Minha Irmã Adotivavondy
143 Capítulo 143
Dul: Era ela?(indagou receosa)
Ucker: (negou com a cabeça decepcionado consigo mesmo)Não sei.(olhou minuciosamente para o enorme envelope vermelho)
Dul: Então prossiga.(os olhos “amêndoas” da ruiva imploravam por informações)
Ucker: Ela veio atrás de uma menina de estatura baixa, ruiva e gostosa(sussurrou divertido) Conhece?(deu uma piscadela para a mesma buscando descontrair o assunto, medida que não fora alcançada pelo mesmo, que apenas abriu um leve sorriso sobre os lábios, mas logo em seguida o encarando em busca de mais respostas)
Dul: Então era ela.(concluiu incoerente)
Ucker; Não sei, meu amor.(tornou a levar seu dedo indicador ao rsto da mesma, para que aquecesse as lágrimas incessantes) Ela perguntou por vc, e..e..(inspirou uma boa quantidade de ar, o levando a seus pulmões e o expirando lentamente)Pediu pra que eu te entregasse isso.(lhe estendeu grande envelope vermelho)
Dulce o fitou por alguns segundos temendo o que poderia vir a encontrar, ou talvez ler. Os grandes olhos de Christopher não fugiam de seu papel naquele momento, que proliferava o máximo de confiança que fora capaz de atingir para conduzir a sua “irmã”.
Dul: Não quero abrir(redimensionou a mão de Christopher par longe de si)
Ucker: Não seje medrosa, Dulce, vai?
Era de forma magnifica que o “retardado convencido” se designava um excelente companheiro, parecia estar disposto a realmente auxiliar Dulce no fator “mãe biológica”.
Dul: Posso te confessar uma coisa?(indagou com os olhos infiltrados ao carpete azul que revestia todo o quarto de Christopher)
Ucker: Todas a que vc quiser(se pronunciou colocando uma mecha ruiva atrás da orelha da mesma)
Dul: Tenho medo.( o mirou eletrizante)
Ucker: (sorriu cativante) E desde quando isso haverá de ser um segredo, hein?!
Dul: Christopher(permaneceu em silêncio por alguns segundos, calculando as palavras a serem ditas)Entenda que nada, nem ninguém me amedronta (molhou seus lábios o redefinindo com sua língua) Quer dizer, apenas esse assunto me assusto. Temo todas as noites descobrir a quem é essa tal mulher que me “concedeu a vida”. E me apavora pensar que ela possa saber onde estou e se esquiva a me procurar.
Ucker: Ela deve ter algum motivo pra ter cometido aquelas ações(a consolou lhe abraçando fortemente enquanto seus tímpanos escutavam os dolorosos soluços da ruiva, que por fim não se conteve)Olha se for assim, não vou permitir que abra o envelope(advertiu)
Dul: (se distanciou milímetros do ombros de Christopher e o encarou)Isso não é uma brincadeira de mal gosto, néh?!(se certificou enquanto sentia o toque quente das mãos de Christopher voltar a tocar sua face)
Ucker: Eu não seria capaz de fazer isso.(pegou o envelope sobre a cama) Abra(lhe esticou o papel, disposto a não aceitar um “não” como resposta)
Dulce mordeu seus lábios inferiores, e como de praxe, demonstrando seu nervosismo diante de tais fatos. Esticou suas mãos ao encontro ao envelope, deixando que seus dedos enovelasse aquele suposto “cartão” em sua mãe. Averiguou algum remetente ou algo do tipo, mas nada foi registrado, apenas um comentário do lado inferior direito do cartão.
Feliz Aniversário
Feliz aniversário?! A ruiva franziu o cenho mirando Christopher que apenas deu os ombros a incentivando a abrir o envelope, que continha as seguintes palavras.
Como as borboletas passam por uma metamorfose inexplicável e incondicional aos olhos humanos, as flores desabrocham em busca de um lindo dia, vc, minha querida reinicia sua vida hj. Reinicia suas escolhas , suas vitorias e suas derrotas.
Desejo a vc, meu anjo, um caminho repleto de felicidade da qual não fui capaz de lhe oferecer.
Saiba que ainda sou capaz de ama-la.
Feliz aniversário
Dulce devolveu a fina folha de seda toda trabalhada em uma leve mesclagem de vermelho e rosa ao envelope, deteriorada com tais palavras, e disposta a aceitar que fora apenas um mero engano e que aquilo não lhe pertencia .
Dul: Isso não é meu(concluiu certa “jogando” o envelope sobre a cama)
Ucker: A mulher disse com todas as letras, entregue a D-u-l-c-e.(prosseguiu pacientemente)
Dul: Quem seria capaz de me mandar um “feliz aniversario” em pleno seis de dezembro sendo meu aniversário é em agosto(arqueou uma das sobrancelhas) Além do mais não há nenhuma identificação(concluiu satisfeita) Só pode ser algum engraçadinho que não tem nada pra fazer(cruzou os braços, frustrada)
Ucker: E eu me enquadro nesse seu tópico “engraçado”(sorriu divertido disposto a entreter Dulce)
Dul: Depende(fingiu pensar se aproximando do mesmo)Tenho de te alertar que se o culpado for vc as consequências virão sérias, ok?!(deu uma piscadela instigante para o mesmo)Bom, maninho, acho que preciso dormir por algumas horas(bocejou lentamente)
Ucker: Só aceito pagamento a vista, baixinha.(a puxou pra si) Ou já se esqueceu do nosso “contrato”?!(Arqueou uma das sobrancelhas)
Dul: Seu pervertido , seus pais estão em casa e..(foi interrompido)
Não fora dado tempo para mais argumentos “desconstrutivos”, o um beijo voraz era iniciado entre eles, que dispunham inteiramente ao desejo excitando de compartilhar aquele momento.
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