– Que sutiã fofo.. — comentou, dedilhando-o. — E este short preto?


– Uso sempre que visto saia. Para a calcinha não aparecer.

– Bom, você não tem nada do que esconder de mim. — me empurrou de leve para o chão — Nem do que se envergonhar — disse tirando-o. — Calcinha da Hello Kitty!!!

Espremi os olhos em vergonha.

– Não se acanhe!! Eu achei lindo.

Sorrimos uma para a outra. Mello passou os dedos por meus cabelos.

Decidi surpreendê-la, me colocando rapidamente de quatro sobre seu corpo. Lambi seu rosto com vontade. Mello gemeu e riu.

Mello passou as mãos por minha calcinha, até colocar o dedo por dentro.

– Posso?

– ... — Mordi o lábio.

Mello continuou sua diversão, passando seus dedos em mim. Eu sentia um leve arrepio, e ela apenas me alisava, para lá e para cá. Eu não resistia ao impulso de contrair as pernas e me constrangi quando liberei m pouco mais do líquido que escorri de leve.

Era o que Mello fazia comigo. Se eu pensasse muito nela, a ponto de deixar meus pensamentos mais impuros fluírem, sentia um leve formigamento lá embaixo e escorria.

Aqui e agora, com a mão dela em minha intimidade, fiquei vermelha feito tomate quando sujei os dedos dela.

Mello sorriu. Tirou a mão de dentro da minha calcinha e percorreu o dedo melado por minha coxa.

Arregalei os olhos quando ela lambeu os dedos sujos.

– Isto é fluído genital!!!

– Eu sei — Lambeu o lábio inferior. Piscou pra mim. — Você não está a fim de ir pro quarto?


Levantou e me ofereceu a mão.


– Deixa aí — se aproximou. Me sussurrou, fazendo cócegas nos labirintos dos meus ouvidos: — Relaxe. Apenas.. relaxe.

Mello passou as mãos na lateral de meu corpo, iniciando-se desde meu sutiã até passar pelo começo da minha coxa.


Eu estou seminua na casa de uma garota. Sozinhas. As intenções dela não são nenhum pouco ingênuas.


Uma taquicardia manifesta-se em meu peito. Frio na barriga me arrepiando por completo.

Mas eu admito. A adrenalina que ela me causa me desperta a vontade de cometer uma rebeldia.

O contato com a pele de Mello me faz esquecer um pouco das noções de juízo e castidade as quais eu sempre me prendi por vontade própria.


– Vem.


Entrelacei meus dedos nos dela, que me guiou a um quarto.

Cômodas, uma cama de casal, uma estante com livros, porta-retratos.. Não consegui distinguir se o quarto era dela ou dos pais dela.

– Quem dorme aqui?

– Hóspedes. Hoje, você e eu.