Minha Lolita

4 Paula Cracker


Notas iniciais
O desagradável encontro entre 2D e sua ex.

- Ora, ora, ora, olha só quem eu vejo por aqui...

2D congela no ato, no meio do movimento de pegar uma garrafa de leite na prateleira do mercado. Após uns segundos em que muitas coisas passaram na sua cabeça, ele se vira lentamente.

- Paula Cracker... O que faz aqui?

- Compras, obviamente. É isso que as pessoas de bem fazem nos mercados, estou certa?

- Sim, mas você obviamente não é uma pessoa de bem.

- Claro que sou, 2D. Só porque as coisas não deram certo entre a gente, você não pode...

- Não deram certo uma ova. Tudo ia bem até você decidir me trair com o Murdoc.

- Não foi um momento em que eu estava em perfeitas condições mentais, assumo — disse ela, com um sorrisinho de canto de boca. — Mas você deveria repensar sua participação no nosso rompimento.

- Eu não fiz nada de errado.

- Você nunca me valorizou, 2D. Nunca.

- Eu? Paula, eu nunca fui tão feliz quanto era ao seu lado... Na verdade, foi um dos raros momentos em que estava feliz em toda minha vida... Eu... Eu te amava, droga.

- Amava, é? — ela disse, com voz de escárnio.

- Sim. Porque você me traiu? Logo com o Murdoc?

- Você é muito tolo, 2D. Não podia me satisfazer plenamente, por isso procurei Murdoc. E você age como se apenas eu tivesse te traído. E Murdoc? Ele também participou, droga!

- Isso é algo que esperamos de Murdoc. Mas ele salvou minha vida, cuidou de mim enquanto estive doente. Devo muito a ele. Você só me trouxe mais desgraça.

- Mas você disse que esteve feliz ao meu lado.

- Mas a felicidade não compensou a grande tristeza que você foi... a grande tristeza que você é pra mim.

Paula Cracker encarou 2D com uma expressão neutra antes de assumir uma postura de pura malícia.

- Você é um rato patético, 2D. Eu fiquei com você por pena. Cresça e supere isso, está bem?

2D a encarou, arrasado. Largou sua cesta de compras no chão e virou de costas. Antes de ir embora, se virou e perguntou:

- Porque você é tão feliz me maltratando?

Paula Cracker deu uma risada de escárnio, que serviu para aumentar a raiva de 2D e sentenciou.

- Porque é engraçado — 2D se virou e andou lentamente para a saída, não sem antes tropeçar em um engradado de refrigerante que estava no chão. Paula ainda gritou: — 2D, espere. — ele olhou, mais por reflexo do que por vontade de ouvir Paula. — Você nunca será feliz, você nunca será amado.

Notas finais
Como é escrota essa Paula Cracker!