Minha Lua.

3 III Estou apaixonado por você.


Notas iniciais
como prometido a terceira e ultima parte, boa leitura ;) #CoryLivesInMe

Os dias passaram e os dois haviam voltado a se falar como antes. Rachel já aparentava uma “saúde” melhor para os amigos e pais. Mas eles nunca mais haviam tocado na palavra com “a”.

– Finn?

– Oi Rach.

– Porque você acha que ainda está aqui? – ela perguntou, enquanto balançava as pernas para frente e para trás.

Os dois estavam sentados na janela do quarto de Rachel, que levava a uma parte do telhado.

– Eu não sei. – ele disse.

– Dizem que só podemos “partir”, quando completamos a nossa missão aqui... Você sabe qual é a sua missão? – ele riu.

– Sinceramente não.

– Você gostaria de saber? – ela perguntou o encarando. Ele virou o seu rosto pra ela e os dois ficaram muito próximos.

Ele podia sentir a respiração quente dela tocando a sua pele fria, enquanto que ela se perdia no olhar dele.

– Eu não sei. – ele falou sem deixar de encará-la.

– Por quê? – ela disse com a voz fraca.

– Não sei se eu quero partir... – disse desviando o olhar dos olhos dela até a boca. Ela fez o mesmo e sorriu sem graça.

Ela se aproximou um pouco, enquanto fechava os olhos; mas de repente sentiu um vento frio e os abriu. Ele não a olhava mais e estava o mais distante possível dela. Ela suspirou triste. Eles ficaram um tempo em silêncio depois daquilo. Ela imaginando como seria beijá-lo e ele imaginando se poderia “partir” e deixá-la aqui. Eles haviam se apegado demais nesses meses.

(...)

Rachel chegara contente da escola e correu para procurar Finn. Ela havia se dado bem na prova que os dois haviam estudados juntos.

– Finn? – ela falou ao entrar no quarto – Finn? – ela voltou a dizer, quando ninguém respondeu – Droga. Cadê você?

Ela viu um papel dobrado em cima da mesa e o pegou.

Lembra que falou algo sobre a minha missão? Bem. Eu acho que já sei o que é! – F.H

Ela cambaleou até a cama. Ele queria “partir”. Ele iria deixá-la. Ela tentou ficar feliz por ele, mas o seu coração parecia resistir. Ele se apertou no peito e tudo o que ela pôde fazer foi chorar. Ela chorava em silêncio as lagrimas que molhavam o seu travesseiro. Ela chorava por algo impossível, algo que ela desejava mais que sua vida. Mais que sua vida, isso é tão irônico.

– Porque choras Pequena Barbra? – ela escutou a voz grave dele, enquanto sentiu uma mão passar por seus cabelos – Hã? Diga-me o que passa...

Ela não respondeu, não podia responder. Apenas se jogou em seus braços frios e afundou o rosto em seu peito. Ele se assustou logo de cara, mas depois se rendeu. Apertou-a em seus braços, tentando saciar a incrível e assustadora vontade de protegê-la.

Quando ela se acalmou, ela afastou-se um pouco dele para poder encará-lo. Ele mantinha uma feição preocupada.

– O que aconteceu? – ele perguntou acariciando a maçã do rosto de Rachel, limpando assim, algumas lagrimas.

– Eu... – ela disse abaixando a mirada – Me desculpe. – ela sussurrou.

– Pelo que? – ele disse, levantando o rosto dela com delicadeza, para que assim, ela o encarasse.

Aí pela primeira vez ele viu o papel em sua mão.

– Oh – ele disse – Rach, eu...

– Não, não – ela falou colocando o dedo em sua boca para que ele se calasse – Você tem o seu direito...

– Eu não faço por mim, faço por você – ele disse a encarando nos olhos – Por mim eu passava o resto da minha existência aqui, só para poder vê-la. – ele disse sorrindo – Mas isso não faz bem a você, eu não faço bem a você!

– Não diga bobagens, Finn! – ela disse irritada.

– Ah é? E porque você estava chorando então?

– Porque eu pensei que não ia mais vê-lo... – ela disse triste, o que o fez se acalmar.

Ele suspirou.

– Isso não está certo – ele voltou a dizer.

– O que não é certo é negar isso!

– O que a gente pode fazer então Rachel?

– Viver isso! – ele a encarou com uma sobrancelha arqueada – Ta certo. Péssima escolha de palavras, mas você entendeu!

– Sim. – ele disse sorrindo.

– E o que você acha? – ela falou esperançosa.

– Arriscado... – Ela o encarou triste – Mas possível. – ele completou, o que a fez sorrir e pular para abraçá-lo.

– Eu te amo – ela disse.

I’m in Love with you – ele cantou a ultima frase da música e ela riu.

Eles se encararam por alguns segundos. Ela sorriu e ele retribuiu o sorriso, enquanto levou a mão até a bochecha dela. Ela fechou os olhos, ele se aproximou e colou os seus lábios. Logo no inicio os lábios dele eram frios sobre os dela, mas com a intensificação do beijo, já não existia diferença de temperatura, diferença de batimentos cardíacos, de almas e muito menos de sentimentos. Finn se entregou àquele sentimento impossível, que dominava seu coração já morto.

Para Rachel os dias eram mais felizes, as manhãs mais ensolaradas e a noite... Bem. As noites eram mais que perfeitas. Eles passaram dias e semanas vivendo aquele romance improvável e impensável. Rachel irradiava sorrisos e Finn se considerava o “sem vida” mais vivo do mundo. Era tão bom se sentir daquele jeito. Era tão bom amar alguém.

Eles estavam mais uma vez sentados na janela do quarto. Rachel encostada no peito de Finn, que tinha seu braço ao redor da garota. Eles olhavam a lua e o efeito da luz dela sobre as arvores. Era uma vista maravilhosa.

– Rach! – Finn disse parecendo assustado. Rachel se afastou dele e o encarou.

– O que foi? – ela perguntou preocupada.

– Você vê aquilo? – ele apontou para o topo das arvores.

– As arvores? – ela perguntou sem entender.

– Não Rach. – ele disse – O que está em cima delas!

– Não há nada ali Finn! – ela disse rindo.

– Não Rach, há sim. – ele disse sem deixar de encarar a direção – E parece que, não sei, é como se me atraísse...

– Hã?

– É uma luz. – ele disse com os olhos brilhando – É tão bonito Rach, você tem que ver!

– Finn, não! – ela disse negando com a cabeça, enquanto lagrimas se formavam em seus olhos.

Ela havia entendido.

– É a minha hora Rachel. – ele disse a encarando nos olhos, parecendo perdido – Acho que completei a minha missão.

– Não, Finn, não! – ele a abraçou forte.

– Você será feliz Rachel. Eu sei disso. – ele falou a apertando em seus braços, enquanto ela soluçava em seu peito. Ele sentia algo forte. Uma segurança enorme em suas palavras – Eu estarei esperando por você. Pra sempre.

Ela se afastou para encará-lo. Os olhos dele brilhavam mais que nunca, ele tinha um sorriso angelical no rosto e ela sentiu, sentiu que ele estava quente. A antiga pele fria dele queimava agradavelmente em seu braço e então inevitavelmente ela sorriu.

– Eu acho que não sou um fantasma. – ele disse rindo – Acho que nunca fui.

– Então o que você é?

– Eu sou o que você quer que eu seja – ele disse enxugando as lagrimas do rosto dela com a ponta dos dedos.

– Então você é só uma parte da minha imaginação?

– Não. – ele disse sorrindo – Eu sou uma parte de você!

Ele beijou-lhe os lábios pela ultima vez e com um ultimo sorriso, desapareceu.

Rachel fechou os olhos e o sentiu lhe abraçando. Sorriu e tocou os próprios lábios, enquanto olhava para os topos das árvores, onde uma grande e brilhante lua iluminava a noite. A mesma lua que iluminaria e guiaria sua vida, até o momento que as duas almas voltassem a se encontrar no infinito.

“O amor é a poesia dos sentidos. Ou é sublime, ou não existe. Quando existe, existe para sempre e vai crescendo dia a dia”Honoré de Balzac.

Finn.

Notas finais
Bom, é isso! Espero que tenham gostado, meu muito obrigada, de todo o coração, a quem comentou, e também a quem só deu uma passadinha rapidinho por aqui. Enfim, só reforçando os créditos a Moonstar, a autora do texto original, e dizer que foi um prazer adapta-lo para Finchel. Até breve, Beijos! #CoryLivesInMe
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!