Notas iniciais
MIL DESCULPAS pelo atraso!! D:
Mesmo, desculpem
Eu... estava sem criatividade nenhuma pra escrever essa semana
E só escrevi esse capítulo agora >
Mas ele é grandão, pra compensar :3
NHAAAAAAAAAA MUITO OBRIGADO Kathy Tets pela recomendação, ADOREI :333
E MUUUUUUUITO OBRIGADO também pela recomendação Ella Phelps!! Pirei nela >< kkk
Vocês sabem mesmo como fazer um autor pirar e sair dançando feito maluco pela casa! kkkkk
Esse capítulo é pra você Ella Phelps >.
Enfim, espero que gostem!
Boa leitura!

Eu podia ter ficado em casa, descansando e vagabundeando, sem ir para o colégio naquela manhã. Mas não, fui mesmo assim. O médico disse que era pra eu ficar mesmo em casa, que ele viria de manhã conferir como estava minha boca. Mas não, fui mesmo assim.

Como eu não sei, mas todos já sabiam do meu... Acidente, como sempre. Alguém devia ter contratado um detetive pra ficar me espionando, só pode.

As duas primeiras aulas eram de química e eu claro, fui me informar com a professora de química, ver se tudo aquilo que o médico havia falado era verdade. Contei para a velha loira-não-natural o que havia acontecido comigo, e ela se alarmou muito por eu ter colocado a substância na minha boca.

— COMO é que você faz uma coisa dessas menino?! – ela gritou, bastante indiscretamente, chamando atenção de várias garotas que sentavam nas carteiras da frente.

— O que aconteceu professora? – perguntou uma.

— O Fred colocou mercúrio na própria boca!

As meninas ficaram olhando pra mim sérias, mas logo começaram a rir muito. Obrigado professora.

— Da onde você tirou essa ideia de colocar mercúrio na boca?!

— Da... Minha mente – falei, sem ter o que responder.

— Você é louco garoto – ela falou, e voltou a mexer com seus papéis em cima da mesa.

Retornei pra minha carteira, com muitos olhares para mim. Aquilo provavelmente já era assunto na escola inteira. Só sei que sentei no meu lugar e dormi pelo resto das 2 aulas.

***

Não dormi na terceira pois... Não, não sei o motivo de não dormir nessa aula. Deve ser porque tinha prova? Era aula de física e tinha aquela prova, que eu não estava nem um pouco afim de fazer.

“Um caminhão se move à 5 Km/h, sendo que...” ah vá tomar banho, aquilo era muito fácil, eu não estava com vontade de fazer.

E... Li de novo. “Um caminhão se move à 5 Km/h, sendo que...”. Não, um caminhão não se move tão devagar assim. NÃO É POSSÍVEL!

Li a questão inteira e vi que ela tinha sido retirada do vestibular para a universidade mais “boa” da cidade. Como é que colocavam uma questão daquelas, em que um suposto caminhão se movia à 5 quilômetros por hora? Não, eu não podia admitir aquilo. Assim que saísse do colégio, iria abrir um processo contra quem havia elaborado aquele exercício.

Tentei me concentrar nas outras questões. Mas não, aquela do caminhão ofuscava as outras. Eu não conseguia acreditar.

— Alunos, no exercício 1, foi impresso só um número ao invés de dois. No lugar de “5 Km/h” coloquem “75 Km/h”.

Aí sim, eu consegui fazer um pouco daquela prova.

***

Depois da prova (que provavelmente, eu fui mal, afinal nem lembrava que tinha uma prova daquelas marcada pra hoje) veio o intervalo. Aquela hora em que todos desesperadamente se desesperam.

Fui até a sala da Claire e peguei ela lá. As amigas dela saiam da sala cochichando e apontando pra mim. Será que já sabiam do mercúrio, ou Claire só tinha falado de mim para elas normalmente, já que ela não sabia do mercúrio ainda? Ou já sabia?

— Tudo bem amor? Você ta diferente – ela falou, olhando nos meus olhos.

— Diferente como?

— Sei lá, só sei que está! – ela falou rindo.

Fomos até a pracinha lá fora, onde já tínhamos sentado anteriormente. Sentamos na mesma praça, no mesmo banco. Provavelmente ela não sabia do meu “acidente” ainda, afinal não comentou nada sobre. Mas vários alunos passavam e apontavam para mim de longe. Até que apareceu ele, nosso velho amigo.

— Olha só, é o Fred Mercúrio! Já cantou ópera hoje?! – Anthony disse, com dois de seus amigos atrás dele.

— Essa referencia foi extremamente ruim, que vergonha – falei friamente pra ele. Não me dei nem ao trabalho de levantar.

— Como é que você não morreu hein? Já tentou experimentar outros elementos da tabela periódica, tipo Plutônio e Urânio?

— Não, mas eu tenho um pouco disso aqui comigo, quer experimentar? – respondi. Claire enganchou em mim, para que eu não levantasse.

— Não obrigado, não sou eu quem sou o inquiridor de elementos químicos não é?

— Vai pra lá Anthony, deixa a gente em paz! – Claire falou, antes que eu pudesse responder.

Ele olhou com cuidado para Claire, e em seguida abriu um sorriso.

— Por você eu vou, graçinha – ele disse, e foi para o ginásio do colégio.

— Do que ele estava falando? – Claire perguntou para mim. E lá fui eu contar aquela história.

— Eu... Estava de saco cheio do meu aparelho nos dentes sabe...

— Você tirou o aparelho! – ela falou, e pediu para eu dar um sorriso.

— É, tirei, e você nem sabe ainda como.

Contei toda a história, e é claro que ela ficou alarmada de “da onde eu tirei aquela ideia de ingerir mercúrio”. E eu, usei a resposta padrão: da minha mente.

— Fred! Você é maluco sabia?! Podia ter... Sei lá, morrido!

— É... Podia – olhei para o chão, pensativo.

— Ainda bem que não morreu, se não... Bem, minha vida ia ficar sem graça – ela falou, encostando a cabeça no meu ombro.

Ficamos em silêncio um pouco, só... Curtindo um ao outro. Era tão bom ficar na companhia da Claire, ela não me chamava de louco (só no bom sentido), me compreendia, gostava de mim...

— Vamos ficar juntos nas últimas aulas?

— Como? – ela perguntou.

— Posso te raptar da aula como fiz aquele dia?

— Não sei, senhor Napoleão... – ela disse, com um risinho.

— Por quê?

— Tenho trabalho pra apresentar. Nem fiz ele direito, por isso vou dar uma improvisada. Hey, acho que é melhor eu sair da aula com você mesmo, assim apresento outro dia.

O sino tocou, e todos os alunos fizeram um “aaaaahh que pena agora que o recreio estava ficando bom e achamos um bom assunto para conversar” mentalmente.

— Posso ir lá te pegar então?

— Pode e deve – ela levantou, me deu um selinho e foi correndo para a sala.

Ah, como eu gostava dela... Levantei para ir à sala também, pegar meu material. Mas escutei alguém me chamando. Virei para trás e vi. Era o diretor.

Fui até ele.

— O que eu fiz?

— É verdade a história do Mercúrio? – ele perguntou, como quem não queria nada.

— Com certeza – falei, como quem não queria nada.

Ficamos em silêncio, olhando para os cantos, e fiz menção de que ia embora. Então ele pegou no meu braço e falou:

— Fred, você tem se tornado bem popular aqui no colégio não é?

— Se você diz – falei, fazendo ele tirar a mão do meu braço.

— Esse ano... É ano de eleição para diretor sabe? E os alunos parecem gostar de você...

— Gostar de mim? Em que mundo o senhor vive? – falei – Eles me olham torto, pelos cantos, me xingam nos corredores, e agora começou essa onda de “Fred Mercúrio”.

— Mas mesmo assim é popular! Então, queria pedir sua ajuda para... A minha campanha.

Olhei torto para ele.

— Não, obrigado – falei, e fiz novamente menção de que ia para a sala. Nessa altura, a pracinha já estava vazia.

— Não quer pensar melhor? – ele falou, e derrubou uma nota de 100 reais no chão.

Olhei a nota, e dei muita risada. Um professor/diretor subornar um aluno? Depois eu é quem sou louco. Me abaixei, peguei a nota, e rasguei a mesma no meio. O diretor entrou em pânico e pegou os dois pedaços do chão. Fui para a sala pegar minha mochila.

***

Esperei e esperei na frente da sala da Claire. Se eu fosse direto já depois do intervalo, iam desconfiar de alguma coisa não é? Ia esperar 20 minutos para raptá-la de lá. E parecia mesmo que o tempo não passava. Droga, aqueles 20 minutos pareciam 20 horas, vamos logo tempo.

Cansei de esperar, e depois de 5 minutos bati na porta. A professora de português abriu.

— Olá Fred – ela falou, com um sorriso. E depois ficou séria como se tivesse visto um fantasma. Aquilo foi estranho e engraçado. Mas não ri é claro. Mas que foi engraçado foi. Mais engraçado que o Café Caro.

— Eu podia falar um pouco com a Claire? – perguntei, e ela deixou Claire sair.

Ela fechou a porta e nos beijamos. Um beijo bom, longo, intenso, do jeito que só Claire sabia beijar.

— Eu te amo sabia? – ela falou, abraçada em mim.

— Eu também – disse, mexendo nos cabelos dela.

Andamos de mãos dadas até o fim do corredor. Quando chegamos lá, a porta da sala dela se abriu, e a professora gritou de lá:

— Claire! O que você está fazendo?! Volte para a sala logo!

— Espera um pouco professora, eu...

— Eu nada! – ela interrompeu a loira, e veio na nossa direção – vamos Claire, você tem de apresentar o seu trabalho!

Ela pegou no braço de Claire e começou a puxá-la. Mas logo parou e olhou para mim.

— E você Fred? O que está fazendo para fora? Volte já para a sua sala!

— É que...

— “É que” nada! Não adianta mandar, venha junto com a gente!

— Não, eu não sou daquela sala, e...

— Eu tenho certeza de que você não vai voltar para a sua, então vamos para essa! – ela falou, e pegou no meu braço também. Arrastou nós dois para aquela sala.

Que vergonhoso. Já não bastava ser zoado por causa de um elemento químico, agora seria zoado por ser arrastado para dentro de salas que não eram minhas.

— Esse é o Fred Mercúrio... – a professora disse fechando a porta, mas logo se deu conta do que havia falado – quer dizer, Fred... Qual seu sobrenome mesmo?

— É...

— Vai Mercúrio mesmo! – ela não me deixou terminar.

— Você é o Fred é? – a garota da primeira carteira perguntou para mim. Ela tinha cabelos castanhos, olhos castanhos e uma camiseta castanha.

— Fred Mercúrio muito prazer – falei, dando uma piscadinha.

— Sente-se ai na frente mesmo Fred, nada de ficar perto da Claire, senão vão começar a se agarrar – a professora falou, e colocou uma cadeira do lado da porta, na frente da menina castanha.

— A Claire fala bastante de você – a garota disse.

— Bom saber – falei, apoiando o braço na carteira dela.

— Podem terminar de apresentar o trabalho – a professora falou para um grupo que estava de pé, na frente de todos.

O grupo tinha 3 integrantes: a primeira era uma garota de boné, sem uniforme do colégio, com uma calça jeans rasgada, uma camiseta com uma cara amarela e várias pulseiras. Ela tinha uma cara entediada e parecia não querer estar ali. A segunda era... Uma menina feia. Era baixinha, de nariz grande e cabelos negros. Tinha uma boca grande e... Bem, não que eu tenha reparado muito, mas tinha peitos extremamente exagerados, que fazia com que quem olhasse não conseguisse olhar outra coisa! O terceiro integrante do grupo era um garoto qualquer, já tinha visto ele andando pelo colégio. Tinha cabelos pretos, era magro e alto.

— Já terminamos de apresentar professora – a garota de boné disse.

— Já? Não ouvi direito vocês falarem das mudanças políticas que ocorreram na...

— Então pode me dar zero – a menina falou, jogou o papel que segurava no lixo e voltou para sua carteira, no fundo da sala.

Os outros do grupo voltaram para seus lugares também. E só então vi onde Claire sentava. Mais ou menos no meio da sala, na fila do meio.

— Aquela garota é sempre assim? – perguntei para a menina castanha.

— É pior, você tem de ver – ela respondeu.

— Aliás, como é o seu nome?

— Me chame de Mary... Você até que é bem legal sabia?

— Legal?

— É, dizem que você é maluco, idiota ás vezes... Mas conhecendo assim, parece que não.

— Obrigado, eu acho – respondi. Então me chamavam de maluco por aí mesmo? Novidade.

— Claire, sua vez de apresentar o trabalho! – a professora falou. Claire pegou alguns papéis e foi lá na frente – onde está o seu grupo?

— Resolvi fazer sozinha... Trabalho melhor assim – ela respondeu.

— Não sei se é bem por esse motivo! – um garoto gritou, não vi quem foi. Levantei, peguei a cadeira e falei:

— EU sou o grupo dela! – coloquei a cadeira do lado de Claire, e sentei-me.

— Mas você...

— Pode começar Claire – não deixei a professora terminar. Claire abriu um sorriso e começou a falar:

— Bem, meu trabalho é sobre os deuses Gregos. Vou falar de todos para vocês.

E ela realmente, começou a falar de todos os deuses. Explicou direitinho e detalhadamente cada um. Contou da soberania de Zeus, da beleza de Afrodite, de tudo. E como era bom ouvir ela falar daquilo, ela conseguia passar a impressão de que conhecia mesmo o tema.

Infelizmente, muitos alunos não prestavam atenção, jaziam com a cabeça entre os braços nas carteiras, dormindo provavelmente. E fiquei puto com aquilo. O que Claire falava era tão interessante... De repente, levantei, peguei minha própria cadeira e joguei com força a mesma no chão. Fez um barulho enorme, assustando a todos. Não sei como a cadeira não quebrou. Ajeitei a mesma novamente, e sentei.

— Pode continuar – falei, vendo que todos agora prestavam atenção.

Ela continuou falando dos deuses e contou a história da Medusa.

— A Medusa era uma mulher muito bonita, e era apaixonada pelo deus Poseidon. Ele era apaixonado por ela também. Num belo dia, os dois se encontraram escondidos no templo de Atena, e lá, bem... Fizeram...

— Que histórias são essas?! – aquela aluna de boné gritou lá do fundo – essas histórias só falam de deuses safados que transam com humanos, são histórias pornográficas!

— Mas... – Claire tentou falar, mas a guria a interrompeu.

— Eu realmente acho que não devíamos ficar ouvindo histórias desse tipo, afinal...

— AFINAL O QUE MINHA FILHA?! – gritei do meu lugar – você é um exemplo de pessoa totalmente certa pra ficar falando dessas histórias não é?!

— Não sou toda certa, mas pelo menos não sou eu quem já deu pra todo mundo – ela mandou uma clara indireta para Claire. Perdi a paciência.

Levantei, tirei o meu tênis e joguei na cabeça da menina.

— SAÍ DAQUI MULHER! – tirei o meu outro tênis e fui na direção dela.

— Que é isso?! – ela gritou. Cortou o caminho por outra fila e foi para frente – é você quem não conhece realmente essa loirinha safada que é a Claire!

— MENINA! – gritei e joguei o outro sapato nela. Dessa vez eu acertei.

Fui para frente novamente, e a menina saiu da sala correndo. Antes que eu fechasse a porta, gritei no corredor:

— VÁ CAGAR REGRA NA CASA DA SUA VÓ!

Fechei a porta e sentei novamente no meu lugar, como se nada tivesse acontecido. Cruzei as pernas, e todos me olhavam como se eu fosse maluco. Gritei para mim mesmo:

— QUE que ela veio fazer aqui!? Veio rezar terço?!

Todos soltaram uma leve risadinha.

— Pode continuar – falei mais calmo para Claire.

— É... E bem, lá, Poseidon e Medusa fizeram sexo, ou “treparam” como muitos aqui dizem.

Notas finais
Kkkk gostaram?
Enfim, respondo os reviews de vocês amanhã, pq tenho que desligar esse computador correeeeendo antes que minha mãe me mate D:
Até mais!