Notas iniciais
Desculpem pela música do Erasmo Carlos, mas não aguentei.
Então... Tudo bem com vocês?
Nesse capítulo, Fred e Paul vão... PARA A FESTA ~~todos dançam~~
A tão esperada festa :3
Aliás, as senhoritas Hilla Fox GM e RollingStone me ajudaram um pouquinho nesse capítulo, então ele vai para elas :3
Boa leitura!

- Não esqueça de escovar esses dentes!

— Tá bom mãe!

— E troque esse tênis, ele está parecendo mais um rato que se agarrou no seu pé!

— Tudo bem mãe!

— E penteie direito esse cabelo, você nunca penteia ele do jeito certo!

— Tá bom!

Era isso que eu escutava na casa de Paul, enquanto nos arrumávamos para a festa. A mãe dele estava extremamente preocupada com nós dois, queria controlar toda a nossa arrumação, penteou o cabelo de Paul três vezes e jogou praticamente o frasco inteiro de perfume em nós dois.

— Mãe, esse perfume tem cheiro de mato! – Paul disse, “se cheirando”.

— Mato? Mato nada, esse perfume é muito bom, é importado diretamente da França!

— Eu não sabia que na França tinha tanto matagal assim.

Eu realmente não sabia o que Paul estava fazendo no quarto dele ainda. Andava pra lá e pra cá procurando alguma coisa, acho que estava enrolando. Recebi uma mensagem de Claire, em que ela falava que ia a festa. Fiquei extremamente feliz sabendo daquilo. Paul andava e eu estava ali, olhando para as paredes, para o teto... O teto estava estranho. Parecia ondular, parecia uma gosma...

— FRED! – Paul gritou e eu me assustei.

— Que? Hã?

— Vamos logo então? Eu te chamei umas três vezes e você tava ai, parecendo uma estátua. Olhando o teto.

— Não, nada, só que... Enfim, vamos de uma vez.

Andamos até a porta da frente. Quando estávamos prestes a sair, a mãe de Paul nos parou.

— Não demorem muito hein? 21:45 quero vocês aqui!

— Mãe, a festa vai até mais disso! Aliás, ainda são 21:00! Não vamos ficar bem pouquinho tempo lá neh?

— Não interessa. Querem que eu vá buscar vocês?

— NÃO MÃE! – Paul disse com desespero.

— Se vocês demorarem muito, vou buscar vocês e já ligar para a polícia, de precaução.

— Mãe, não vai fazer a gente passar vergonha não é?

— Eu não vou fazer você passar vergonha! Você vai voltar pra casa seguro e...

— Estamos indo mãe, boa noite! – ele interrompeu a mãe, me empurrou para fora e fechou a porta – é hoje Fred!

Ele disse, comemorando. Aquela festa seria legal mesmo, afinal nunca tinha ido a uma festa... Desse tipo, e também seria divertido pois Claire iria estar lá. Ah, seria tão bom passar mais tempo com ela...

Fomos andando devagar até o local da festa. Seria divertido. E como eu estava certo.

***

Chegamos na casa, e ela estava... Cheia. Ainda estávamos do outro lado da rua, mas tinham vários carros estacionados em posições estranhas e a casa estava com todas as luzes acessas e vários adolescentes na frente dela, alguns já meio bêbados, alterados. Nesse momento pensei se ficaria bêbado também. As pessoas contam que quando ficam bêbadas começam a ver coisas, etc. No meu caso, como eu ficaria? Eu não tinha ingerido nada de álcool e já estava vendo um urso voando em cima do telhado da casa vizinha.

— Vamos entrar logo! – Paul disse, e atravessamos a rua.

No jardim havia um monte de lixo, garrafas de bebidas e latinhas de cerveja. Tinha um garoto sentado no meio da grama com um violão no colo, tocando alguns acordes estranhos. Eu já tinha visto ele no colégio, mas só de vista mesmo, nunca tinha falado com ele. Tinha um crocodilo atrás dele. Ao redor do garoto estavam várias garotas, meio que impressionadas com a “música” do garoto.

Já de fora dava pra escutar a música alta que vinha de dentro da casa. Era música realmente eletrônica, com uma batida muito forte, que fazia as coisas estremecerem. Eu odiava aquele tipo de música, como já disse anteriormente.

Entramos e senti um cheiro de... De... Não-Sei-Exatamente-O-Que. Mas era um cheiro estranho, e bom ao mesmo tempo. Vários adolescentes dançavam ao som da música alta, que vinha de uma grande caixa de som. A sala da casa era enorme, e havia mesmo espaço para festejar. A televisão estava ligada num canal de esportes, onde passava um jogo de futebol, e dois garotos pacientes tentavam assistir.

Bebidas estavam em quase todo lugar, e já tinha gente cheirando a álcool. Aquilo, como qualquer lugar cheio de gente, parecia um inferno pra mim, pois cada pessoa estava acompanhada de um animal, num primeiro momento; logo desapareciam. A música fazia a casa toda tremer. Eu não entendia o que ela falava, mas tinha um ritmo em que não era possível ficar parado e aparecia uma saudação como letra. Não sei se aquilo era realmente música.

— Fred! Paul! Vocês vieram! – a garota que havia nos convidado para a festa apareçeu no meio das pessoas. Como era o nome dela mesmo? Renata, ou algo assim.

— Claro que viemos – eu disse, meio confuso, dando um sorriso.

— Venham aqui – Renata nos puxou até a cozinha.

Provavelmente todos os cômodos da casa estavam entupidos de adolescentes tentado procriar. A cozinha era um tanto pequena e estava bem suja, com um monte de pratos, copos e tudo mais jogados por todo o lado. Uma geladeira estava aberta e dentro dela só havia uma coisa: Cervejas.

Renata nos levou para lá, e ali estavam o grupinho de garotas daquele dia, inclusive a tal Hillary. Junto com ela estavam mais duas garotas: uma alta e loira, de olhos claros. Outra tinha cabelos negros que iam até a cintura.

— Oi – ela disse timidamente para nós dois.

Eu podia jurar, jurar que ela era mais alta. Naquele dia pelo menos, parecia mais alta. Hoje ela estava com a mesma jaqueta de couro, um óculos nos olhos (aonde mais Fred?), os cabelos ruivos e repicados batiam nos ombros e ela sorria, mas ao mesmo tempo estudava com cuidado cada centímetro de Paul. Ok, ela até que era bonitinha. Como assim estava interessada num cara como o Paul? Ok parei.

— Essa festa está bombando não está? – Paul disse, tentando puxar assunto com ela.

— Aham, mas como estamos dentro da festa, se fala “esta festa” e não “essa festa”.

Meu Deus, e ela era inteligente. Paul arrumou um bom partido, pelo jeito. Bom para ele.

Quer dizer, não que eu estivesse com inveja. Claro que não. Eu já tinha Claire, e ela era perfeita, muito mais do que perfeita pra mim. Aliás, comecei a pensar onde ela estava. Será que já tinha chegado e estava... Perdida por aí? Ah não, não podia ser. Ela devia estar super-mega-hiper-arrumada e super-mega-hiper-gata, logo algum garoto besta tentaria ficar com ela.

— Fred, vem aqui – Renata me chamou para o outro lado da cozinha. Como não era muito grande a mesma, andei só alguns passos.

— O que é?

— Essa é a Gabrielly, ela queria muito te conhecer – Renata me apresentou uma garota um tanto... Bonita! Ela era da minha altura, tinha cabelos loiros cacheados e um belo sorriso.

— Olá! – ela disse, me dando um beijo na bochecha.

— Como assim queria “muito me conhecer?” – perguntei.

— Ah, a Renata me contou das loucuras que você faz no seu colégio.

— Uhum...

Ela era uma maravilha, a Gabrielly, mas eu não estava interessado nela, nem em conversar. Eu só queria achar Claire, estava com tanta saudade... Mesmo que eu tenha visto ela de manhã, estava com muitas saudades.

— Sempre vem nessas festas querido? – ela disse, e quando eu olhei, ela já estava com uma latinha de cerveja na mão.

— Não, essa é a primeira vez – falei, olhando para os lados.

— Hum, a primeira vez é sempre a mais gostosa – ela disse piscando. Eu comecei a ficar com medo dela. Não que eu fosse gay, mas enfim.

— Quantos anos você tem? – Perguntei.

— 18, e você?

— 16... – menti. Eu tinha 17, não sei porque falei que tinha dezesseis. Acho que porque queria me livrar daquela menina logo, queria encontrar Claire.

— Ainda é novinho – ela disse, tomando um grande gole da cerveja.

— Olha, desculpa mas tenho que... Encontrar alguém – eu falei, tentando sair dali, mas ela me pegou pelo braço.

— Não! Ainda nem nos conhecemos direito...

— Eu já conheci o suficiente – disse, e saí da cozinha.

Na sala, haviam duas adolescentes semi-nuas em cima de uma mesa de vidro e um cara entre as duas. Eles estavam dançando agitadamente, enquanto outros ficavam olhando e se mexendo também. Logo, surgiu um grande barulho e várias pessoas gritando. A mesinha tinha quebrado. Provavelmente ninguém se machucou, pois tudo continuou normalmente. Normalmente no caso, era todos se chacoalhando com a “música” e mais tontos que um bando de baratas num monte de lixo.

Procurei por ela ali, e não a encontrei. Fui até a sala de jantar, e lá estava... Bem, sem adjetivos. Haviam várias caixas de pizza por ali, com pizzas pela metade, tinha até um sutiã azul em cima da mesa, mas não havia nenhuma garota nua ali (infelizmente). Logo senti um cheiro muito forte de... De... Eu não sabia do que era o cheiro até ver um grupinho de garotos fumando maconha. Ainda bem que Claire não estava entre eles. Olhei por ali e ela também não estava.

Aquele cheiro de maconha começava a tomar conta da casa toda, então tive de ir lá para fora. Talvez ela estivesse lá. Saí e comecei a procurar. O cara com o violão ainda estava lá, mas agora estava beijando loucamente uma garota, enquanto outra estava com o violão. Haviam adolescentes por todo o jardim, fazendo diversas coisas, mas no geral bebendo.

— Fred! – ouvi alguém me chamar. Não sabia de onde vinha a voz, então fiquei confuso.

E lá estava ela. Entrou no jardim da casa e veio até mim. Claire estava linda, como sempre. Mas hoje estava mais. Estava com uma calça jeans que realçavam bem suas pernas, uma camiseta preta onde estava escrito “I ♥ 70’s Music” e uma jaqueta azul-escuro por cima. Ela tinha passado bastante maquiagem, mas nem tanto – na medida certa, como eu gostava. A única coisa exagerada era o batom, que deixou sua boca muito, muito vermelha. Os olhos dela estavam brilhantes e excepcionalmente maravilhosos.

— Tudo bem? – ela perguntou, quando se aproximou de mim.

— Tudo ótimo!

— Então... Vamos nos divertir?

— Com todo prazer – eu disse, e abri a porta para ela entrar.

Notas finais
HUM
Considerem esse "com todo prazer"... HUM... KKKKKK
Gostaram? Odiaram? Reviews?
Ok parei
Até o próximo!