Minha Flor-de-lis
9 Flores vermelhas e azuis
Notas iniciais
Yukio POV's on
A cama de Ayame estava cheia de coisas então tive que dormir junto de Miya , pois não queríamos mexer nas coisas dela.
Estou lutando contra minhas vontades para não abraça-la e cheirar seus cabelos verdes e começar a beija-la e …
Pare com isso! Não pense besteira Yukio! Só nos beijamos algumas vezes e não é nada oficial, não pode simplesmente começar a agarra-la e fazer coisas indecentes. Afinal, ela é uma moça decente filha de um padre e eu também sou filho de um padre (adotivo mas que seja). Tenho que ter a mínima decência que um exorcista tem que ter , os gemidos no quarto ao lado não estavam ajudando muito nos meus pensamentos.
–Yukio? — Mia abriu os olhos com uma voz sonolenta. — vo-você está p-perto demais....
Vejo que eu estava a apertando contra meu peitoral e minhas mãos estavam em suas costas em suas costas enquanto meus dedos brincavam com a seda macia.
–D-desculpa,prometo que não irá se repetir. — me afasto dela e viro olhando para o vazio tentando não olhar para trás.
–Tudo bem , eu não estou brava com você. — sinto os seus braços passando pela minha cintura e me abraçando – você é especial para mim , Yukio. — ela coloca o rosto em minhas costas me fazendo arrepiar.
–E-eu te amo – sussurrei esperando para que ela não ouvisse.
–Eu também te amo. — me viro e beijo sua testa – que sem graça! — ela me puxa para um beijo em seus lábios delicados.
–Assim é bem melhor. — digo voltando mais uma vez ao beijo acariciando seus cabelos e assim ficamos por um bom tempo então , Mia começou a cantarolar uma música para mim enquanto eu estava deitado em seu colo.
Como eu adoro o carinho e sua voz ambos doces e desejados.
–Eu gosto da sua voz. — digo enquanto bocejo.
–Meu pai me ensinou a cantar e a tocar violino quando criança.
Ela parecia feliz de lembrar do pai mas ao mesmo tempo triste pois ainda sentia a dor te ter feito tudo que ela fez.
–Eu prometo que nada de ruim vai te acontecer.
–Mas se minha mãe me possuir de novo e se eu …. — ela se afastou de mim – se eu te matar?
–Isso não vai acontecer!
–Yukio , você tem que me prometer que se eu perder o controle. — ela suspira- não incite em me matar.
Essas palavras com certeza não eram as que eu queria ouvir
– Eu não vou te matar, não importa o que você faça, eu não seria capaz.- Falei pegando suas mãos.- Se você perder o controle darei um jeito de te trazer de volta.
Ela deu um sorriso fraco e me abraçou, eu podia sentir as lagrimas dela molharem minha blusa enquanto deitavamos na cama novamente. Ela dormiu enquanto eu mexia em seu cabelo.
Eu quero acreditar que caso o pior aconteça eu possa fazer o que disse a ela.
Mia Pov's ON
Eu corria na chuva segurado o guarda-chuva entre o ombro e o queixo, em cada mão eu levava duas sacolas, em uma delas haviam dois pernis de presunto para o jantar de hoje, nas outras latas de refrigerante e salgadinhos.
Antes de me chamar de doida , os demônios precisam de carne, somos predadores! Se fosse só eu dava para comprar só uns dois pratos de presunto, mas como somos cinco demônios se você contar o Kuro e Rin come como personagem principal de mangá shonen nós precisamos de "um pouco mais". Comemos presunto porque é gostoso, achamos em qualquer padaria ou super mercado e as pessoas iam estranhar se abrissem a geladeira do dormitório e achassem um bode.
Estou saindo na chuva para comprar presunto porque Ayame e Rin disseram que estavam morrendo de fome e não tinham comido nem uma fatia de presunto essa semana, para falar a verdade eu também não tinha comido.
Enquanto atravessava a escola passei por um jardim cheio de flores, ficava perto de um dos refeitórios entre o prédio dos laboratórios e a quadra de esportes.
Perto do tal jardim havia um banco coberto, me sentei no dito cujo para descansar um pouco, a padaria ficava fora da escola e esqueci minhas chaves magicas no outro casaco.
De longe o pequeno jardim era muito mais bonito do que de perto. Por causa das pétalas escondiam as ervas daninhas no caule.
Tirei uma das flores azuis do chão, a distanciando das ervas daninhas. Mesmo com tudo que passei com minha mãe nunca odiei as flores, nem qualquer outra planta, só as ervas daninhas.
A flor que peguei tem a mesma cor dos olhos de Yukio e de Rin, as vermelhas tem a mesma cor do cabelo de Ayame, as ervas daninhas tem a mesma cor que meus olhos.
Peguei também uma das vermelhas e coloquei as duas na bolsa que eu levava no ombro. Recolhi as sacolas que e voltei a caminhada.
Em alguns minutos cheguei ao dormitório, estava encharcada da cintura para baixo, as sacolas cheias de água, por sorte , todos os alimentos estavam embalados. Comecei a subir as escadas e pude ouvir Yukio dizendo:
– Onde está Miya ? Porque vocês estão deitados no meio da sala?
– Cheguei.- Falei largando as sacolas ao chegar no segundo andar.
– Onde você estava?- Ele perguntou.
– Padaria.- Respondi enquanto Rin e Ayame pulavam do chão e me abraçavam, para em seguida guardar as coisas na cozinha.
Colocamos um pernil sobre uma das mesas e cada um pegou um garfo e uma faca, cortando pequenos cubinhos de presunto para come-lo em seguida.
– Vocês não deveriam mandar Miya sair na chuva.- Yukio repreendeu Rin e Ayame enquanto levava um pedaço da carne a boca.
– Mas estávamos com fome!- Rin choramingou, seus cubinhos eram muito maiores que os de Yukio.
–Tudo bem , que também estava com fome, -falei — e sei que você não comeu sua dose de presunto essa semana Yukio.
Rin e Ayame olharam para Yukio com aquela cara de "mas que decepção". Yukio apenas desviou o olhar, que foi parar em meu pulso.
– Miya , o que é isso no seu braço?
Miya Pov OFF
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