para Sousuke estavam se tornando insuportáveis. Não bastava passar a tarde junto de Makoto, queria-o por perto até mesmo de noite. Preferia que o namorado perdesse suas aulas matinais, que deixasse de treinar e ficasse com ele por todo o tempo existente. Mas era egoísmo de sua parte. Privar Makoto de sua vida apenas pelo desejo de monopolizar e acabar com suas constantes ereções. Em seus sonhos, Makoto sempre era pego por suas mãos, arrastado por um quarto já impregnado com o cheiro de ambos, tendo seus lábios e corpo tomados de forma selvagem e prazerosa. A questão é que nunca era real. Sempre sonhos. Incapaz de tocar ou pensar em fazer isso, Sousuke sentia-se impotente. Seu medo era macular a pureza de Makoto, deixá-lo ressentido ou traumatizado com o que faria. Mais algumas semanas e enlouqueceria!

Dois dias seguiram-se conturbados e repletos de sonhos eróticos. Sousuke já se sentia incomodado com tudo o que passava, ficava irritado com facilidade, e sequer conseguia olhar para Makoto sem pensar em algo “estranho”.

– Sou-kun... — Makoto sussurrou. Afagou os cabelos negros de Sousuke em seu colo, chamando sua atenção.

– Sim? — respondeu distraído pelos carinhos.

– Você...está bem? — perguntou.

– Huh? Porque não estaria? — resmungou.

– Não tem falado comigo direito, e...isso tem me preocupado – respondeu hesitante.

– … Não tem porque se preocupar – ele respondeu secamente. — Isso é puramente psicológico.

Makoto suspirou. Não teve coragem para responder a altura. Voltou a afagar as madeixas macias de forma automática, sem qualquer vestígio de verdadeiro carinho. Sousuke percebeu isso. Não gostou.

– Makoto – disse gravemente.

– Oi? — respondeu baixinho.

– Olha pra mim – Sousuke disse ainda agressivamente. Makoto baixou os olhos.

Sousuke o puxou para baixo e mordeu seu lábio inferior. Makoto sorriu um pouco. Retribuiu o gesto com um doce selinho.

– Vai se importar se eu te falar o que acontece? — Sousuke sussurrou. Sentou-se lentamente na frente de Makoto e sorriu, tocando-lhe as pernas.

– Porque me importaria? Quero te ajudar – Makoto respondeu.

Sousuke revirou os olhos e sorriu divertido. Tomou-lhe os lábios com fome e desejo, esperando ser correspondido da mesma forma. Seus lábios eram esmagados, tamanho o desejo e a fome de Sousuke. Tachibana mal pôde aguentar quando Sousuke insistiu no beijo mesmo após o oxigênio faltar a ambos.

Quando enfim foi solto, fechou um pouco os olhos, ofegante. Esperava o ar voltar para questionar o beijo tão violento e selvagem. Sousuke admirou o namorado; ele estava tão fofo e erótico daquela forma... O rosto vermelho, os lábios inchados pelo ataque brusco, ofegante...

– O que... o que foi isso, Sou-kun? — Makoto murmurou um pouco assustado.

– Ora, ainda não entendeu? — Sousuke disse após rir ironicamente.

– Desculpa, mas não – respondeu impaciente. Sousuke riu mais uma vez; inclinou-se um pouco e tocou a orelha de Makoto com os lábios.

– Eu quero você – sussurrou roucamente em seu ouvido. Makoto sentiu-se arrepiar. — Eu desejo você.

Afastou-se um pouco e deixou um breve e malicioso sorriso surgir no canto dos lábios. Makoto estava corado, a mão na boca e os olhos baixos, focados nas próprias pernas. Sentia-se envergonhado e assustado, mas não menos excitado.

Sousuke não hesitou ao empurrar Makoto contra o colchão macio e jogar-se em cima do mesmo. Beijava-lhe a base do pescoço, mordia e deixava chupões, deliciando-se com a pele levemente salgada pelo suor. Makoto arfava baixinho, ainda constrangido com tudo o que se passava.

– Sou-kun... — chamou-o baixinho.

– Hum...? — Sousuke resmungou, entretido demais pra prestar alguma atenção.

– A-Alguém pode entrar... m-meus irmãos... — tentava a todo custo falar, mas a cada palavra, Sousuke mordia-o ou beijava-o.

– Relaxa, Makoto... — sussurrou mais uma vez no ouvido do namorado.

E foi quase um feitiço. Makoto calou-se instantaneamente, entregando-se quase que completamente. Delicadamente, passou os braços pelos ombros másculos e largos de Sousuke, demorando-se no ombro ferido. Acariciava lentamente, tocava com a ponta dos dedos, como se somente aquele toque fosse quebrá-lo.

– Você as vezes é tão delicado, Makoto... — Sousuke disse ao levantar os olhos. Sorriu gentilmente.

Makoto sorriu e o puxou pelo rosto, fazendo-o encontrar seus lábios. Tachibana beijou-o ainda mais delicadamente, sorrindo e deixando-se ser acariciado por Sousuke.

– É porque eu te amo, Sou-kun – ele murmurou. Sousuke arfou. — Não quero te ver machucado.

– Makoto... — murmurou um pouco estarrecido e ainda mais excitado. Gostava de ouvir declarações como essa. — Amo-te também.

Estavam prestes a se beijarem novamente, quando alguém abriu a porta violentamente. Ran estava sorridente e não se importou com a cena constrangedora a sua frente. O máximo que fez foi encará-los com confusão.

– O que estão fazendo? — murmurou inclinando um pouco a cabeça para o lado.

– Huh... — Sousuke procurava palavras para dizer a pequena garota, mas não encontrava nada. Makoto estava completamente vermelho e tentava a todo custo esconder o rosto.

– Ah! — exclamou sorridente. — Estão brincando? Sou-chan está fazendo cócegas no nii-san?

– Exatamente, garota esperta! — Sousuke disse com um sorriso brilhante e completamente falso.

Ergueu a blusa de Makoto e pôs-se a soprar a barriga marcada e cheia de músculos, fazendo o namorado tentar conter suas risadas, sem muito sucesso. Ran riu divertida, pulando em cima de Sousuke o ajudando na brincadeira com o irmão mais velho.

– Ran! — a voz da matriarca da família se sobressaiu da soleira da porta. — Saia de cima dos meninos! Venham jantar antes que esfrie.

Virou-se e desceu as escadas. Ran fez um muxoxo em desaprovação. Beijou a bochecha de Sousuke e sorriu para ele. Saiu do quarto, seguindo a mãe, completamente feliz. Makoto soltou o ar que prendia, aliviado.

– Não pense que eu desisti – Sousuke disse com um sorriso malicioso.

Makoto virou o rosto, sorrindo minimamente. Ergueram-se e desceram para o jantar. Já era tarde da noite quando saiu da casa dos Tachibana; estava satisfeito. Satisfeito pela comida deliciosa que sempre lhe era oferecida e por Makoto. Ele não resistira tanto quanto pensava...

– Já era de chegar, Sousuke idiota – Rin murmurou enquanto rodava na cama. Sousuke riu. — Esses seus sorrisinhos estão me irritando...

– Desculpe se a felicidade alheia é letal pra você – comentou sarcástico enquanto se trocava.

– Não seja idiota, Sousuke idiota – resmungou.

Voltou a dormir tranquilamente; Sousuke, já trocado, deitou-se em sua cama e foi dormir. Não teve sonhos.

Nas manhãs que se seguiram, Sousuke não teve a oportunidade de ver Makoto e muito menos de poder ligar para o mesmo. Era a última semana do seu último ano letivo no ensino médio. Ambos estariam em provas e obviamente se matariam para estudar e passar tranquilamente. E quando enfim teve um tempo de descanso, dormiu um dia todo, sem se preocupar com absolutamente nada.

– Sousuke! — abriu os olhos rapidamente depois de tal grito. Rin o encarava assustado. — Acorda! Esse teu celular não para de gritar no meu ouvido.

– E por isso você tenta me causar um infarto?! — disse irritado.

– Bem... sim! — respondeu com um sorriso divertido. Sousuke revirou os olhos e saltou da cama.

O celular continha diversas mensagens de Makoto. Todas anunciando o cronograma de seu dia; a última indicando que iria até Tóquio.

– Makoto! — exclamou irritado.

Pegou qualquer roupa jogada dentro do armário e as vestiu rapidamente. Escovou os dentes de qualquer jeito e abriu a porta, sendo impedido por um Rin tão desesperado quanto ele.

– Que pressa é essa? — Rin disse afobado.

– Eu é que pergunto! — Sousuke exclamou.

– Haru decidiu ir pra Tóquio com Makoto e só agora me avisou! — respondeu enquanto corria pelos corredores sendo seguido prontamente por Sousuke. — E aí?

– Idem! — respondeu.

– O Haru te disse isso?! — gritou desesperado.

– Não o Nanase, imbecil! Makoto! — falou como se fosse o óbvio.

Rin suspirou aliviado e concentrou-se na sua corrida. Chegaram a estação pouco antes de Haruka e Makoto entrarem no trem, repreendendo-os consideravelmente. Quando foi a hora, entraram e se acomodaram, seguindo em silêncio para Tóquio.

Separaram-se quando lá chegaram, cada um seguiu o caminho que quis. Makoto e Sousuke procuraram um apartamento para dividirem próximo a universidade e quando enfim o acharam (após três longas horas), acertaram o contrato imediatamente.

– Vamos descansar! — Makoto exclamou sentando-se no chão do quarto vazio.

– Tirou as palavras da minha boca – Sousuke murmurou e suspirou aliviado.

Ficaram em silêncio por um curto espaço de tempo. Ouviam a respiração um do outro, matando a saudade enquanto descansavam. Sousuke se jogou no chão, logo a frente de Makoto, sorrindo abertamente para o mesmo e o convidando a juntar-se a ele.

Makoto sorriu e pulou na barriga de Sousuke rindo junto com ele. Após toques e abraços, acalmaram-se e fixaram os olhos um no outro. Makoto sentiu-se atraído pelos finos e quentes lábios de Sousuke, não resistindo ao tocá-los com os próprios. Mordeu o lábio inferior do moreno e o sugou levemente em seguida.

– Ei... estava com tantas saudades assim? — Sousuke murmurou após ter os lábios soltos.

– Hum... quem sabe? — Makoto respondeu rindo um pouco.

Sua risada causou boas sensações. Sousuke sentiu-se tão feliz quanto ele. Tocou-lhe o rosto e o acariciou, recebendo um quase ronronado. Ergueu um pouco o tronco e mordeu seu queixo.

– Makoto – ele sussurrou sensualmente. — Eu quero comer você.

Makoto corou até as orelhas e sequer teve como reagir ao ataque repentino. Sousuke o empurrava gentilmente, até que ele próprio estivesse por cima de Makoto. Abriu os botões de sua camisa e expôs o peitoral trabalhado para o namorado.

Tachibana sentiu-se extasiado com a visão. Sousuke despia-se lentamente, como se não se importasse que alguém pudesse entrar ali de repente ou algo do tipo. Observava, aparentemente tranquilo, Yamazaki tocar a própria ereção. Engolia em seco, suava e ofegava. Queria tocar também. Estendeu a mão, inconscientemente, mas foi impedido por Sousuke.

– Tira as roupas – murmurou.

Obedeceu prontamente, despindo-se de forma rápida e nada sensual aos olhos de Sousuke. Mas quem se importa?! O que queria estava ali, escondido por tantas roupas. A pressa não atrapalharia seu humor e muito menos sua energia.

Makoto, já despido, sentou-se a frente de Sousuke, tocando agora sua recente ereção. Subia e descia os dedos enquanto observava os mesmos movimentos vindos do namorado. Sousuke sorriu e mordeu o lábio; aproximou-se de Makoto e o fez juntar suas ereções, movendo-os lentamente. Era uma sensação boa. Escorregadia, molhada e quente...

– Sou-kun... — Makoto arfava corado. Ergueu uma das mãos e acariciou o próprio mamilo, já enrijecido. Sousuke sorriu mais uma vez. Era uma mania? Sorrir enquanto se masturbava...?

Makoto tremeu. Fechou os olhos e inclinou o corpo, encostando-se em Sousuke. O orgasmo fora intenso, tão prazeroso quanto deveria ser. Sousuke parou sua mão, deitou Makoto novamente no chão, fazendo questão de beijá-lo desde sua testa até a ponta de seus dedos dos pés.

Tachibana sentia-se adorado e tão amado que quase chorava. Era mais do que precisava...

Sentia os lábios de Yamazaki marcando-o em todos os lugares possíveis, com tanta delicadeza e gentileza...

– Sousuke – Makoto suspirou seu nome.

Ergueu as pernas e após molhar os próprios dedos, dirigiu-os ao local que seria, em breve, invadido. Deixava que Sousuke o observasse e tentava a toco custo preparar-se o melhor possível para recebê-lo.

– Parece ter prática nisso... — Yamazaki murmurou hipnotizado com a cena a sua frente.

– Bem, Sou-kun, você não é o único que tem desejos – Makoto disse e fechou os olhos. — Eu também quero muito você!

Yamazaki não resistiu. Não esperou que Makoto terminasse o que tanto ansiava. Tomou seu lugar e passou a invadi-lo lentamente. Era esmagado pelo interior virgem de Makoto. Era ainda melhor que a masturbação anterior. Já Makoto não se sentia tão bem. Doía que era o inferno!

– Está doendo muito, Mako-chan? — Sousuke sussurrou, percebendo-se a culpa em sua voz.

– Continua – Makoto disse firme. — Eu posso aguentar isso.

Sousuke sorriu. Agarrou-se ao pênis flácido de Makoto, movimentando-o enquanto se movia, procurando cadenciar ambos os movimentos. Baixou o tronco e deixou que beijos tomassem conta do peitoral suado e másculo de Makoto, mordeu-lhe a orelha, e por fim passou a sussurrar-lhe doces palavras; confissões de amor, palavras ternas e coisas que deixariam qualquer um relaxado e pronto para ser penetrado.

Makoto relaxou. Sorria, ainda que doesse, gostando cada vez mais da cadência repetitiva. Voltava a ficar excitado e passava a sentir mais prazer do que dor. As mãos de Sousuke pareciam ser mágicas. Eram delicadas e sabiam quando e onde tocar.

Os gemidos vieram como música para seus ouvidos. Eram baixos, tímidos, mas o excitavam ainda mais. Os movimentos deixaram de ser lentos, a força e a rapidez aumentavam cada vez mais; Makoto já não se faziam de rogado ao arranhar as costas e morder os ombros de Sousuke, sentindo-se cada vez melhor.

– Makoto – Sousuke murmurou. — Está vindo...

Makoto ofegou ao sentir o líquido quente em seu interior, preenchendo-o lentamente. Gozou logo em seguida, em seu próprio abdômen. Retirou-se de Makoto e se jogou para o lado.

– Uau... — Sousuke resmungou. — Valeu a pena esperar.

– Você é idiota, Sou-kun? — Makoto disse rindo, bastante cansado.

– Tá me chamando de idiota logo depois da gente transar? Sabe, geralmente as pessoas dizem o quanto se amam! — Sousuke exclamou confuso. Makoto riu.

– Digo, se queria ter feito isso, não deveria ter esperado tanto – sussurrou. — Eu sou tímido. Nunca conseguiria ter uma atitude dessa, então eu estava te esperando.

– E ainda tem a audácia de dizer que eu sou o idiota? — comentou sarcástico, recebendo um fraco soco na barriga. — Mas você ainda não disse que me ama.

– Nem você – retrucou como se fosse o óbvio.

– Bem... Makoto, eu te amo – falou em alto e bom som. Tachibana corou. — Quer que diga mais uma vez? Posso ir lá pra fora e gritar isso. E adivinha: posso fazer isso pelado!

– Fique aqui, meu bem – Makoto disse após rir. — É suficiente. Eu não preciso ouvir isso o tempo todo de você. Seus gestos dizem por si só.

– Isso é bom, mas... eu ainda não ouvi! — reclamou. Makoto riu pelo nariz.

– Eu te amo – disse após aproximar-se dele.

Sorriram um para o outro antes de se atracarem em um beijo doce e apaixonado. Depois de se vestirem, trancaram o pequeno apartamento e voltaram para a cidade.

Naquela mesma noite, Makoto anunciou para os pais seu relacionamento e planos de vida junto de Sousuke. O mesmo foi feito em uma ligação para os pais de Sousuke, que não reagiram tão bem quanto os carinhosos pais de Makoto, mas que também não se opuseram – completamente – à situação.

A vida que tiveram juntos foi mais do que especial. Um relacionamento que começou como um simples consolo para ambos terminou em uma vida inteira juntos, felizes e eternamente apaixonados.

Notas finais
*Referência ao novel High Speed! Makoto é descrito assim: “... as sobrancelhas em forma de oito...” O kanji do número é esse: 八 Então? Gostaram do fim do capítulo? Comentem, por favor ;) E qual vai ser o próximo casal? NagiRei? SouRin? Exceto MakoHaru, por favor.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!