Minha Cura Ou Perdição? - 1ª Temporada
20 Capítulo 20: A Morte Não é Escolha
Notas iniciais
Então boa leitura e nós encontramos lá embaixo.
# Bella
Lupin me olhava com terror, minha voz estava fria e expressava o peso que a decisão dele tinha. A vida de Harry estava dependendo daquilo e não havia muito tempo. Então segurei em sua mão e a outra segurei o braço de Harry que gemia de dor.
– Tire-nos daqui agora! – Gritei quando o olhar de Harry vacilou entre o que estava acontecendo e o vazio.
Lupin segurou firme em minha mão e na do Harry e um segundo depois tudo ficou fora de órbita e fui tomada pela aquela sensação de vulnerabilidade, e o pior é que agora a Hermione não estava aqui comigo para me abraçar. Fechei os olhos e desejei que aquilo acabasse logo.
Meus pés bateram conta algo sólido e imaginei que enfim havíamos aparentado em um lugar seguro longe do castelo de Hogwarts.
– Harry acorde! – Ouvi Lupin tentar reanimar Harry que havia desmaiado
O cheiro de sangue dominou todo o ambiente, e prendi a respiração, estávamos em uma casa, parecia que ela não era limpa há algum tempo e havia muita poeira nos móveis e muitos objetos sinistros.
– Lupin só tem um jeito de salvar o Harry e você sabe qual é.
O coração de Harry estava perdendo as forças e aquilo era preocupante, então Lupin assentiu e eu me aproximei do pescoço de Harry onde sua veia pulsava cada vez menos, travei meus dentes em seu pescoço e senti o gosto de seu sangue em meus lábios, era um gosto doce e saboroso e tive que me concentrar para que não sugasse todo, e por sorte eu estava saciada com o sangue do comensal que nos havia atacado.
Limpei meus lábios e Lupin me olhava apreensivo, peguei Harry nos braços, ele se debatia e gritava, mesmo ainda inconsciente, o meu veneno já estava fazendo afeito e não demoraria a que ele se transformasse por completo em vampiro, um monstro chupador de sangue assim como eu, mas era aquilo ou a morte e depois do nosso pacto, a morte não seria uma escolha. A vida de Hermione estava em risco.
– Ele ficará bem? – Perguntou Lupin afastado.
Os gritos de Harry eram perturbadores e tinham uma profunda agonia e dor neles e eu conhecia muito bem aquela sensação, apesar de ter sofrido em silêncio.
– Sim, isso é normal, mas é melhor que você não esteja aqui quando ele acordar, depois de se transformar ele irá ter muita sede e talvez não faça diferença entre os amigos e a comida. – Dei um sorriso seco.
Vaguei pela casa, não dormia mesmo e Harry ainda estava em processo de transformação, talvez terminasse em dois ou três dias e Lupin havia voltado para Hogwarts para ver como estava a sua namorada e as coisas por lá.
A sala era um ambiente pouco convidativo e tinha cortinas infestadas com criaturinhas que julguei ser mini fadas e dentro da escrivaninha algo se debatia causando um barulho assustador, que mesclados aos gritos de Harry eram pior do que um cenário de filme de terror. Havia também cristaleiras de vidros sujos cheias de objetos sinistros e coisas ligadas provavelmente à magia negra. E andando mais um pouco encontrei uma parede com uma espécie de árvore genealógica.
– Quem é você? – Falou um ser com a voz grossa e vestido com roupas imundas e tinha no máximo um metro de altura, me lembrava muito o Dobby, mas tinha um ar arrogante.
– Sou Isabella Swan. – Falei tranquilamente, não senti medo dele. Não sentia medo de ninguém naquele momento. O único medo que me assombrava era de não conseguir salvar a minha Hermione e perdê-la para sempre. – Quem é você?
– Sou Monstro, o elfo doméstico da família Black. – Disse com aquela voz arrastada, que daria medo em qualquer um.
Fiquei analisando a árvore genealógica desenhada na parede, tinha alguns nomes queimados, Sirius Black . Li e Monstro me olhou com cara de nojo.
– Monstro não gosta dos amigos do senhor Black.
– Não conheço nenhum Sirius Black. – Falei o olhando avançar em mim.
– Você é amiga de Harry Potter! – Me acusou com nojo.
– Sou! – Afirmei sem me deixar intimidar por sua implícita ameaça na voz.
– Você não é igual a ele. – Monstro deu um passo atrás. – Monstro tem medo de você.
Era natural que ele tivesse medo, eu era o maior predador da Terra e matá-lo não seria um esforço.
– Porque não gosta do Harry? – Perguntei depois que Monstro se curvou diante de mim.
– Harry Potter é traidor do sangue. – Cuspiu das palavras. – Ela tem uma amiga sangue ruim.
Eu não sabia o que era sangue ruim, mas ele especificou “amiga” e isso me levou a conclusão de que só poderia está se referindo a Hermione e tom seu tom de voz não era algo bom, era um insulto.
– Está falando de Hermione Granger? – Perguntei o segurando pela gola de sua roupa imunda a alguns centímetros do chão.
– É...- Disse com a voz receosa.
– O que é uma sangue ruim? – Perguntei
– Ela não tem sangue de bruxo. – O joguei no chão.
– Monstro nunca mais se refira assim a Hermione, caso contrário vai ficar sem andar para sempre.
– Monstro pede desculpa senhorita Swan. – Falou com a voz receosa e logo desapareceu.
Harry continuava em processo de transformação, eu limpei seus ferimentos, mas eles já não existiam, o seu sangue por sua roupa era o único vestígio de que ele havia sofrido um ataque a ponto de ficar entre a vida e a morte.
Três dias haviam se passado e Lupin apareceu naquela noite com notícias sobre o ataque de Hogwarts e também para verificar se o Harry estava melhor.
– Ele ainda não acordou, mas os gritos diminuíram o que indica que a transformação está quase no final. – Comentei
– As coisas em Hogwarts não terminaram muito bem, nenhum aluno ficou ferido, mas Dumbledore pode perder o seu cargo como diretor, por não ter evitado o ataque dos comensais da morte.
– Não me importo com aquele velho. – Falei e ouvi monstro sorrir, ele estava escutando a conversa atrás da porta.
– Bella as coisas não assim. Se Dumbledore deixar de ser diretor Hogwarts estará perdida.
– Lupin a única coisa que me importa é a segurança da Hermione e não me venha dizer que aquele velho estava tentando fazer o certo. Sei que vocês dão mais valor a vida do Harry, mas agora não precisam se preocupar. Ele terá a vida eterna então a Hermione a prioridade aqui.
Lupin partiu e subi as escadas velhas fazendo a madeira dos degraus rangerem. Monstro estava mexendo algo no quarto ao lado do que o Harry estava.
– O que está fazendo aí Monstro? – Perguntei vendo esconder um colar atrás do corpo.
– Monstro estava...- Ele tentou mentir.
– Não minta para mim Monstro. – Ele não deve alternativa a não ser me contar a verdade.
Notas finais
Beijos, Nath.
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