Tarde, no local de serviço do meu irmão

Hoje eu vim espiar o que o meu irmão está realmente fazendo no trabalho dele.

N-Não é porque eu estou à toa... Só quero garantir que ele não esteja sendo mal-tratado.

"Avisto ele."

"Oh, nunca cheguei a perguntar no que ele trabalha... Mas ele trabalha na parte pesada?"

"Sim, ele trabalha na parte pesada." — diz uma voz feminina atrás de mim."

"Uwaa! Quem é você moça? Não aceito doces e nem vou te seguir até uma vã!"

"E-Eh?"

(...)

"Ah, entendo! Então você trabalha com o meu irmão e foi fazer uma entrega."

"Sim! Então você é a irmãzinha dele. Ele fala muito sobre você."

Maika fica feliz.

"Ele fala muito sobre mim? Aah!!"

"O seu irmão se esforça muito no trabalho por você. E desde que ele chegou aqui, ele ganhou muitos músculos e eu já até tive a chance de ver a barriga com gominho dele!"

"Espera, o quê?"

"Ele também tem esse olhar frio dele, mas ele tenta ser social. Ele é tão legal! Ah! Ele é muito focado no que faz também. Sim, sim, ele é incrível."

"Ei, moça... Você gosta do meu irmão?"

"Q-Q-Quê? Claro que não! Eu gostar dele? Nem pensar! Haha!"

Estou começando a ficar irritada com ela.

"Então você realmente gosta do meu irmão."

"Eu não disse isso! E também... Ele sempre me trata tão friamente. Talvez eu tenha feito alguma coisa para ele?"

"Não, ele é frio mesmo. Desde que perdemos nossos pais ele ficou assim..."

"Oh, meus pêsames..."

"E eu te digo uma coisa, ele é MEU irmão!"

"B-Bem, eu sei..."

"Não, você não entendeu, ele é o MEEEUU irmão."

"Hee... Eu tenho que entrar, se não o meu chefe vai brigar comigo. Não fica aqui fora sozinha, tá?"

"O-Okay."

Ela não parece ser uma má pessoa, porém não posso deixá-la se aproximar demais do meu irmão. Hunf.

(...)

(...)

(...)

Casa, noite

"Bem-vindo de volta irmão!" — digo na cozinha, enquanto corto umas cenouras.

"Haa..."

"Hoje foi difícil para você no trabalho?"

"Bem, sim. E como se já não bastasse ter que trabalhar e estudar ao mesmo tempo, a minha colega de trabalho não parava de tentar puxar conversa comigo."

"E-Eh..."

Começo a cortar mais forte as cenouras.

"M-Maika? Cuidado para não se machucar ou quebrar a faca..."

"E ela disse o quê?"

"Eu não prestei atenção."

Acho que estou me preocupando demais... O meu irmão não é do tipo que se apaixona fácil.

"Bem, irmão, o jantar está quase pronto. Se quiser ir tomar um banho antes, já esquentei a água da banheira para você."

"Oh...! Obrigado Maika."

(...)

(...)

Do banheiro o meu irmão grita: "Maika!"

Vou até ele no banheiro.

"O-O que foi irmão?"

"O que são estas coisas flutuando aqui na banheira?"

"E-Eh... Talvez... sais de banho?"

"Não, absolutamente não são sais de banho."

"Q-Que coisa... O que seria então?"

"São pedaços de carne de porco."

"Por que você está banhando com carne de porco na água? Bem, pelo menos a sua pele ficará nutrida!"

"Foi você quem colocou! E que conversa é essa de pele nutrida?"

"Ah! Tenho que apagar o fogo da panela! Lava a pele direito, para ela ficar nutrida!"

"Ei, Maika, espera!... E ela se foi... haa... Cada dia é uma ideia maluca dela sobre como me fazer comer carne ou ter contato com carne."

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.