Minha Barda

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Essa fic foi reformulada, não gostava da forma como tinha escrito ela antes. Espero que gostem dela nessa nova versão. Boa leitura!

— Diga a que veio...

Xena olhou para a poetisa e pensou nos muitos motivos que tinha para estar ali diante dela, poderia dizer que tinha ido até ela, porque Gabrielle era a pessoa mais importante de toda a sua vida e que nada no mundo a faria mais feliz do que vê-la sorrir com aquele seu jeitinho todo particular. Mas esse era apenas um dos motivos que a levara até aquele local.

— Quero que escreva um poema para a minha... amiga. Você é a poetisa favorita dela, achei que seria um ótimo presente de aniversário. – Limitou-se a dizer apenas isso, sabia que a poetisa sabia como era amar uma mulher, mas ela não precisava saber de todos os detalhes de sua relação com sua barda.

— Me diga o nome de sua amiga, para endereça-lo a ela. – Safo a observou com desconfiança, ela mesma já havia usado a palavra amiga muitas vezes para se referir a sua amada.

— É melhor que não tenha o nome dela...

— Essa sua amiga... é apenas uma amiga? – Safo firmou a pena no pergaminho para começar a escrever o poema.

— Gabrielle me salvou... ela é o que eu tenho de mais importante na minha vida...

— Então você a ama. – Safo deu um sorriso compreensivo para a guerreira, sabia exatamente como era se sentir daquela forma.

— Eu a amo mais do que tudo na vida. Faria qualquer coisa para estar ao lado dela, preciso dela para sobreviver. – Xena sorriu ao pensar em todos os anos que passou ao lado da sua amada, desejou ter outros muitos anos.

— Gabrielle deve ser uma mulher muito especial, para amá-la dessa forma. – Safo tirou os olhos do pergaminho e os colocou de volta na guerreira, Xena estava tímida com tudo que acabara de confessar. – Para a sua Gabrielle... – A poetisa entregou o pergaminho para a guerreira.

“Para a sua Gabrielle.”

— Espero que ela goste. – Deu um sorriso canto.

— Obrigada, Gabrielle vai adorar. – Disse com incerteza em sua voz, pois não sabia o que a poetisa havia escrito ali.

— Disponha, espero vê-las em minha apresentação. – Estendeu a mão para cumprimentá-la.

— Estaremos na primeira fila. – Apertou a mão da poetisa.

O dia do aniversário de Gabrielle não tinha sido nada do que Xena imaginara, elas tiveram que passar praticamente o dia todo fugindo ou lutando com lunáticos para salvar Genia. Sua surpresa havia dado errado, mas ainda tinha uma última carta na manga, esperava que esse poema fosse o suficiente para colocar um sorriso nos lábios de Gabrielle.

— Ah não, Xena. Sem pegadinhas. – Reclamou, se recusando a fazer o que a guerreira pedia.

— Confia em mim, não tem pegadinha nenhuma. Feche os olhos, por favor. – Notou a mudança de expressão no rosto da mulher, não haveria mais nenhuma pegadinha. Fechou os olhos, alguns instantes depois, sentiu algo pousar em suas pernas.

— O que é isso? – Perguntou, devia esperar que Xena possuísse alguma carta na manga.

— Abre. — Estava mais nervosa do que queria transparecer. O suspense de não saber o que estava escrito no pergaminho, tirava o seu ar. – Pedi para Safo escrever isso para você. – Ao ver o sorriso que iluminou o rosto de sua amada, quase se esqueceu do frio na barriga que estava sentindo.

— Safo? Safo escreveu um poema para mim. Não acredito, Xena... planejou isso o tempo inteiro, não foi? – A mulher não conseguiu dizer uma palavra, estava tímida e nervosa com todo aquele suspense. Gabrielle desenrolou o pergaminho, fazendo o nervosismo da guerreira crescer um pouco mais. – Há um momento quando olho para você... e fico sem palavras. Minha língua trava... e um fogo corre pela minha pele. Empalideço e quase morro de tanto amor. Ou pelo menos é assim que me sinto. – Aquele sorriso... era tão bom ouvir o som da risada de sua amada. Ela gostou. Safo havia conseguido transmitir tudo o que a guerreira sentia por sua poetisa. – Isso é lindo... é o melhor presente que já ganhei. – O abraço foi confortável para ambas, Gabrielle estava radiante com a surpresa que recebera, enquanto Xena estava muito satisfeita com a ideia que teve. Não tinha conseguido ver Safo, mas o sorriso que Gabrielle a havia dado, fez tudo valer a pena.

— Ah, mas ainda não acabou. – O elmo que ela usara para salvar Genia, agora estava servindo para fazer daquele fim de tarde ainda mais especial para elas.

Quando a noite se fez presente, a guerreira e a poetisa já estavam no chão novamente, o amor que sentiam horas atrás ainda queimava em seus corações, se olhavam com uma admiração quase divina.

— Você é a mulher mais linda que eu já conheci. – Xena deu beijo carinhoso na testa da mulher que estava aninhada em seu peito.

— Mais do que Lao Ma? – Havia um tom brincalhão em sua voz.

— Gabrielle! – Xena deu um leve beliscão nas costelas da mulher. – Você é a mais linda de todas, os deuses teriam inveja da sua beleza.

— Não diga isso para Afrodite. – Gabrielle soltou uma risadinha.

— Ela te mataria. – Xena se uniu a ela em sua risada. – Deixe que os deuses sintam inveja... – Disse aproximando seus lábios dos dela, observando como ela fechava os olhos em antecipação. – Nenhum deus, jamais ousou te imaginar, minha barda. – Sussurrou com os lábios roçando os dela.

— Adoro quando me chama assim. – Se contorceu. – Xena...

— Sim...

— Pare de falar e me beije, sim?

A guerreira roçou seus lábios nos de sua amada, uma última vez e disse:

— Com todo o prazer, minha barda.

Notas finais
É isso, espero que tenham gostado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!