Escondido, refugiado,

Fujo das minhas criações.

Por mim, tudo formado.

Real? Não, apenas ilusões.

Sudorese, calafrio.

Lembranças sorvendo

Por meus poros um rio

De culpa – emergindo correndo.

Homeostase inexistente.

Deitado como um sorumbático.

As indagações permanentes

Do eu único, singular, estático.

Devorando os erros,

Remoendo os pedaços

Num constante desenterro,

Dum passado putrefaço.

Por que os projetei com esse destino?

O ódio – O formei? O criei? O fiz?

Sou Deus, o diabo? Um rei em desatino?

As ilusões gritam, me prendem em ardis.

Tudo sou eu, eu sou tudo.

Sozinho. Um vale, um abismo.

Sinapses – o mundo mudo.

A solidão do Solipsismo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.