“Qualquer um que tomasse o seu lugar seria um substituto fraco. Amo você, com um amor tão grande que simplesmente não pode continuar crescendo no coração, precisa saltar para fora e se revelar em toda magnitude.”

Anne Frank

17 anos antes...

Depois de ter matado o canceroso e Dana ter revelado a Mulder que William não era seu filho, e que ela estava grávida aos 54 anos Mulder fica por instantes em estado de choque. Mulder desperta de seus devaneios, ele olha para Dana, ela chorava, mas não era um choro desesperado parecia mais aliviada por contar tudo aquilo.

-Precisamos ir aqui não é seguro. — ele seca o rosto de Dana e lhe dá beijo delicado.

— Precisamos ver o Skinner ele estava lá em baixo. -Dana se lembra do chefe que a trouxe até ali.

Quando eles estavam descendo as escadas escutam uma correria, homens da SWAT e do FBI subiam as escadas. Eles os conduzem a sede do FBI para interrogatório.

Enquanto isso...

Os agentes encontram uma pessoa embaixo de um carro enquanto outra estava baleada, os paramédicos são acionados, Monica Reyes estava desacordada com um tiro na cabeça, Skinner foi retirado debaixo do carro também desacordado. Ao chegar ao hospital ambos são levados para a emergência.

Monica levou um tiro de raspão na cabeça e dois tiros no peito que só foram descobertos quando os médicos as examinavam. Ela foi encaminhada para a tomografia para ver a extensão dos danos.

Skinner parecia ter várias fraturas, também estava desacordado pela lesão que havia em sua cabeça, depois de limpar os ferimentos também foi encaminhado para a tomografia.

Mulder e Scully foram liberados, mas suas identificações e armas foram retidas pelo Diretor Kersh, eles haviam perdido o emprego agora precisavam se decidir o que fazer. Com Dana grávida as coisas estavam mais complicadas, Mulder mesmo tendo recebido uma boa herança dos seus pais não tinha um trabalho fixo e Dana estava afastada do hospital, mesmo ela podendo voltar quando quisesse ela não sabia como seria a gravidez.

Ante de sai da sede eles vão atrás de informações sobre Skinner eles não o viram mais depois que foram atrás do William e descobrem que ele estava havia sido ferido e estava no hospital. Eles saíram da sede e foram até o hospital. Ao chegar lá Dana se identifica como médica e consegue informações sobre Skinner e também descobre que Monica Reyes também estava ali, ela estava em cirurgia e Skinner também. Dana deixou seu contato e pediu que ligassem assim que eles saíssem da cirurgia. Fox e Dana vão para casa dela.

—Não me sinto bem. -Dana se senta no sofá.

—O que você está sentindo?-Mulder pergunta preocupado.

—Não sei, só não me sinto bem, esses dias não foram fáceis, nosso filho morreu, seu pai quis te matar. Eu realmente não sei como você está aguentando isso tudo. – ela chorava como nunca chorou, nem na morte de seu pai ou Melissa ela chorou tanto. Ela chorava tudo o que não chorara nos últimos anos.

Mulder a abraça e chora em silencio, pelo sequestro de sua irmã, a morte de seu pai Bill, sua mãe, o fato de William não ser seu filho biológico, o sequestro de Dana o seu sequestro. O emprego que ele perdeu. As mentiras. Eles ficam ali por um bom tempo, até adormecerem um nos braços do outro.

Mulder acorda e leva Dana para o quarto a deitando na cama, ele se deita ao seu lado e eles dormem até o dia seguinte.

O celular de Dana toca ela acorda, e era do hospital.

—Dana Scully, é do hospital geral, o Sr. Walter Skinner já saiu da cirurgia, ele foi levado à sala de recuperação dentro de duas horas a visita seroa liberada. – fala a pessoa ao telefone.

—Tudo bem logo estaremos aí, obrigada. – Dana desliga o telefone. Ela olha pra Mulder que a observava.

—Skinner saiu da cirurgia e está na recuperação precisamos ir lá.

—Tudo bem, mas antes vamos tomar um banho e comer alguma coisa, você não comeu nada ontem e me preocupo com você e o bebê. Eu serei pai. Ainda não consigo acreditar. –ele a olha e passa à mão em sua barriga, Mulder sentia estar em um sonho ainda.

—Sim nos seremos pais. Eu ainda estou em êxtase com isso, parece um sonho maluco isso sim.

Eles tomam café, se arrumam e vão para o hospital. Enquanto Dana conversa com médico Mulder vai até o quarto e encontra o amigo ainda dormindo, ele se senta em uma poltrona próxima e fica ali ouvindo músicas no celular, não tinha muito que fazer ali no momento. Depois de um tempo Dana entra no quarto.

—O médico falou que logo ele acorda você quer esperar um pouco?

—Vamos esperar. –Mulder pega uma cadeira e sede a poltrona e eles ficam ali sentados conversando e pensando no que fazer a seguir.

—O que vamos fazer agora? – Dana pergunta pensativa.

—Poderíamos vender as nossas casa e comprar outra, precisamos de uma casa maior já não seremos mais nós dois. Eu quero realmente fazer direito dessa vez, não quero que nosso filho cresça longe de mim, não quero perder nada como perdi do William. –ele a olhava nos olhos.

—Eu venderei a minha com certeza, mas podíamos reformar a sua e ficar lá, acho que ali é um lugar muito bom pra criarmos uma criança.

Skinner já havia acordado e prestava atenção a conversa, ele não quis interromper. Dana olha pra Skinner e vê que o homem acordou.

—Que bom que você acordou, estava preocupada.

—Eu estou bem. O que aconteceu depois que a Monica me atropelou? Ela morreu?- o homem solta as perguntas como um torpedo, ele não quis perguntar sobre a gravidez de Dana preferiu deixar que eles contassem.

—Ela está viva, está em coma. Ela tomou um tiro de raspão na cabeça e dois no peito, fez cirurgia, mas como teve perfuração no pulmão temos que esperar pra ver como ela reage.

— E o William? O Canceroso foi preso?

—o William morreu, o canceroso o matou e eu o matei. –confessa Mulder.

—Você tem certeza que ele morreu? A duvida paira sobre os pensamentos de Skinner.

— Sim tenho certeza foram cinco tiros em seu peito, se isso não o matou então no mínimo vai manter ele no fundo do rio. — Mulder fala exaltado.

—Calma Mulder, você está em um hospital cheio de agentes do FBI, se alguém o ouvir pode complicar as coisas. — Dana tenta o acalmar.

—Tudo bem. – ele se senta na cadeira.

—Precisamos te contar uma coisa. –Dana sorria.

—Você não vai acreditar. –Mulder a completa.

—Já vi coisas bastante inacreditáveis, então me impressionem. –Skinner os olha.

—Eu estou grávida. – Dana fala, mas ainda sem acreditar no que contava.

—Sério isso, mas como? Você era estéril.

—Eu também não sei, não fiz nenhum tratamento, ainda estou sem acreditar.

—E eu ainda mais. –Mulder se declara incrédulo. Mas de uma forma diferente e Dana o olha.

— Eu queria saber como isso aconteceu, eu sei como aconteceu, mas eu queria entender eu não tenho mais idade pra isso. -Ela se senta na poltrona.

—Isso não importa no momento Dana, o que importa é que você terá um filho e essa criança irá receber todo o seu amor e de Mulder. Sei que você se sente culpada por William, mas ele teve uma vida feliz apesar de tudo.

—Eu sei disso. Não quero pensar nisso agora. – Uma enfermeira entra no quarto pra dar uma medicação pra Skinner e avisa aos dois que o horário de visitas acabou.

—Bom temos que ir mesmo, amanhã eu volto. –Mulder se despede.

—Até mais fique bem, amanhã não sei conseguirei vir preciso retomar o meu trabalho no hospital. Alguém precisa trabalhar nessa família. – ela ri.

—Vamos. –Mulder fala revirando os olhos.

—Ok até amanhã Mulder. –Skinner ri da situação.

Eles saem do quarto e vão até a recepção e pergunta da Monica, eles são informados que ela permanecia em coma e que não tinha uma previsão de quando saísse. Eles saem do hospital e vão para a casa de Dana ela pega algumas coisas, roupas e objetos pessoais e vai para a casa de Mulder.

As semanas passam...

Skinner sai do hospital e vai para casa para se recuperar, ele ainda tinha o emprego no FBI, mas ia ter uma longa recuperação e pra ele seria como férias, fazia anos que ele não tirava férias, e ele aproveitou para ajudar na mudança de Dana para casa de Mulder.

Monica saiu do coma e se recuperava ainda no hospital, Dana ainda não fora a visitar. Mesmo que Monica a tenha ajudado de alguma forma. Ela não sabia como falar com a mulher.

5 meses depois...

A gravidez corria bem, dentro das possibilidades. Dana trabalhava, mas não participava das cirurgias ativamente, pois o médico recomendou cautela em tudo. Ela conseguiu vender a casa e já havia iniciado a reforma da casa, eles haviam alugado um apartamento enquanto a reforma ocorria. Mulder ia todo dia acompanhar a reforma de perto e ajudar no que podia. Ele fazia trabalhos esporádicos como consultor do FBI em casos que envolviam seriais killers já que Mulder tinha uma boa experiência neles. Skinner conseguiu esse cargo pra ele, não foi fácil convencer Kersh já que ele queria Mulder bem longe dali. Monica saiu do hospital e foi embora para a Carolina do Norte onde se recuperou.

8 meses depois...

Dana estava em casa terminando de arrumar o berço, quando sente uma dor nas costas. Mulder não estava em casa. Dana se senta na poltrona do quarto e liga pra Mulder. Ele já estava voltando pra casa e logo chega.

— Você está bem? –ele a olha preocupado.

—Só senti uma dor nas costas, mas já passou. – ela tenta não assusta-lo, mas ela sabia o que era.

— Acho melhor ir ao hospital.

— Sim eu sei, preciso acabar de arrumar a minha bolsa antes.

—Tudo bem eu faço isso. –ele se levanta indo até o quarto seguido por Dana, enquanto ele arruma a mala ela o orienta. Minutos depois ele pega a mala do bebê e o bebê conforto, os coloca no carro.

—Está tudo aqui? –Dana pergunta olhando tudo no carro, ela para e olha tudo. Dana estava em um mix de alegria e nervoso, ela estava preocupada se o bebê ficaria bem, eles não sabiam o sexo , não queriam saber. Escolheram pela surpresa.

Eles entram no carro e Mulder dirige até o hospital, depois de uma hora eles chegam ao hospital o médico já os aguardava na recepção, no trajeto Dana ligou pra avisá-lo. Enquanto Mulder assinava os papéis da internação vem uma enfermeira com uma cadeira de rodas e leva Dana para o quarto sendo seguida por Mulder.

Depois de instalada Dana troca de roupa e coloca a camisola hospitalar, depois de uns minutos o médico volta e explica a eles que Dana fará uma cesariana devido a sua idade e pra que nem ela e nem o bebê corra riscos.

Quarenta minutos depois , os olhos de Mulder brilhavam olhando aqueles lindos olhos verdes, tão pequena , a cor dos cabelos iguais os de Dana e Melissa.

—Melissa.

—O que? –Dana ainda estava meio zonza da cirurgia, mas ouviu quando Mulder falou o nome de sua irmã.

—Melissa, a nossa pequena Melissa. –ele fala emocionado.

—Você tem certeza? Eu pensei em Samantha.

—Mas ela tem cara de Melissa.

—Então será esse o nome dela. –Mulder entrega a bebê a Dana que a admira. Agora sua família estava completa.

Dois meses depois eles estavam na igreja, com Skinner, Bill sua esposa e os dois filhos, para o batizado de Melissa, mesmo Mulder não acreditando em Deus ele respeitava a fé de Dana e assim o batizado da pequena Melissa ocorre com a família reunida.

Dana continuou trabalhando no hospital e Mulder dava consultorias ao FBI.

Melissa crescia saldável e esperta, ela entrou na escola aos 7 anos, Mulder já não Dava mais consultoria ao FBI, ele se cansara daquilo e decidiu junto com Dana parar, ele preferia a companhia de Melissa a levava para a escola e buscava na escola enquanto Dana trabalhava,

Quando Melissa fez 15 anos Dana também parou se trabalhar no hospital e trabalhava em um consultório na cidade onde ela atuava esporadicamente.

E finalmente chegou o grande dia, a formatura de Melissa no colegial. Mulder e Scully estavam na plateia orgulhosos. Melissa se tornara uma jovem muito bonita, parecida com a mãe e a altura e olhos do pai. Eles ainda pensavam no seu pequeno milagre e sabiam que ali estava a prova de que eles realmente foram felizes.

Melissa foi pra faculdade ela iria estudar medicina como sua mãe e não queria nem saber de outra coisa ela queria dar seguimento ao trabalho de sua mãe.

Um fim como descrever isso?

Não seria nada demais um dia qualquer Dana e Mulder estavam em sua cama conversando relembrando tudo o que viveram, eles adormecem e não mais acordam. Dana com uma diferença de 20 minutos de Mulder, sem dor, sem lágrimas, sem sofrimento. Em paz como eles mereciam.

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