Cap. XIII – Pais


Assim que passou pela porta, Riza encontrou Lyon encostado na parede ao lado de fora.


- Essa doeu até em mim.


- Ouvindo conversas alheias, Lyon?


- Você falou em alto e bom tom, qualquer um que estivesse perto ouviria.


- Que seja! Vamos embora!


- Preparada?


- Para que?


- Nada...


Riza não gostou muito daquela pergunta, algo lhe dizia que teria uma surpresinha nada agradável.


Caminharam em silêncio até as escadarias do quartel e qual não foi a surpresa dos dois ou talvez só dela em ver que os rapazes ainda estavam parados perto da saída.


- O que está acontecendo aqui?


Perguntou Riza, seca.


- É que está meio tumultuado lá fora.


- Tumultuado?


Nesse momento, Maes e Roy aparecem ali também.


- Por que tamanha aglomeração?


- Tumulto lá fora.


- De que tipo?


- Tem uma renca de repórteres!


- Re... Repor... Repórteres?


A cor branca da pele dela adquiriu uma cor quase transparente.


- O que foi, capitã?


- Na... Nada.


- Calma Riza. É só não ter nada a declarar...


- Mas nada garante que a vitima sou eu.


- Riza...


Os outros olhavam espantados, não sabiam sobre o que falavam.


- Vamos.


- Eu não posso.


- Agora não, Riza. Entre em crise quando chegarmos em casa.


- Mas... Repórteres..


- Respira.


Ela da uma fungadaprofunda.


- Vamos.


Assim que Riza põe os pés para fora do prédio, uma infinidade de fotógrafos começam a bater fotos e os repórteres a avançar.


- Senhorita Riza, o que tem a declarar sobre a repercussão da revista?


- O que tem a dizer sobre as centenas de cartas que a editora tem recebido?


- Sua família aprova essa atitude?


- Nada a declarar.


- Mas senhorita, não poderia nos dar uma declaração?


- Não.


Lyon passou o braço em volta da cintura dela com um intuito de puxá-la para andar mais rápido.


- Lyon Yukimura?


- Vocês estão juntos?


- As especulações sobre o casamento são verdadeiras?


- Vocês vão se casar como maneira de unificar as famílias tornando-se a mais poderosa família do país?


- Nada a declarar!


Dessa vez a voz firme veio de Lyon e logo após entraram em um carro negro. Que arrancou deixando os repórteres sem respostas e militares sem saber o que dizer!


- Oh my god!


- Isso foi muito estranho!!


- A capitã é de uma família tão importante? E aquele cara? Gente...


- Acho que isso não é da nossa conta, galera!


Roy começou a descer os degraus da escadaria sendo vítima dos flashes. O moreno também era uma figurinha conhecida das revistas sensacionalistas.


-


-


Dentro do carro, Lyon ria descontroladamente.


- Para com isso, Lyon! Preste atenção na rua!


- Ai Riz... Não consigo parar de rir!


- O que é que tem de engraçado naquele bando de repórter chatos fazendo especulações??


- Amanhã por todo país vai sair que estamos com o pé no altar!


- Ai meu Kami!


Ela afundou no banco de couro.


- Você está preocupada com isso? Eu me preocuparia mais com o padrinho!


- Gente... Meu pai ainda não deu sinal de vida. Será que ele não viu a revista?


Os olhinhos dela brilharam.


- Riz... Você viu quanto repórteres tinham lá? Você por acaso notou que as revistas “nata” do país não mandaram um único repórter?


- Oh... Lizandra.


- Isso!


- Eu quero amarrar uma pedra no pescoço e me jogar no Ganges!


- Que bom que é no Ganges, afinal, a Índia é muito longe daqui.


- Hahaha. – ela fecha a cara para o ruivo – Não tem graça!


- Relaxa, depois da bronca eu prometo que te ajuda a extravasar o estresse!


Ele sorri.


- Como se isso fosse algum tormento para você!


- E eu por acaso estou falando que acho ruim!


- Você não presta!


-


-


O casal entrou no apartamento e menos de um minuto depois, o telefone tocou. E nesse momento, Riza sentiu uma vontade absurda de ignorar o telefone.


- Anda logo, Riz. Atenda!


A loura caminhou até o telefone e tirou-o do gancho.


- Alô...


Ela tinha medo.


- Meu anjo? É a mamãe, pode falar?


- Oi mãe, posso sim.


- Você está bem? O Lyon está ai?


- Sim... Mas eu imagino que não seja por isso que esteja me ligando.


- E você está certa, Elizabeth, estou te ligando a procura de uma explicação.


- É meio complicado, mãe.


- Eu posso entender.


- Uma vadia me irritou tanto que não tive escolha se não ensiná-la quem pode mais. Mas juro que não imaginava o tamanho da repercussão!


- Oh filha... Você deveria ter calculado melhor suas ações... – ela faz uma pausa – Mas ela deve ter ficado com uma raiva...


- Muita! Mãe... Aquela lá nunca mais chega perto de mim!


- Bem... Não se pode chorar sobre leite derramado.


- Cadê o papai?


- Dê licença da linha, Lizandra.


- Rich...


- Lizandra!


- Certo, certo. Um beijinho, meu doce. Mande um beijinho para o Lyon.


- Okay, mãe.


Ela sai da linha.


- Explicações, mocinha!


- Mal entendido.


- Explique.


-


A loura lembra-se de uma conversinha que teve com Ivis no telefone há algumas horas atrás.


Flash back on


- Oi linda!


- Ivis?


- Eu mesmo. Como tá? Eu disse que você tem cacife para modelagem fotográfica.


- Eu não quero isso!


- Relax, baby. Logo passa, mas e o Lyon, como está?


- Trabalhando.


- Fala para ele vir aqui em casa para irmos a uma boate nova.


- Nem quero imaginar que tipo de boate é essa.


- Você é demais, Riz. Já vou te deixar trabalhar... Se o seu pai quiser te matar, fala que eu ganhei uma lente nova e que pedi para você me ajudar a testar.


- Não acho que isso convença o me pai.


- O jurado mestre é meu amigo, veio aqui em casa, viu as fotos e eu pensando que as fotos eram de outra moça que iria fazer o concurso falei que ele podia levar.


- Oh... Você acabou de salvar minha vida.


- Certinho, agora volta para sua papelada e depois manda um oi para o Lyon.


- Certo.


Flash back off


- ELIZABETH! RESPONDA!


- Oh... Desculpe.


- EXPLIQUE-SE!


- O senhor lembra do Ivis?


- O filho mais novo do dono das vinícolas Monblant?°


- Ele mesmo. Somos amigos e ele comprou uma nova câmera e queria fazer o teste. Eu fui e por acaso um dos jurados da revista que é amigo do Ivis viu as fotos e perguntou quem era a moça, ele pensou que fosse as da garota que ele tinha fotografado...


- Hum... Muito mal contada esse história.


- Pai! Eu não estou mentindo!


Ela não gostou muito de dizer isso, já que mentia.


- Olha, eu não estou muito crente nessa história, mas não posso mudar o que já aconteceu.


- Não vai acontecer mais.


- Não vai mesmo, pois se acontecer você será transferida para cá dez minutos depois!


- Sem chance de uma transferência muito suspeita?


- Não. Sua mãe me convenceu, mas se a minha menina quiser voltar para casa...


Ela ri.


- Não pai.


- Você não pode me impedir de tentar. Mande um oi para o Lyon.


- Certo.


A loura desliga o telefone.


- Viu, ele nem gritou.


- Como se eu não conhecesse a peça. Eles vão aprontar alguma coisa.


- Larga de paranóia, Riz.


- Paranóia? Vai nessa! Eles vão fazer alguma!


- Okay... Mas até lá, a gente pode aproveitar!


O ruivo jogou o corpo sobre o corpo da loura.


- Lyon!!


Continua...



Notas finais
Volotei galera!!!
ESpero que gostem e comentem!!
Quero toda aquela empolgação em!!
Kiss