Minha Estrela Guia

1 Capítulo 1 - Primeiro Emprego


Notas iniciais
Fizemos com todo amor e carinho pra vocês, espero que gostem.

Estávamos em casa, enquanto conversávamos coisas banais, pensava em como fazia para pagar os exames de meu pai, Joaquim Santos Alburquerque, um senhor de idade, beirando os 60. Perdera a esposa quando nasci, desde de então as coisas não eram mais as mesmas, dizia ele.

- Você parece com sua mãe, Dinorah. Trabalhadora e dedicada, sempre ajudando as pessoas.

- Pai, eu vou completar 17 anos — disse mostrando que recebia uma responsabilidade maior do que minha idade de bom grado — Estava pensando em arrumar um emprego.

- De jeito nenhum! Você não vai largar os estudos mocinha!

- Eu não vou deixar você morrer por causa disso! — Eu estava sigurando as lágrimas, o espanto e preocupação era visível nele, ele sabia que estava morrendo mas insistia em se mostrar firme com sua teimosia.

- Está bem, mas você não tem experiência.

- Pra ser empregada não precisa de precisa ter experiência — minha voz era irônica e terna — Estava passando na banca e vi nos classificados uns escritórios de advocacia que estavam precisando de uma empregada. Eu vou trabalhar no escritório mais próximo que fixa na Barra.

- Mas mesmo assim ainda é longe, filha.

- Mesmo assim. Eu insisto! Me deixa ir trabalhar, por favor! — Ele ficou pensativo e imaginou que isso seria bom pra ela.

- Ok. Faça o que quiser.

Para agradecer e ele saber o quanto eu estava feliz com sua decisão, eu o abracei muito forte.


O tempo passou tão rápido que quando fui pensar no assunto (não sei por que justo agora), estava em frente a balconista, naquele grande prédio de advocacia que parecia mais um palácio moderno.


Fui a única a se inscrever — "Que bom sem concorrência, rs" — antes de começar, a secretária disse:

- Pense direito antes de se inscrever nesse setor. Muitas empregadas foram demitidas por uma só pessoa: Virgínia Andrade, a esposa do advogado, braço direito do presidente, Felipe Andrade. Ninguém sabe porque ela ás demitiu. O estranho é que ela só demitiu EMPREGADAS...

Então, analisei: se ele é o braço direito do presidente, talvez eu nem possa olhar pra ele e a tal Virgínia não vai poder me demitir...

— Você que sabe. — disse a balconista me tirando dos meus desvaneios — Você começa amanhã.

Voltei pra casa apressadamente por causa do meu pai, mas fiquei muito anciosa para começar a trabalhar.

Notas finais
e ai gostaram?
comentem, não custa nada.