Minha Filosofia Shinobi
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Estava bem divertido ficar na aldeia da Chama, a população era animada e gostava de fazer festa, na minha segunda tarde na aldeia eles decidiram fazer uma festa em minha homenagem, o chefe da aldeia explicou que aquela festa é feita tradicionalmente uma vez no ano no mês de colheita, mas eles não puderam fazer esse ano por causa do mercenário, quando perguntei sobre o que seria a festa, ele fez suspense e pediu pra eu aguardar chegar à hora, apenas me deu uma túnica-capa vermelha, disse que era pra tá vestido com ela a noite.
Então passei a tarde inteira na folga na confortável casa do chefe da aldeia enquanto eles trabalhavam a todo vapor na decoração das ruas, estava tão folgado que acabei dormindo, tive acabei acordando em um sonho, no sonho eu estava na praia, só que eu não estava sozinho, havia uma garota, não podia vê-la direito por causa da distancia que estávamos um do outro, só que pelo o pouco que eu vi ela era extremamente linda, devia ser um ou dois centímetros mais baixa que eu, seus cabelos não era desse mundo, um vermelho intenso que parecia brilhar com o sol, eles pareciam estranhamente em chamas e eram extremamente cumpridos ficando abaixo da cintura, seu corpo era a junção de tudo de bonito do mundo, seus fartos e no lugar, mesmo de longe eu podia ver que era macios e durinhos, sua cintura vinha bem fininha até chegar no seu quadril, que eram largo e bem desenhado, sua bunda redondinha do tamanho perfeito para aquele corpo, bem proporcionou, isso para minha alegria significava que era grande. Queria conhecer ela, pelo menos me apresentar, então tentei quebrar a distancia, mas a medida que eu andava eu não a alcançava, eu continuei andando até desistir de andar e começar a correr, meu coração se apertava, ela era inalcançável, eu não poderia chegar nela, mas não podia desistir, senti no fundo do meu ser que tinha que alcançar ela, e continuei correndo, encurtei a distancia até poucos passos, foi ai que ela virou seu rosto para mim, seu sorriso zombava de mim, como se meu esforço não fosse nada, como se eu quisesse ficar com ela teria que correr o dobro, seus olhos de um vermelho vivo assustador me encarou, vi muitas coisas naquele olhar, e percebi que ela não era humana, isso fez eu parar de correr, ela me lançou um olhar triste e virou seu rosto de uma vez, foi ai que eu acordei, suado igual tampa de obento quente.
“Que sonho foi esse” falei, estava com a respiração ofegante.
Ainda pensava no sonho enquanto tomava banho, ela tinha realmente me impressionado, creio que era a garota mais extremamente linda e perfeita desse mundo, mas não foi só a beleza dele que me impressionou, foi seus olhos, eram lindos e assustadores, havia tanto conhecimento ali, havia tanta maldade que fez meu corpo inteiro se arrepiar, aquela criatura podia ser linda, mas não era boa, eu sabia disso, era um ser do mal, só não entendia por que eu queria tanto encontra ela de novo.
Sai do banheiro e vesti a túnica vermelha, puxei o capuz cobrindo minha cabeça, a túnica era estranha, parecia àquela roupa que monges usam. Andei até perto da janela, peguei uma cadeira e coloquei lá, me sentei e fiquei olhando a rua, estava incrivelmente escura, não tinha nenhuma luz, achei isso estranho, foi nesse momento que as luzes da casa também se apagaram, levantei assustado, podia ser algum ataque, foi ai que comecei a escutar o som de batidas em Taikos (tambores japonês), as batidas começaram a ficar ritmadas, logo outros instrumentos musicais começaram a tocar, sai pra fora da casa para ver melhor o que estava acontecendo, vi uma luzinha no começo da rua principal, a luz vinha se aproximando, e eu vi uma mulher, linda mulher, ela usava um vestido preto bem soltinho no corpo, ela dançava com uma tocha na mão, fazia uma espécie de malabarismo com a tocha, era a dança mais linda que eu já vi, então a bela mulher se aproximou de mim e me entregou a tocha, no momento que peguei, notei que ela era feita de um metal dourado, fiquei ainda mais surpreso ao notar que era de ouro.
“Meu Senhor, levante-a e de inicio a festa das tochas” ela falou se curvando.
Fiz exatamente o que ela falou, no momento que eu ergui a tocha luzes começaram a se acender em toda a vila, notei que eram mais tochas, normais feitas de madeira mesmo, todos os moradores estavam na rua, os homens vestiam túnicas iguais a minha só que de cor preta e as mulheres usavam vestidos igual a da bela mulher que iniciou a cerimônia. Todos começaram a cantar e dançar nas ruas, as chamas dançavam como se estivem vivas, um sentimento incrível começou a crescer dentro de mim, era uma euforia incrível simplesmente impossível de se controlar, quando dei por mim eu já estava dançando com eles no ritmo daquela musica frenética, a chama em minha tocha também dançava, eu suava demais, chegava a pingar em meu rosto, eu me divertia como nunca havia me divertido antes, quando me senti cansado eu recarregava minhas energias com um imenso copo de Amazake (saquê doce), eu simplesmente nunca tinha bebido uma bebida tão gostosa como essa, bebia e voltava toda a energia para voltar a dançar naquela festa incrível.
# # #
Acordei com duas garotas deitadas em cima de mim, elas estavam peladinhas e eram super gostosas, um delas era a garota que iniciou a festa, era a que estava mais grudadinha em mim, esfregava aquele corpinho gostoso em mim, só tinha um problema, eu simplesmente não conseguia me lembrar de nada que tinha acontecido, e meu corpo estava totalmente dolorido, parecia que eu tinha lutado a noite inteira.
“Nunca mais vou beber” falei tentando me levantar, minha cabeça rodava e doía ao mesmo tempo, eu estava com sede e com ânsia de vomito, nunca tinha me sentido assim antes.
“Baka...o que deu em você ontem?” Kyuubi dizia com uma voz enfurecida.
“Não me lembro” falei com sinceridade “Fiz alguma coisa errado?”
“Morra! Simplesmente morra!” ela gritava fazendo minha cabeça quase explodir.
Fugi das garotas antes delas acordarem, eu simplesmente não lembro o que fiz com elas, seria um papo muito estranho. Fui até a casa do chefe da aldeia, fui direto para banho, queria ver se um banho gelado poderia me acordar direito, ou tirar a dor de cabeça. Infelizmente não adiantou, bebi uns dois litros de água e me joguei no sofá que tinha lá, talvez se eu ficasse quietinho a dor ia embora. Foi nesse momento que eu pensei que minha cabeça ia explodir, o doido do Konohamaru entrou na sala gritando.
“Naruto... não imagina como foi difícil despistar o viadinho do Sasuke” ele gritava.
“Ohayo pra você também” falei me levantando “Poderia falar baixo minha cabeça está explodindo”
“A desculpe, é que eu to meio empolgado” ele dizia com vergonha “Não foi fácil fugir do Hokage-bundão”
“Imagino” falei sorrindo “Então, tem certeza que quer seguir meu caminho? Não será fácil”
“Achou por um segundo que eu não o seguiria?” ele perguntou com aquele sorriso que lembrava demais a mim mesmo “Só tem um problema, eu não consegui convencer eles a ficarem na vila”
Nesse momento Moegi e Udon entram na casa, era incrível como Moegi tinha se tornando uma garota bonita, parece que ela notou que eu estava pensando isso, pois sorrio docemente para mim.
“Naruto-sama” ela falou se curvando “Cuide bem de mim a partir de agora”
“De mim também” Udon falou.
“Cuido só da Moegi-chan” falei sorrindo.
“Não vai brigar por eles virem também?” Konohamaru perguntou.
“Não” falei sorrindo “Vocês são um time, não devem ficar separados, se um for os outros irão também, isso é um time shinobi de amigos”
“Você é o melhor mestre do mundo” Moegi dizia animada.
“Obrigado” falei com vergonha “E as novidades?”
“O viado enlouqueceu” Konohamaru falou “Ele fez um discurso pra toda Konoha, disse que você ter fugido da vila era uma prova concreta que shinobis com você não se enquadra na filosofia do novo mundo, ele disse que para manter a paz Konoha não poderia criar mais shinobis como você, então ele fechou a Academia Shinobi”
“O que?” gritei “Ele não pode fazer isso!”
“Ele pode, é o Hokage” Udon falou.
“Não nos lembre disso” Moegi disse.
Eu estava em silencio enquanto Moegi e Udon discutiam sobre alguma besteira qualquer, simplesmente não entendia, o que o Sasuke estava querendo com isso? Ele poderia destruir Konoha, não só Konoha como todo o país do fogo, guerras é algo horrível, mas um líder deve se manter preparado, pois a paz é frágil, principalmente essa paz mentirosa, basta um ataque e tudo estaria perdido.
Confesso que levei um susto quando um sapinho apareceu bem na minha frente, ele trazia um pergaminho amarrado nas costas.
“E ai Naruto-sama?” ele falou em um tom jovial.
“Fala Kanelin-chan, alguma mensagem pra mim?” perguntei, há algum tempo eu trocava mensagens com o Gaara através do Kanelin.
“Sim...sim” ele dizia me entregando o pergaminho.
“Obrigado meu amiguinho” falei sorrido “Espera um pouco, talvez eu precise responder”
“Hai” ele disse já indo pra dentro da pia, nadava como se estivesse em uma piscina, enquanto isso eu abria o pergaminho e começava a ler.
Naruto
Temari falou que eu estava começando minhas cartas muito diretas, então antes de tudo desejo um bom dia para você, espero que tudo esteja dando certo, quando soube de sua partida eu realmente fiquei contente. Meu amigo, temo que você esteja certo, eu acabei de ser aposentado do cargo de Kazekage, o Senhor Feudal disse que eu mereço um descanso, simplesmente deu a ordem de retirada, creio que isso não seja o pior, ele colocou uma pessoa que não é shinobi, colocou de seus conselheiros como Kazekage.
Lembra da ultima carta que eu mandei? Então minhas suspeitas se comprovaram, realmente existe um grupo que está por trás disso tudo, esse grupo controlou a Akatsuki, para ser mais direto a Akatsuki era apenas um braço desse grupo, a guerra foi o primeiro passo deles, agora eles estão desarmando as vilas, estão usando o temor da guerra para criar essa paz falsa e assustadora, o que eu disse para o Bee eu falo para você, tome cuidado, lembre-se que só falta vocês dois para eles terem todos os Bijus, afinal ninguém sabe o que realmente aconteceu com o Madara.
Temo pelo o nosso mundo! Temos que nos encontrar, eu também estou deixando minha vila, assim que você encontrar um lugar seguro vamos nós encontrar, creio que não somos só nós, tem alguns ex-Kages que eu venho mantendo contato.
Se cuide!
Sabaku no Gaara
Eu li e Reli a o pergaminho umas dez vezes, eu estava gelado, um grupo superior a Akatsuki, que usou a grande guerra como um primeiro passo para um plano maior, isso simplesmente era algo muito grande, eu imagino como será os shinobis desse grupo, o poderes deles devem ser algo surreal, Konohamaru notou minha expressão, ele me lançou um olhar preocupado, antes que ele perguntasse o que era eu lhe entreguei o pergaminho, observei os três lerem juntos, vi os rostos deles tomarem uma expressão de pavor.
“Não se preocupe, não encostaram um dedo em você” Kyuubi dizia em minha mente.
“Não estou preocupado comigo” falei mentalmente “Não deixarei eles usarem você! Não deixarei”
Peguei um pergaminho em minha mochila e comecei a escrever a resposta para o Gaara.
Gaara
Meu amigo! Eu estou bem e desejo o mesmo para ti! Mande meu beijo para a Temari e um abraço para o Kankurō. Fico triste em saber que também conseguiram te tirar do cargo que te pertence por direito, não imagino Suna sem você como Kazekage.
Obrigado pelo o aviso, ficarei mais ligado, assim que eu arrumar um lugar seguro eu aviso, ai podemos fazer uma reunião, até lá me mande qualquer novidade!
Abraços.
Uzumaki Naruto
Fechei o pergaminho e o selei, Kanelin notou isso e pulou pra perto de mim, coloquei o pergaminho nas costas dele.
“Boa viagem” falei sorrindo.
“Te mais chefe” ele falou já desaparecendo em meio à fumaça.
Andei meio que automático até o sofá, me joguei nele e fiquei lá deitado, era muita novidade para mim, e tudo de repente mudou, vivi anos em uma calmaria absurda, agora estava novamente naqueles dias de juventude a onde meu mundo estava preste a explodir a qualquer momento. Parece que meus aprendizes me entenderam, pois não falaram nada, apenas me deixou quieto durante algum tempo, infelizmente esse momento não durou muito, pois logo alguém batia na porta, quando a porta se abriu meu queixo caiu, era a Ino.
“Eu sabia...sabia que se ficar de olho nesses três eles me levariam até você” ela dizia animada, eu lançava um olhar mortal para o Konohamaru, era muito amadorismo ser seguido.
“Eu sabia que essa maldita ia te seguir” Kyuubi dizia na minha mente.
“Ino você leu a carta?” falei me levantando.
“Li” ela respondia sorrindo “Você é tão imbecil, como pode ir embora depois daquela tarde maravilhosa? E pior, eu tinha algo pra te contar, e nem sonhando senhor Uzumaki Naruto, você vai me deixar com esse problema, meu pai me mata!”
“Hã?” não estava entendo nada.
“Meu pai me mata se descobrir que eu to grávida sem ser casado e depois me ressuscita pra matar de novo se descobrir que o pai do meu filho simplesmente sumiu” ela disse em um tom calmo e eu quase desmaie.
“Grávida?!” meus três aprendizes gritaram juntos, talvez queria anunciar isso para toda a aldeia.
“Isso não é possível” falei em choque.
“È sim” ela dizia “Eu e você fizemos amor, você despejou toda a sua....”
Interrompi ela “Ino tem crianças aqui” ok não era o cara mais responsável do mundo, mas estava com vergonha demais dela falar dessas coisas.
“Então você já sabe que é possível” ela dizia vindo na minha direção, em seguida me abraçava com força, me deliciava com o perfume dela. “Tão bom está em seus braços novamente”
“Ino volte pra Konoha, minha viagem não vai ser segura” falei com firmeza.
“Vou viajar com o maior shinobi da historia” ela dizia “Acho que ele fará o possivel pra proteger sua mulher grávida”
“Qual é o problema dela? Ela acha que é sua dona?” Kyuubi dizia na minha mente, ela estava irritada com algo.
“Ok então” falei aceitando a derrota “Konohamaru, Moegi e Udon a segurança da Ino está sobre a responsabilidade de vocês”
“Hai” eles falaram juntos.
“Agora vão brincar” Ino dizia se grudando ainda mais em mim “Eu e o mestre de vocês precisamos ter uma conversinha, tchau”
O conversinha dela saiu tão sexy...tão sexy, que os três logo perceberam o que eram e saíram quase que correndo, Konohamaru e Udon cheio de risadinhas cínicas enquanto a Moegi parecia enciumada. No momento que eles saíram Ino já se agarrou em mim me jogando no sofá.
# # #
Estava exausto, realmente exausto, eu nunca fiquei tão cansado em toda minha vida, estava de ressaca, não me lembro, mas acho que tinha transado com duas garotas, e depois passei a tarde inteira com a minha Ino, no começo da noite eu já estava todo moído, mesmo assim eu pedi para o chefe da aldeia chamar o conselho, enquanto eu observava a Ino dormir eu acabei tendo uma idéia.
Então agora estávamos em uma apertada sala, ela estava super lotada, para minha vergonha a garota bonita que eu passei a noite também fazia parte do conselho, ela me lançava olhares safados, parecia não se importar com a presença da Ino, que ficava ao meu lado o tempo todo, como se fosse minha esposa.
“Então chamei o conselho a pedido do nosso Hokage Naruto-sama” o chefe da aldeia começou a falar.
“Não sou mais Hokage” falei meio sem jeito “Fiquei tão pouco tempo que nem me acostumei com o titulo”
“Já tivemos essa conversa” à garota dizia lançando uma piscadela, Ino a fuzilou com os olhos.
“È...” estava meio sem jeito “Eu simplesmente gostei muito dos dias que fiquei com vocês, fui muito bem recebido, exatamente por isso não posso simplesmente deixá-los sem avisá-los dos perigos que estão por vim” esperei um tempo pra ver se alguém iria falar algo, como ninguém falou, eu continuei “Então, vocês são a prova vida que essa paz não existe, e eu tenho informações que vai piorar, as coisas vão ficar ainda mais perigosas, lamento dizer, mas o Hokage de Konoha não vai movimentar um dedo para proteger vocês”
“Então fique” um jovem homem dizia “Faça de nossa aldeia uma vila shinobi, nós ensine a arte shinobi”
Sorri maravilhado, não era o fim do poço, muitos ainda queriam se tornar um shinobi, isso significava esperança, significava que poderíamos lutar na verdadeira guerra que ainda estava por vim.
“As coisas não são tão fácies assim, primeiro, é impossível fazer daqui uma Kakurezato, pois todo do país do Fogo sabem a localização dela, por exemplo, Konoha é conhecida a localização, mas sempre sobreviveu por ser forte o bastante para resistir ataques, existes Kakurezatos que eu nem imagino a onde ficam, ainda mais uma Kakurezato nova em tempos como esses, ela precisa ser a mais escondida de todos” falei seriamente.
“Você quer dizer que aqui não dá?” o chefe falou.
“Sim” respondi.
“Não é seguro ficarmos aqui?” a garota perguntava.
“Não!” respondi seriamente.
“O que nos sugere?” o chefe perguntou.
“Eu levo vocês até um lugar seguro, e se depois da nossa jornada juntos vocês ainda quiserem se tornar uma Kakurezato eu irei criá-la” falei.
“Que droga de idéia é essa? Você é um alvo em potencial, acha que não será notado se viajar junto com centenas de pessoas? Acha que não poderá viajar com velocidade? Você se tornara um alvo fácil” Kyuubi dizia irada.
“Não posso abandonar essas pessoas” respondi mentalmente.
“Você pode e deve” ela gritava em minha mente.
“Eu, pessoalmente acredito que devemos ir” o chefe da aldeia falou.
Logo todos diziam juntos, todos queriam ir, talvez o terror de ser reféns de shinobis mercenários ainda estava vivo na mente deles, por isso eles queriam partir, queria se tornar fortes para nunca mais sofrer do jeito que estavam sofrendo, e eu simplesmente os entendia e estava disposto a ajudá-los, mesmo sabendo que a Kyuubi estava certa, mesmo sabendo que eu estava me arriscando demais por essas pessoas.
Depois de alguns minutos o chefe da aldeia pediu silencio, era incrível como o velhote era respeitado por todos ali, pois o silencio aconteceu quase que imediato.
“Então está decidido” ele falou “Vamos partir!”
“Que bom” falei sorrindo.
“A partir desse momento eu entrego a liderança dessas famílias a você” ele dizia colocando a mão no meu ombro “Creio que é um peso a mais em seus ombros, mas cuide bem de nós”
“Mas o senhor é a pessoa mais indicada para...” comecei a falar, mas ele me interrompeu.
“Eu posso ser seu conselheiro, afinal conheço todas as pessoas da aldeia” ele falou sorrindo “Espero ser útil para o senhor”
“Obrigado” falei seriamente “Com certeza será”
# # #
Uma semana, foi o tempo que os aldeões precisaram para arrumarem suas coisas, uma semana de completa tensão para mim, pois se o Hokage-teme inventasse de mandar a ANBU atrás de mim, eu iria ter que lutar, e provavelmente matar fortes shinobis de Konoha, diminuindo ainda mais a força da vila e sem querer ajudando os planos dos poderosos chefões (nome que dei ao grupo que estava por trás da Akatsuki), e com certeza eu não queria ajudar eles em nada.
Antes de partir eu ordenei a destruição das casas, não queria entregar uma aldeia de bandeja para bandidos, creio que minha ordem de destruição as casas mexeu com os moradores, enquanto os homens cumpriam as ordens as mulheres e crianças choravam ao ver as chamas queimarem seu lar.
Não demorou muito até todas as casas da pequena aldeia se tornarem cinzas, era incrível o poder que o fogo tinha, mas também era incrível o poder sentimento que aquele ato trouxe para os moradores, eu os entendo, aquelas eram suas casas, casas de seus pais e dos pais dos seus pais, então eles realmente tinham ficado chateados ao verem tudo queimado, se antes o sentimento era de empolgação, agora o sentimento era de pura tristeza. Não queria partir com eles assim, pois a jornada poderia ser longa e penosa, então ordenei que todos se reunissem antes de partimos, então subi em cima de uma das carroças para poder ser visto por todos.
“Sei que muitos estão chateados” falei seriamente “Afinal queimaram seu lar, a onde nasceram e cresceram, mas peço que pensem a respeito, coloque essa perda como a morte de suas antigas vidas e o inicio de suas novas vidas, a partir desse momento vocês deixaram de ser coadjuvantes na historia desse país e se tornaram peça fundamental, então deixe esses destroços para trás, deixe suas antigas vida e me siga para dias melhores, pois pelo o meu jeito ninja de ser eu juro que trarei dia melhores para vocês”
Notei na expressão de cada um, minhas palavras tinham servido ao seu propósito, eles ficaram animados, voltaram à animação de antes de destruir suas próprias casas, agora realmente parecia que estavam dispostos para reiniciar suas vidas em outro lugar.
Desci da carroça e segui a pé, Ino se posicionou ao meu lado, me desobedecendo, pois pedi pra ela ir em uma carroça, afinal estava grávida, já meus três aprendizes estavam fazendo a segurança do comboio, eles eram excelentes shinobis, eu tinha certeza que não teria nenhuma surpresa sem ser avisado.
# # #
Então os dias foram se passando e eu não tinha idéia a onde ir, só sabia que não podia sair do País do Fogo, pois outro Senhor feudal não iria nós receber muito bem, eu tinha que encontrar um lugar para construir uma vila shinobi, um lugar desconhecido por todos, um lugar que ninguém jamais imaginaria que ali tem uma vila shinobi, o problema era encontrar esse lugar, então simplesmente rumei para o sul, o mais longe possível de Konoha.
No sétimo dia de viagem uma chuva extremamente forte começou a cair, era uma verdadeira tempestade, não tivemos escolha a não ser parar, pedi a ajuda do time do para arrumar um abrigo improvisado, cortamos algumas arvores e fizemos um paredão contra o vento que era forte demais, estava assustando os bois e cavalos, no meio do trabalho eu senti algo, era um chakra, na realidade três chakras diferentes, como eles ainda estavam longe eu não consegui identificar, só que eles estavam vindo na nossa direção, como prevenção eu larguei o que estava fazendo e fiz uma barreira protegendo os aldeães.
“Kyuubi me empresta seu chakra?” falei mentalmente.
Ela não respondeu, sua resposta veio através de uma onda de chakra invadindo meu corpo, logo já estava usando o manto Rikudou Sennin, ou simplesmente manto Sennin, nome que dei a forma que ficava quando utilizava o chakra da Kyuubi daquela maneira, assim poderia detectar maldades nas pessoas, eu podia saber a intenção desses visitantes antes mesmo deles abrirem a boca. Foi nesse momento que eles se aproximaram o bastante para eu saber quem eram, sorri animado.
“Não abaixe a guarda, afinal são shinobis de Konoha” Kyuubi falou, era tão estranho para mim ter shinobis de Konoha como possíveis inimigos.
Contei os segundos, eles estavam próximos, logo iriam aparecer entre as arvores, e eu realmente estava torcendo para a Kyuubi está errado, eu queria acreditar que eles continuavam sendo meus aliados, nesse instantes meus amigos apareceram, usavam a capa marrom de viagem de Konoha, o líder do grupo era o capitão Yamato, a sua direita estava o Sai e a sua esquerda estava o Lee, que sorria igual um bobo, senti que nenhum deles estavam com intenção assassina ou maligna, eles pareciam animados.
“Nossa nem imagina como foi difícil encontrar a trilha de vocês” Lee dizia animado “Temos sorte de ter um ANBU junto”
“Se estivesse viajando sozinho seria impossível” Sai dizia “Como pode sair da vila sem nós convidar, eu li em um livro que amigos se importam um com o outro”
“Ninguém agüenta mais o louco do Sasuke” Lee dizia “Só os Hyuugas, cara o Neji foi preso dentro do clã por ter falado bem de você e ter ameaçado fugir também, serio os Hyuugas são o braço direito do Sasuke”
“Mas creio que você também sabe o que está acontecendo” Capitão Yamato falou pela a primeira vez.
“Eu sei” falei já voltando à normal “A onde está o Kakashi-sensei?”
“Ele está na Aldeia da Nuvem, aconteceu um golpe de estado lá, o Senhor Feudal foi morto e o conselho de lords acusou o Raikage” ele dizia, senti meu coração se apertar, os poderosos chefões começaram a agir “Em meio a isso tudo Bee sumiu, alguns dizem que ele simplesmente fugiu, mas seus aprendizes dizem que ele foi raptado”
“Eles estão agindo” falei “Virão atrás de mim”
“Não iremos deixar” Lee falou sorrindo “Então estamos no grupo?”
“Com certeza” falei sorrindo.
Nesse exato momento eu não sabia o que sentir, eu estava dividido, estava feliz por meus amigos se juntarem a mim e estava completamente preocupado com o Bee, se ele realmente foi raptado, nesse momento ele já deve está morto e seu Bijuu aprisionado, e eu seria o próximo, e para vencer o Bee eles realmente devem ser bem fortes, então estava ficando empolgado e já podia sentir a adrenalina da luta que estava por vim, mas estava preocupado com todos os aldeões, como meus amigos e principalmente com a Ino e com meu filho que cresce dentro de seu ventre. Só que de uma coisa eu tinha certeza, os dias de calmaria e falsa paz finalmente acabou, agora se iniciava um novo período em nossas vidas, e esse era o período final.
Fale com o autor