Cap. IXXX – O baile

Gente, como escreve 29 em números romanos? EU ESQUECI!! Alguém ai manda o certo se o meu estiver errado!!

Depois do filme, a galera ainda meio sobressaltada começa a se levantar para ir dormir. Tinham que se preparar para o baile. E claro que não passou despercebido o braço de Roy ao redor da cintura de Riza.

- Então, qual é?

- O que?

- Vocês se acertaram?

- Er... É.

- Já estava na hora!

- Eu sabia que o ruivo não tinha vez...

- Finalmente, se vocês não ficassem juntos a gente ia ter que contar que um gosta do outro!

Roy e Riza se entreolharam, TODO MUNDO, parecia saber que os dois ficariam juntos! Tipo, estava tão na cara assim?

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Riza dormia tranquilamente em sua caminha e como estava bom, mas como tudo o que bom dura pouco...

Um par de mãos abriu as pesadas cortinas e aquele sol brilhante bateu na cara da loira.

- Mãeeeeeeeeeeeee!

- Bom dia, querida, já está acordada?

- Com esse sol abusando da minha cara...

- Que bom que já está acordada. O Juan está aqui para dar um jeito nesse seu cabelo.

- Mãe... – Riza enfiou a cara debaixo do travesseiro –

- Larga de preguicinha, bebê!

- Nenhum maluco vai colocar as garras no meu cabelo.

- Ninguém vai cortar seu cabelo anjinho, agora levanta.

Lizandra deu um tapa na bunda da filha.

- Hey!! É de madrugada, mãe.

- A Gracia e a aquela sua amiga Scieska já estão lá.

- Mamãe!

- Levanta logo, menina!!!

Com muito custo, Riza se levantou. Nem pentear os cabelos fez, colocou os pés dentro de um chinelinho fofo rosa, vestia uma camisola preta de bolinhas vermelhas e pegou um Ray ban chocolate e saiu alguns segundos depois da mãe.

Onde ela tinha falado que era para ir mesmo?

Devia ser no quarto dela, no terceiro andar.

- Penteado novo?

Riza ficou escarlate. Aquela voz... O cabelo dela estava todo bagunçado... Aquela camisola indecente... Aquele chinelo rosa. Era uma visão para depois de pelo menos dois meses de namoro.

- Não vai falar bom dia, não?

Ela ouviu os passos se aproximando. Que terror!!

- Não se aproxime!! – ela passou a mão sobre os fios dando uma ajeitada –

- Posso saber o motivo da minha namorada estar andando pelo corredor com essa camisola indecente?

- Minha mãe acabou de me acordar. Depois a gente se vê...

Ela começa a caminhar, mas Roy a abraça pela cintura.

- Calminha, onde está o meu beijo de bom dia?

Ele a segurou pelo queixo, tirou os óculos e lhe deu um beijo que foi correspondido. Uma das mãos do Mustang segurou a nuca dela e a outra serpenteou pelo corpo esguio da moça, dando uma boa alisada.

- Roy?!

- O que foi? – ele fez cara de vitima –

- Olha onde põe essa mão!

- Foi sem querer... – ele dá um sorriso safado –

- Sei... Deixe eu ir antes que a minha mãe venha me arrastar.

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Eram quase nove da noite, Roy se olhava no espelho dando uma última ajeitada nos fios pretos que penteara para trás. Estava trajando um Black Tie impecavelmente ajustado a seu corpo.

Pegou a máscara branca que só cobria metade do rosto, parecido com a do fantasma da ópera. Deu um daqueles sorrisos matadores ao terminar de colocar a peça e saiu do quarto.

Sabia que Riza só seria seu par, se a encontrasse antes que as máscaras caíssem a meia-noite. Resolveu descer, tinha que dar uma olhada pelo salão.

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Riza estava no quarto terminando de se arrumar. Usava um vestido vinho longo todo grapeado. Tinha uma única alça torcida do lado esquerdo que descia gentilmente colado as curvas sinuosas até cerca de três dedos acima do joelho onde abria dando a impressão de ser uma calda de sereia.

Usava sandálias pretas de saltos altos trançadas no peito do pé que eram cobertas pelo vestido. Tinha um broche de ametista na ligação da alça com o vestido. Usava luvas que chegavam aos cotovelos e uma pulseira de brilhantes que combinava com os brincos.

Os cabelos estavam trançados de lado e o trançado começava do alto do lado direito e a franja e alguns fios caiam sobre a face que tinha os lábios rubros. A máscara cobria os olhos e o nariz, era trabalhada em cristais e possuía algumas plumas que davam um ar veneziano.

Ela sorriu uma última vez para o espelho e saiu do quarto. Tinha algumas horas para enrolar um certo moreno.

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O salão estava repleto de pessoas. Todas impecavelmente vestidas e mascaradas. Uma música tocava agradavelmente ao fundo permitindo que se dançasse ou apenas conversasse.

Lizandra e Richard eram um exemplo de anfitriões. Muito polidos e sorridentes. Falavam com todos, recebiam os parabéns e dançavam. A loira usava um vestido dourado levemente fosco que tinham uma tira que passava pela parte de trás do pescoço, descia muito bem ajustado a silhueta enxuta. Os cabelos estavam presos e tinham presilhas cravejadas de algumas pedras. A mascara era branca com poucos detalhes em cristais.

Um dos convidados não agradou muito ao anfitrião, era Lars, não que fosse ciumento extremista. Mas aquele homem não lhe inspirava segurança para colocar as mãos em sua queria esposa para uma dança.

Assim que ela voltou ao seu lado, fez questão de sair da vista do homem de maneira a evitar que ele quisesse um bis.

- O que foi, querido?

- Nada, só vi a Mellany ali, não vamos cumprimentá-la?

- Claro, onde?

O casal olhou para a entrada do salão montado e viram a dama que entrava. Como eram pais, sabia de quem se tratava, era sua pequena Elizabeth.

- Se ela tivesse os olhos azuis, seria como te ver entrando no salão alguns anos atrás.

- Ela é tão linda... Só podia mesmo ser minha filha.

Lizandra riu arrancando uma risada do marido.

Do outro lado, Riza sentia os olhares sobre si e sabia que alguns já tinham lhe reconhecido. Apenas sorria educadamente e caminhava olhando para as pessoas.

A noite estava fria, mas dentro da tenda de vidro estava ameno devido a quantidade de pessoas. Do lado de fora, fora feita uma decoração nos arbustos e árvores com luzes, o resto estava escuro dando um ar romântico e misterioso ao que tinha do lado de fora.

Dentro, era difícil saber ser estava num baile de carnaval veneziano antigo ou se estava em uma festa clean. Tinha que admitir que a mãe sabia como organizar uma festa.

Avistou Elycia correndo juntamente com algumas crianças e Gracia muito bem vestida a frente ao lado do marido. Os dois formavam uma imagem harmoniosa.

Viu Scieska dançando com um ruivo que imaginou ser Ivis, devido a visão de um certo rapaz sentado com cara de poucos amigos não muito longe.

Riu, aqueles dois eram tão complicados.

Viu Olivier, estava belíssima, o que não era novidade. A mulher sempre fora muito bonita e chamava muita atenção quando vestia-se para um baile, ou simplesmente como uma civil.

Viu que as tentativas de tirá-la para dançar eram frustradas por algo ferino ou mesmo pela identificação de quem eram a moça. E Miles talvez tivesse algo a ver com isso.

Sentiu uma mão sobre seu ombro.

- Será que posso tirá-la para dançar?

Virou e viu um ruivo atrás de uma bela máscara negra. Era impossível não reconhecê-lo.

- Claro, mas sua companhia não ficará ofendida, senhor?

- Creio que ela esteja ocupada, ainda não chegou, senhorita?

Os dois fizeram um breve cumprimento formal e foram a pista dançar. Estava tocando uma valsa de Strauss.

Os dois tinham muita postura e desenvoltura, alguns casais até saíram de perto para não serem ofuscados.

- Fiquei sabendo que está namorando.

- Pois é... Acho que você tinha razão.

- Eu sempre tenho razão, Riza, já deveria saber.

- E é muito humilde.

- Claro. E a Tayane? Acha que esse enrosco vai para frente?

- Talvez, ela comentou algo sobre trabalhar para o Alex na Central.

- Ele quer uma investigadora entre os subordinados e o nosso pai tem algo a ver nele ter lembrado de cara dela... – Lyon riu –

- Imagine. – ela sorriu – Então, quem é dama que ainda não apareceu?

- Georgina.

- Georgina Montegomery?

- Andamos conversando...

- É por isso que tem andado sumido?

- Também. Então, o que acha dela?

- Que você finalmente teve bom gosto. Mas a história de vocês é antiga.

- A sua também, mas eu não fico te enchendo o saco.

- Certo, eu não vou mais falar sobre o seu passado com a Georgina e claro, você não fica jogando na minha cara que eu não o que estava na minha frente.

- Certo. Mas cadê o namorado? Ele tem cara de ser ciumento até os ossos?

- Um joguinho. Ele tem que me achar antes da meia-noite.

- Porque um jogo que vai perder?

- Ele ainda não me achou.

- A mulher que levou todos os olhares acima de si ao colocar o pé no salão? Só se o cara fosse cego ou burro.

- Será que eu poderia dançar com a senhorita?

- Claro. – Lyon deu espaço para Roy tomar a loura nos braços – Boa noite, vou achar a Georgi.

- Tenta perto da Olivier, ela deve querer contar algumas histórias dela para o Miles...

- Então é bom eu ir rápido. Ou a Olivier trucida meu par.

Os dois riem e ele se afasta.

- Parece que eu ganhei o jogo, vai ter que ser o meu par.

- É o que parece.

Danúbio Azul começa a tocar.

- Vamos dançar essa valsa, ou está cansada?

- Vamos dançar, cavalheiro.

Ele sorriu.

- Belo vestido.

- Minha mãe tem bom gosto. Então, conversou com muita gente?

- Um pouco, parece que todo mundo sabia que eu estaria aqui. E claro que durante a tarde tive uma conversa muito produtiva com meu sogro.

Riza sentiu as bochechas queimarem. O pai não tinha feito aquilo.

- Qual a extensão dos danos?

- Fora alguma ameaças implícitas de morte em caso da pequena Riza chorar? – ele riu – Bem, ele deixou claro que gosta de mim e que eu estar com você vai me trazer alguns olhares a mais, mas que ele sabe que não deve mexer os pauzinhos... E talvez alguma coisa sobre um apoio a minha candidatura a marechal.

- Que viagem mais produtiva.

- Para você ver. Eu vou sair daqui com um sogro que vai com a minha cara, uma namorada e a certeza de que tenho apoio para concorrer as eleições.

- E claro, com o bônus do Maes largar do seu pé.

- O que?? Isso nem pensar. Agora é que ele quer datas!

Os dois riram.

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Quando já passava das duas da manhã, Richard e Lizandra foram embora. Iriam para um hotel passar o outro dia. E aquela hora, quem ficou eram os mais jovem e animados.

Tocava mais musicas eletrônicas.

E coisas do gênero.

Continua...

Oi gente!!!

Voltei!!!

Comentem, please!!!

Kiss kiss