Military Post
33 O jogo
Cap. XXXIII – O jogo
Roy e Riza voltaram para a fazenda, chegaram por volta da hora do almoço. Comeram juntos e depois resolveram ir para a piscina. Dessa vez, o biquíni da lourinha era um pouco mais ousado. Nada exagerado, mas o que fez o moreno notar que ela tinha certa postura diante de visitas.
O que condizia com a educação que deveria ter recebido. Riza fora criada para ser uma garota da aristocracia e isso a levava a manter certas formalidades. E quer saber, ele gostou disso, não queria ninguém olhando demais para a SUA namorada.
O biquíni era roxo com estampas de ondulações brancas, Riza realmente podia estar usando aquela peça. Ela tinha tudo no lugar, tudo mesmo.
- Dá para parar de olhar para os meus peitos!! – A loirinha sentou-se na beirada da piscina para poder entrar – É constrangedor!?
- Eu não tenho culpa se o seu decote está no meu campo de visão! – Roy que já estava dentro d’água nadou até ela – Entra logo, a água está ótima.
- Mas ainda é constrangedor... E calma, eu preciso me preparar psicologicamente.
- A melhor coisa nesses casos é pular de uma vez! – Roy a puxou pelas pernas a derrubando dentro da água –
- Seu idiota! – Riza o empurrou – É a segunda vez que você me derruba.
A loira deu um mergulho e nadou para longe do Mustang. Sendo seguida logo após pelo namorado que trazia um sorriso no rosto.
- Vai ficar bravinha, Elizabeth? Hum... Sabia que você fica uma gracinha com essa carinha de malvada?
- Não me chame assim! Eu odeio!
- Mas esse não é seu nome?
- Todos me chamam de Riza, e eu gosto! Quando me chamam de Elizabeth, ou é os meus pais... E ai vem bomba, ou é algum idiota querendo me irritar falando meu nome com uma voz de deboche.
- Isso foi uma indireta? – o moreno ergueu uma das sobrancelhas –
- Não, foi uma direta mesmo.
- Tão doce!
- Você não me viu de mau-humor ainda...
O Mustang sorriu e avançou para cima da lourinha enlaçando-a num abraço terminando com um beijo de tirar o fôlego. Ele gostava de vê-la sem ar, com a face corada e aquele olhar de quem não sabia muito bem onde estava.
- Eu já enfrentei desafios piores...
Ficaram um bom tempo ali juntos brincando na água até que ouviram um pigarreio, era nada mais, nada menos que Lizandra. A mulher tinha um meio sorriso na face e mantinha uma das mãos na cintura.
Só que a coisa era bem mais constrangedora do que aprecia, os dois não estavam simplesmente se beijando, estavam se beijando com as pernas da lourinha em volta da cintura do moreno.
Um pouco, entenda-se por extremamente, sem graça, o casal se soltou.
- Mãe!! Já chegou?
- Já sim, meu anjo, onde estão os seus outros amigos?
- Foram embora, cada um tinha seus planos para o natal.
- Hum... Que pena, eu queria ter me despedido dos seus amigos!
Riza e Roy saíram da piscina e pegaram toalhas para se secarem sob o olhar atento de Lizandra.
- Eu mando seus cumprimentos, mamãe... Mas e como foi no hotel fazenda?
Riza colocou um vestido soltinho e calçou as sandálias baixas que tinha levado, indo em direção a mãe em seguida.
- Ótimo! Acredita que eu e seu pai encontramos velhos amigos? Devia fazer uns dez anos que não os víamos!
- Jura?? Que bom... Quem são? Eu conheço?
As duas começaram a caminhar para dentro da casa, Lizandra que abraçava a filha com um dos braços olhou para Roy que tinha ficado sentado sobre uma das espreguiçadeiras.
- Não vem, querido? Vamos lanchar, vocês dois devem estar com fome... – imediatamente os dois coraram, arrancando uma risadinha da sra. Hawkeye –
- Claro, eu já estava indo.
O moreno levantou-se no salto terminando de vestir uma camisa e caminhou com passos largos até as duas damas.
- Não sei se lembra deles, mas o Roy tenho certeza de que os conhece muito bem.
- Eu? – o Mustang pareceu surpreso – Pode ser, quem são?
- Por que não confere com seus próprios olhos, querido? – os três entram na sala de jantar onde havia uma mesa posta para o lanche – Olha quem eu achei perdidos na piscina?
Dois rostos que estavam para o lado da parede oposta a Roy viraram-se, estavam sentados a mesa e tinham uma face serena que ostentava um delicado sorriso.
Roy, literalmente, quase caiu para trás. Ele conhecia muito bem aqueles rostos. A mulher tinha os cabelos negros e lisos num corte Chanel, olhos profundamente claros e pele bem branca. Devia ser um pouco mais alta que Lizandra, magra, não aparentava ter quase cinqüenta anos.
O homem tinha os cabelos também bem negros, assim como os olhos, pele um pouco mais corada, levemente mais alto que Roy. Os cabelos estavam puxados para trás e alguns fios brancos destoavam toda a negritude dos fios, algumas rugas finas mostravam que tinha alguns anos nas costas. Parecia muito com Roy, na verdade, Riza poderia jurar que seria a aparência do namorado dali uns vinte anos.
- Oh meu Deus...
- Você os conhece, Roy? – perguntou Riza curiosa –
- Como não? São meus pais.
Riza foi quem quase caiu para trás naquele instante, os pais de Roy estavam ali e eram amigos de longa data dos seus próprios pais?
Alguma coisa muito estranha estava acontecendo ali. Mas uma coisa Riza podia afirmar com certeza, Roy tinha de onde tirar tanto charme, seu pai era muito bonito.
- Royzinho, querido! Por que não nos disse que os pais de sua subordinada eram a Liza e o Richard? E por que está com essa cara de bobo? Até parece que nunca viu sua mãe na vida!!
A mulher levantou-se e caminhou até Roy dando-lhe um forte abraço, aquilo era deveras comprometedor.
- Eu só estou... Surpreso? Vocês não estavam no sul?
- Ficou meio chato por lá! Então viemos para o Leste!! Nossa que saudades do meu tchutchuquinho!
O moreno naquele instante mudou de branco para mais vermelho que um tomate. Ela não estava fazendo aquilo... E caramba, estava quase sufocando naquele abraço!
- Er mãe... – o moreno tentava se soltar –
- Eu estava com tantas saudades, filho! – ela começou a beijar cada pedacinho do rosto do jovem general –
- Pai!! Dá uma ajuda aqui!
- Desculpe, garoto, mas eu não me meto com a sua mãe quando ela está assim com tantas saudades! – o Mustang mais velho segurou um risinho –
Roy fez uma carranca e depois de fazer praticamente um malabarismo conseguiu se soltar e tentar se recompor. Aquilo era MUITO vergonhoso.
- Certo! Chega, né mãe? – Roy passou a mão nos cabelos –
- Que filho mais desnaturado! Mas que história é essa de começar a namorar e não se dar nem ao trabalho de ligar para a sua querida mamãe?
A mulher colocou as mãos na cintura e fez aquela cara de quem está brigando com uma criança.
- Sabe quantos anos eu esperei para você me apresentar uma namorada? Eu já estava até achando que você ficaria para titio!
A parte da reunião familiar, Riza já estava sentada a mesa...
- Pai.
- O que foi, filha?
- Eu nunca mais reclamo de vocês me chamarem de bebê! – ela segurou um risinho –
- Viu como você se irritava a toa, bebê, existem pais que conseguem apelidos muito piores as suas queridas proles.
- Eu vi sim, me passa o suco de laranja?
- Claro.
Voltando a reunião de família que se realizava alguns metros a frente, mas na mesma sala...
- Pára com isso, mãe! A coisa também não é assim...
- Como não? Você não conseguia arrumar nenhuma moça boa, bonita, gentil, que seria uma ótima nora para mim!
Ela olhou para Riza que sorriu docemente.
- Pára de me envergonhar, mãe! Desse jeito a Riza vai me dar um fora achando que minha mãe é meio neurótica!
- Não se preocupe com isso, eu não acho nada disso! – Riza abriu um sorriso que mostrava seus trinta e dois dentes – A sra...
- Nada de senhora e meu nome é Ângela Brighway... Mustang. – a mulher pareceu falar meio a contra gosto –
- A Ângela me parece uma ótima pessoa!
- Viu, desnaturado? E nunca mais chame sua mãe de neurótica! – ela deu um tapinha na cabeça de Roy –
- Oh pai! Me salva aqui!
- Certo, certo, já chega, Ange. Depois você briga com o Roy. E a propósito, meu nome é Edward Mustang.
- Olá! – Riza estendeu a mão – É um prazer conhecê-lo!
O homem passou o braço em volta do ombro do filho e depois deu um beijo na testa do rapaz.
- Pai, isso é muito constrangedor!
- Também senti sua falta, filho!
E assim todos se acomodam na mesa para o lanche da tarde. E claro que Riza se aproveitaria do momento ao máximo para passar vergonha em Roy posteriormente.
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Riza estava dentro de seu quarto a frente do guarda-roupa a procura de um vestido para a ceia de Natal. Roy estava jogado na cama olhando-a enquanto conversavam.
- Roy... É... Desculpe perguntar, mas está acontecendo alguma coisa entre seus pais?
- Como assim?
- Sei lá, ela pareceu falar o sobrenome dele com tanta pouca vontade... Pode ter sido só impressão, mas me pareceu.
O moreno dá uma risada.
- Não é nada disso. A coisa é que minha mãe era uma dançarina de salão muito famosa, ela conheceu o mundo todo dançando... Ai ela conheceu meu pai, os dois casaram...
- Não entendi.
- Ela sempre gostou muito do sobrenome, principalmente porque foi com ele que ela fez sucesso, mas naquela época ela teve de assinar o nome dele, e alguns anos atrás quando ela descobriu que podia assinar de novo só com o nome de solteira, meu pai bateu o pé e disse que não. Os dois passaram quase um ano em pé de guerra, o senhor Edward ganhou, mas ela não perde a chance de implicá-lo.
- Jura? – Riza caminhou para dentro do closet – Que história! Mas sua mãe era mesmo dançarina de salão?
- Os dois se conheceram depois de uma apresentação dela num cassino na França. Meu pai estava de férias com uns amigos... Ele que sempre foi um admirador da beleza feminina tentou ficar com ela, mas ela jogou um vaso nele.
- a loirinha riu – Muitas coisas se explicam com essa declaração! Mas um vaso? Cruzes!
- Ele deu de presente a ela...
- Como os dois se acertaram?
- Quase três anos depois, se tornaram só amigos nessa época! Ela voltou para Ametris para casar e ele notou, quando descobriu, que ela era a mulher da vida dele.
- Eu achava que só os meus pais eram complicados!
- A dona Ângela saiu de casa aos quinze anos para se tornar dançarina, meu avô só voltou a falar com ele quando eu já tinha três anos e ele estava quase morrendo...
- Que barra... Mas a melhor parte é o tchutchuquinho da mamãe!
- Esquece isso, Riza! Minha mãe ainda me mata um dia!
- Larga de ser chato! Sua mãe é um doce!
- Só se for rapadura! Aquela ali é dura na queda!
- Eu sei bem como é... Que tal esse?
Riza saiu do closet com um vestido vermelho, tomara que caia, colado no corpo até o meio da coxa, com bordados delicados. Usava um sapato preto bem alto que deixava as pernas delineadas da atiradora ainda mais longas e esguias.
- ... – o moreno ficou olhando-a sem saber o que dizer –
- Não vai falar nada?
- Maravilhoso!
- Obrigada!
- Mas eu tenho certeza de que o que está por baixo deve ser muito melhor!
O comentário deixou a loirinha corada e fez com que um dos sapatos que ela usava voassem em direção a Roy.
- Idiota! Eu estava falando sério!
- Eu também! Ainda mais se for de renda e vermelha!
- Olha aqui... Ah!! Esquece!
Riza volta para dentro do closet para evitar que Roy a visse corada. O Mustang era um idiota!
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Dois dias haviam se passado desde a chegada dos pais de Roy, e apesar de algumas situações constrangedoras, tudo estava muito bem. Mas claro que como tudo é que bom dura pouco alguma coisa tinha que acontecer...
Mas isso era para depois, Roy estava sentado nas escadas da porta da mansão lendo um livro que pegara na biblioteca, estava uma tarde amena no Leste, o moreno só foi tirado de seus pensamentos quando ouviu a voz estridente de Maes.
- Mannnnnn!!! – o moreno acenou caminhando –
- Hum? – Roy levantou o olhar – Maes? Havoc? Miles??
- E ai, Roy? – Havoc acenou – O que está fazendo de bom? Cadê a Tay e a Riza?
- Por que eu saberia onde está a Tayane? E vocês? O que fazem por aqui? Excursão?
- Não, não... É que a minha Gracinha disse que vinha para cá jogar alguma coisa com a Riza, a Tayane, a Olivier... E mais gente que eu não lembro.
- Sério? – Roy arqueou uma das sobrancelhas curioso – Eu não vi ninguém.
O Mustang se levantou para cumprimentar os amigos.
- Elas vieram fazer o que mesmo? – indagou Roy –
- Jogar hokey na grama... – disse Miles meio incerto – Pelo menos foi isso que eu entendi.
- Hum... Eu não vi nada, mas vamos entrar, eu pergunto para alguém.
Os quatro rapazes entraram na mansão e caminharam para a área perto da piscina onde Roy sabia que a mãe e a sogra estavam tomando chá. Elas deveriam saber do paradeiro das moças.
No caminho, o general contou que os pais haviam aparecido e que eram velhos conhecidos de seus sogros arrancando risadas dos presentes. Aquela era uma história, no mínimo, cômica.
- Eu imagino a cena, Man... Sua mãe adora te passar vergonha.
- Você conhece a mãe dele, Maes? – perguntou Havoc –
- Eu e o Roy éramos vizinhos na infância... Ela já quase matou a gente inúmeras vezes! Lembra man?
- Claro que lembro, você aprontava comigo depois ficava chorando quando pegavam a gente falando que eu só te punha em roubada! Parecia uma menininha chata!
- Olha o respeito, seu idiota! Eu posso começar a lembrar de coisas que você queria que eu esquecesse!
- Como se você quisesse que eu também recordasse de coisas do passado... – disse Roy com um tom de desinteresse –
- Eu não tenho nada a esconder! Sempre fui um cara legal!!
- Oh claro, e eu sou uma freira!! Se toca, Maes, não tem vergonha na cara, não? Ficar mentindo com essa cara lavada!
- Me fala uma coisinha que poderia acabar com a minha imagem de bom moço, man!! Uma coisinha! Duvido que essa história exista!
- Deixe-me ver... – Roy fechou os olhos preguiçosamente – Que tal aquela vez que você estava namorando a Thifanne e depois resolveu sair com a priminha do interior dela?
- Er... Aquilo... – Maes estava ficando mais vermelho que catchup – Eu não me lembro dessa mentira!
- Se é uma mentira, como poderia ter se esquecido? Isso não faz sentido, Maes!
- Ah... Vai te catar, man! Que coisa mais idiota!
- Eita!!! Ficou bravinho! Quem não te conhece que te compre em Maes, sua mulher sabe desse seu passado sombrio? – disse Havoc rindo –
- Eu não tenho passado sombrio nenhum!! Vamos falar de outra coisa!!! Tipo... E você Miles, não sabemos muito de você!
- Eu não sou interessante... Nasci na Cidade do Leste, estudei em colégios militares, fui para academia militar e fiz carreira no exército!
- Não estamos falando da sua vida acadêmica... Conta ai... Não tem histórias de solteiro?
- Sou um homem casado, o que eu fiz antes disso, foi antes, o que interessa é agora! – disse o moreno com um pequeno sorriso – Sem contar que eu já fui casado antes de casar com a Olivier, e eu era muito jovem... Não tive tempo para ficar aprontando por aí!
- Já foi casado?!! Não me diga que foi por causa da general que seu casamento acabou?? Cara, quem diria... A irmã do Major acabou com um casamento!
Miles agora riu abertamente.
- A Olivier não teve nada a ver com o final do meu casamento, só nos envolvemos mesmo quase um ano depois do meu divórcio.
- Desculpa a curiosidade, mas quanto tempo você levou para sair do altar e voltar de novo? – perguntou Roy –
- Acho que não deu quatro anos... Isso para o casamento, porque nos começamos a conversar cerca de seis meses depois, se bem que nessa época ela ainda não me dava muita trela, segundo ela, não era muito esperto se envolver com um novo solteiro.
- E você foi corajoso para enfrentar a fera... – disse Roy que logo depois se desculpou – Sem ofensa, foi sem querer!
- A Olivier não tem o melhor gênio do mundo, mas no final das contas, não é tão ruim assim... – ele sorriu –
- O amor faz milagres, olha para o Man, ele foi se apaixonar pelo gatinho mais rápido do exército! O Havoc foi laçado por uma maluquinha... Só eu sou normal nessa turma!
Nesse momento, os rapazes chegaram ao pátio posterior da mansão onde Lizandra e Ângela tomavam chá e conversavam.
- Tia Ange!!! – disse Maes indo abraçar a morena – Quanto tempo!!!
- Olá, Maes!! Quanto tempo, querido!! A última vez que te vi foi no batismo de sua filha!
- Pois é, né... – ele coça a nuca – A vida anda meio maluca, mas como está? E o Tio Edward?
- Muito bem, estamos ótimos! Meio solitários porque nosso filho desnaturado não anda aparecendo... Mas dá para levar! Como vai sua filha?
- A minha Elycia vai muito bem! Ah... Ela está tão bonitinha!! Você tem que ver as fotos que tirei aqui no Leste!! Sabia que ela está aprendendo a ler???
- Oh... Que bom!! Espero que logo eu tenha um netinho ou netinha para mimar!!
- Não se preocupe, a Riza é ajuizada, vai colocar o man na linha!
- Assim espero, assim espero...– Ange olha para os outros presentes – Você é o Havoc, subordinado e amigo do meu filhinho! – ela aponta – E você eu não conheço...
- Coronel Miles, sou casado com Olivier, amiga da Riza.
- Oh sim, aquela moça simpática que tentou afogar o cunhado do Maes!
Os quatro rapazes se entreolharam, moça simpática? Desde quando Olivier era simpática? Ela não costumava ser mal-educada com pessoas que acabava de conhecer, mas simpática definitivamente não cabia muito bem na personalidade da moça... O que a descreveria melhor era cordial.
E que história era aquela de afogar o cunhado do Maes?
- Como? – indagou o marido de Olivier confuso –
- Oh... Não se preocupe com isso querido. – comentou Lizandra – A Olivier e o Kaike sempre se estranharam, como gato e rato! Desde crianças ele a implica e ela devolve a gentileza... Não há motivo para sustos.
- Bem... Eu só estranhei.
- Por falar nisso, onde estão as pessoas, Lizandra? – perguntou Roy –
- Oh... Depois que a Olivier caiu virando o pé, acho que eles foram para perto das árvores jogar baralho. Se bem que a Gracia caiu primeiro... Hum... Ange?
- Acho que ouvi eles dizendo que ficariam perto daquele Flamboyant atrás do campo de futebol onde estavam jogando aquele jogo estranho.
- O que é isso gente? Primeiro um quase é afogado, depois a outra machuca o pé e ainda tem uma terceira levando tombo? Esse povo tá fazendo o que? – disse Havoc –
- Na verdade teve mais acidentes, porque eu ouvi a Olivier rindo... Mas não é certeza! – disse Lizandra como se aquilo fosse a coisa mais normal –
- Certo... Nós vamos dar uma olhada! Tchau tia, depois eu trago umas fotos da minha Elycinha linda maravilhosa fofucha!
- Claro, querido, estou esperando!
E assim os quatro homens seguiram para o lugar indicado pelas duas mulheres, a cada dia eles descobriam mais coisas bizarras sobre aquela turminha de amigos. Realmente, quem vê militar, não vê civil.
Quando estavam chegando perto do local indicado, viram a turminha caminhando na direção oposta aquela que eles seguiam. Pareciam bem animados discutindo alguma coisa, mas o que mais chamava a atenção ali era fato de uma das presentes estar sendo carregada por Kaike.
A figura feminina deveria ter um e setenta de altura, tinha os cabelos louros bem dourados que estavam presos num rabo-de-cavalo, pele bem clara, usava um short jeans e uma regata branca e possuía uma atadura no pé e calcanhar esquerdo.
- Não foi justo!! O Lyon estava roubando!! – reclamou Tayane –
- Que o Lyon o que, garota? Era a Olivier!! Você não notou como ela mexia no baralho!!! Ela me enganou!!!
- Kaike seu idiota, eu estava jogando de dupla com você! – exclamou a loura que era carregada a contra gosto –
- Oh... É mesmo, é que eu me acostumei a te acusar!
- Panaca!? Se eu estava roubando, você também estava!
- Não, não... O pior foi a cara de nada da Gracia!!! Não foi justo! Ela tem essa cara de lerda que engana todo mundo!!
- Parem de falar da Gracia! Só porque ela é lerda demais e engana todo mundo não quer dizer que possam falar dela! – Riza fez graça –
- Morra, Riza! Eu não fiz cara de lerda, não tenho culpa se vocês não conseguem saber se eu estava blefando!
- Ninguém disse que você fez cara de lerda, maninha, você tem cara de lerda! Isso é imutável, desde que você veio ao mundo!
- Com isso eu tenho que concordar! Eu estava junto com o Kaike quando você chegou em casa pela primeira vez!! – disse Olivier –
Gracia ficou mais vermelha que um tomatinho, e retrucou enchendo a paciência de todos que riam e discutiam. O problema foi que na metade do caminho, Kaike resolveu fazer graça, o que resultou em uma coisa nada boa...
- Pare de me chacoalhar, seu ernegumino! Não quero cair de novo!
- O que foi, Olie... – disse o louro provocando – Tá com medinho de cair!! Hum? Hum?
Dito isso, o irmão da Gracia começou a levantar e baixar a loira. Bambear os braços. Rir. Fazer gracinha. Dar pulinhos... Ou seja, não demorou muito para ele tropeçar fazendo os dois irem ao chão!
E foi uma coisa meio hilariamente doída para ambos. Kaike tropeçou em uma moita fugona o que o levou a levar seu corpo para frente, bambeando os braços e dessa maneira fazendo Olivier voar para frente e ao tocar o chão sair rolando a pequena encosta abaixo. O cunhado de Hughes também rolou e para piorar terminou em cima da mulher de Miles.
Realmente, aquele não era o dia dela.
- Miles, acho que você vai ficar um tempo na seca, sua mulher acabou de rolar morro abaixo... – disse Havoc ao novo amigo que conversava com Roy e não vira a cena dolorida –
- Como é?? – o Ishivaliano ergueu uma das sobrancelhas –
- O cunhado do Maes fez umas graças os dois caíram muito feito! Cruzes! Eu acho que alguém quebrou alguma coisa!
- Putz! Nem eu que não vou com a cara dela desejo isso... Se bem que ela iria rir muito se fosse eu a me estabacar! – disse Roy enquanto corria juntamente com os outros –
- Depois a gente discute isso, Man! Depois! Alguém pode estar muito machucado agora!
Quando chegaram ao local, a esposa de Miles estava sentada na grama falando algumas barbaridades para o idiota que a tinha derrubado e que serão amenizadas para meio de publicação desta fanfic.
- KAIKE SEU TAPADO INFERNAL! QUAL É O SEU PROBLEMA?? ESTÁ QUERENDO MORRER MAIS CEDO É?? TÁ QUERENDO ME MATAR!!
- PARA DE GRITAR, SUA HISTÉRICA! VOCÊ ACHA QUE EU IRIA CORRER O RISCO DE ME QUEBRAR TODO SÓ PARA TE IRRITAR! NÃO FOI POR QUERER, CARAMBA!
- HISTÉRICA O ESCANBAL! EU DISSE PARA VOCÊ PARAR DE BESTEIRA! AGORA ALÉM DO PÉ, O RESTO DO MEU CORPO DÓI! SEU ERNEGUMINO!
- PENA QUE A GARGANTA NÃO FOI AFETADA TAMBEM PARA VOCÊ CALAR A BOCA! ESTOU FICANDO COM DOR DE CABEÇA!! POR ISSO VOCÊ ERA UMA LÍDER DE TORCIDA TÃO BOA, PARECE UMA GRALHA COM DOR DE DENTE!
- GRALHAS NÃO TÊM DENTES, SEU MALDITO! E NÃO ME IRRITE MAIS DO QUE JÁ ESTOU IRRITADA!
- DÁ PARA PARAR COM A FEIRA?? ISSO AQUI NÃO É UM CABARÉ! – berrou Gracia cansada daquele zoológico –
- O que uma feira tem a ver com um bordel, Gracci? Não entendi!! – disse Tayane –
A ruivinha recebeu uma olhar mortífero que a fez tremer.
- Okay, eu só queria saber... Não precisa ficar irritada!
- Lyon, segura esse demônio! Ela vai avançar em mim!!
- Me larga, Lyon! Me deixe estrangular essa criatura loira infernal!
Lyon estava sentado atrás de Olivier e tentava a todo custo impedi-la de alcançar Kaike. O que não era uma tarefa muito fácil, visto que ela estava quase tendo um troço para conseguir dar uns tapas no rapaz. O que provavelmente deixaria marcas nada bonitas.
- Miles!! Segura o inferno da sua mulher, ela quer me matar! O problema é seu, não permita que ela ponha essas mãos sedentas por sangue em cima de mim!!
Hã?
Foi o que todos se perguntaram enquanto viravam para o lado para ver se o que kaike falava era verdade ou se ele apenas tinha batido a cabeça forte demais. E qual não foi a surpresa ao ver um preocupado marido se aproximando? E também um Mustang que tentava segurar o riso? E um Havoc que estava meio tonto? E para terminar um Maes que nunca esperou ver a esposa falar uma coisa daquelas?
- Miles? – disse a loirinha confusa – Você por aqui?
- Você está bem?
- Isso foi uma pergunta idiota. – respondeu a general – Eu acabei de me estabacar no chão, não tem como eu estar bem! – ela olhou para Roy que agora ria descontroladamente – Ria enquanto pode, idiota, não me responsabilizo por danos a sua saúde quando eu levantar daqui!
Nesse instante, o moreno sentiu um arrepio nada legal lhe percorrendo o corpo. A mulher a sua frente conseguia imobilizar o major Alex, o que a colocava como a melhor combatente do país, ou seja... Não seria nada bom para seus ossos se ela ficasse mais irritada.
- Er... Certo, já que todo mundo tá vivo por que não vamos embora? – disse Roy indo para perto da Riza que segurava o riso –
- Ótima idéia! – disse o irmão da senhora Hughes se levantando – E como está aqui, você carrega porque a mulher é sua!
Miles que já não ia muito com a cara daquele amigo da esposa, agora não gostava dele mesmo. O militar achava Kaike muito debochado, sem dizer que ele olhava para Olivier de um jeito que o deixava irritado, não era da mesma maneira que ele olhava Riza ou Tayane, porque essas ele olhava como olhava a irmã.
O moreno tinha a impressão que já rolou alguma coisa entre o loiro e a mulher no passado. Ou seja, não dava mesmo para ele ir com a cara de um sujeito debochado que podia já ter dormido com SUA mulher.
Roy olhava torto para Lyon que sorria de volta o deixando mais irritado. Qual era a daquele sujeitinho?? Aquele ruivo era muito petulante! Até parece que havia alguma chance dos dois serem amigos... O Mustang só o aturaria porque pelo jeito aquela turma, apesar dos trancos e barrancos, era muito unida.
Depois de todo esse circo, a galera votou para a mansão. Aquele havia sido um dia bem conturbado.
Continua....
Meus amores, desculpe a demora!! E tambem desculpe essa parte no sense do cap, eu sei que vcs querem ver o Roy e a Riza na parte interessante, mas não resisti a essas cenas bizarras que vcs acabaram de ler e que não fariam a menor diferença não se tivessem sido lidas!! Mas convenhamos, vocês devem ter rido pacas lendo esse cap!!! O próximo cap está previsto para ser o final dessa fanfic, oh... Mais um projeto que se encera!! Vou sentir falta dessa fic! Espero que continuem me seguindo em outros projetos!!
Kiss Kiss
Riizinha
PS: Não se esqueçam de deixar um comentário bem legal!
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