Vega está em cima da igreja. Ela respira fundo. Vega começa a se concentrar e fecha seus olhos. De repente, a água do mar começa a subir e formar um escudo. Perto do porto, um redemoinho começa a se formar. Serperius tenta se aproximar, mas o redemoinho o afasta. A criatura enche sua boca com água e joga uma rajada na cidade, mas o ataque acerta o escudo e é neutralizado.

No porto, estão Èris e Rosaria. As duas começam a se concentrar. Èris cria uma corrente de luz, que se prende na parte de cima de Serperius, e Rosaria cria uma corrente de sangue, que se prende na parte de baixo. A criatura começa a se contorcer, mas não consegue se soltar.

Zephyr começa a rodar em volta de Serperius. Kaito, Luna e Mira estão no navio. Kaito joga algumas lanças de gelo. Luna atira na criatura com os canhões. Mira atira munições explosivas.

Um pouco de água levanta uma plataforma de pedra para perto da cabeça de Serperius. Cirius, Claude e Galadriell estão nessa plataforma. Eles começam a bater suas espadas na criatura, mas nenhum dano aparente é causado. Serperius cospe na plataforma. A água se divide em três bolhas, que tomam a forma de um cardume de pequenos peixes, uma garça com bico pontudo e um caranguejo com uma garra grande.

"Ah, qual é ! Luta contra a gente feito homem !" — Diz Claude. Ele se abaixa, desviando de um jato de água disparado pelo cardume.

O cardume de peixes se junta e toma o formato de um peixe espada. Eles avançam na direção de Claude, que se defende com sua espada. O cardume força, fazendo ele fraquejar. Claude consegue se recuperar e desviar do ataque. O cardume muda seu formato para uma mão e tenta esmagar Claude, que se defende com sua espada. Os dois começam a forçar, mas ele consegue empurrar o cardume para cima. Claude usa Kekkai para criar uma espada de gelo e a joga no cardume, o congelando no ar. Quando o cardume cai, ela o corta em pedaços.

Galadriell começa a bater no caranguejo, que põe sua garra na frente, se defendendo. Ela começa a desferir mais golpes, mas nenhum deles afeta a criatura. A boca do caranguejo começa a borbulhar. Ele cospe algumas bolhas em Galadriell, que se defende com Nebro. Quando as bolhas acertam a espada, elas explodem, jogando ela para trás e quase a fazendo cair da plataforma. O caranguejo avança na direção dela e começa a empurrá-la para fora. Galadriell força, conseguindo se segurar. Os dois começam a forçar. Galadriell, com toda sua força, consegue empurrar a criatura para trás e a corta ao meio com uma rápida Lâmina Fantasma. O caranguejo se desfaz.

A garça começa a atacar Cirius com seu bico. Cirius se defende dos ataques, indo um pouco para trás com cada um. A criatura ataca com força. Cirius desvia, e revida com um ataque, mas a garça se defende com seu bico. Os dois começam a forçar. A garça consegue empurrar Cirius para trás. Ela começa a girar e ir na direção dele. Cirius corre na direção da criatura e desliza pelo chão, passando por debaixo do bico. Ele se levanta rapidamente e volta a correr na direção da garça. Cirius ataca a criatura, que também o ataca, colidindo a ponta da espada com a ponta do bico. Ele usa seu Kekkai: Cho e força mais. A garça fraqueja. Cirius aproveita a oportunidade e corta a criatura ao meio.

Serperius dá um rugido alto. Ele abre sua boca e tenta morder os três, mas eles desviam.

"Ataquem o pescoço !" — Diz Galadriell.

"Pode deixar !" — Diz Cirius.

Os três começam a bater suas espadas no pescoço de Serperius. A criatura ergue sua cabeça e abre sua boca. A água na plataforma começa a formar um redemoinho debaixo da boca de Serperius, que começa a puxar o trio.

Galadriell finca sua espada no chão. Ela pega Cirius, que está sendo puxado. "Se segura firme !"

"Valeu !" — Diz Cirius.

Claude congela seus pés no chão, parando de ser puxado. "Ainda bem que eu sei fazer isso."

O redemoinho explode, jogando água para cima.

"A-A gente quase caiu naquilo !" — Diz Cirius, espantado.

"E é por isso que você precisa sempre tomar cuidado, no campo de batalha." — Diz Galadriell.

"Dá uma lição de moral depois !" — Diz Claude. Ele descongela seus pés. "A gente tem coisas maiores pra se preocupar !"

Serperius abre sua boca novamente. Ele junta água e cospe na plataforma, fazendo uma onda.

Claude corta essa onda ao meio. "Me agradece depois."

Serperius prepara outro ataque.

"Se preparem ! Lá vem outro !" — Diz Galadriell.

Serperius continua se preparando para atacar.

"Espera aí…" — Galadriell pensa consigo mesma. Ela nota algo e se desespera. "Precisamos sair daqui o mais rápido possível ! Agora !" — Galadriell puxa Cirius. Claude acompanha os dois.

Serperius cospe uma rajada, quebrando a plataforma. Decker nota o acontecido e navega para perto de onde os três vão cair. Kaito cria um escorregador, levando todos para o barco em segurança.

"Vocês estão em ?" — Pergunta Mira, preocupada.

"Já estive melhor..." — Diz Claude.

"Ainda bem que você viu aquilo, antes que acertasse a gente." — Diz Cirius.

"Precisamos nos reunir com os outros." — Diz Galadriell. "Nós quase não causamos nenhum dano naquela coisa…"

Decker navega até o porto. Todos saem do barco e se reúnem com os outros, menos Vega.

"Vimos o ataque ! Vocês estão bem ?" — Pergunta Èris, preocupada.

Galadriell concorda com sua cabeça. "Nossa prioridade agora é pensar em um plano para derrotar Serperius."

"Já que esses palitos aqui não tão fazendo efeito nenhum, né." — Diz Claude.

Rosaria faz alguns sinais com suas mãos.

"Duvido muito que isso funcione." — Diz Claude.

"O que ela disse ?" — Pergunta Cirius.

"Se todo mundo atacar um lugar só, esse lugar fica fraco mais rápido." — Diz Claude.

"A pele de Serperius não funciona assim." — Diz Luna. "Colossos Primordiais tem uma pele muuuito dura."

"Era só o que me faltava." — Diz Kaito.

Serperius cospe mais uma rajada na barreira de água. Vega fraqueja um pouco, mas rapidamente se recompõe.

"Ela não vai aguentar por muito tempo." — Diz Mira.

"E se a gente jogar um pedaço de pedra enorme na cabeça dele ?" — Pergunta Kaito.

"A pele é dura demais." — Diz Luna.

"Aha !" — Diz Mira, tendo uma ideia.

"Pensou em algo ?" — Pergunta Galadriell.

Mira concorda com sua cabeça. "E se nós atacarmos de dentro para fora ? Todo mundo sabe que o que é duro por fora, é mole por dentro."

"Luna não sabe como é dentro de Colosso Primordial." — Diz Luna.

"Na verdade, eu sei como é." — Diz Galadriell. "Quando cortei Zhar'Avah ao meio, ele estava com a boca aberta. Por isso, meu corte acabou sendo de dentro para fora. Pode ser que dê certo."

"Precisa ser um ataque pesado." — Diz Kaito. "Olha só o tamanho daquela coisa. Uma espadada dentro daquilo não vai fazer nada."

"Você tem razão." — Diz Èris. "Precisa ser um coisa forte. Algo pesado."

Rosaria faz mais sinais com as mãos.

"É verdade ! Bem pensado." — Diz Claude.

"Tradução." — Diz Kaito.

"Alguns alquimistas estavam desenvolvendo uma bomba extremamente forte pra- Ahem. Digamos que o motivo não importa." — Diz Claude.

"Vocês iam jogar uma bomba em Mako ?!" — Pergunta Galadriell, brava.

"S-Só em caso de emergência !" — Diz Claude. "Isso não vem ao caso agora ! Podemos jogar ela dentro daquela coisa. Só tem um probleminha…"

"Qual ?" — Pergunta Luna.

"A bomba é MUITO pesada. E não vai ter como levar ela lá pra cima." — Diz Claude. "Sem contar, que precisamos levar ela no mar primeiro."

Kaito solta um suspiro. "Falou tudo, pra não falar nada…"

"E agora ? Mais alguma ideia ?" — Pergunta Mira.

Todo mundo permanece em silêncio. Serperius cospe mais uma rajada na barreira. Vega se desconcentra. Alguns buracos começam a se formar na barreira.

Decker quebra o silêncio. "…Zephyr…" — Todos olham para ele. "Podemos usar o Zephyr para carregar a bomba até a água e fazer Serperius engolir."

"Mas isso significa que…" — Diz Mira.

"Eu sei bem o que significa." — Diz Decker.

"Você vai sacrificar seu navio pela gente ?" — Pergunta Claude.

"Vocês não merecem nem um pouco da minha empatia." — Diz Decker. "Mas eu não posso deixar mais nenhuma família ser destruída. Mesmo que elas sejam inimigas."

"Seu sacrifício não vai ser em vão." — Diz Claude. "Ignis vai te recompensar."

"Eu não quero nada que venha de vocês." — Diz Decker. "Traga aquela bomba e fim de papo."

"Você quem manda, capitão." — Diz Claude. "Eu vou precisar da ajuda de vocês duas." — Ele aponta para Luna e Galadriell.

Os três vão embora. Minutos depois. Eles voltam com um objeto oval grande feito de ferro, em cima de um carrinho. Luna e Galadriell põe a bomba dentro de Zephyr.

"Vou precisar chamar a atenção dele." — Diz Decker.

"Deixa isso comigo." — Diz Mira. Ela recarrega seu rifle. "Um bom tiro certeiro na cara chama a atenção de qualquer um."

"Certo. Muito obrigado por vir comigo." — Diz Decker.

Mira e Decker entram no barco.

Decker entra na cabine do capitão, põe suas patas no leme e respira fundo. "Pronto para uma última aventura, velho amigo ?"

O navio vai para o mar. Èris e Rosaria soltam suas correntes de Serperius.

Mira começa a atirar munições explosivas na cabeça de Serperius, que olha para o navio. "Aqui, otário ! Um lanche de graça pra você !"

Serperius vai na direção de Zephyr. Mira continua atirando.

Decker sobe no ombro de Mira. "Tudo preparado !"

"Certo !" — Diz Mira. Ela pula em um barco reserva e o joga na água.

Vega faz as ondas trazerem o barco para perto do porto. Serperius engole Zephyr rapidamente.

Decker vê seu navio sendo engolido. "Adeus, velho amigo. Essa pode ser sua última aventura, mas pode ter certeza que nos veremos novamente. Até que esse dia chegue…"

De repente, um brilho aparece na barriga de Serperius e some, em questão de segundos. A criatura abre sua boca. Muitas chamas começam a sair pela sua boca e nariz. Serperius cai no mar, que começa a avermelhar com seu sangue.

Decker termina sua frase. "…descanse em paz."

"D… Deu certo…" — Diz Mira. "W-Whoa..."

"Ainda bem…" — Diz Kaito, aliviado.

A barreira e o redemoinho desaparecem.

Vega se deita no telhado, ofegante. Sangue começa a escorrer por sua boca, nariz e ouvidos. Qinglong aparece e começa a cutucar Vega. "…Vai ficar tudo bem… Ehehehe…" — Ela começa a desmaiar. "…Eu… es... pe... ro..." — Vega desmaia.

"E não é que aquela geringonça funcionava mesmo." — Diz Claude.

De repente, eles ouvem um grito agudo alto e perfurante. Todos olham para trás. Um navio usa uma lança em sua ponta para perfurar o peito de Arda Locria. A lança volta para dentro do navio, saindo da criatura que cai no chão.

"Loki !" — Diz Claude, preocupado. Ele vai embora, correndo.

O grupo corre atrás dele, menos Èris, que vai para a igreja. Eles chegam no campo de batalha. Soldados de Ignis e Mako estão se atacando para todos os lados.

Claude se aproxima da cabeça de Arda Locria. Ele começa a balança-la. "Loki ! Loki !"

Os olhos de Arda Locria se abrem um pouco. O bico da criatura começa a se mexer. Uma voz feminina fraca começa a sair. "…Crianças…"

"V-Você fala !?" — Pergunta Kaito, assustado.

"L-Loki ! Aguenta firme ! E-Eu vou…" — Diz Claude, desesperado.

"…Esse é o fim… de todos aqueles que... buscam a liberdade…" — Diz Arda Locria. "…Sinto muito… crianças…"

Rosaria começa a chorar. Ela encosta sua cabeça em Arda Locria.

"Ei, você !" — Diz Claude, apontando para Kaito. "Faz alguma coisa ! Usa alguma pedra !"

"O que você quer que eu faça ?!" — Pergunta Kaito, bravo. "Mesmo se eu tivesse alguma coisa, não ia usar nesse bicho !"

"Grr ! Seu desgraçado-" — Diz Claude, sendo interrompido por Arda Locria, que põe sua asa na frente.

"…Pare… com… isso…" — Diz Arda Locria.

"…Loki…" — Diz Claude, triste.

"…Eu só queria… me sentir livre… mais uma… vez…" — Diz Arda Locria. Os olhos da criatura lentamente se fecham. "…Muito… obrigada… por… me… a… ju… d... a… r…"

"…Loki…" — Diz Claude. Ele se ajoelha e começa a chorar. "LOKI !!!" — Seu grito ecoa pelo campo de batalha, junto com o barulho de aço colidindo.