Minha "Amiga" Vampira
54 Capítulo 54 - A Salva Morte
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20 Anos atrás
Eu havia acabado de chegar em casa, estava cansada por ter passado o dia todo andando com Vicky e Riley, havíamos passado o dia todo andando pela cidade e conversando isso foi pouco antes do novato chegar na escola. Eu apenas cheguei em casa e fui direto pro quarto, quando cheguei lá apenas joguei minha bolsa no canto e me joguei na cama de modo que só percebi que Jacob estava fitando na janela cerca de trinta minutos depois.
— O que foi companheiro? – Perguntei, mas ele não pareceu ter ouvido – Jacob!? – Chamei um pouco alto, ele se virou rapidamente e suspirou.
— Perdão, estava só pensando aqui.
— Pensando sobre o que exatamente? – Perguntei enquanto me aproximava dele. Coloquei meus braços sobre a janela e comecei a fitar lá fora através da janela, a única coisa que passou foi um caminhão de mudança. O caminhão de mudança que eu só vir descobrir que foi quando o novato chegou anos depois.
— Hoje faz 76 anos que morri e 84 anos que descobri que meus pais morreram, sempre me disseram que foi um acidente de carro, mas eu sempre soube a verdade – Eu o fitei com uma sobrancelha arqueada e ele me fitou sério, mas dava pra ver a expressão triste em seu rosto – Você sabe quem fechou as janelas naquele dia? Bem... eu sei – Falou e eu arregalei os olhos – Eu ficava preso no laboratório, com fome, sede e sozinho, mas com o tempo eu comecei a ser alimentado bem e comecei a crescer. Naquele dia eles chegaram com as roupas do guardas que me maltratavam e me jogaram uma roupa, finalmente estava preparado para sair porque tinha altura o suficiente para usar uma roupa daquelas. Era o que eu pensava, eles falaram que precisariam se separar para poder sair com mais segurança e que deveríamos ativar um recurso caso fosse necessário. Haviam três luzes no braço direito das roupas perto de uma espécie de interruptor, quando um ativasse uma das luzes eram ativadas e assim por diante. Pouco depois que passamos pela primeira porta e ficamos no armazém onde havia as estátuas, eles caíram, um dos primeiros a cair – Falou e eu arregalei os olhos, depois apoiei minha cabeça sob minha testa chocada – Corri para longe do caos e subi para o teto, um local onde não tinha saída mas era seguro, vi o sol nascer e a luz ser refletida pelos cristais que estavam presos, adivinha minha reação quando vi a garota de cabelos azuis no meio de lá sendo vigiada por todos os outros que estavam ali? – Comentou dando uma risada leve – No início eu não acreditei no que vi, mas ouvi um pequeno som vindo da roupa que se repetiu duas vezes, quando vi duas das três luzes estavam verdes. Fitei os dois que estavam deitando no chão, girando para deitar de costas, sorri e apertei o botão. Tomei um susto e janelas de metal se fecharam encobrindo minha visão do lado de dentro. Algum tempo depois eu decidi entrar quando senti segurança de que todos haviam saído, encontrei os dois e deixei os corpos perto um do outro, podia não os conhecer a muito tempo, mas era notável que um gostava de outro por isso deixei os corpos pertos e juntei as mãos deles. Quando dei as costas um deles segurou minha mão e pediu para que eu tirasse a máscara e quando eu tirei tive de tirar ambas a dela também. Não era a toa que me trataram bem, eram meus pais – Falou, notei lágrimas caírem dos olhos dele e me senti triste, isso foi algo que eu causei mesmo que sem querer. Na intenção de me vingar pela perda da minha mãe eu fiz aquele que eu mais gostava perder a família, algo que eu jamais desejaria a ninguém – Eu não te culpo por isso, tenho certeza que se fosse eu, também faria a mesma coisa – Falou me aliviando um pouco.
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Dias atuais
— O que está lendo!? – Ela me falou tomando o livro. Ela estava levemente vermelha pelo fato de eu estar lendo o livro que o chip dela escreveu, mesmo depois de anos juntos ela ainda sentia vergonha sobre essas coisas, algo que eu sempre achei fofo nela.
— Estou lendo o seu chip, posso? – Perguntei sem expressão na face.
— Já disse que tem coisas lá que eu não quero que você saiba – Falou e eu ri.
— Como se eu nunca já tivesse visto pessoalmente – Falei fazendo com que ela ficasse levemente vermelha novamente – Então, como foi o trabalho? – Perguntei me sentando normalmente, mas ela fitou o livro e fez uma face surpresa – Tudo bem?
— Você terminou de ler essa página? – Perguntou, eu acenei positivamente com a cabeça e ela ficou surpresa – Não está bravo? – Perguntou.
— Pelo quê? Por você ter matado meus pais? Por você ter me jogado morro abaixo até cair em um rio? Por jogar comida na minha cara? Claro que não. Não sei se você fez o que fez porque quis, mas eu sei que o que está no passado está no passado e se eu fosse deixar de gostar de você por isso eu já teria deixado a muito tempo.
— Honestamente você é um idiota, sem noção e detestável – Falou, eu sorri e me levantei.
— Sou casado com a melhor garota que já conheci e tive a chance de me apaixonar por ela duas vezes, além de conquista-la mais de uma vez, sou um garoto de sorte com uma vida ótima. Tudo tem seus pontos altos e baixos. O ponto mais alto da minha vida sempre foi e sempre será forte o suficiente para me fazer esquecer dos pontos baixos. E esse ponto forte é você, Melissa.
— Não sei como você me considera assim, eu matei sua família!
— Eu matei quem eu amo! Olha só pra você agora, frágil e mortal e por quê? Só pra eu poder ter uma vida "normal" com que eu queria para acompanhar um envelhecimento, se liga garota sou tudo que você disse e um psicopata, você se pergunta como eu aguento ficar com você, mas eu te pergunto como você pode ficar com alguém que criou clones só pra encontrar uma forma de tirar os poderes de quem ama para então matar seus clones e recuperar sua vida para ter a pessoa que sempre quis sem que ela fosse imortal!? Você tem isso todo dia, os meus pais só morreram um dia – Berrei e me sentei no chão ao terminar de falar – Perdi minha família, a melhor forma que encontrei de superar isso foi ficar do lado de quem amo, mas quem eu amava jamais iria me amar quando ficasse velho, então dei um jeito de a deixar mortal e ela é besta demais para perceber o que fiz – Falei ela se levantou e sentou ao meu lado escorando a cabeça em mim.
— Eu te amo – Falou, me fazendo sorrir.
— Eu também te amo – Respondi.
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