Minha Estrela Guia
9 Capítulo 9 - Sinais de Sangue
Notas iniciais
Fui na expedição, que fica no sexto andar, e deixei as cartas lá. Senti uma corrente de vento passando por mim, o que me fez arrepiar. Nem liguei. Na segunda vez, começei a ficar preocupada. Na terceira, eu acabei gritando.
– Isso não tem a menor graça ! Aparece, covarde !
Depois de eu ter dito isso, só senti uma coisa cortante passar pelo meu braço. Tudo que eu consegui ver, foi uma pessoa correndo pra janela. Meu braço sangrava muito. Gritei por socorro.
– Alguém me ajuda aqui ! Por Favor !
Eu pude ouvir barulhos de salto alto. Eu estava achando que era Leandra ou outra menina. Ela estava com um capuz. Entrou, fechou a porta e passou a chave. A primeira coisa que eu perguntei.
– Quem é você ? Tira o capuz.
Eu vi um fio de cabelo ruivo pra fora do capuz. Já sabia quem era. Ela disse.
– Você que manda. — Ela tirou o capuz e desfez o coque do cabelo. É claro que tinha que ser Virgínia. — Senti saudades, Dinorah. Desde aquela "conversinha" que tivemos ontem a noite. Além do mais, recebeu o recado que eu mandei um amiguinho te trazer ? É um recado "à la sangue".
– Hã? Sua tentativa de me fazer ficar longe do Felipe e da Melissa é tão idiota e sem-graça quanto o seu trocadilho.
– Nem quando está ferida perde a pose. Aliás, o que eu fiz com você, posso fazer muito pior. Mas, com a Leandra, com os seus amiguinhos de trabalho e principalmente com seu pai. Velho e acabado.
– Você nem se atreva a encostar um dedo no meu pai, sua LOUCA, SAFADA !
Eu estava perdendo muito sangue. Começei a ficar tonta. Até que eu desmaiei. E continuei perdendo sangue.
– Eu acho que você não sente mais nada. Agora, daqui pra frente, você vai pensar duas vezes antes dese meter comigo. Estrelinha !
Depois que ela disse isso, jogou o casaco que usava em cima de mim e trancou a sala pelo lado de fora. Como tudo aquilo durou umas duas horas, já tinha pessoas trabalhando. Ela pegou o elevador e foi andando em direção até a sala de Felipe. Leandra olhou ela e repreendeu.
– Virgínia !
Ela se virou e respirou fundo.
– O que você quer, hein ?
– Caso o Sr. Gilberto não tenha sido claro, ele disse que você e seu cabelo tingido estão demitidos.
– E eu com isso ? E principalmente você ?
– Quer dizer que você não pode entrar nessa sala. A não ser que você seja uma funcionária. Mas que pena. Você pôs tudo a perder por causa de um ciúme de uma garota de 17 anos que supostamente está apaixonada pelo seu ex-marido.
– Não me interessa ! Com certeza não é você que vai me impedir.
Leandra levantou e foi andando em direção da Virgínia falando.
– Escuta aqui, ordinária, eu já te dei uma surra antes e posso te dar outra. Independente de ser aqui dentro ou lá fora.
Ela fez um sinal de pare.
– Calma, esquentadinha ! Eu só quero dar um recado pro Felipe sobre o divórcio, por favor.
– Ah, por quê você não disse antes ao invés de ficar resmungando ?
– Posso ou não ?
– Tá. Pode ir.
Leandra voltou pra recepção. Virgínia abriu a porta. Felipe se levantou. Ele já ia expulsar ela.
– Espera.
– O que você quer, Virgínia ?
– Só vim te dar um recadinho sobre sua "estrelinha".
Ele andou em direção a ela.
– Virgínia, se você tiver feito alguma coisa com a Dinorah, eu...
Ela cortou.
– Eu acho melhor você mesmo dar uma olhada.
Antes dela sair, ela disse.
– E quando você ver, eu espero que você receba o recado e perceba que isso é uma coisa séria. Que você não sabe na saia justa que você e aquela vagabunda se enfiaram.
Ela saiu nas pressas, empurrando todo mundo que estava no caminho dela. Felipe saiu depressa da sala assim que Virgínia entrou no elevador. Foi procurar Leandra.
– Leandra, Virgínia fez alguma coisa com a Dinorah. Por favor, me ajuda a achar ela.
– Se aquela safada fez alguma coisa com ela, pode ter sido em qualquer lugar. E caso não percebeu, esse prédio tem 17 andares !
– Eu sei disso por isso eu preciso de ajuda.
Eles estavam discutindo, até que Thiago chega na recepção e fala com Felipe.
– Seu Felipe, a expedição está trancada e ninguém tá achando a chave.
– Tá, eu tenho uma cópia da chave da expedição. Vamos.
Felipe e Thiago chegam na expedição. Quando um funcionário chega e fala.
– Seu Felipe, tem sangue escorrendo por debaixo da porta.
– O quê ?! Deixa eu abrir isso.
Felipe abre a porta e vê um casaco escondendo um corpo. Thiago fala.
– Olha, o sangue tá vindo daqui. Até que estava bem perto da porta.
Felipe ficou curioso.
– Gente, vamos parar com a conversa e vamos ver o que tá acontecendo aqui.
Felipe tira o casaco de uma vez.
– Não, Não, NÃO ISSO NÃO !!
Fale com o autor