Notas iniciais
Primeiro capítulo! Espero que gostem e comeeeenteeeem por favor.

Minha Vida, Meu Livro

Bom, por onde eu começo? Acho que com as apresentações. Certo, então. Meu nome é Rachel. Tenho 14 anos, sou de Nova York e tenho uma irmãzinha de sete anos, Elizabeth. As pessoas me consideram uma garota um tanto problemática. Mas elas não sabem nem metade da minha vida. Minha mãe morreu em um acidente de carro quando eu tinha 11 meses de idade. Meu pai era um pedófilo procurado e está preso por tempo indeterminado. Vivo com os meus avós, mas eles não são o que se pode chamar de “pessoas agradáveis”. A morte da filha os transformou. Eles são quase vegetais. Vovô passa o dia assistindo à TV, mas seus olhos parecem em outra dimensão. Já vovó tem o mal Alzheimer bem avançado, e não faz nada se não comer, apenas com a companhia de uma enfermeira e usar fraldas geriátricas. Portanto, eu sou a única responsável da casa. Eliza está no 2º ano e precisa de minha ajuda. Eu estou no 9º e não tenho essa ajuda.

Mas esse não é o meu pior problema. Tenho alguns... Apagões. Por exemplo, eu estou na cozinha comendo cereal, então tem um flash e eu estou no quarto. Não lembro o que acontece. Os médicos dizem que isso é uma sequela do acidente que matou a minha mãe. Mas eu discordo. Às vezes ouço vozes. Não vozes arrepiantes, como de filmes de terror. Vozes sussurrantes e suaves, como uma brisa agradável em um dia de primavera. Elas me dizem coisas agradáveis: falam coisas como “tua mãe está bem e guia-te, mesmo sem que percebas” ou “Não se preocupe”. Às vezes, tenho visões sobre o futuro. Mas mesmo sendo coisas boas de pensar, surgem em horas estranhas, lugares inusitados e momentos desagradáveis. E isso somando com o TDAH e a dislexia... Porém, fora os problemas, sou uma adolescente normal. Gosto de música (rock principalmente), de sair por aí, fazer compras e principalmente ler. Adoro Percy Jackson, Heróis do Olimpo, Harry Potter, Jogos Vorazes, Divergente, Nárnia... OK, eu acho que está bom de apresentações. Comecemos a verdadeira história.

Eu estava saindo do colégio com as minhas duas melhores amigas, Jenn e Angel e minha irmã Elizabeth. Eu e minhas amigas havíamos combinado a mais de duas semanas de ir ao show do Guns n’ Roses, dia 22 de março, sábado. E que por acaso era o dia seguinte. A mãe de Jenn, Tris, ia nos levar. Quando chegamos à frente da minha casa, percebi que algo estranho. A porta estava entreaberta e a casa não emitia ruídos nem se percebia algum tipo de luz acesa.

-Por favor. Não vão embora ainda. Tem alguma coisa estranha... – pedi para as minhas amigas.

Entrei na casa. Era simples, apenas três quartos, um meu e da minha irmã, um dos meus avós e o outro da enfermeira. A cozinha era grande, mas não muito usada. A sala vivia com a TV ligada. Enfim, quando dei o meu primeiro passo dentro da sala, foi como se tivesse levado um soco na boca do estômago, mas sem dor. Havia um cheiro pútrido de morte no ar. Subi as escadas que davam pros quartos. E quase tive um infarto. Minha avó estava caída no chão, com uma faca saindo do peito e um furo da cabeça.

-Vovó! – chamei. Corri até o seu corpo inerte e comecei a chorar – Jenn! Angel! Venham aqui em cima, por favor!

-O que foi?! – perguntou Angel.

-Venham aqui AGORA! É urgente! E não deixem minha irmã subir!

Ouvi-as subindo as escadas. Assim que me encontraram, ficaram com uma cara de espanto. A princípio não consegui pensar em mais nada, até lembrar-me da enfermeira e do meu avô.

-Meu Deus, cadê o meu avô?! Procurem, por favor...

Em menos de cinco minutos, ouvi um grito. Angel voltou correndo pro corredor com os olhos arregalados.

-Achamos. Mas... Rachel é melhor você se preparar.

Quando entrei no quarto de casal, tinha pedaços vermelhos e gosmentos espalhados por tudo. Em cima da mesa, a cabeça do meu avô estava depositada. Ao seu lado tinha uma faca ensanguentada, que segurava um bilhete:

Esse homem morreu pelas mãos de seu pior inimigo.

Aquela mulher foi uma inútil ingrata.

A enfermeira fugiu aos primeiros sinais de perigo.

Você será a próxima. Sei tudo sobre sua vida.

Onde estuda. Com quem anda. Seus problemas.

Não adianta fugir. Eu irei te alcançar.

Não adianta se esconder. Eu irei te encontrar.

-O que é isso? – perguntou Jenn.

-Não sei. – respondi – Chamem minha irmã. Falem pra ela ficar lá embaixo. Vou ligar pra mãe de uma amiga dela e explicar o que aconteceu. Espero que Eliza possa ficar na casa delas...

Peguei meu telefone e liguei para a Cameron, mãe da Silena, e expliquei o que aconteceu.

-Meu Deus! Claro que ela pode ficar aqui!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.