Millennium Odyssey: Uma Odisseia de Milênios Atrás
37 Capítulo 37
Todos estão no deck principal.
"Coloquei Zephyr no modo automático." — Diz Decker.
"A gente tá quase chegando." — Diz Claude. "Hah… Lar, doce lar~"
"Nunca é tarde demais para voltar." — Diz Galadriell. "Tem mesmo certeza disso, Cirius ? Você pode desistir agora, e o Decker dá meia volta."
Cirius concorda com sua cabeça. "Eu não vou voltar atrás."
"Já dá para ver o porto !" — Diz Claude, animado.
Na distância, pode-se ver um porto. O navio se aproxima mais, permitindo a vista de uma cidade com três grandes moinhos, várias casas, um parque, uma grande escadaria que leva até um castelo com duas estátuas de cavaleiros na frente e uma igreja com várias cruzes e vitrais nela. Minutos depois. O navio para no porto. Todos descem.
"Bem-vindos à Ignis. A Capital da Liberdade, como gostamos de chamar." — Diz Claude.
"Não é lá grande coisa. Mako tem uma vista melhor." — Diz Èris.
"Ignis tem mais atrações." — Diz Claude. "Temos tavernas… Lojas que vendem quase tudo… Ótimos ferreiros… E, aos finais de semana, apresentações de teatro."
"Meu príncipe~" — Diz uma voz familiar.
Claude solta um suspiro, angustiado. "O que eu fiz pra merecer isso… ?"
Stella chega, sendo carregada pelas suas quatro armaduras. Ela sai de sua almofada e abraça Claude com força. "Oh, meu príncipe ! Esteve fora por tão pouco tempo, mas pareceram décadas ! Estive tão preocupada com você !"
Galadriell limpa sua garganta.
Stella olha para o grupo. Ela se assusta. "V-Vocês !?"
"Eles são meus convidados." — Diz Claude.
"Mas, meu príncipe, ela é a minha rival !" — Diz Stella, apontando para Luna.
"Luna não lembra de você." — Diz Luna.
Stella franze uma sobrancelha. "Tá de brincadeira… SOU EU, IDIOTA ! A STELLA !"
"Stella da loja de peixes ?" — Pergunta Luna. "Luna gosta de peixe."
Stella solta um suspiro, inconformada. "Eu não consigo passar por isso de novo… A outra Stella, idiota !"
"Ah ! A Stella pobre !" — Diz Luna.
"Ugh ! Isso não importa agora, já que meu príncipe vai se casar comigo~" — Diz Stella.
Todos olham para Claude.
"I-Isso é toootalmente verdade. Ehehehe..." — Diz Claude. "Eu tenho uma missão muito importante pra você, minha, uh, futura... esposa... ?"
"Sim, meu príncipe !" — Diz Stella.
"Preciso que cuide das plantas em volta da cidade INTEIRA." — Diz Claude. "Afinal, todos sabem que uma boa esposa gosta de cuidar das plantas."
"Não precisa pedir duas vezes, meu príncipe !" — Diz Stella. As armaduras começam a levar ela embora. "Considere-se sortuda, Luna ! Mas eu ainda terei minha vingança !"
Claude sorri. O grupo olha para ele com desgosto. "Ah, qual é ! Ela é um pé no saco !"
"Prossiga diretamente aos aposentos do rei deste lugar." — Diz Galadriell. "Sem mais interrupções. Cirius vai apenas conversar por alguns minutos e ir embora."
"Você é uma estraga prazeres, hein." — Diz Claude. Ele vai embora.
O grupo segue Claude. Conforme vai passando, as pessoas vão interagindo com Claude, que os cumprimenta com um sorriso.
"As pessoas gostam bastante de você." — Diz Cirius.
"Por aí." — Diz Claude. "Todo dia, eu dou uma caminhada pelas ruas, conversando com eles. É sempre bom saber do que as pessoas gostam ou odeiam na sua cidade. Ignis foi construída para o POVO, afinal de contas."
"Isso é um sistema falho." — Diz Èris. "Como uma cidade assim vai para a frente ?"
"Bom, Ignis não é a capital da liberdade à toa." — Diz Claude. "Aqui, independente de você ter nascido rico, pobre, saudável ou doente será tratado da mesma forma. Todos ajudam uns aos outros da melhor maneira que conseguem."
"Mas isso- Mas assim- E os…" — Èris tenta dizer algo, mas não consegue. Ela desiste.
"Dá pra parar de botar defeito na minha casa ?" — Diz Claude. "Eu odeio Mako, mas você não me vê reclamando. Vê ?"
O grupo sobe a escadaria e se aproxima das portas do castelo.
"É aqui." — Diz Claude. "Atrás dessa porta, está toda a infância que você nunca teve."
"Olha, maninho, eu sei que você quer muito isso, mas tenta não deixar as emoções falarem." — Diz Mira.
"O rei de Ignis... Um homem conhecido pela sua tirania e punho de ferro em batalha..." — Diz Decker. "Imagino as torturas que ele pode ter feito para seu próprio filho…"
"O-Ouvi dizer que o cara tem uma aura tão ruim, que faz você lembrar do seu pior pesadelo !" — Diz Kaito, assustado.
"Luna sente uma presença ruim…" — Diz Luna.
Cirius respira fundo. "Aqui vou eu…" — Ele põe as mãos nas portas e as empurra.
Do outro lado, há um salão com uma fonte no meio, escadas subindo, alguns quadros nas paredes e um lustre dourado com alguns cristais. No meio do local, está Rosaria. Ela está tentando colocar um chapéu de festa em um homem musculoso de cabelo curto, costeletas e cavanhaque, todos ruivos, olhos azuis, vestindo uma roupa de general preta, com detalhes dourados, uma calça, botas e uma capa, todas também pretas, e luvas brancas.
Rosaria tenta colocar o chapéu no homem, mas ele se esquiva. "Eu já disse que uma coisinha dessas não cabe na minha cabeça grande ! Eu quero causar uma boa primeira impressão ! E usar uma coisa dessas não vai me ajudar ! Sou um pai, não um bobo da corte !"
Rosaria continua tentando colocar o chapéu. O grupo olha para a situação com olhares incrédulos. O homem percebe eles e começa a encará-los, assustado. Cirius fecha as portas, lentamente. Ele abre as portas novamente. O homem está em pé, com sua coluna reta e um olhar sério. Rosaria tenta colocar o chapéu nele, mas o homem o pega, discretamente, e joga fora.
O homem limpa sua garganta e força um sorriso. "Uh… Bem-vindo... ?"
Claude solta um suspiro. "Podia tentar ser um pouquinho mais espontâneo."
"E-Eu não sou bom com isso !" — Diz o homem. "Oh ! Olá, Galadriell ! Há quanto tempo ?"
"Não vim aqui conversar com você." — Diz Galadriell.
"Sempre direta ao ponto. Igual ao seu pai." — Diz o homem, sorrindo. "É bom ver que continua forte como sempre. Você já deve conseguir me matar com uns dois golpes."
"Por que não testamos isso ?" — Diz Galadriell, pondo a mão em Nebro.
Cirius impede Galadriell de puxar sua espada. Ele nega com sua cabeça.
"Só porque você pediu." — Diz Galadriell.
"Então, uh…" — Diz o homem, confuso. "O que, exatamente, eu digo em uma situação dessas ? 'Bem-vindo' ou 'Que bom que voltou' ?"
"Pra ser sincero, eu também não sei." — Diz Cirius, passando a mão em sua nuca. "Que tal um aperto de mãos ?"
"Pode ser." — Diz o homem.
Cirius se aproxima do homem. Os dois dão um aperto de mãos.
"É um prazer rever você." — Diz o homem. "Caso não se sinta confortável em me chamar de pai, pode usar meu nome mesmo."
"Augustus..." — Diz Cirius.
"Como, uh… Como foi a vida ?" — Pergunta Augustus.
"Bem, legal, eu, uh, acho… ?" — Diz Cirius, confuso.
"Legal…" — Diz Augustus.
"Eu, uh… posso te dar um abraço ?" — Pergunta Cirius.
"Com toda certeza !" — Diz Augustus.
Cirius abraça Augustus, que o abraça de volta.
"Como se sente ?" — Pergunta Augustus.
"Desconfortável e quentinho..." — Diz Cirius.
"Essa é a primeira vez que alguém me diz isso. Ehehehe." — Diz Augustus.
"Essa é a primeira vez que eu digo isso." — Diz Cirius.
"Ugh ! Dá nojo só de olhar." — Diz Kaito.
"Perdão ?" — Diz Augustus. "O que quer dizer com isso ?"
"Você não tá nem aí pra ele." — Diz Kaito. "Até aquele idiota do meu pai já foi atrás de mim, quando eu fugia de casa. Você podia muito bem ter ido atrás dele, mas não foi. Grande pai."
Cirius solta Augustus. "Espera aí... Isso é verdade..."
"Se você sabia onde ele estava, por que não foi buscá-lo mais rápido, pai ?" — Pergunta Claude.
Augustus permanece em silêncio.
"Nenhuma resposta ?" — Pergunta Vega.
"Homem mau tá escondendo alguma coisa !" — Diz Luna.
"Isso aí !" — Diz Mira.
"Alguns detalhes realmente não passam em branco, huh ?" — Diz Augustus. "Você está certa, eu realmente estou escondendo o que realmente ocorreu naquela noite. Rosaria, por favor."
Rosaria pega um papel enrolado de dentro dela. Ela entrega esse papel para Galadriell.
"Naquela noite, na verdade, Cirius não foi sequestrado. Eu o entreguei por livre e espontânea vontade." — Diz Augustus.
"O que você quer dizer com isso !?" — Pergunta Claude, assustado. "Não foi Kurono quem sequestrou meu irmão !?"
"Não. Na verdade, foi tudo um plano em conjunto." — Diz Augustus.
"Isso é mentira !" — Diz Galadriell. "Meu pai nunca trabalharia com você !"
"Quem teve a ideia de 'sequestrar' Cirius foi ele, não foi ?" — Pergunta Augustus.
Galadriell tenta dizer algo, mas não consegue.
"Mas isso não faz sentido ! Por que você faria isso ?" — Pergunta Decker.
"Ignis não estava passando por bons tempos. Muitas pessoas estavam morrendo, graças aos constantes conflitos com Mako." — Diz Augustus. "Um ambiente de chacina desses não é lugar para um bebê. Por isso, fiz um acordo com Kurono. Deixaria ele cuidar do meu filho, e, quando as coisas melhorassem, o pegaria de volta. Mas quando essa hora chegou, Mako descobriu isso e... Bom, vocês já sabem o resto."
"Meu pai não tem motivos para ajudar você !" — Diz Galadriell.
"Na verdade, ele tem." — Diz Augustus. "Você sabe que nós três éramos amigos, certo ? Eu, Kurono e Arthur."
"Até você trair os dois !" — Diz Galadriell.
"Eu não diria isso." — Diz Augustus. "Nós apenas… tomamos caminhos diferentes."
"O que é esse papel ?" — Pergunta Mira.
Augustus nega com sua cabeça. "Temo que não sei responder essa pergunta. Kurono me disse para entregá-lo à Galadriell, quando ela ficasse mais madura. Por isso, não sei o que está escrito."
Galadriell abre o papel. Ela se espanta.
"O que está escrito aí, senhorita ?" — Pergunta Èris. "Eu não consigo ler."
"Também não faço ideia." — Diz Kaito.
"...É..." — Diz Galadriell, espantada. "…É uma carta do meu pai…"
"Isso pode muito bem ser uma falsificação." — Diz Mira.
"Não é..." — Diz Galadriell. "Essa é a caligrafia horrível do meu pai. Ele fazia isso de propósito. Assim, só eu, a mamãe e o Cirius íamos entender as coisas."
"O que diz aí ?" — Pergunta Vega.
"Aqui diz…" — Diz Galadriell. Ela limpa sua garganta. "Se você estiver lendo isso, é porque eu já morri há muito tempo e aquele urso velho esquisitão manteve a promessa dele. O que é raro. Eu nunca fui muito bom em me comunicar, prefiro bater uma espada na cabeça de alguém. Então, vou ser breve. Você é forte, mas ainda tem muita coisa para aprender. Use essa força para seus próprios princípios. Nunca deixe ninguém se aproveitar dela. E, filhota, eu e sua mãe não podíamos sentir mais orgulho de quem você se tornou."
"Foi… só isso ?" — Pergunta Luna.
Galadriell concorda com sua cabeça. "É típico do meu pai, escrever uma coisa assim."
"O que você quer com isso ?" — Pergunta Èris. "Se está pensando em fazer a nossa mente-" — Ela diz, sendo interrompida por Augustus.
"Não, não ! Eu jamais faria uma coisa dessas !" — Diz Augustus.
"Eu já disse. Ignis é a capital da liberdade. A gente nunca ia forçar ninguém a fazer nada." — Diz Claude.
"Só fiz o que Kurono mandou." — Diz Augustus. "Além disso, não ficarei aqui por tanto tempo para entregar a carta."
"Você parece bem." — Diz Cirius.
Augustus passa a mão em sua nuca. "M-Muito obrigado. Ehehehe..."
"Meu pai desenvolveu uma doença sem cura." — Diz Claude. "Pouco a pouco, ele vai ficando mais fraco, até..."
"Não é uma coisa pequena dessas que vai me impedir de levar meu reino a glória." — Diz Augustus. "Mudando de assunto. Gostariam de um passeio pelo castelo ? Temos tempo, até os cozinheiros terminarem o banquete que eu pedi."
"Nem perde o seu tempo." — Diz Kaito. "Ninguém aqui quer ficar um segundo nesse lugar."
"Não viemos passear ! Estamos aqui para garantir que você não vai fazer nenhuma coisa com o meu irmão !" — Diz Mira.
"Seu irmão ?" — Pergunta Augustus. "Entendo… Você deve ser a irmã adotiva dele. Nesse caso… Rosaria."
Rosaria se aproxima de Mira.
"N-Não encosta em mim !" — Diz Mira, assustada.
Rosaria pega um saco de dentro de si e entrega para Mira, que fica confusa.
"O que é isso ?" — Pergunta Mira.
"Dinheiro." — Diz Augustus. "É para recompensar todo o tempo que cuidou do meu filho."
Mira joga o saco no chão e pisa em cima. "Eu não quero seu dinheiro nojento."
"Deve haver alguma coisa que queira." — Diz Augustus. "Não precisa se envergonhar em pedir. Os amigos do meu filho são mais do que bem-vindos em minha casa."
"Tudo que eu quero é que você saia de perto do meu irmão e nos deixe em paz." — Diz Mira.
Cirius solta um suspiro. "Quando é que a comida fica pronta ? Eu tô com um pouco de fome."
"Acho que pode ser daqui uma hora, ou mais." — Diz Augustus. "Não sabia o horário exato em que vocês iam chegar, então não queria começar cedo demais."
"Eu consigo esperar." — Diz Cirius.
"Gostaria de colocar a conversa em dia ?" — Pergunta Augustus.
"Não tem muita coisa pra dizer, na verdade." — Diz Cirius. "Eu tive uma infância bem normal, tirando todas aquelas coisas."
"Mesmo assim, eu quero saber se você se alimentou direito. Deu muito trabalho para as pessoas que cuidaram de você ? Tirou boas notas ?" — Pergunta Augustus.
"P-Perguntas demais !" — Diz Cirius.
"Arranjou alguma namorada ?" — Pergunta Augustus.
"Cirius é o marido de Luna !" — Diz Luna.
"Luna ?" — Pergunta Augustus. Ele olha Luna de cima à baixo. "Por acaso, você é a filha da Leona ?"
"Como você conhece a mãe de Luna ?" — Pergunta Luna.
"Eu e sua mãe nos conhecemos há muito tempo atrás." — Diz Augustus. "Seu pai tentou me matar algumas vezes. Fiquei sabendo da morte dele. Meus pêsames. Ele era um bom homem."
"Você tá com pena de alguém que tentou te matar ?" — Pergunta Kaito.
"Eu sei muito bem que minhas ações não são certas, na visão de muita gente. Mas isso não muda o fato de que essas pessoas são boas." — Diz Augustus. "O pai dela sempre lutou pelo que acreditava. E isso é um ato digno que não pode ser ignorado. Mesmo eu não entendendo uma palavra do que ele dizia."
"Bom, já que querem ficar o mais longe daqui, vão voltar para o navio ?" — Pergunta Claude.
"Definitivamente." — Diz Decker. "A melhor parte de toda essa cidade, nesse momento, é o Zephyr."
"É uma pena que não vão ficar." — Diz Augustus. "Se mudarem de ideia, as portas estarão abertas."
"Não vamos pisar aqui nunca mais." — Diz Vega.
De repente, um pedaço do teto explode.
"O-O que foi isso !?" — Pergunta Mira, assustada.
"Eu não sei !" — Diz Augustus.
Barulhos de explosão podem ser ouvidos, na distância. Todos saem do castelo. Há alguns navios brancos, com detalhes dourados, um balão no meio, duas hélices e alguns canhões sobrevoando Ignis. Os canhões apontam para a cidade e disparam. As balas explodem, quando acertam a cidade.
"O-O que são essas coisas !?" — Pergunta Luna, assustada.
"São protótipos que o Daedalus fez de uma arma suprema." — Diz Galadriell. "Se chama Alabarda. É um barco voador equipado com artilharia pesada. Foi feito para destruir cidades inteiras em minutos."
Na distância, pode-se ver soldados de Mako enfrentando soldados de Ignis. A cidade está em chamas.
"Maldito Arthur !" — Diz Augustus, bravo.
"Mas por que um ataque surpresa, assim ?" — Pergunta Galadriell. "Eu não sabia de nada disso…"
Um arrepio corre pelo corpo de Luna. "Ugh !"
"O que foi ?" — Pergunta Èris.
"Luna sente Colosso Primordial muito forte." — Diz Luna. "Colosso está se aproximando muito rápido."
"Por onde ?" — Pergunta Claude.
Luna sai do castelo. O grupo segue ela. Eles vão até a igreja, que possui uma vista do horizonte. Nuvens negras estão cobrindo o céu, se aproximando junto de uma sombra de uma serpente gigante, no mar, vindo na direção da cidade. De repente, um dragão serpente com escamas azuis, olhos verdes e longos bigodes sai do mar.
"O Imperador das Profundezas, Serperius !" — Diz Luna.
"Era só o que me faltava !" — Diz Kaito. "Que droga essa coisa quer aqui ?!"
"Mako deve ter escondido ele como uma arma secreta." — Diz Augustus.
Água se junta na boca de Serperius. Ele joga um jato de água, que atravessa a cidade.
"Meu povo !" — Diz Augustus, preocupado. "Preciso fazer alguma coisa !"
"Você não pode, pai ! Está muito doente !" — Diz Claude. "É nosso dever defende Ignis !"
Rosaria concorda com sua cabeça.
"Então deixe a defesa da cidade comigo." — Diz Augustus. "Prometo não fazer nada que me canse. Você impede aquela coisa de chegar aqui."
"Leva a Loki com você." — Diz Claude. "Você vai precisar mais do que a gente."
"Certo." — Diz Augustus. Ele vai embora, correndo.
"Vamos embora daqui, antes que alguma coisa nos acerte !" — Diz Èris.
"Vocês não vão ajudar ?" — Pergunta Claude.
"Ajudar Ignis ? Nem ferrando !" — Diz Kaito.
"Por favor, eu imploro !" — Diz Claude. Ele se ajoelha e põe sua testa no chão.
Rosaria faz a mesma coisa.
"Pode fazer o que quiser, não vamos ficar nesse lugar !" — Diz Vega. "Não é nossa guerra !"
Cirius também se ajoelha. "Por favor, ajudem ele."
"Ei, carinha, agora não é hora de brincadeiras !" — Diz Kaito.
"Irmão, a coisa é séria." — Diz Mira.
"Eu sei que é. Mas a gente não pode deixar isso acontecer." — Diz Cirius. "Isso é a mesma coisa que aconteceu naquela noite… Todo esse fogo e gente morrendo… Eu não quero mais isso…"
O grupo encara Cirius.
"Mas que droga, cara ! Por que você é tão convincente assim ?" — Pergunta Kaito.
Claude levanta sua cabeça. "Vocês vão ajudar ?"
"Que fique claro que, se não fosse pelo Cirius, íamos deixar esse lugar virar cinzas." — Diz Galadriell.
"Muito obrigado !" — Diz Claude.
Rosaria se levanta. Claude faz o mesmo. Todos pegam suas armas.
"Que a batalha comece ! Pela glória de Ignis !" — Diz Claude.
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