Minha Aventura Lésbica Com Mello
7 Pedaço VII
– Meu único vício é o chocolate.
Ri. No fundo, ela é doce e inocente como qualquer garota. Como eu.
Mello se aproximou.
– E agora, você. — me beijou de leve.
Continuei os beijos. Acariciei suas costas nuas.
Afastei nossos lábios. Um fio de saliva vingou e uniu nossas bocas como uma longa corrente.
O filamento se partiu e nos melou um pouco. Mello lambeu os beiços com paixão.
– Já namorou alguma menina antes? — perguntei.
– Não. — riu de leve. Depois riu tanto que teve de tapar a boca com as mãos. — Não, não. Você é a primeira garota com quem eu fico.
– Isto é só uma ficada? — Deitada de bruços, coloquei um pé para cima.
– Não sei. — riu — Mas é especial pra mim — tocou a ponta do meu nariz com o dedo. — Você é especial pra mim. Fique sabendo.
Sorri.
– Sabe — continuou — Acho que estava mesmo precisando de uma garota.
– Mesmo?
– É. Acho que os homens não sabem cuidar direito de mulher. Dar carinho. Atenção. Amá-la em cada pedacinho.. Homens, meninos, rapazes... eles não sabem fazer disto.
Se aproximou.
– A única que sabe cuidar bem da mulher é ela mesma, não é?
Me acarinhou o rosto.
Concordei com suas palavras. Já pensava assim desde, talvez, os 10 anos de idade. Mas minha mente não pensou alto o bastante para que eu me desse conta da noção que rondava minha cabeça, como um vento silencioso que voa sem ser notado.
– É, Mello. Acho que você está certa.
– Mulheres precisam de mulheres. E eu quero você.
Segurou meu queixo e deu um selinho.
"Também te quero, Mello. Muito..."
Mello afastou o rosto um pouco e ficou me observando.
– Gosto de olhar pra você... Acho que você tem olhos lindos.. Tão brilhantes... Parecem até vidro vulcânico.
Corei com seu comentário.
– E os seus, parecem azul-egípcio. — Disse-lhe.
Ficamos por pouco tempo em silêncio, até:
– Põe um piercing no meu umbigo? — pediu.
– O quê?
– É fácil.
Levantou e foi até uma cômoda. Abriu a gaveta e tirou uma caixa de lá.
Quando se sentou de volta na cama, abriu-a pra mim. Dentro havia uma agulha e um troço que parecia um alicate.
– Você faz assim — tentou me ensinar — e assim. Mete a agulha. Aqui o piercing. E pronto.
– Ahn? Certo, certo.
Ela deitou. Tentei seguir suas instruções.
– Assim?
– Isso. Vai.
– To indo.
Furei-a.
– Ahhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!
Mello gritava e apertava um travesseiro com a mão esquerda.
– Você tá bem?
– 'Sa porra dói que é uma beleza..
Mello continuava deitada. Fitei seu umbigo, que enrubescia.
– Ai, ai, ai. Como dói....
Pousou um braço sobre a testa.
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