Ucker: Alô?(indagou sonolento)

Dul: Vc tá dormindo?(cogitou a hipóteses de Belinda estar ao lado do mesmo)

Ucker: Vc quis dizer estava, néh?!(a impaciência parecia sugar Christopher) O que quer?

Dul: Nada(negou com a cabeça, certo do que acabara de fazer, fora um erro)Sua noite não parece muito boa, então?!(era a oportunidade perfeita para alfinetar Christopher)

Ucker: E não, não está, agora suponho que não me ligou pra perguntar de como estou passando a noite.

Dulce jurou ouvir um barulho incandescente vir do outro lado da linha.

Dul: Christopher onde vc tá?(uma preocupação parecia traçar a voz de Dulce)

Ucker: E desde quando isso te interessa?(definitivamente a paciência de Christopher parecia se excasser a casa minuto a mais)Olha “adotada”, ou vc diz o que realmente quer ou me deixe dormir.

Dul: A Belinda tá do seu lado?(prosseguiu cm seu interrogatório)

Ucker: (encheu os pulmões de ar o deliberando gradualmente , procurando calma) Vai dizer o que realmente quer, ou não?(se prometeu fazer aquela pergunta pela última vez)

Dul: Ei, o que eu te fiz?! Dá pra ter pelo menos uma educação comigo?(se fez de ofendida) Apenas liguei pra..pra..pra dizer que eu conheci a tal Cândida, e pude perceber que vc dizia verdade.(forçou um sorriso sem graça)

Ucker: Eu sabia, “adotada”, e eu te precavi, mas vc não quis nem se relevou.(deu os ombros)

Dul: ÉR..ÉR.. e a mensagem ..como sabia que eu iria ve-la naquela noite?(talvez aquela conversa deveria ser adiada para outro dia)

Ucker: Sabendo(se sentou contorcendo seu corpo, o fazendo soltar um curto gemido) Não acha que me deve uma palavrinha mágica, não?(sorriu vitorioso)

Dul: Devo?(franziu o cenho totalmente confusa) Que seria?

Ucker: Um tipo “Vc tinha razão, Chris” ou então “Não sei como vc consegue adivinhar essas coisas?!”, viria bem a calhar não acha?(na sua voz pairava diversão, supostamente já teria se integrado na conversa)

Dul: (soltou um pequena e sonora gargalhada) Vc não está esperando que eu vá mesmo dizer isso, néh?!Porque se estiver , pode continuar deitado que eu vai demorar muito..

Ucker: Como se eu estivesse esperando uma delicadeza vinda da sua parte.(disse divertido)

Dul: Então é isso, néh?!(se recuperou, voltando seu semblante para sério)

Ucker: Éh.(um sorriso ainda vestia sua face) Então tchau.(se despediu contra sua própria vontade)

Dul: Vc vai voltar amanhã?(ignorando totalmente a despedida de Christopher)

Ucker: Vo (se limitou a dizer)

O silêncio se fez por alguns ligeiros segundos, sendo quebrado pela falta de assuntos a serem abordados por Dulce.

Dul: E a Belinda?! Tá do seu lado ai agora, rindo da minha cara?

Ucker: Tchau “Adotada”(desligou)

Dulce sorriu enchendo o máximo que podia suportar seu pulmão de ar, e o soltando consecutivamente , voltando seu celular para o criado mudo e finalmente apagando a luz de seu abajur.

Que espécie de pergunta a ruiva acabara de fazer ao “retardado convencido”?! Claro que ele estaria na presença “ilustre” daquela magrela, mas teria de admitir para si mesmo, que estava agradecida por Christopher anteceder sua volta, para que então pudesse voltar a sua rotina, de discussões e implicâncias, e amores escondidos. Não! Dulce não poderia pensar aquilo em hipótese alguma, ainda mais quando se podia ver ao longe a aliança que brilhava em seu dedo. E Christopher como reagiria aquela informação?! Normalmente Dulce pouco se importaria com que os outros realmente pensavam de sua vida, mas parecia que Christopher não era apenas “os outros”.

Depois de uma noite mal dormida e bem pensada e refletida, o resultado se via no espelho, olheiras, sim, horrendas olheiras marcavam seu rosto, nada que um bom corretivo não resolvesse. Estranhou o fato de Maite não ter lhe acordado com vinha fazendo nos últimos dias , e cogitou a possibilidade da mesma estar atrasada. Com rápidos e fantasmagóricos oito minutos, para ser mais exato, Dulce estava pronta para reverter o quadro, seguiu com os cabelos ainda molhados, devido ao banho, rumo ao quarto de hospedes onde Maite estava infiltrada, mas foi impedida de prosseguir devido algumas vozes que lhe chamavam a atenção vinha da parte inferior da casa, seguiu com passos minuciosos até o local, pisando calmamente pé por pé as escadas e se deparando com o verdadeiro motivo de Maite não ter lhe acordado especialmente naquele dia.