Military Post
14 Pais
Cap. XIII – Pais
Assim que passou pela porta, Riza encontrou Lyon encostado na parede ao lado de fora.
- Essa doeu até em mim.
- Ouvindo conversas alheias, Lyon?
- Você falou em alto e bom tom, qualquer um que estivesse perto ouviria.
- Que seja! Vamos embora!
- Preparada?
- Para que?
- Nada...
Riza não gostou muito daquela pergunta, algo lhe dizia que teria uma surpresinha nada agradável.
Caminharam em silêncio até as escadarias do quartel e qual não foi a surpresa dos dois ou talvez só dela em ver que os rapazes ainda estavam parados perto da saída.
- O que está acontecendo aqui?
Perguntou Riza, seca.
- É que está meio tumultuado lá fora.
- Tumultuado?
Nesse momento, Maes e Roy aparecem ali também.
- Por que tamanha aglomeração?
- Tumulto lá fora.
- De que tipo?
- Tem uma renca de repórteres!
- Re... Repor... Repórteres?
A cor branca da pele dela adquiriu uma cor quase transparente.
- O que foi, capitã?
- Na... Nada.
- Calma Riza. É só não ter nada a declarar...
- Mas nada garante que a vitima sou eu.
- Riza...
Os outros olhavam espantados, não sabiam sobre o que falavam.
- Vamos.
- Eu não posso.
- Agora não, Riza. Entre em crise quando chegarmos em casa.
- Mas... Repórteres..
- Respira.
Ela da uma fungadaprofunda.
- Vamos.
Assim que Riza põe os pés para fora do prédio, uma infinidade de fotógrafos começam a bater fotos e os repórteres a avançar.
- Senhorita Riza, o que tem a declarar sobre a repercussão da revista?
- O que tem a dizer sobre as centenas de cartas que a editora tem recebido?
- Sua família aprova essa atitude?
- Nada a declarar.
- Mas senhorita, não poderia nos dar uma declaração?
- Não.
Lyon passou o braço em volta da cintura dela com um intuito de puxá-la para andar mais rápido.
- Lyon Yukimura?
- Vocês estão juntos?
- As especulações sobre o casamento são verdadeiras?
- Vocês vão se casar como maneira de unificar as famílias tornando-se a mais poderosa família do país?
- Nada a declarar!
Dessa vez a voz firme veio de Lyon e logo após entraram em um carro negro. Que arrancou deixando os repórteres sem respostas e militares sem saber o que dizer!
- Oh my god!
- Isso foi muito estranho!!
- A capitã é de uma família tão importante? E aquele cara? Gente...
- Acho que isso não é da nossa conta, galera!
Roy começou a descer os degraus da escadaria sendo vítima dos flashes. O moreno também era uma figurinha conhecida das revistas sensacionalistas.
-
-
Dentro do carro, Lyon ria descontroladamente.
- Para com isso, Lyon! Preste atenção na rua!
- Ai Riz... Não consigo parar de rir!
- O que é que tem de engraçado naquele bando de repórter chatos fazendo especulações??
- Amanhã por todo país vai sair que estamos com o pé no altar!
- Ai meu Kami!
Ela afundou no banco de couro.
- Você está preocupada com isso? Eu me preocuparia mais com o padrinho!
- Gente... Meu pai ainda não deu sinal de vida. Será que ele não viu a revista?
Os olhinhos dela brilharam.
- Riz... Você viu quanto repórteres tinham lá? Você por acaso notou que as revistas “nata” do país não mandaram um único repórter?
- Oh... Lizandra.
- Isso!
- Eu quero amarrar uma pedra no pescoço e me jogar no Ganges!
- Que bom que é no Ganges, afinal, a Índia é muito longe daqui.
- Hahaha. – ela fecha a cara para o ruivo – Não tem graça!
- Relaxa, depois da bronca eu prometo que te ajuda a extravasar o estresse!
Ele sorri.
- Como se isso fosse algum tormento para você!
- E eu por acaso estou falando que acho ruim!
- Você não presta!
-
-
O casal entrou no apartamento e menos de um minuto depois, o telefone tocou. E nesse momento, Riza sentiu uma vontade absurda de ignorar o telefone.
- Anda logo, Riz. Atenda!
A loura caminhou até o telefone e tirou-o do gancho.
- Alô...
Ela tinha medo.
- Meu anjo? É a mamãe, pode falar?
- Oi mãe, posso sim.
- Você está bem? O Lyon está ai?
- Sim... Mas eu imagino que não seja por isso que esteja me ligando.
- E você está certa, Elizabeth, estou te ligando a procura de uma explicação.
- É meio complicado, mãe.
- Eu posso entender.
- Uma vadia me irritou tanto que não tive escolha se não ensiná-la quem pode mais. Mas juro que não imaginava o tamanho da repercussão!
- Oh filha... Você deveria ter calculado melhor suas ações... – ela faz uma pausa – Mas ela deve ter ficado com uma raiva...
- Muita! Mãe... Aquela lá nunca mais chega perto de mim!
- Bem... Não se pode chorar sobre leite derramado.
- Cadê o papai?
- Dê licença da linha, Lizandra.
- Rich...
- Lizandra!
- Certo, certo. Um beijinho, meu doce. Mande um beijinho para o Lyon.
- Okay, mãe.
Ela sai da linha.
- Explicações, mocinha!
- Mal entendido.
- Explique.
-
A loura lembra-se de uma conversinha que teve com Ivis no telefone há algumas horas atrás.
Flash back on
- Oi linda!
- Ivis?
- Eu mesmo. Como tá? Eu disse que você tem cacife para modelagem fotográfica.
- Eu não quero isso!
- Relax, baby. Logo passa, mas e o Lyon, como está?
- Trabalhando.
- Fala para ele vir aqui em casa para irmos a uma boate nova.
- Nem quero imaginar que tipo de boate é essa.
- Você é demais, Riz. Já vou te deixar trabalhar... Se o seu pai quiser te matar, fala que eu ganhei uma lente nova e que pedi para você me ajudar a testar.
- Não acho que isso convença o me pai.
- O jurado mestre é meu amigo, veio aqui em casa, viu as fotos e eu pensando que as fotos eram de outra moça que iria fazer o concurso falei que ele podia levar.
- Oh... Você acabou de salvar minha vida.
- Certinho, agora volta para sua papelada e depois manda um oi para o Lyon.
- Certo.
Flash back off
- ELIZABETH! RESPONDA!
- Oh... Desculpe.
- EXPLIQUE-SE!
- O senhor lembra do Ivis?
- O filho mais novo do dono das vinícolas Monblant?°
- Ele mesmo. Somos amigos e ele comprou uma nova câmera e queria fazer o teste. Eu fui e por acaso um dos jurados da revista que é amigo do Ivis viu as fotos e perguntou quem era a moça, ele pensou que fosse as da garota que ele tinha fotografado...
- Hum... Muito mal contada esse história.
- Pai! Eu não estou mentindo!
Ela não gostou muito de dizer isso, já que mentia.
- Olha, eu não estou muito crente nessa história, mas não posso mudar o que já aconteceu.
- Não vai acontecer mais.
- Não vai mesmo, pois se acontecer você será transferida para cá dez minutos depois!
- Sem chance de uma transferência muito suspeita?
- Não. Sua mãe me convenceu, mas se a minha menina quiser voltar para casa...
Ela ri.
- Não pai.
- Você não pode me impedir de tentar. Mande um oi para o Lyon.
- Certo.
A loura desliga o telefone.
- Viu, ele nem gritou.
- Como se eu não conhecesse a peça. Eles vão aprontar alguma coisa.
- Larga de paranóia, Riz.
- Paranóia? Vai nessa! Eles vão fazer alguma!
- Okay... Mas até lá, a gente pode aproveitar!
O ruivo jogou o corpo sobre o corpo da loura.
- Lyon!!
Continua...
Notas finais
ESpero que gostem e comentem!!
Quero toda aquela empolgação em!!
Kiss
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