Minha História de Amor
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Fiquei muito feliz com a grande oportunidade que me foi dada, só queria ter conversado com Isabela um pouco sobre o assunto antes de ter dado a resposta, mas tenho certeza que minha amiga irá me apoiar, pois do mesmo modo que quero sua felicidade sei que ela também quer a minha e uma nova cidade vai me abrir grandes oportunidades, depois que meu chefe me disse para qual cidade eu iria comecei a fazer algumas pesquisas para conhecer um pouco a cidade a qual seria o meu lar em breve. Ao chegar em casa conversei com Isabela e como eu esperava minha amiga ficou muito feliz por mim e me apoiou completamente em minha decisão.
Os dias foram passando, e logo meu chefe me disse quando minha transferência estaria pronta, eu teria um mês para organizar minhas coisas para assim partir para a nova fase da minha vida, a passagem e o hotel até eu encontrar um lugar para ficar seria por conta da empresa, para minha felicidade consegui uma transferência do meu curso assim não sendo preciso eu parar de estudar, eu tinha combinado com Isabela de fazermos uma festinha para o Piettro antes de irmos para Belo Horizonte.
Os preparativos para minha partida estavam a todo vapor, muitas das minhas coisas já estavam nas malas e documentação faltava alguns detalhes, mas nada que me impediria nessa nova fase, no meu dia de folga resolvi sair com Isabela para podermos comprar alguns itens que faltava tanto para a viagem quanto para a festinha, quando estávamos saindo da casa de festa uma coisa desagradável acontece me deparo com Marcos, ele logo veio em minha direção, e dentro de mim subiu o sentimento de raiva e nojo, imaginando como eu fui capaz de amar esse homem, como ele tinha sido capaz de me dizer as coisas que disse e deixar a mãe dele me expulsar da casa que até então era nossa, mesmo percebendo sua presença e vendo que ele estava vindo em minha direção simplesmente fingi que não tinha visto ele, mas não adiantou ele entrou na minha frente e disse:
—não conhece mais as pessoas Jéssica?
Preferir não responder, e continuei andando não tinha razão nenhuma em responder aquele homem, dando as costas para ele voltei a conversar com a Isabela e continuamos andando até que ele segura o meu braço e mais uma vez me diz:
—Não conhece mais o pai do seu filho?
Fiquei abismada com a frase e com muita raiva porque ele não disse isso quando ainda podia, agora que não quero ele na minha vida e nem na vida do meu filho me vem com essa.
—Pai do meu filho? Me desculpe, mas ele não tem pai.
Puxei meu braço para me soltar de sua mão e chamei Isabela para continuarmos andando, ele não veio atrás de nós o que agradeci muito, eu não estava acreditando que ele tinha me procurado depois de todo esse tempo e que ele tinha me falado aquilo, pai do meu filho não me faça rir, Piettro estava quase fazendo 1 ano e o Marcos nunca tinha visto ele nem sabia como o menino era nunca fez questão e agora me vem com essa. Preferi deixar esse assunto para lá, pois logo não estaria mais naquela cidade.
Faltando uma semana para minha grande partida, fizemos a festinha do Piettro, estava tudo lindo chamei alguns amigos e aproveitei para assim me despedi deles, pois não saberia se iria dar tempo. A festa estava uma maravilha as crianças brincando e os adultos conversando quando se escuta a campainha, como o portão era perto da entrada da casa não ficava muito longe e como dona da festa deveria abrir, quando abro o portão me deparo com Marcos bêbado que vem pra cima de mim eu o empurro e ele cai no chão e diz:
—Como você tem coragem de fazer uma festa para o nosso filho e não me convidar, como você tem coragem de tirar ele de mim?
—mais do que você está falando, não tem nada para você nessa casa.
—tem sim, meu filho está aí dentro, eu quero ter direitos e você não vai se mudar para outra cidade com o meu filho.
—Marcos você diz querer direitos, mas o meu filho nem o seu nome tem, pois você não foi homem o suficiente para fazer tal coisa, e o que eu faço e deixo de fazer da minha vida não e da sua conta e vá embora daqui você está bêbado e passando vergonha.
Ele se levantou e mais uma vez veio em minha direção dessa vez querendo me bater, mas quando achei que ele iria me acertar um dos meus amigos que estavam na festa apareceu e o impediu fizeram ele sair e ameaçaram chamar a policia para ele, a festa continuou sem mais problemas.
No dia seguinte eu estava guardando as últimas coisas necessárias para minha viagem, já estava tudo preparado para o grande dia, quando mais uma vez o Marcos em a porta da casa da Isabela mas dessa vez não estava bêbado dizia que queria conversar não quis saber de papo mas ele ficou gritando no portão e não tive escolha a não ser sair e deixar ele falar:
—Jéssica me desculpa pela cena de ontem, eu ando bebendo muito, mas faço isso pois sinto sua falta, vamos voltar a ser uma família com nosso filho, eu te amo e não consigo viver sem você, minha querida.
—Marcos foi o dia que te amei você me fez sofre e não fez papel de homem ao respeito do meu filho ou até sobre mim, deixou sua mãe me colocar na rua quando eu ainda estava grávida, não teve coragem alguma de pelo menos dar o seu nome a ele, meu filho vai fazer um ano e você nunca fez questão alguma de saber se ele estava vivo, se ele precisa ou precisou de alguma coisa, nunca bati na sua porta para te pedir nada e isso vai continuar assim, e não me venha com esse papo, pois desde o dia que sua mãe me jogou na rua a mulher que um dia te amou morreu naquele instante, agora vá embora pois tenho mais o que fazer da minha vida.
—Jéssica, não seja fria assim comigo, eu te amo.
—Marcos, não estou sendo fria apenas verdadeira e não quero, mas te ver adeus.
Dizendo essas palavras me virei e entrei para dentro de casa sentindo como se tivesse tirado um peso das costas iria embora daquela cidade sem arrependimento nenhum e apenas com uma vontade ser feliz e conquistar um futuro melhor para mim e para meu filho.
Chegou o grande dia, partimos para Belo Horizonte em busca de um futuro melhor.
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