Milla Mistery

6 Janela! caminho para a verdade


Notas iniciais
Bom estou postando o 6 cap do Milla mistery Espero que gostem, se poderem comentem ou favoritem

Eu não posso ter matado alguém, principalmente o Henry ele é... Quer dizer era namorado da Reynata, então aquilo tudo não foi um sonho foi tudo real.

Esse pensamento estava me torturando e eu não conseguia parar quieta na sala, depois de algum tempo fui ao banheiro tentar limpar o sangue que estava em mim, tive sorte que dessa vez saiu, tive que lavar minha roupa e tomar um banho para limpar completamente o sangue do meu corpo.

Depois de fazer as minhas necessidades e limpar o sangue, desci para a cozinha fiz meu pão e um suco de laranja, dessa vez demorei um pouco para comer, subi para meu quarto e fui vestir meu uniforme, olhei novamente para o relógio “6h05” ainda estava muito cedo, voltei para a sala e liguei a TV novamente e em todos os canais a mesma noticia de um garoto morto em Rosewood.

De repente alguém começou a bater na porta, levei um baita de um susto, pois estava muito concentrada nas noticias, fui ate a porta e a abri, levei outro susto quando percebi que quem estava batendo era “A voz”.

–O que você está fazendo aqui?-disse eu.

–Vem aqui fora-disse A voz me puxando para fora.

–O que você quer comigo?

–Viu o que eles fazem? Eles mataram o Henry-disse a Voz.

–Você está de dizendo que um dos WHITE POWERS, mataram o Henry e entraram no meu sonho modificando-o para eu achar que fui eu?

–Sim-disse a voz.

–Isso... Isso e loucura-disse eu começando a ficar irritada

Eu escutei um barulho vindo de dentro da minha casa quando olho para trás minha mãe está abrindo a porta.

–Que barulheira e essa aqui em baixo em Camilla-disse minha mãe arregalando os olhos quando viu A voz- a vejo que conhece seu tio Josh.

Tio Josh, meu mundo desabou quando minha mãe disse aquela frase, tinha tantas pessoas em Rosewood para ser meu tio e justo e A voz.

–Desculpe Josh, mas a Camilla tem que entrar agora, depois vocês conversam.

Isso mãe muito obrigada por me tirar dessa conversa, hoje não estava com pique de conversa nem de nada.

–Tchau titio-disse eu com um tom de sarcasmo.

Entrei em casa e tornei a assistir a TV, ainda não tinha nem uma novidade, e nem estava mais passando sobre o Henry, não tinha pensado mais a Reynata deve estar sofrendo muito com isso, eu tenho que ir hoje para escola para tentar anima-la mesmo que eu não esteja nada feliz ela é minha amiga e eu tenho que ajuda-la a superar esse momento.

Fiquei assistindo TV ate dar o horário “6h30”, queria sair um dia mais cedo para não ser a ultima a entrar no ônibus.

–Tchau mãe tchau pai-gritei eu.

–Tchau-gritaram os dois.

Quando sai de casa A voz quer dizer meu tio estava me esperando de braços cruzados olhando com uma cara de bravo para mim, ele veio falar comigo e eu dei uma rasteira nele e fiz ele cair com tudo no chão.

–Não se aproxime de novo-disse eu.

Quando estava perto do ponto de ônibus, o ônibus estava já parado no ponto.

Não sei como, não sei mesmo, corri muito rápido igual ao Mercurio só que um pouco mais devagar, corri tão rápido que consegui ser uma das primeiras a entrar.

Sentei na frente do lado da janela novamente, o que será que esta acontecendo comigo, primeiro eu mato o John depois o Henry agora eu corro rápido igual o Mercurio, eu estou ficando cada vez mais pirada com isso.

E Novamente o Mercurio sentou do meu lado, ele sem querer encostou sua mão na minha, quando eu percebi eu tirei e ele e eu coramos.

Eu deitei minha cabeça no ombro do Mercurio e comecei a chorar, acho que ele sabia o motivo do choro, ele alisou meu cabelo e isso era tão bom, ele levantou minha cabeça, olhou diretamente nos meus olhos, meus olhos agora deveriam estar mais pretos por causa do choro, então ele encostou a boca em meu ouvido.

–Vai ficar tudo bem, vamos descobrir quem matou ele-sussurrou Mercurio, foi ai que desabei no choro.

–Eu sei quem matou o Henry-disse eu com um tom triste.

–Quem?-disse Mercurio surpreso.

–Eu- disse, eu virando o rosto para a janela.

Chegamos à escola, e eu fui a ultima a descer, o Mercurio estava me puxando para eu descer com ele, mas fingi que nem estava ligando. Quando desci do ônibus Mercurio e Arya vieram falam comigo, mas sai correndo não queria falar com eles não agora, não com tudo isso acontecendo.

Assim que entrei na escola lembrei-me de Reynata, e fui à procura dela, estava muito preocupada com ela, deve ser muito ruim perder o namorado, eu sei muito bem como é isso e daquele modo terrível é pior ainda e outra coisa ruim e não saber se você matou a namorada de sua amiga.

O primeiro lugar que fui procurar foi a cantina e não é que ela estava lá, mas quando eu a vi, ela estava normal sem cara triste ou rosto inchado nem rosto vermelho, parecia a mesma pessoa de ontem, como se nada tivesse acontecido.

Quando Reynata me viu ela abriu um sorriso, mas um sorriso diferente parecendo ser forçado, ela veio correndo ate mim abrindo os braços para me abraçar.

–Vamos no banheiro?-pergunto Reynata.

Vamos-disse eu.

O banheiro feminino tinha o piso branco e as paredes cor de rosa e o teto branco e uma luz central que iluminava todo o banheiro, nele tinham-se quatro portas para usar os sanitários, tinha um grande espelho e uma pia de azulejo.

Quando entramos no banheiro, Reynata olhou para ver se não vinha ninguém e se tinha alguém dentro do banheiro e então começou a chorar e eu também comecei a chorar, nos apoiamos na pia porque quase caímos de tanto que estávamos chorando e depois de alguns minutos de choro nós nos abraços e o sinal tocou limpamos o rosto para parecer que nada tinha acontecido e fomos pegar nosso material.

Quando cheguei no meu armário, peguei o papel das matérias e vi que era Filosofia, peguei o material e fui para sala com um sorriso porque filosofia e minha matéria favorita, mas estava com os pensamentos carregados por causa de tudo o que estava acontecendo.

Dessa vez não fui a ultima a entrar, fui só a penúltima, o estranho é que quando entrei na sala a Reynata não estava lá, não tinha como eu sair para eu ir procura-la, então sentei lá no fundo, era muito estranho passar a aula sem a Reynata para conversar e me ajudar, eu estava muito preocupada com ela e nem estava prestando atenção na aula o professor me chamou atenção.

Quando deu o sinal para irmos para a próxima aula eu guardei o material e fui procurar a Reynata, voltei no ultimo lugar que estivemos juntas, o banheiro.

Quando cheguei no banheiro a primeira porta estava fechada e dava para escutar a voz de alguém chorando, até que foi fácil achar a Reynata, abri a porta com tudo pronta para dar um bronca nela e levei um susto quando eu percebi que a menina que estava lá dentro não era a Reynata, era uma menina que nunca tinha visto ela até tinha gritado de tanto susto que ela levou ela saiu do banheiro com vergonha e voltou a chorar.

E agora onde ela estaria, comecei a procurar ela em toda a escola e ela não estava em nem um lugar a única coisa que não fiz foi entrar nas salas, agora só restava ir procurar fora da escola, passei correndo pela cantina e fui para o pátio olhei para o alto e avistei algo atrás da quadra. Fui correndo para ver o que era.

Quando cheguei lá olhei para cima e vi a caixa d’ agua da escola ela ficava a uns 25 metros de altura, não sei por que mais dessa vez eu tinha certeza que a Reynata estava lá encima. Nos pilares que sustentavam a caixa d’ agua tinha uma escada para chegar até a caixa d’agua.

Subi a escada rapidamente, sem olhar para baixo, se eu olhasse já era eu com certeza iria ficar com medo e consequentemente iria cair.

Quando terminei de subir avistei a Reynata ela estava sentada em cima da grande proteção da caixa d’ agua, ela olhou para mim e deu um sorriso, mas não o sorriso que ela costumava dar, mas um sorriso maligno, ela saiu de cima da grade e veio até mim, quando olhei para os olhos dela estavam sem as pupilas, ela parou na minha frente e começou a estralar o pescoço, o jeito que ela estava e olhos dela sem pupila estavam me deixando arrepiada e com medo.

Ela pegou minha mão, e fomos ate a grade de proteção, o sol hoje estava muito bonito, aqui em cima era muito bonito, mas me deixava tremendo de medo, olhei para baixo e vi umas “pessoinhas” olhando aqui para cima e cada vez estava chegando mais.

–Mal chegamos aqui e já estamos famosas, agora vamos descer Reynata-disse eu puxando-a.

–Não-disse ela largando minha mão- você foi uma ótima amiga, pena que eu terei que te deixar.

E tudo aconteceu rapidamente, ela se jogou de cabeça como se fosse pular em uma piscina, com sorte eu consegui agarrar os pés dela, os sapatos que ela estava usando estavam fazendo minha mão escorregar mais eu não iria soltar ela de jeito nem um.

–Você não vai morrer, não comigo para te salvar-gritei eu.

–Me solta, eu já fiz tudo o que tinha para fazer, esta na minha hora de partir-Gritou Reynata.

Estava ficando cada vez mais difícil segurar a Reynata, eu estava metade para fora da grade e metade dentro,.

–Eu irei te salvar, por que ainda tem muita coisa para você fazer, não quero que mais ninguém morra por minha causa.

De repente eu comecei a sentir uma força vindo de dentro de mim, indo para os meus braços e mãos e consegui puxar a Reynata de volta, e então a força se foi.

–Porque fez isso-disse Reynata dando um tapa no meu rosto-já falei que não tenho mais motivos para viver.

–Agora tem!-disse eu- e esse motivo somos nós, viva pela nossa amizade, me mostre que você e boa em matemática, que precisa de ajuda em inglês e o mais importante que é minha amiga.

–Eu sou sua amiga?-perguntou Reynata.

–Claro que é se não fosse deixaria você morrer.

Reynata me abraçou e algo estranho caiu do pescoço dela e sua pupila voltou ao normal e ela desmaiou, olhei aquele aparelho que tinha caído do pescoço dela era como se fosse uma bateria de relógio, só não sei a função daquilo, e nela estava escrito “TBS”, será que isso é dos THE BLACK SAVIOR? Isso era outra pergunta que eu tinha que colocar na minha lista de perguntas, e logo essa pergunta iria voltar a me incomodar.

Quando eu fui tocar naquilo, ele começou a soltar um som muito irritante o som estava me deixando com dor de cabeça mais não só com dor de cabeça, estava me deixando fraca e minha vista começou a ficar embaçada e então tudo ficou escuro.

Quando acordei ainda estava com a vista embaçada, mas mesmo com o pouco que eu podia ver eu sabia que não estava na escola ou em casa ou em outro lugar que já estive, minhas mãos e pés estavam amarrados e eu estava em uma maca.

Só tinha uma luz e ela estava no teto focando toda em mim, e o resto estava escuro e eu não consegui ver nada, de repente apareceu um homem com roupa de medico, usando uma toca e mascara, ele estava com um tipo de seringa, e dentro dela tinha aquilo que estava no pescoço da Reynata, o homem veio ate mim e injetou o conteúdo da seringa em meu pescoço.

Quando o homem saiu, minha vista ficou bem mais embaçada, e minha cabeça começou a doer e novamente tudo ficou escuro.

Acordei novamente, só que dessa vez minha vista já estava boa e eu estava em casa deitada no sofá, tentei me levantar e não consegui ainda estava fraca o máximo que consegui foi ficar sentada, mas com os pés ainda no sofá, quando olhei para o lado Mercurio e Arya estavam dormindo no outro sofá.

Arya acordou, olhou para mim e deu um sorriso, ela começou a sacudir Mercurio e ele acordou, ele olhou para mim e fez uma cara de surpreso.

–Finalmente-disse Arya.

–Finalmente o que?-disse eu.

–Que dia é hoje?-perguntou Arya.

–Hoje é quarta dia 03-disse eu.

–Não hoje é sábado dia 06, você dormiu por três dias-disse Arya.

–Ma... Mas o que aconteceu?-disse eu num tom de preocupada.

–Não sei direito-disse Mercurio-Quando saímos lá fora, você estava segurando a Reynata, ai você consegui puxa-la de volta e eu subi lá para ver o que tinha acontecido, quando cheguei lá você não estava-la e a Reynata estava desmaiada, eu desci com ela e Arya e eu fomos procurar você na escola e você não estava em lugar nem um, no final das aulas viemos a sua casa para falar para sua mãe e perguntar se ela sabia de algo, mas não precisou você estava desmaiada na porta da sua casa e seu pescoço estava muito vermelho.

Ficamos alguns minutos em silencio, então minha mãe trouxe alguns lanches para nós e eu recuperei minhas forças, não literalmente mais já estava pelo menos 55% boa.

–Cansei de ficar aqui, Mercurio vamos dar uma volta na cidade e Milla você vem com a gente.

–Porque você me chamou primeiro?-disse Mercurio.

–Não é obvio-disse Arya-você que vai pagar tudo- e todos riram.

–Vou me trocar espera um pouco.

Subi correndo para o meu quarto, e peguei um short jeans claro, uma camiseta regata preta e calcei meu all-star, escovei meus cabelos, fui ao banheiro passei um desodorante e um perfume e lavei o rosto e escovei os dentes, dessa vez não vou usar maquiagem.

Desci correndo e quando o Mercurio me olhou ele ficou de boca aberta e depois ele corou quando ele percebeu que estava de boca aberta.

–Então vamos-disse Mercurio.

–Vamos-dissemos Arya e eu ao mesmo tempo.

Fomos de ônibus para a cidade, mesmo eu tendo comido os lanches que minha mãe fez o Mercurio pagou um almoço para gente, depois de comermos fomos ao shopping para jogar boliche e patinamos no gelo, Mercurio queria ir ao cinema, mas nem eu nem Arya queríamos ir.

Estávamos indo novamente ao parque, mas me deparei com algo que me deixou arrepiada, do outro lado da rua tinha um homem encapuzado, eu já tinha percebido antes, mas agora eu sabia que ele estava nos seguindo mesmo, desde que chegamos aqui na cidade ele está seguindo a gente, eu puxei Arya e Mercurio e sussurrei “aquele homem encapuzado do outro lado da rua está nos seguindo” os dois olharam para ele e ele parou e olhou para nós e eu conseguir ver o rosto, levei um susto porque eu sabia de quem era aquele rosto.

–John-gritei eu.

Então John saiu correndo e entrou em um beco, Mercurio tentou correr rapidamente e não conseguiu e então não conseguiu mais correr como se algo o estivesse prendendo, Arya tentou usar o seu poder e nada aconteceu e então só restou eu sair correndo atrás do John.

Entrei no beco e ainda ele estava lá, parecia que ele estava me esperando, quando ele me viu saiu correndo, corremos reto depois viramos para esquerda, depois reto novamente depois viramos para esquerda, e eu perdi a ordem de tantos lugares que viramos, quando estávamos chegando na parte sem saída John pulou na janela de um prédio e eu pulei também.

O Prédio era velho e todo cinza por que não era pintado era de cimento, e o cimento e algumas partes das paredes estavam rachados e só tinha uma escada em espiral, subindo vários andares, o vermelho da escada era de um tom muito forte, até fazia minha cabeça doer um pouco, subi as escadas rapidamente, o estranho e que naquele prédio não tinha nada, nem uma janela nem uma sala só a escada e as paredes, acho que subi uns 10 andares ate chegar ao final da escada, no final tinha apenas uma porta e eu a abri.

Quando ela se abriu eu entrei e vi que só tinha um galpão escuro e então as luzes se acenderam e a uns três metros de distancias de mim tinham 17 homens de costas, não sabia qual deles era o John.

Eles viraram para mim tiraram o capuz que ia ate o chão e eu levei um basta susto quando vi que todos eram o John.

–Você não esta morto John?-perguntei eu.

Todos olharam para mim e deram um sorriso maligno, vieram ate mim e ficaram a menos de um metro de distancia de mim, e de repente os olhos dos Johns começaram a sair sangue, e o sangue foi até a barriga e em cada John formou uma letra, formando uma frase “Não se junte com os WP”.

–Não se junte com os WHITE POWERS? Porque você quer isso?-disse eu completamente maluca.

–Quer dizer isso-disseram todos os Johns ao mesmo tempo.

Eles explodiram, órgãos voaram para tudo que é lugar, eu novamente estava coberta de sangue, mas dessa vez era pior porque tinha um coração na minha mão, eu olhei para todo o galpão e fiquei desnorteada já tinha acontecido tanta coisa agora isso.

O Galpão que eu estava era cinza agora estava completamente vermelho.

E novamente alguém morreu por minha causa e o pior essa pessoa morreu pela segunda vez ou quer dizer pela decima oitava vez já que eram 17 Johns.

Notas finais
Bom espero que tenham gostado E ai o que acham que vai acontecer com a Milla até mais ;)