Notas iniciais
Eiiiita e_e Olha só quanto tempo ç.ç Desculpaaaa! É que a faculdade me faz ter amnésia às vezes e acabo não postando! Não me matem!

Uma luz branca cercava Marry, era praticamente lugar nenhum onde ela estava, apenas branco e mais branco. O cenário mudou, estava dentro de uma câmara de vidro, estava trancada, tocou o vidro para ver adiante. Suas mãos não eram suas, eram grandes, grandes como a de um homem, mais adiante viu um laboratório e um homem sorrindo, o seu sorriso despertava a raiva dentro de si e quando ia quebrar o vidro... Estava fora.

Uma pequena sala redonda, cabos e mais cabos conectando-se a um tanque de vidro, parecia ser mais alta, bem mais alta que o normal, suas mãos eram a mesma de quando estava na câmara de vidro. Ao se aproximar para ver o que continha dentro se assustou com um ser que parecia mais uma mulher em pedaços.

– Jenova... – ela lia no capacete que estava na cabeça da mulher.

Com um pulo ela se virou, o barulho da porta se abrindo tinha a assustado, um rapaz ,que ela julgou ser muito bonito, adentrou pela porta. Seus cabelos negros e arrepiados e seus olhos azuis se encaixavam perfeitamente com uma descrição que havia escutado na rua... Era ele, o herói da colina próxima a Midgar.

Então foi aí que começou o desespero da nossa pequenina, seu corpo se mexia por contra própria. A espada em suas mãos foi na direção do rapaz, mas ele defendeu com a sua, o tilintar de espadas era a única coisa que ela ouvia, queria gritar... Gritar para que o rapaz saísse dali, gritar que estava sendo controlada. Um lágrima rolou pelo seu rosto, um rosto que ela não conhecia, que não era seu... Ela olhava agora para o rapaz caído, ferido e sangrando na escada que dava para a porta da sala redonda.

“Masamune” sussurrou uma voz em sua mente. Ela sabia o que significava, era o nome da espada que carregava. Só que agora você vai ver o choque que ela levará, uma cena que fez o coração dela se partir em mil pedaços. Pela porta entrou um loiro, sim ele mesmo nem precisa perguntar quem é. Cloud Strife. As mãos ágeis dele pegou a espada de seu amigo e avançou sobre ela, foi aí que sua prisão foi liberta, ela conseguia se mexer por contra própria, mas era tarde demais.

Cloud havia cravado a sua espada na barriga dela, uma espada conhecida para ela, a espada de quem havia salvado a pequena garotinha da noite sangrenta.

–Você não vai matar Zack.

Os olhos azuis esverdeados agora a fitavam, não com o carinho que ele a olhava costumeiramente, mas com ódio, raiva e ... rancor. Um olhar de quem fora traído. A última coisa que conseguiu fazer foi chamar pelo nome dele e foi aí, mais uma vez, que ela percebeu que não era sua voz.

– MARRY! MARRY!

Os olhos dela se abriam, sua respiração estava acelerada e ela tossia sem ar. Cloud via o desespero nos olhos dela, assim como o medo, acho que agora você vai gostar dessa parte e como vai! Sem mais nem menos Cloud a abraçou passando a mão pelos cabelos compridos e sedosos da mulher.

– Está tudo bem, estou aqui. – as bochechas se encostavam e a troca de calor acontecia, trazendo-a para volta para o mundo real — Foi só um sonho.

– Me desculpa – dizia ela entre lágrimas, seus braços enlaçaram a cintura do rapaz o apertando – Me desculpa, eu não queria machucar o Zack, meu corpo estava se mexendo sozinho.

– Zack?

Cloud se assustava com o que ela dizia, dentre soluços e lágrimas Marry contou o sonho para ele. Aquilo havia preocupado muito Cloud... Aquele sonho, os olhos ficando esverdeados, não...Tudo menos isso. O medo e a raiva percorreram todo o corpo de Cloud e ele só voltou ao mundo quando Marry reclamou com ele.

– Cloud ta machucando – seu nariz roçava de leve no pescoço dele, o cheiro que vinha do rapaz estava a deixando mais calma.

– Desculpa – na mesma hora Strife havia afrouxado o abraço.

– Eu descobri, descobri quem me salvou. Então o nome dele é Zack – um sorriso surgiu nos lábios dela e Cloud se afastou para fitá-la.

– Do que está falando?

Um suspiro saiu de Marry, ela o olhou nos olhos vendo seu reflexo nele e a preocupação, aos poucos os dois se acomodaram na cama, sentados, e ela contou toda sua história. Tudo mesmo, desde os dias felizes até os tristes, sua vida no orfanato e sua vida de dupla identidade. Os ouvidos do rapaz captaram toda a história com muita atenção enquanto fazia um cafuné com muito cuidado, já que estava machucada.

– Esse sonho que você teve foi real.

– Real? Então eu machuquei Zack? E você me apunhalou? – sua voz saia arrastada pelo medo.

– Não, não era você. Era Sephiroth e eu temo que ele esteja voltando – assim que ela ia perguntar quem era esse tal Sephiroth ele a interrompeu dando um breve riso – Deixamos isso para outra hora, o sonho já foi muito pesado para você.

– Tá legal – não iria discutir, estava cansada demais para isso. – Você mora sozinho?

– Agora eu moro, mas antes morava uma amiga comigo e mais duas crianças.

– As da foto? – ela apontava para o quadro.

– Sim. Marlene e Denzel.

– Eles são fofos, por acaso conhece Tifa Lockhart?

– Ela era a amiga que morava comigo. Como sabe sobre ela? – a mãos que estava na cabeça da menina foi parar na cintura da mesma a deixando um tanto envergonhada.

– Recebi informações dela através da Shinra. – suas bochechas ficavam vermelhas, Cloud logo percebeu e apertou a cintura da mesma deixando-a sem jeito.

– Foi por isso que ela foi embora e levou as crianças junto, a Shinra descobriu sua identidade – ele estava gostando de provocá-la, tinha que admitir, ela mexia com ele. – Aqui é sempre tão... Vazio.

– É ruim morar sozinha, sei como é apesar de eu ter a Pepeta – a expressão de desespero dela fez Cloud rir – Ela ta sozinha! Preciso voltar para casa! A Shinra deve estar no meu encalce já.

– E é por isso que agora essa é sua casa – Cloud levantava da cama e se espreguiçava – Vou buscar sua Pepeta.

– Espera, eu posso morar aqui com você?

– Pode não, deve.

Dito isso ele saia do quarto e em questão de minutos ela escutou a moto cantando pneu pelas ruas de Midgar. Marry riu sabia que ele fazia isso para avisá-la que estava indo e foi aí que ela admitiu para si própria com um sorriso nos lábios.

– Eu realmente gosto dele.