Minha Doce Loucura
15 Dia Seguinte
Notas iniciais
Mesmo mesmo, não tive tempo pra escrever esse capítulo pois... Enfim
XP
Mas aí está ele! Ficou meio sem graça, depois do último que foi ultra-mega-super-legal (MIL OBRIGADOS pelos reviews!!!!! kk)
Boa leitura!
— Fred – escutei alguém me chamando – FRED!!
E finalmente acordei.
Eu estava... Não sei aonde. Deitado em uma cama, em algum lugar estranho. Minha visão estava embaçada e tudo estava girando e girando. Tentei levantar mas ao mesmo tempo minha cabeça praticamente explodiu de dor, e fui obrigado a deitar novamente.
— Fred, calma aí – a voz falou. Acho que era Paul...
— Onde estamos? – eu estava rouco.
— Na casa do Richard.
— Richard? Quem é Richard?
— É, é uma longa história.
E não, eu não estava com paciência para histórias. Jesus, minha cabeça estava doendo muito, e eu não conseguia enxergar nada direito ainda. A última coisa de que me lembro foi... Da transa com Claire. De como ela era perfeita na cama, e tudo mais.
Não entendi se cochilei ou fiquei acordado, mas logo Paul voltou pra me incomodar.
— Coma isso, vai ajudar a melhorar – ele falou.
— Não, não posso nem me mexer direito.
Mas ele me ajeitou na cama, me deixou sentado na mesma, o que doeu muito.
Consegui enxergar melhor e vi que ele estava me oferecendo um pão com manteiga e um chá.
— Esse chá é contra a ressaca, Richard sabe fazer ele muito bem.
— Quem é Richard?!
— Come aí e eu te conto o que aconteceu.
“Bem, eu estava lá com a Hillary na cozinha, aliás, ela tem um papo legal, temos várias coisas em comum, e uma hora fomos até os fundos da casa e lá a gente ficou. Mas então, nós fomos para a sala e, do nada, um maluco acendeu umas caixas de fogos-de-artificio. Essas caixas estavam em todos os lugares da casa, tipo, todos os cômodos.
O maluco acendeu todas, e elas explodiram, a casa pegou fogo cara. Mas ainda bem que eu e Hillary saímos de lá a tempo, quando vimos o maluco acender os fogos. Só alguns adolescentes ficaram lá dentro da casa, e, acredite ou não, uma parte do segundo andar da casa desabou, e essa parte era a que você estava com Claire.
Graças aos céus vocês não se machucaram muito. Mas você está com um belo corte na cabeça. Não se preocupe, o médico já deu um jeito nisso.”
— Médico? Espera, eu estava dormindo há vários dias? – perguntei, meio que entrando em pânico.
— Não, hoje é só a manhã seguinte. Ou tarde seguinte... A festa foi ontem mesmo.
— Então, não fomos pro colégio?
— Não, estamos de ressaca, podemos ficar em casa nesse caso. Eu acho.
— E afinal, quem é Richard?
— Um cara bem legal. Ele já te conhecia, por isso resolveu ajudar. Afinal, minha mãe não iria gostar de receber dois bêbados em casa. Um já basta. Então você dormiu na casa dele... E aqui não tem problema, já que ele mora sozinho.
— E a Claire? O que aconteceu com ela?
Paul pareceu ficar confuso.
— Alguém levou ela pra casa, só não me lembro quem...
— Alguém? Que “tipo” de alguém?
— Eu não lembro né, não estava totalmente sóbrio também.
— Será que ela está bem? Será que se machucou? Será que...
— Calma aí senhor apaixonadinho – disse um garoto na porta do quarto. Ele tinha cabelos castanhos, olhos azuis e era um tanto musculoso e alto. Estava com uma camisa xadrez e calça jeans – ela te ligou um monte de vezes.
— Ligou? – perguntei
— Sim, e eu tomei a liberdade de atender o seu celular.
— Você atendeu?!
— Sim, e ela estava preocupada contigo. Eu disse que você está bem etc. E ela está bem também, mas levou bronca da mãe.
Fiquei meio... Confuso ainda, aquele devia ser o tal Richard, mas ainda não tinha certeza absoluta.
— Você é o Richard?
— Sim sim, muito prazer – ele estendeu a mão pra mim. Acreditem ou não, eu fui cumprimentá-lo e errei a “pegada”.
— Bem, acho que já tenho de ir porque...
— Fica tranquilo, descansa mais um pouco, ontem aquela festa foi incrível mesmo.
— Mas seus pais não vão brigar, por eu...
— Não, eu moro sozinho aqui – ele me interrompeu de novo.
E parei de argumentar. Mas me sentia desconfortável por estar na casa de alguém que eu nem conhecia direito.
Eu já estava um tanto melhor da dor de cabeça, da tontura e tudo mais. Fui tomar um banho, estava todo sujo. Fiquei naquele chuveiro por uns 15 minutos, felizmente o Richard não implicou com isso. Meu tio antigamente deixava eu ficar apenas 3 minutos em baixo do chuveiro.
A casa de Richard era um apartamento, localizado no sexto andar de um prédio antigo no centro da cidade. Era bem pequeno, tinha dois quartos, uma sala, uma cozinha e um banheiro. Mas até que parecia legal viver ali. Logo eu comecei a pensar em quais seriam os motivos de Richard morar sozinho e não com os pais.
Depois do banho relaxante, vesti a mesma roupa que eu estava antes (óbvio) e fui até a sala, onde Paul e Richard assistiam televisão. Estava no canal de esportes, onde passava um jogo de basquete.
— Bem, acho que vou visitar a Claire, ver como ela...
— NÃO! – disseram os dois em uníssono. Richard esclareceu – ela disse pra você não aparecer na casa dela, pois os pais dela estão extremamente putos, e tentando descobrir quem incentivou ela a participar dessas festas.
— Mas... Eu preciso ver ela!
— Impossível. Se você for lá, os pais dela nunca vão deixar vocês dois se verem novamente, e tudo mais.
— Que merda – fiquei ali, de pé, pensativo.
— Poisé – disse Paul, e os dois viraram para a televisão novamente.
Sentei ali para assistir também. Eu não tinha interesse nenhum por basquete, mas já que eles estavam assistindo isso...
E agora? Quando falaria com Claire novamente? Provavelmente amanhã na aula... Se ela fosse pra aula, pois se os pais dela estavam tão bravos assim, nem deixariam ela ir para escola. Não, isso é bobagem.
Meu celular começou a vibrar no meu bolso. Tomei um susto e vi quem era. Era ela, Claire. Fui até o quarto onde eu tinha dormido e atendi.
— Alô?
— Ah, você atendeu, ainda bem – ela disse, aliviada.
— Você ta bem? Verdade que seus pais...
— Sim – ela me interrompeu – eles estão muito, extremamente, absurdamente putos comigo. To trancada no meu quarto, sem poder fazer nada...
— Que triste, eu queria tanto te ver...
— Eu também amor...
— Como foi embora ontem?
— A minha irmãzinha, veio me buscar...
— O que?! Mas ela tem só 9 anos!
— Poisé, e isso é humilhante. Ela chamou um táxi e fomos nós duas para casa.
— E como seus pais deixam ela sair assim, de noite, sozinha?
— Ela tem mais juízo que todos nós lá em casa. Sem ironia, é verdade mesmo.
— Imagino – falei, e ficamos em silêncio um pouco.
— Fred...
— O que?
— Como eu fui ontem? – ela perguntou, docemente. Fiquei meio confuso à principio, mas logo percebi do que ela estava falando.
— Ah... Você foi ótima, excelente querida, de verdade.
— Mesmo?
— É claro! – falei rindo, e consegui arrancar um risinho dela também.
É... Eu não via a hora de encontrar com ela de novo.
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