Millennium Odyssey: Gagaku das Pétalas Douradas

1 O demônio que dança entre as pétalas douradas


Notas iniciais
Não aguentei. Tinha de começar outro Millennium Odyssey logo :3

Jyūshima, um arquipélago em Bastion Spei composto por uma grande ilha cercada por outras cinco menores em volta de si. Cada ilha com suas próprias culturas, climas e ecossistemas diferentes umas das outras, mas todas com algo em comum: cada uma é comandada por um shogun que serve à Shuten-Dōji, um imperador demônio que comanda a ilha central e capital de Jyūshima com tirania. Graças a ele, o local também é habitado pelos Wrath, criaturas vindas de um local místico chamado Éden, assim como o imperador, que só conseguem viver em lugares com uma leve neblina negra. Humanos e Wrath vivem em conflito, por causa de suas origens divergentes, mas alguns Wrath decidiram se juntar aos humanos e viverem em paz.

Conhecido como Imperador dos Seis Paraísos, Shuten-Dōji comanda Jyūshima com um punho de ferro a mais de duas décadas, mantendo todo o arquipélago trancado do mundo exterior, apenas aceitando visitas de reinos aliados específicos para manter sua cultura e reinado intactos e controlar seu povo melhor. Graças à isso, a cultura de Jyūshima é restrita apenas ao local, e qualquer prática de cultura exterior resulta em uma sentença de execução imediata. O imperador tirano não mede esforços para fazer shows bárbaros torturando àqueles que não cumprem suas vontades usando sua lendária espada Masamune, cujo as lendas dizem que é capaz de dividir o céu em dois, e obrigando a população a assistir, como um lembrete do final que sofrem àqueles que se opõem.

Depois de tantos anos sofrendo nas mãos do imperador tirano e seus shoguns, o povo de Jyūshima conseguirá sentir novas brisas frescas pelos campos, ou serão engolidos pela solidão das trevas ? Isso é uma coisa que apenas o tempo dirá.

Esta aventura começa em uma silenciosa e calma floresta, com o chão coberto por folhas de bordo em um tom vermelho claro, árvores grandes, com folhagens amplas, cobrindo o céu, e um caminho de terra. Apenas alguns raios laranjas do sol tardio, passando pelas copas das árvores, iluminam o local. Uma carroça está passando pelo caminho de terra.

"Você está bem aí atrás ?" — O carroceiro pergunta ao seu único passageiro.

Apenas o barulho do galopar de seu cavalo pode ser ouvido.

O carroceiro vira sua cabeça, preocupado com o bem estar de seu cliente. Dentro de sua carroça, está uma pessoa completamente coberta por um manto preto. "Você é um cara bem quieto. Isso é, se for um cara. Não disse uma palavra, até agora. Do que eu te chamo ?"

Novamente, sem respostas.

"Bom, não que isso importe. Pagou adiantado, então não é problema meu." — O carroceiro diz, voltando a focar seus olhos no caminho. "Mais uma vez, peço desculpas pelo preço caro que pedi. É que passar por aqui custa mais caro. Eu sei que leva para a capital mais rápido, mas os perigos são mais altos. Sabe das lendas sobre esse local ?"

Silêncio. Novamente.

"Dizem que esse local é o lugar onde o Demônio Ronin das Cerejeiras Douradas habita." — O carroceiro diz. "Essa floresta é um local amaldiçoado para mercadores. Eles conseguem sair vivos, mas seus produtos… Bom, aí já é outra história. Que bom que eu não sou um mercador, huh ?"

De repente, flechas acertam o chão, perto do cavalo. O animal se desespera, balançando a carroça.

"É-É o demônio ! Vamos, Aggro ! Corra o mais rápido que conseguir !" — O carroceiro diz, assustado.

O cavalo se recompõe e começa a correr. Em questão de minutos, a carroça sai da floresta.

O carroceiro solta um suspiro, aliviado. "Ainda bem… Conseguimos escapar por pouco. Tudo bem aí ?" — Ele olha para trás. A pessoa não está mais na carroça. O carroceiro abaixa sua cabeça e fecha seus olhos, fazendo uma prece. "Que os Dez abençoem sua alma…"

A pessoa coberta pelo manto está na floresta. Passos rápidos podem ser ouvidos, em volta dela. Algumas kunais são jogadas no chão, perto da pessoa.

Uma voz masculina jovem é ouvida. "Se conseguiu desviar delas, não é qualquer um. Nesse caso…"

Silêncio volta a tomar o local. Uma pétala de cerejeira dourada passa perto da pessoa. De repente, uma forte ventania sopra. As folhas de bordo no chão são jogadas ao ar. A pessoa está segurando uma foice com uma corrente, com uma bola de ferro na outra ponta da corrente. Ela está usando essa foice para se defender de uma katana de lâmina rosa escuro, quase como sangue, sem a ponta, com uma aparência velha e cheia de rachaduras e riscos. Quem está segurando essa katana, com sua mão esquerda e ao contrário, é um jovem de cabelo bagunçado branco, com as pontas roxas, olhos pretos, vestindo um kimono rosa, com vários desenhos de pétalas douradas por ele, um pedaço de madeira, como uma armadura, no ombro direito, com seu braço direito estranhamente escondido dentro do kimono, um shorts azul, usando meias, chinelos de madeira e com um cachecol branco enrolado no pescoço.

O jovem dá um sorriso confiante. "Heh, nada mal." — Ele para seu ataque e guarda a katana em sua cintura. "Mas não foi bom o suficiente."

De repente, o manto cobrindo a pessoa é cortado em pedacinhos. Quem estava coberta é uma garota de cabelo longo verde escuro, olhos vermelhos, com um olhar sério e cruel, vestindo uma camiseta de couro preta sem mangas, mostrando sua barriga, uma calça também preta, botas marrons e usando uma capa preta, com vários desenhos de olhos vermelhos perturbadores nela.

"Você é uma garota e tanto, huh ? Se veste como uma forasteira, parece com uma pessoa e, mesmo assim, eu ainda sinto um cheiro vago de Wrath em você." — O jovem diz, olhando a garota de cima à baixo.

"Você é o famigerado demônio ronin que dança entre as cerejeiras douradas ?" — A garota pergunta, ignorando o jovem.

"Dependendo de quem faz a pergunta, a resposta pode variar." — O jovem diz.

"Eu tenho um trabalho para você." — A garota diz.

"O que você sabe sobre esse tal de 'Demônio Ronin das Cerejeiras Douradas' ?" — O jovem pergunta.

"Seu nome é Haruto Hoshikawa. A espada em sua cintura se chama Muramasa, uma arma lendária conhecida por causar um desejo incontrolável de sede de sangue em seu dono." — A garota diz.

"Ok… Você me conhece." — O jovem diz, um pouco surpreso e assustado com a resposta da garota. "Por acaso, eu tenho o prazer de saber quem é a minha POSSÍVEL próxima chefe ?"

"Meu nome não é importante-" — A jovem diz, sendo interrompida por Haruto.

"Brincadeira. Eu já tô ligado em quem você é… Momotarō." — Haruto diz. "Agora, o que a filha do Imperador dos Seis Paraísos quer com um mero andarilho de baixa classe como eu ? Olha, não sei se você se importa, mas vou te chamar de Momo. É mais fofo. Enfim, o que quer ?"

"Eu quero que me ajude a matar o arrombado do meu pai." — Momotarō diz.

"Então a princesa tá afim de cometer um, uh… parricídio ? Paicídio… ? Tanto faz. Matar o pai." — Haruto pergunta. "Nah. Não vale a pena."

"Como ? Mas você, mais do que ninguém, deveria aceitar isso-" — Momotarō diz, sendo interrompida por Haruto.

"Eu vivo no presente." — Haruto diz.

"Ele matou sua família e arrancou seu braço ! Isso é tudo que tem para dizer ?!" — Momotarō pergunta, brava.

"Antes viver em um presente sem passado, do que em um passado sem futuro." — Haruto diz. "Minha mãe gostava dessas frases esquisitas. Ela era poeta."

"Tch. Foi o que eu pensei, você é só um bostinha frouxo." — Momotarō diz. Ela vai embora.

Haruto segue a garota.

"Não preciso da ajuda de um covarde miserável de merda." — Momotarō diz.

"Você tá indo pra lá, né ?" — Haruto pergunta.

"Vou partir a cabeça daquele merda em dois com as minhas mãos." — Momotarō diz.

"E é exatamente por isso que não vou deixar você ir sozinha." — Haruto diz. "Garota, você é maluquinha. E tem uma boca..."

"Vaza daqui. Já falou que não vai ajudar, então some da minha frente, seu porra." — Momotarō diz.

"O bagulho é o seguinte: eu não vou matar o chefão de tudo, MAS isso não significa que vou deixar uma coisinha linda que nem você simplesmente cavar a própria cova." — Haruto diz. "Então, que tal se eu servir como seu samurai ? Você contrata meus serviços pra te proteger e tudo fica tranquilo."

"Tanto faz. Só faz seu trabalho e não entra na merda da minha frente. E você vai receber só metade do que ia ganhar." — Momotarō diz.

"Eu não tô nem aí pra dinheiro. Como recompensa, quero um encontro com você~" — Haruto diz, se aproximando mais de Momotarō.

Momotarō para de andar. Haruto acaba tropeçando nela. A garota pega ele pelo pescoço e olha friamente nos olhos do rapaz. "Se mais uma frase feito essas sair da sua boca, eu vou pendurar você de cabeça pra baixo, descascar sua pele feito uma banana e usar ela pra fazer um livro, onde você vai escrever em todas as páginas 'sinto muito'."

Haruto engole seco e concorda.

Momotarō solta ele e volta a andar. "Os guardas estão terminando os preparos para uma cerimônia de recepção para um reino de Uniloth que acontecerá à noite, no palácio em Onigashima. Todos os cinco shoguns merdinhas e aquele arrombado do Shuten-Dōji vão estar lá. Enquanto todos estão distraídos, vamos entrar de fininho no lugar e sequestrar o filho da rainha. Isso vai fazer ela pensar que o arrombado está tramando alguma coisa e os dois vão brigar. Quando os shoguns estiverem ocupados, vamos matar o filho da puta sem dó."

"É… um plano. Bem pensado ou não, ainda é um plano." — Haruto diz. "Mas e depois ?"

"Depois que o sangue tiver jorrando, a gente foge em um barquinha. Contratei um pescador pra tirar a gente daqui." — Momotarō diz.

"Ok. Não tenho mais nenhuma objeção, patroa." — Haruto diz.

"Cala essa boca e começa a andar." — Momotarō diz, indo embora.

Eles chegam em uma colina. Na distância, pode-se ver uma cidade dentro de uma muralha. No meio da cidade, há um grande palácio, com paredes pretas e telhas vermelhas.

Momotarō olha para o palácio e fecha seus punhos. "Aproveita sua última refeição, desgraçado. Porque a sobremesa vai ser ferro na sua garganta."

Horas depois. Está de noite. O brilho prateado da lua cheia ilumina o local. Haruto e Momotarō estão atrás de uma moita, fora da muralha.

Momotarō põe sua cabeça para fora. Ela vê alguns guardas usando armaduras vermelhas, com máscaras demoníacas brancas, e com lanças em mãos. A jovem volta para a moita. "Tch. Tem guarda pra todo lado."

"Tem mesmo certeza de que quer fazer isso ? Parando pra pensar, é meio exagerado demais, não ?" — Haruto pergunta.

"Não vai brochar agora !" — Momotarō diz, brava.

"Mas nem a pau ! Eu quero esse encontro com você-" — Haruto diz, se interrompendo. Ele engole seco. "E-Eu não falei nada !"

Fogos de artifício sobem aos céus e explodem, colorindo tudo.

"Esse é nosso sinal. Começaram a comer." — Momotarō diz. Ela usa um pouco de sua capa para fazer um capuz.

"Eu não ganho nenhum disfarce ?" — Haruto pergunta.

Momotarō joga uma máscara demoníaca vermelha, com chifres amarelos, no chão. "Toma."

Haruto pega essa máscara e a cheira. "Isso aqui fede a suor ! Aonde você arranjou esse troço ? E, por acaso, aquilo ali é uma- Ugh ! É ! Definitivamente é uma mancha de sangue ! Nem ferrando que eu vou colocar isso no meu rostinho lindo !"

"Enfia essa máscara na sua cara, antes que eu enfie ela no seu rabo." — Momotarō diz.

"Mas-" — Haruto diz, sendo interrompido. Ele solta um suspiro e desiste. "O que um cara não faz por uma gatinha... ?" — Haruto põe a máscara. "Simbora !"

Os dois saem da moita e se aproximam sorrateiramente da muralha. Momotarō pega sua kusarigama, a joga no muro e usa a corrente para subir. Haruto também sobe pela corrente. Eles entram na cidade. Os dois começam a correr entre as casas, indo na direção do palácio. Minutos de correria depois. Os dois se aproximam do muro do palácio.

"Os guardas dormem lá atrás." — Momotarō diz. Ela pega uma esfera de papel. "Eu vou colocar esse sonífero lá dentro. A última coisa que eu preciso são mais filhos da puta pra me atrapalhar."

"Bem pensado. Garantir que os reforços não vão chegar é importante." — Haruto diz. "Mas esse troço aí funciona mesmo ?"

"Eu fiz 'esse troço'." — Momotarō diz.

"…Perdão…" — Haruto diz.

Momotarō pula o muro.

Haruto olha para o palácio e pensa. "Minhas memórias desse lugar não são lá as melhores." — Ele olha para seu braço direito. "Se eu não tivesse fugido naquele dia, as coisas seriam diferentes… ?"

Quatro guardas aparecem.

"O que você está fazendo aí ?!" — Um guarda pergunta, brandindo sua lança.

Haruto solta um suspiro. "Era só o que me faltava… Eu tenho que me livrar desses caras, antes que façam alguma coisa."

Os guardas se viram.

"Rápido ! Vamos avisar o imperador !" — Outro guarda diz.

De repente, uma pétala de cerejeira dourada passa pelos guardas. Um a um, eles rapidamente caem.

Haruto está na frente dos guardas, com Muramasa em sua mão. "Essa foi por pouco."

Momotarō pula o muro. "Tudo pronto."

"Já ? Beleza." — Haruto diz. Ele guarda sua katana.

"Você é o samurai mais idiota que eu já vi. Por que segura essa coisa ao contrário ?" — Momotarō pergunta.

"Bom, eu ERA destro, mas como seu pai fez o favor de arrancar meu braço fora, tive de adaptar." — Haruto diz. "Além disso, é mais divertido assim. Não tem graça só usar o braço que eu não tô acostumado, preciso usar a espada de um jeito que eu não tô acostumado, também. Dominar suas fraquezas é melhor que melhorar seus fortes. Poesia da mamãe. Nunca falha."

"Não sei por quê eu ainda perco meu tempo." — Momotarō diz. Ela vai embora.

"Ô coisinha arrogante, hein." — Haruto diz. Ele segue sua amiga.

Os dois chegam perto de outro muro.

"Esse é o último muro." — Momotarō diz.

"Quer revisar o plano ?" — Haruto pergunta.

"Você é tão incompetente assim ?! Vamos nos separar e procurar o maldito príncipe, quarto por quarto." — Momotarō diz. "Quem achar primeiro, sequestra ele. Depois, é só esperar a porradaria começar, e o resto é sangue."

"Beleza. Vamos nessa." — Haruto diz.

Os dois pulam o muro e entram no palácio por caminhos diferentes.

Haruto chega em um corredor com várias portas. "Mas é claro que nunca ia ser fácil assim…" — Ele começa a checar porta por porta. "Não. Essa aqui também não. Nem essa. Essa aqui ? Não." — O jovem está quase desistindo. "Que saco ! Por quê ? Por que nunca pode ser na primeira porta-" — Haruto abre uma porta e acaba batendo em algo. "Ugh ! Ai ! Qual é ! Isso doeu !"

Uma doce e gentil voz feminina pode ser ouvida. "Oh ! Mil perdões ! Está tudo bem com você, jovem ?"

Haruto olha para a frente. Há uma mulher de cabelo longo rosa, com uma grande trança, olho esquerdo num tom azul claro, com uma máscara de pedra parecida com metade de uma borboleta cobrindo seu olho direito, uma pinta em bochecha esquerda, vestindo um yukata verde, com desenhos de flores roxas nele, usando meias e chinelos de madeira estendendo a mão para ele.

Haruto pega a mão desta mulher e se levanta, boquiaberto com a beleza dela. "Eu morri… ?"

A mulher gentilmente cobre sua boca com sua mão e dá uma leve risada. "Não seja bobo. Você continua bem vivo."

"Claramente eu morri, porque tô bem na frente de uma deusa com uma beleza maior do que de todos os Dez." — Haruto diz.

"Eu prezo seus elogios, mas sou casada com o homem dos meus sonhos." — A mulher diz, sorrindo e mostrando um lustroso anel.

"E então ? Vem sempre aqui ?" — Haruto pergunta.

"Na verdade, é minha primeira vez." — A mulher diz. "As vistas e culturas locais me fascinam. Por acaso, trabalha aqui ?"

"Uh... É uma longa história." — Haruto diz.

"É que vim colocar esta vestimenta e acabei me perdendo neste local." — A mulher diz.

"Caramba ! É mesmo ! A Momo vai me matar, se eu não achar esse tal príncipe !" — Haruto pensa. "Se eu bem me lembro, você só precisa subir pro segundo andar por aquelas escadas ali."

A mulher se curva. "Fico muito agradecida pela sua ajuda e conversa."

"Foi nada." — Haruto diz.

"Antes que eu vá..." — A mulher diz. Ela pega a mão de Haruto novamente. "Impressionante... Eu sinto uma extrema quantia de trevas em você, mas, ao mesmo tempo, uma quantia igual, ou até maior, de luz. Jamais vi isso antes…"

"É que umas coisas aconteceram, sabe…" — Haruto diz. "Mas nada muito grave !"

"Você é um jovem realmente interessante." — A mulher diz. "Qual seu nome ?"

"Haruto Hoshikawa." — Haruto diz. "Eu tô disponível pra conversas sempre que a senhora quiser."

A mulher dá uma leve risada. "É um prazer conhecer um jovem tão animado e otimista como você. Meu nome é… Demiurges."

"Pfftt ! Não é por nada, mas que nomezinho esquisito." — Haruto diz.

"Devo concordar." — Demiurges diz, sorrindo. Ela põe a mão de Haruto em sua barriga. "Esse daqui é meu querido Cirius."

"A-Ah… Você tá grávida ?" — Haruto pergunta, surpreso.

Demiurges concorda. "Ele é minha pequena estrela. Mal se desenvolveu, e eu já o amo tanto."

"É normal. Minha mãe também vivia me apresentando pra todo mundo, como se eu fosse um troféu." — Haruto diz.

"Se meu filho fosse tão animado e otimista quanto você, também faria." — Demiurges diz.

"Eu tenho certeza que vai ser um carinha maneiro." — Haruto diz. "Quando ele nascer, manda uma carta. Quero visitar."

"Com todo prazer. Tenho certeza de que vocês serão ótimos amigos." — Demiurges diz.

"Nah. Eu seria mais o tiozão que deixa ele fazer o que não deve." — Haruto diz.

Alguns guardas podem ser ouvidos, vindo.

"Aconteceu alguma coisa ? A senhora já está pronta ?" — Um guarda pergunta.

"Opa ! É minha deixa de vazar daqui !" — Haruto pensa. "Eu tenho que, uh, me perder em algum outro lugar ! Foi conhecer você !" — Ele vai embora, correndo e acenando.

Demiurges acena de volta. "Digo o mesmo ! Espero que nos vejamos em breve !"

Enquanto isso.

Momotarō está andando sorrateiramente por um corredor. Ela vê uma guarda com uma katana patrulhando o local. "Óbvio demais." — A jovem finca sua Kusarigama no teto e se puxa para cima, se apoiando na arma. Ela se joga na guarda, completamente a nocauteando. "Lixo inútil." — Momotarō arrebenta uma porta.

Atrás dessa porta, está um quarto, com um jovem de cabelo curto laranja, olhos num tom de azul claro, que emitem um leve brilho, vestindo uma camisa amarela, um colete marrom, um traje elegante verde, com detalhes também marrons, calças pretas e sapatos marrons.

O jovem se assusta. "Q-Quem é você !?"

Momotarō rola seus olhos. "Um príncipe cagão. Quem esperava por essa ?"

O príncipe pega um vaso de flores e ameaça a jovem. "Não dê mais um passo !"

"Pfftt ! Vai fazer o que com isso ? Me pedir em um encontro ? Sou velha demais pra você, bebêzão." — Momotarō diz, zombando do jovem.

"Não preciso de mais do que isso para acabar com seu tipo !" — O príncipe diz.

"Além de cagão é preconceituoso." — Momotarō diz. "Nem me conhece, pivete."

"Sei muito bem o que estão tramando ! Não sei onde colocaram minha mãe, mas não vou deixar que a machuquem !" — O jovem diz. Ele avança na direção de Momotarō e desfere alguns golpes, mas ela desvia de todos.

"Opa ! Você sabe disso ?" — Momotarō pergunta, um pouco surpresa.

"Sei de tudo ! Vocês querem usar minha mãe para alguma coisa ruim !" — O príncipe diz, bravo. "Não vou deixar que encostem um dedo nela, sua escória !" — Ele ataca novamente.

Momotarō segura o braço do príncipe. "Então, não sou eu que você tem que descontar isso."

"Você trabalha para aquele crápula do Shuten-Dōji !" — O príncipe diz.

"Olha pra mim, pivete ! Eu lá tenho cara de escrava de alguém ?! Além disso, eu derrubei aquela guarda ali !" — Momotarō diz.

O príncipe avalia a situação em sua cabeça e para seu ataque. "Você tem razão. Mas se não trabalha aqui, então quem é ?"

"Meu nome é Momotarō, e eu tô aqui pela mesma razão que você: cortar gargantas de filhos da puta !" — Momotarō diz.

O príncipe limpa sua garganta e se curva. "Eu sou Claude Esdeath, filho de Demiurges e Augustus Esdeath, e príncipe do reino de Ignis. É um prazer conhecê-la, senhorita Momotarō."

"Esse papo chique não rola comigo, pivete. Oi e tchau já é o suficiente." — Momotarō diz. "Além disso, quantos anos você tem, pra ficar falando desse jeito."

"Treze anos, senhorita Momotarō." — Claude diz.

"Treze anos !? Tu tá mentindo pra mim, pivete ! É mais novo do que isso !" — Momotarō diz, surpresa.

"É que eu sofro de uma condição que faz com que meu corpo envelheça mais devagar." — Claude diz.

"Huh, essa é nova." — Momotarō diz. Ela vai embora. "Bom, tanto faz. Pode ir mamar sua mamadeira, enquanto eu vou fazer meu trabalho."

"Sinto lhe informar que não farei isso, senhorita." — Claude diz. "Disse que também está atrás de Shuten-Dōji, não é ? Podemos nos ajudar."

"Não vou levar uma criança pra guerra." — Momotarō diz.

"Mesmo que não me leve, irei por conta própria." — Claude diz. Ele caminha até a guarda desacordada e pega a katana dela. O príncipe balança a espada com destreza e habilidade. "A vida de uma das pessoas mais importantes para mim está em jogo. Jamais poderia ficar sentado e observar a desgraça acontecer."

"Minha resposta não muda." — Momotarō diz.

"Como se sentiria se ele matasse sua mãe ?" — Claude pergunta.

Momotarō para de andar. "…Tarde demais pra fazer essa pergunta, pivete…"

"…Mil perdões…" — Claude diz.

Momotarō solta um suspiro. "Tch. Beleza. Pode colar junto comigo."

Claude se anima. "Jura ?"

"MAS !" — Momotarō diz. "Fica longe de qualquer coisa que você não aguentar. Não tô tomando conta de ninguém. É cada um por si."

"Prometo não interferir, senhorita Momotarō !" — Claude diz. Ele caminha junto com a jovem.

"E vê se para de me chamar de senhorita. Já falei que esse papinho não cola comigo." — Momotarō diz. "Momotarō serve."

"Poderia chamá-la de Momo ? Acho fofo, e combina com você." — Claude diz.

"Ugh ! Escuta aqui, seu-" — Momotarō diz, se interrompendo. "Quer saber ? Tanto faz."

"Há alguns minutos atrás, aquela mulher me disse que o jantar estava quase pronto. Acho melhor corrermos." — Claude diz.

Enquanto isso. Demiurges está sentada à ponta de uma grande mesa chique, cheia de comida e decorações. Na outra ponta da mesa, está uma intimidadora e musculosa criatura humanoide vermelha, com cabelo longo e barba pretos, olhos amarelos, dois chifres também amarelos, usando uma robusta armadura de shogun negra, com detalhes vermelhos, e com uma bainha branca em sua cintura. Há guardas para todos os cantos.

"Para uma comemoração, pensei que haveriam mais pessoas." — Demiurges diz. "Não disse que seus filhos também viriam ?"

"Alguns problemas ocorreram, e eles tiveram de se ausentar." — Shuten-Dōji diz.

"Sei que estou lhe importunando muito com minhas perguntas, e peço desculpa por isso." — Demiurges diz. "Mas ainda não entendo quais são suas reais intenções com essa aliança entre nossos reinos."

"Eu é que peço perdão por não ter sido claro o suficiente." — Shuten-Dōji diz. "Não quero formar uma aliança só porque seu reino possui recursos que desejo. A verdade é que sua cultura, formas de agir e pensar me intrigam. Quero o melhor futuro para Jyūshima, onde todos possam viver em harmonia, independente da raça. E creio que Ignis faz parte deste futuro próspero que busco." — Ele dá um sorriso maléfico. "Além disso, não poderia perder a oportunidade de conhecer a senhorita, antes de partir."

"Como você-" — Demiurges diz, sendo interrompida por Shuten-Dōji.

"Não adianta negar. É óbvio que seu corpo está no pior estado possível. Qualquer um com um cérebro funcional sabe que esta criança acabará sendo seu fim." — Shuten-Dōji diz. "Qualquer 'Ascendente' que se preze notaria veneno em sua comida."

"Ora, seu… !" — Demiurges diz, um pouco lenta. Seu corpo começa a ficar mole. "Eh ?"

"Não se preocupe. Nada de errado acontecerá com sua criança, ou com seu corpo. É apenas um calmante extremamente forte." — Shuten-Dōji diz. "Irei usar seu poder para abrir novamente a fenda que seu povo desgraçado fez e trarei Ela para cá ! Juntos, faremos Bastion Spei ser o verdadeiro paraíso que deveria ser: a terra prometida dos Wrath !" — Ele lambe seus beiços, enquanto olha Demiurges de cima à baixo. "Posso usar sua criança como escrava. E seu corpo não será tão inútil. Usarei ele para criar uma prole mais forte. É melhor do que humanas nojentas."

"…Você é... nojento… !" — Demiurges diz, brava.

"Nojentas são essas mulheres patéticas. São seres inferiores que não sabem seu lugar na sociedade. Pensam que têm direito a algo ? Não prestam para levantar uma espada. Nascem inferiores aos homens e querem se achar iguais. Só servem para servir e serem jogadas fora." — Shuten-Dōji diz, enojado. "Mas tudo isso será resolvido quando estiver no comando deste lugar patético."

"…Eu não… irei permitir… que faça isso… !" — Demiurges diz, tentando se levantar, mas não conseguindo.

"Por favor. Sua raça patética já se provou inferior à minha no passado. O que pretende fazer ? Admita, você é fraca. Incompetente. Inútil." — Shuten-Dōji diz.

Demiurges força, mas ainda não consegue se levantar. "…Se eu apenas… tivesse sido… um pouco mais… cuidadosa…"

Shuten-Dōji se levanta e faz um sinal com sua mão. Todos os guardas preparam suas armas.

O imperador dá um sorriso macabro. "Este próximo espetáculo não é parte da comemoração, mas sim, é por divertimento próprio."

Os guardas começam a se aproximar de Demiurges.

De repente, Shuten-Dōji pega algo que foi jogado em si. É uma das lanças dos guardas. "O que significa isso ?!"

Momotarō e Claude chegam.

"Afaste-se da minha mãe, sua criatura horrenda !" — Claude diz, bravo.

Demiurges dá um leve sorriso. "…Claude…"

"Toc, Toc, pau no cu ! A vingança tá batendo na porta, e você VAI atender !" — Momotarō diz.

"Sua peste desgraçada ! Como ousa me desafiar ?!" — Shuten-Dōji diz, furioso. "E você, bastarda ! Eu deveria ter te matado, quando tive a chance !"

"Pois é ! Perdeu uma oportunidade e tanto, filho da puta !" — Momotarō diz. Ela corre na direção de seu pai e o ataca.

Shuten-Dōji rapidamente puxa uma espada de lâmina prateada cintilante de sua bainha e se defende do ataque. Os dois se encaram, com ódio em seus olhares.

"Eu vou arrebentar a sua cara pelo que fez com a minha mãe !" — Momotarō diz.

"Sua mãe era patética, assim como você. Ela não serviu para nada que não fosse criar uma dor de cabeça." — Shuten-Dōji diz. "Mas essa dor termina hoje."

"Digo o mesmo !" — Momotarō diz.

Os guardas tentam atacar Momotarō, mas Claude a defende.

"Faça o que veio fazer, eu cuidarei de protegê-la, senhorita Momo." — Claude diz.

"Valeu, pivete." — Momotarō diz.

Claude corre até sua mãe e defende ela de alguns guardas. Ele a ajuda a levantar. "Tudo bem com você, mãe ?"

Mais guardas se aproximam.

"…Não… se preocupe comigo… filho… ! Precisamos… sair daqui…" — Demiurges diz.

"Eu concordo." — Claude diz. "O problema é que tem muitos guardas. Vamos ser seguidos de um jeito ou de outro."

O local está cercado por guardas. Shuten-Dōji joga Momotarō no chão e ataca. A jovem rola para o lado, desviando do ataque, se levanta e ataca seu pai. O imperador se defende com sua katana. Ele empurra Momotarō para trás, se aproxima da jovem e enfia sua espada no ombro dela.

A jovem cospe sangue. "Gah !"

Shuten-Dōji olha friamente e com desgosto nos olhos de sua filha. "Patético. Halua foi o maior desperdício de tempo que tive."

"T… Tira o… nome da minha mãe… dessa sua… boca nojenta… !" — Momotarō diz, forçando para retirar a katana de seu ombro, mas falhando.

De repente, um pequeno raio roxo passa pela bochecha de Shuten-Dōji, fazendo um leve corte. Uma gota do sangue negro da criatura cai dessa ferida.

O imperador se enfurece. "Sua desgraçada ! Vai se arrepender de ter nascido !" — Ele puxa sua katana, arrancando um pedaço do ombro de sua filha junto.

Muito sangue começa a escorrer do ombro de Momotarō. "GAH-" — Ela se segura. "…Acha que… essa merda… é alguma coisa… ?! Não é nem… metade da dor… que minha mãe sentiu… por sua causa… !"

Shuten-Dōji prepara um ataque. "Presencie a força divina !" — Ele ataca.

Algo para o ataque. Foi Haruto. Ele está defendendo o ataque segurando Masamune do jeito certo, com seu braço direito, que é mais forte que seu esquerdo, com garras e coberto por escamas que se parecem com pétalas de cerejeira douradas.

O imperador olha Haruto nos olhos. "Você !"

Haruto solta um suspiro. "Não podia ter feito um castelo menor ? Eu fiquei tonto com tanto caminho errado, e tive que parar pra dar uma mijada."

"…Pensei que… já tinha… se cagado inteiro…" — Momotarō diz.

"Haruto Hoshikawa ! Seu verme imprestável !" — Shuten-Dōji diz, furioso. Ele força sua katana.

"Ugh… ! Foi mal, velhote. Mas sua filha me contratou, e eu não curto muito desapontar meus chefes. Não só isso, como ela também é muito fofinha e me prometeu um beijo." — Haruto diz. Ele força mais, conseguindo fazer Shuten-Dōji fraquejar. O samurai aproveita oportunidade e soca o rosto do imperador, o jogando com força em uma parede. "Além disso, aquela mulher ali é minha amiga. E ela tá com um futuro carinha maneiro dentro da barriga. Não tô afim de deixar você encostar nela."

Demiurges dá um leve sorriso. "…Você realmente é… um jovem peculiar…"

O imperador se recupera. "Ora, seu desgraçado ! Vou te destruir de uma vez por todas !"

"Não vai rolar, velhote. Eu ainda tenho mais dois desejos e um trabalho pra terminar, e um beijo pra receber. Ninguém aqui vai matar ninguém." — Haruto diz. "…Por enquanto…" — Ele ajuda Momotarō a se levantar. "Tudo inteiro aí- É-É… Dá pra ver que não..."

"…Só dessa vez…" — Momotarō diz.

Haruto inclina sua cabeça, confuso. "Eh ?"

"…Eu deixo passar… só dessa vez…" — Momotarō diz.

"Grr ! Não vou permitir que escapem !" — Shuten-Dōji diz, furioso.

Todos os guardas restantes começam a atacar.

"Pessoal ! Segurem-se !" — Claude diz. Ele segura sua mãe e assobia.

De repente, o chão começa a tremer, até que cai, derrubando todos. Haruto ajuda Momotarō a se levantar. Claude ajuda sua mãe.

"Não sei o que fez, pivete, mas valeu !" — Momotarō diz. "Agora, cola com a gente !" — Ela começa a correr.

"Precisa de ajuda ?" — Haruto pergunta.

"…Ugh… Minhas pernas… ainda funcionam..." — Demiurges diz.

"Tem certeza, mãe ?" — Claude pergunta, preocupado.

Demiurges concorda com um sorriso. "…Plena certeza…"

"Não se esforce muito, por favor." — Claude diz.

"Ótimo ! A gente tá dando o fora daqui !" — Haruto diz.

Todos começam a correr.

Shuten-Dōji sai dos destroços, os jogando para todos os lados. O imperador arranca uma parede e joga no grupo, completamente enfurecido, mas erra. "ATRÁS DELE, SEUS DESGRAÇADOS IMPRESTÁVEIS !!! QUERO A CABEÇA DE CADA UM EM UM PRATO DE OURO !!!"

Os guardas começam a levantar e correr atrás do grupo.

"Para onde iremos fugir ?" — Claude pergunta.

"Depois da floresta, tem um barco esperando a gente." — Haruto diz. "Vamos pra Muramori. Conheço um lugar onde podemos ficar escondidos."

Eles entram em um beco.

"Tão na nossa cola !" — Momotarō diz.

Ninjas estão correndo pelos telhados, os perseguindo. Eles jogam kunais no grupo. Momotarō roda sua kusarigama, refletindo elas. Claude e Haruto pulam pelas paredes e chegam nos tetos. O príncipe enfia sua katana no peito de um dos ninjas e usa o corpo dele para se defender do ataque de outro, pelas costas. Ele pega o corpo desse primeiro ninja e joga em Haruto, que se abaixa. O corpo acerta um ninja na frente do samurai. Haruto se joga para a frente. Outro ninja cai onde ele estava. Os dois começam a trocar golpes. Mais ninjas aparecem. Haruto joga as escamas do seu braço no ar e estala os dedos. Todos os ninjas caem no chão. Os dois descem do telhado e conseguem acompanhar Demiurges e Momotarō. Eles trocam olhares e sorrisos confiantes.

"Nada mal, carinha." — Haruto diz.

"Suas técnicas também são curiosas, e você é talentoso." — Claude diz.

"Haruto Hoshikawa." — Haruto diz.

"Claude Esdeath. É um prazer conhecê-lo." — Claude diz.

"Agora não é hora pra isso !" — Momotarō diz, brava.

O grupo pula um muro e corre até uma floresta.

"…Creio que… estejamos quase… no local..." — Demiurges diz.

"Quase lá !" — Momotarō diz.

Diversos guardas aparecem na frente do grupo. Eles tentam correr para trás, mas os guardas de antes impedem. Estão cercados.

"Era só o que me faltava." — Haruto diz.

"Eu vou arrebentar a cara de todos esses arrombados se precisar ! Cai dentro !" — Momotarō diz.

"…Os ajudarei… o máximo… que puder… !" — Demiurges diz.

"Isso não será necessário. Colhemos sangue o suficiente." — Claude diz.

"Sangue ? Tá ficando maluco, pivete ?" — Momotarō pergunta.

"…Você não..." — Demiurges diz, surpresa.

Claude assobia novamente. De repente, os guardas começam a cair, serem puxados para vários lados, e até a serem jogados para cima. Fios vermelhos estão entrelaçados pelas árvores, atacando os guardas.

"Eh ?" — Haruto diz, confuso.

Todos os guardas caem. Um jovem de cabelo longo lilás, pele pálida, olhos pretos, vestindo apenas um vestido vermelho aparece.

"Essa guarda eu não conheço ! Fica esperto aí !" — Momotarō diz.

"N-Não ! Ela não é uma inimiga ! É minha irmã, Calliope !" — Claude diz, preocupado.

"…Mas eu apenas… o trouxe para cá…" — Demiurges diz.

"É uma longa história, mãe." — Claude diz.

"Quanto mais gente pra matar aquele cara, melhor. Agora, vamos vazar daqui, antes que o plano vá pra casa do caralho !" — Momotarō diz.

Todos voltam a correr, inclusive Calliope. Eles chegam em uma doca, onde há uma canoa com um barqueiro.

"Se prepara, Take ! A gente tá dando o fora daqui !" — Momotarō diz.

Take, o barqueiro, se assusta e se prepara. Todos pulam no barco. O barqueiro começa a ir embora. Assim, eles conseguem fugir. O grupo acalma os ânimos, enquanto o barco navega.

"Estão todos bem ?" — Claude pergunta.

"Inteirinho." — Haruto diz.

"Tch. Meu ombro tá uma merda. Meh. Nada que cuspe e soco não resolvam." — Momotarō diz.

"Claude…" — Demiurges diz.

"Eu sei que tenho muitas coisas para explicar, mãe. E prometo que irei." — Claude diz.

"Você vai ter tempo. A gente só chega em Muramori de manhã." — Haruto diz.

"Bom, é isso. Quando a gente chegar lá, cada um segue seu caminho." — Momotarō diz. "Não tô afim de matar uma família e nem um ronin idiota."

"Tá de brincadeira ? A gente não vai dar pra trás agora !" — Haruto diz.

"Concordo com o senhor Haruto." — Claude diz.

"S-Senhor também não, né ! Eu tô jovem e gatão ainda !" — Haruto diz.

"Vai sonhando." — Momotarō diz.

Haruto põe a mão seu peito. "Ugh ! Meu orgulho…"

"Eu sou um príncipe. E, como tal, jamais ficaria de braços cruzados enquanto uma nação sofre em minha frente." — Claude diz. "Peço que humildemente reconsidere suas opções e escolha nossa companhia."

"T-Tá bom ! Eu deixo vocês me seguirem ! Só usa menos palavras, pelo amor dos Dez !" — Momotarō diz.

"Muito obrigado, Momo ! Prometo que não irei decepcioná-la !" — Claude diz, sorrindo.

"Beleza ! Operação 'Libertar Jyūshima' começa agora !" — Haruto diz.

"Tenho a impressão de que seremos ótimos amigos." — Claude diz.

"…Amigos, huh…" — Momotarō murmura para si mesma, enquanto vê os rapazes conversando e sorrindo. Ela dá um leve sorriso. "…Não é tão ruim assim…"

Notas finais
⎅⍜⎍⍀⏃⎅⏃ ⟒ ⟒⎎⟒⋔⟒⍀⏃, ⌿⟒⏁⏃⌰⏃ ☊⟟⟒⋏⏁⟒ ⎅⏃ ⍾⎍⟒⎅⏃, ⏃ ⋔⍜⍀⏁⟒ ⌇⟒⍀⏃ ⎐⏃⌰⌇⏃.