Minecraft - Uma Aventura de MinCarft
8 Amigos? (Final)
Notas iniciais
Escute Thousand Years — Christina Perri em quanto lê este capítulo.
POV'S DUDY
Treinamos todos os aldeões por dias e mais dias, assim como treinamos nós mesmos, todos juntos. Conversamos com Rudolf e ele nos contou um pouco mais sobre Herobrine, que a presença dele trazia barulhos estranhos, ele ficava em cavernas e etc.
Alguns dias depois os mobs vieram até a vila, sem aviso prévio, atacaram. Não precisamos de muito tempo para perceber que a batalha final estava próxima. Vencemos essa primeira batalha.
Na segunda batalha, eles vieram em formação. Spider Jockeys (Esqueleto montado na aranha) na frente, creepers logo atrás, aranhas depois, esqueletos, e enfim endermans.
Mas nunca o víamos, Herobrine.
Eu poderia dizer que a segunda batalha empatou, perdemos alguns guerreiros, e eles não foram vencidos pois fugiram.
Então a batalha final chegou.
—----
A batalha havia começado, em quanto os aldeões batalhavam com os mobs, eu, Lisa, Biel e Matheus procurávamos pelo autor de toda aquela confusão.
Herobrine.
De repente escutamos barulhos estranhos, primeiro foi uma música, depois vultos, e deduzimos estar vindo de uma mina por ali. Corremos até ela, não nos passou na cabeça que fosse uma armadilha claro.
Descemos a mina toda e muitos diamantes estavam espalhados.
— Não os apanhem! — Gritei.
— É uma tentação! — Lisa completou, puxando Biel que estava prestes a pegar alguns.
— Vamos descer mais! — Gritei novamente, puxando Matheus.
Corremos algumas camadas a baixo, até encontrar ele.
E nós encontramos.
Eu e Matheus com espadas de diamante nas mãos, armadura completa de ferro.
Lisa e Biel com espadas de ferro logo atrás, capacetes de diamante e o resto de ferro.
— Você não vai acabar com o Minecraft! — Matheus berrou na direção de Herobrine.
— Não vai destruir a vila! — Biel gritou também.
— Você não vai matar aldeões indefesos! — Lisa se direcionou a Herobrine.
— Herobrine! — Berrei. — O principal! — Apontei a espada de diamante em sua direção. — VOCÊ NÃO VAI ACABAR COM A NOSSA AMIZADE.
E tudo ficou branco.
—----
— P-pessoal? — Acordei, minha cabeça estava latejando. — Biel? — Me levantei, meu corpo já não era quadrado. — Lisa? — Eu não reconhecia o lugar em que estava. — Matheus? — Era tudo muito branco.
— Dudy? — Lisa apareceu logo atrás de mim, me fazendo virar bruscamente.
— Hey! — Biel apareceu logo do lado que eu havia acabado de dar as costas, então me afastei para que pudesse ver os dois.
— Onde estamos? — Matheus apareceu em minha frente, mas em uma distância razoável.
— Nós conseguimos? — Lisa continuou.
— E-eu... — Fiz força para pensar. — Não sei.
— Não consigo me lembrar também. — Biel disse, e todos se aproximaram.
— Mas... — Falei. — Vocês estão bem?
— Sim. — Responderam em uníssono.
— Que lugar é este afinal? — Biel exclamou.
— P-Pessoal... — Lisa nos chamou a atenção, apontando para cada um de nós. Em nossos corpos haviam marcas de grandes facadas por cima da nossa roupa que pareciam provocadas por uma espada bem afiada.
— Q-Quer dizer que... — Biel prosseguiu, fitando seu próprio corpo.
— Nós perdemos. — Matheus falou firme.
Eu olhei para cima, embora Matheus falasse firme, era possível perceber lágrimas nos rostos de cada um deles. Nós perdemos a batalha final, e nem sequer nos lembrávamos de ter lutado.
— Hey... — Falei, mas não consegui a atenção deles.- Hey! — Exclamei um pouco mais alto, tendo a atenção necessária. — Não fiquem tristes, nós passamos por isso juntos... — Depois disso foi impossível impedir minhas lágrimas de caírem, e todos nos rendemos de joelhos no chão impecavelmente branco.
— Querem saber...? — Biel perguntou, fazendo-nos levantar a cabeça para olhar para ele. — Não importa. — Ele limpou a garganta. — Não importa. — Falou um pouco mais sério, se levantando do chão.
— Sabe que... — Lisa se levantou também, limpando as lágrimas. — Ele tem razão.
— É verdade. — Matheus levantou junto, passando o braço nos olhos para secá-los.
— Por que? — Perguntei, ainda de joelhos no chão.
— Porque... — Lisa se abaixou na minha frente e estendeu a mão para que me levantasse e assim fiz. — Nós passamos por isso juntos, e sempre foi assim, mesmo que não estivéssemos em batalha, não seria diferente.
Então eu entendi todo o propósito da história.
Eu entendi o porque de tê-los na minha vida.
"Ser idiota sozinho, não dá, não tem graça. Por isso existem melhores amigos."
"E se o mundo se virar contra mim?" "Então seremos nós 4 contra ele."
"Os únicos que estarão contigo até o fim. Seus melhores amigos."
E o propósito deles na minha vida sempre foi esse.
Enfrentarmos tudo, desde que estejamos juntos.

"O tempo vai passar"
"Os anos vão confirmar"
"As três palavras que proferi:"
"Amigo Estou Aqui"
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